O TEMPO TRAZ A PODA.

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 “É preciso podar a árvore para que ela comece a dar bons e novos frutos…” Junior João.

Quem me conhece sabe que  gosto de postar crônicas que nos ajudem a enfrentar as adversidades da vida com um olhar mais positivo. Estamos sempre vivendo e aprendendo… seguindo em frente! Crescemos e nos fortalecemos com cada aprendizado, assim caminha a humanidade. Leiam:

A poda é necessária para a planta se fortalecer e equilibrar. O luto ensina e amadurece.

Ensina que existe tempo para tudo, e que alguns ramos irão se soltar durante a vida, modificando o vigor da espécie;

Ensina que os mais fortes são aqueles que se adaptam justamente como dizia Darwin;

Ensina que alguns galhos são supérfluos, ainda que não haja compreensão no momento;

Ensina a modificarmos nossa tendência de produzir mais folhagem que frutos a buscarmos novas alternativas, ter coragem, humildade.

Enquanto tivermos sorte, permanecermos jovens, belos e bem nascidos o acaso nos protegerá, mas permaneceremos mais selvagens folhagem e vegetação.

E não descobriremos quem realmente somos.

O tempo traz a poda. E a cada tesourada descobrimos que algumas feridas nunca se curam e você terá que se ajustar a uma forma de vida completamente nova.

Mesmo que seu coração tenha sido quebrado em mil pedaços, uma hora você perceberá que é capaz de amar de novo e, se tiver sorte, amará melhor.

Já perdi amigos, me separei de pessoas insubstituíveis, sofri decepções absurdas, descobri que ninguém é perfeito. Fui feliz, me atirei de cabeça, confiei demais, me frustrei na mesma proporção, tive dúvidas, morri de arrependimento.

Fui podada pela vida, aparada em minhas arestas, corrigida em minhas estruturas. Descobri novos arranjos, me equilibrei com as perdas e decepções, formulei novos caminhos. Aprendi que continuamente sofremos um processo de renovação natural _ como as plantas. Faz parte da vida, do processo de nos tornarmos melhores com o tempo, extraindo os ramos ruins e mantendo os bons…

Aprendendo a perdoar, a pedir perdão; a entender que o tempo leva pessoas especiais e deixa algumas nem tão perfeitas assim; que o coração é capaz de amar de novo, mas antes deve permitir-se chorar e enterrar o amor antigo bem fundo para que ele não ressuscite de tempos em tempos; aprendendo a valorizar o presente, a entender que tudo é passageiro_os bons e maus momentos; aprendendo que algumas pessoas simplesmente não percebem o mundo como você, e que isso não as torna mais cruéis. Aprendendo a ter compaixão, a separar seus medos antigos dos atuais.

O tempo molda as pessoas de formas diferentes, e alguns endurecerão ainda mais com o passar dos anos. Nem todo mundo aprende, não importa quantos tombos leve. E você não pode basear sua vida por essas pessoas.

A vida é muito curta e o roteiro só depende de você. É assim que você se mantém vivo. Decidindo ser melhor a cada dia, se permitindo chorar, se autorizando ter raiva, se justificando por estar sem forças. Mas ainda assim acreditando que uma hora, de alguma maneira que seria impossível, você não se sentirá assim. Não vai doer tanto…

By Fabíola Simões

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EU PRECISO APRENDER A SER MENOS…

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“Sempre é pouco quando não é demais.” Arnaldo Antunes

Recentemente me deparei com este texto… as vezes me sinto assim rsrsrs…  bem interessante… Leiam:

Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou… Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou… Não digo: “estou indo”, não digo: “daqui a pouco”, nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.   By Fernanda Mello.

PENSAR É TRANSGREDIR!

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“Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.” Lya Luft 

Vocês sabem que adoro crônicas de vários autores onde costumo postar os meus preferidos aqui no Blog. Os de Lya Luft  costuma sempre me inquietar… leiam:
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim… Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

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Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

By Lya Luft

QUANDO OS FILHOS VOAM… POR RUBEM ALVES.

