ENVELHECER DE BEM COM A VIDA…

“Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido…
E sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio…
Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“Verás quando tiver cinquenta anos”.
Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.
Adoro este texto de Albert Camus, tem muito do encantamento que os avós vivem com os netos. Sei bem disto

A ARTE DE SER AVÓ.

Uma singela homenagem aos avós que nos tempos modernos tem muitas vezes ajudado (ou até substituído) muitos pais em seu papel de protetores e educadores. Sempre parceiros, nesta missão. Parabéns a todos os avós 💗💓.

Não me canso de lembrar de tantas coisas boas que nossos netos nos trazem. Construímos muitas histórias juntas… marcamos nossas vidas eternamente… moramos no coração e no pensamento ⭐️… cheios de ternura e afeto 💓💗 carregados de amor 💓💗.

João Pedro (5 anos 🇬🇧) Noah (2 anos 🇺🇸) Eva (2 anos 🇫🇷)… são as minhas preciosidades… minha maior alegria. Gratidão. Eu sou uma avó coruja assumida:

“Netos são como heranças. Você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, as dores da maternidade.

E não se trata de um filho suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho do filho, mais filho que filho mesmo….

A velhice tem suas alegrias, as suas compensações… Todavia, às vezes, lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança…. Meu deus, para onde foram as suas crianças?

Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção.

A avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, a secreta aliada nas crises de rebeldia.

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.”

Uma mensagem linda de Raquel de Queiroz que me toca profundamente. Me identifico muito com o que ela diz. Avó tem sido uma das melhores experiências da minha vida.

Dedico a todos os avós. Feliz Dia dos Avós 💓💗⭐️💐

(Fortaleza, 17/11/1910 – Rio de Janeiro, 4/11/2003)

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/09/16/maturidade-acalma-2/

https://oterceiroato.com/2020/09/16/avos-anjos-em-forma-de-gente/

https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

https://oterceiroato.com/2020/07/26/avos-de-hoje-em-dia/

CONSELHO DE AVÓS.

Dia dos avós chegando, 👀 diferente agora com esta pandemia interminável que estamos passando… sempre regados de afeto ❤️. Se eu pudesse dar apenas um conselho aos vovós corujas, seria esse:

“Deixem os avós serem avós…”💗
Avós tem mil fotos do neto no celular, que ele pode mostrar, postar e babar… pois ter um neto é um privilégio dado por Deus… uma benção, eu diria.
Avós não precisam de permissão para visitar ou dar colinho…
Nem precisam de horário estipulado para irem embora… (usando o bom senso né?)
Avós querem ajudar no banho, fazer ninar se preciso e cheirar aquela carinha linda…
Avós são abrigo seguro, são mãos estendidas e protetores fiéis…
Avós sejam maternos ou paternos são iguais no amor, se preocupam e sentem saudades… e muita…

Gostam de dar conselhos e contar como era a maternidade no seu “tempo”… nostalgia cheia de emoções.
Avós não querem só contar histórias querem fazer história na vida do neto… E quantas tem construído juntos. Doces memórias que se eternizam.
Querem brincar e ensinar sapequices… vibrar com tudo.
Eles querem ser o apoio do filho e o olhar atento ao neto para que os pais possam descansar ou trabalhar…


Por que o breve é breve e o tempo você sabe…ele voa! E nós avós iremos partir e queremos deixar lembranças bonitas para nossos netos.

Quero desejar a todos os avós momentos maravilhosos e marcantes entre esta linda convivência que acontecem no dia a dia. Que possam deixar afeto e doçuras mil ❤️ . Eu escrevi um texto lindo no livro Avós e Netos… vale a pena ler. Tenho comigo alguns poucos exemplares ainda.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

https://oterceiroato.com/2020/09/16/avos-anjos-em-forma-de-gente/

AS COISAS PASSAM…

Para Gloria Hurtado, assim como para mim….. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Mudar a energia!

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
#novoanovidanova #reciclandoavida

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/12/16/eu-mudei/

https://oterceiroato.com/2020/08/21/e-preciso-ir-embora-em-muitos-momentos-na-vida/

EXPERIENCIAR…

Gosto muito deste texto de Fabíola Simões, que fala sobre o sofrimento onde tudo passa!!! Também acredito nisto 👀 “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…”. A experiência da dor também ensina e nos aproxima de nós mesmos. E ser nós mesmos nem sempre é continuar na mesma estrada que estávamos seguindo. Muitas vezes descobrimos que é preciso mudar de rota, desacelerar o passo, explorar outras paisagens, mergulhar no desconhecido e ousar enfrentar o que mais nos amedronta.

Às vezes você precisa ser quebrado para se tornar uma versão melhor de si mesmo. Às vezes você precisa sangrar e ficar à flor da pele para conseguir se resgatar por trás das máscaras e proteções, condicionamentos e projeções. Às vezes é preciso um novo