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“… Amar é ter um pássaro pousado no dedo! Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar…” Rubem Alves.

Encontrar a sabedoria do amor que nos ensina a deixar voar e não a engaiolar… é uma benção! Pra variar este texto vivo e cheio de afeto de Rubem Alves me surpreende! Dia a dia, com dor e amor, alegria e nostalgia, eu tenho aprendido sobre as asas e raízes que se revelam nos relacionamentos entre pais e filhos.

Estou sim aprendendo e muito especialmente na maturidade a “transformar nascer, crescer e morrer num processo menos monótono e sem sobressaltos”… amando e dando asas aos filhos… Cada vez eles vão mais longe e ficam por mais tempo… nós vamos acompanhando ás vezes de perto, outras de longe … Nos encontrando e nos espelhando em seus sonhos e vitórias… melhor assim, né. Leia:

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Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…

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Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…

Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas: O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…

Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.

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Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.

É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.

É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.

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Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados.

Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que os impede de navegar nas ondas de seu próprio destino.

Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança.

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Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.

Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase.

Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno.

Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assustam por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível.

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Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar.

E não há estrada mais bela do que essa.

Fonte: https://osegredo.com.br/2015/12/quando-os-filhos-voam-por-rubem-alves/#.V2WQUmc7msR.facebook

LYGIA FAGUNDES TELLES É INDICADA AO PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA.

Ligyia Fagundes Telles .
A Indicação foi feita nesta quarta-feira pela União Brasileira de Escritores.

“Não acho maravilhoso envelhecer. A gente envelhece na marra, porque não há mesmo outro jeito, já fui a tantas estações de aguas, já bebi de tantas aguas – onde á Fonte de Juventude, onde?”. Lygia Fagundes Telles.

A União Brasileira de Escritores (UBE) enviou na quarta-feira (03/02/2016) à Academia Sueca a indicação de Lygia Fagundes Telles para o Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

A diretoria da entidade elegeu  a escritora paulistana por unanimidade. “Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”, disse Durval de Noronha Goyos, presidente da UBE, em comunicado.

O anúncio do Nobel de Literatura deve acontecer em outubro deste ano em Estocolmo, na Suécia. No ano passado, a jornalista russa Svetlana Alexievich  foi a vencedora. Nenhum brasileiro venceu o prêmio até o momento.

Lygia Faguntes Telles

Lygia Fagundes Telles, de 92 anos, recebeu vários prêmios ao longo da carreira, tais como o Camões (2005), e o Jabuti (1966, 1974 e 2001). No fim de 2015, Lygia venceu o prêmio Fundação Conrado Wessel na categoria Cultura, que ainda será entregue este ano.

Ela tem obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco, português de Portugal, além de adaptações de suas obras para o cinema, teatro e TV. Lygia fundou a UBE e faz parte do Conselho Diretor da instituição.

É uma das principais escritoras brasileiras e uma das primeiras mulheres a estudar direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Lygia estreou escrevendo contos em 1938, quando tinha apenas 15 anos, com o livro “Porão e Sobrado” (1938).  Ao longo da carreira, assinou clássicos como “Ciranda de Pedra” (1954) e “As Meninas” (1973) e “As Horas Nuas” (1989).

Lygia faz parte da Academia Paulista de Letras desde 1982, da Academia Brasileira de Letras desde 1985 onde é uma das imortais e da Academia das Ciências de Lisboa desde 1987.

Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/02/lygia-fagundes-telles-e-indicada-ao-nobel-de-literatura.html

DELÍCIAS MADURAS.

Senior Couple Enjoying Beach Holiday

 “Não me apego a respostas, são as minhas perguntas que me movem”. Erick Tozzo.

Maturidade acalma. Traz sossego. Nos livra de melindres.

Gente madura olha nos olhos.

Não faz chantagem emocional nem sufoca com suas carências. Gente madura compreende, não cria caso, não age pra atingir nem faz uso de indiretas.

Aliás ser maduro é ser direto, objetivo.

É respeitar a opinião alheia pois quer que a sua também seja respeitada.

Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

É aprender com os erros, ao invés de paralisar com eles.
É ouvir mais do que fala e escutar com atenção, pois é assim que procede o aprendizado.

Gente madura ri de si mesma pois sabe que o sorriso é a chave para muitas portas que a vida nos apresenta.

Sabe que o bom humor é chique, que gente feliz brilha, sem precisar de Sol.

_ felicidade-

E sabe também que alegria de verdade não se forja, se exercita com as próprias dificuldades da vida.
Gente madura sabe o que é ser feliz.

Anda devagar, por que já teve pressa e percebeu que ela não é só inimiga da perfeição.

Gente madura sabe que a pressa faz passar despercebido o que realmente nos ilumina o coração. Escrito por Erick Tozzo.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/erick_tozzo/

O QUE É VIVER BEM”, por Cora Coralina

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“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”. Cora Coralina

Todo mundo tem sua definição do que é viver bem, e Cora Coralina tinha a sua. Famosa por ser poetisa e contista, a goianiense Cora Coralina (1889-1985), ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, autora de “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” e “Meu Livro de Cordel”, também foi doceira, vendedora de livros, produtora e vendedora linguiça caseira e de banha de porco, e chegou a gravar um disco.

Na sua receita particular de viver bem está à leitura, a autenticidade, o sorriso e não dizer que está velha, nem que está doente, e tampouco que não ouve bem. Espirituosa, ela também viveu suas buscas e, aos 50 anos, experimentou uma profunda mudança interior que classificou como “a perda do medo” (Wikipedia). Foi a partir dessa ocasião que ela deixou o nome Ana Lins de lado e adotou Cora Coralina, tornando-se escritora. Abaixo, a Crônica “O QUE É VIVER BEM”, por Cora Coralina.

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“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense.

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.

O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

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Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.

Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!

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Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

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Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.    Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. `.       Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”

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“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

Fonte: http://www.contioutra.com/o-que-e-viver-bem-por-cora-coralina/

ERÓTICA É A ALMA!

“Não quero faca, nem queijo. Quero a fome!”. Adélia Prado.

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Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma“. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo… a busca desenfreada pela juventude perdida… a corrida por cosméticos e academias que prometem o impossível.

E nos autoriza a cuidar mais da alma… a viajar pro nosso interior… a descobrir o que nos completa e importa de verdade. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar as pálpebras e se descortinarem um olhar de súplica?

Plástica e reparos por fora … sem a reforma no pensamento… sem termos cuidado com tudo aquilo que se pensa, processa e fala… Isso sim certamente não nos leva a lugar nenhum!

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E como diz Rubem Alves “Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele”. O primordial é ter saúde, cuidar do corpo e ter auto estima. Não podemos ficar refém do espelho e obcecados pela forma física. Leia a crônica:

adelia prado nova

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos…

Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; strip-tease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer… faz parte da vida. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar…  A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos… se você permitir.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior… tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.

Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar… até plástica íntima andam fazendo! Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Vivemos a era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…” Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade. E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.

O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.Cuide do interior. Erotize a alma!

Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo.  Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos.

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Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox. E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…

Se você preferir assista este vídeo:

fonte: http://www.viva50.com.br/erotica-e-a-alma-por-fabiola-simoes/

https://www.youtube.com/watch?v=misaX2vFn3M

Meus “INSTANTES”…

Deste a primeira vez que eu li o poema “Instante” oferecido por meu pai me emocionei e me identifiquei muito com ele. Fiz dele minha filosofia de vida! Pensei logo que não gostaria nunca de chegar ao final da minha vida e me arrepender daquilo que não fiz.

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Penso agora que “Se eu pudesse viver minha vida novamente… eu gostaria de vivê-la do mesmo jeito como eu vivi… com todos os meus acertos, equívocos, desenganos e fracassos… Tive todas as razões para voltar atrás e tentar consertar os lugares onde errei ou mudar meu rumo…

Caucasian Woman Practicing Yoga At Seashore

Estou onde estou pelos caminhos e descaminhos que percorri. E estou onde estou porque alguns os meus planos deram errado, mas construí pontes para chegar aonde eu queria chegar… Algumas ruíram, outras eu reconstruí…  foram estes caminhos que me levaram a lugares novos, melhores… mais fortes e bem mais felizes.

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Os meus “medos” nunca me paralisaram… pelo contrário davam-me forças para enfrentar qualquer desafio! Respirava fundo e prosseguia… seguia em frente ou recomeçava. Minha coragem e determinação me levaram aonde eu queria estar… que é exatamente aonde eu estou hoje. Aqui e agora!

Retired couple dancing on the beach

Posso dizer que sinto-me uma mulher realizada e feliz!

Leia o poema “INSTANTES”…

vida

Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros. Relaxamento-mental-para-aliviar-o-stress Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.voo+livreNa verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos, Travel the world monuments concept subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
vista machu-picchu
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. caminho 2
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida; vida 2 claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos. alegrias 2
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
Não percam o agora. momentos1 Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro, feliz uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um paraquedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve. a0032-000037Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera nadar rios e continuaria assim até o fim do outono. caminho 6
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, mae-lendo-para-os-filhosse tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo…

envelhecer no espelho

O poema “INSTANTES”, durante muito tempo foi atribuído a Jorge Luís Borges (“Se eu pudesse viver novamente a minha vida…”),  mas na verdade trata-se de um poema que tem título original “I Would Pick More Daisies” e cujo autor é DON HEROLD, tendo sido publicado em Seleções do Reader’s Digest em 1953.

O curioso é que este autor, escritor, humorista e cartunista escreveu mais de dez livros, mas esta sua obra mais conhecida circula o mundo atribuída a outro autor… Este poema, impresso em pôster na década de 1980 por um laboratório farmacêutico, foi largamente distribuído a médicos…

Fonte: Don Herold e Rubem Alves

MEUS “FILHOS”… “NOSSOS FILHOS”… confirmando o que diz Khalil Gibran em “O Profeta”.

“Hoje tenho a infinita certeza que não existe nada maior, melhor e mais verdadeiro que o amor de uma mãe para o filho.”   Autor desconhecido

Borboletas livre

Pensando sobre o momento em que vivo atualmente nada melhor do que um “repensar” sobre os meus “filhos”… “nosso filhos”… Sempre gostei muito de um texto de Khalil Gilbran no livro “O Profeta”, que aborda de uma maneira profunda sobre o que são os “filhos”, bem como suas relações com seus os pais.

Concordo com esta forma de pensar… e acredito que criamos nosso filhos com muito amor e dedicação para o mundo. Somos todos filhos do mundo.

Muito além dos filhos que nascem de nós… ainda temos os filhos que vêem á nós…. escolhidos pelo coração! Vieram á mim… em um nós… com a formação de minha nova família…

Hoje tenho uma família linda e grande… onde temos aprendido muito no dia a dia… a conviver juntos… a nos respeitar…. nos amar… compartilhando nossas dificuldades e sonhos… Esta é a beleza de se ter uma Família! Precisamos cuidar dela com muito paciência e amor…  Mas só amar não basta!

E vamos caminhando… errando e acertando… construindo… reconstruindo… agora e sempre!

Gilbran escreveu… E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”
E ele disse:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas do desejo da Vida por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não de vós,
E apesar de estarem convosco, não pertencem a vós.
Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não os vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Pois suas almas vivem na casa do amanhã, a qual vós não podeis visitas, nem mesmo em vossos sonhos.
Podeis esforçar-vos em ser como eles, mas não tentai fazê-los como vós.
Pois a vida não volta para trás, nem permanece no dia de ontem.
Sois os arcos dos quais seus filhos, como flechas vivas, são arremessados.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e Ele vos dobra com o Seu poder para que Suas flechas possam ir longe e velozes.
Deixai que o Arqueiro vos curve com alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é estável.

Fonte: Do Livro “O Profeta” –  Gibran Khalil Gibran (1883 – 1931)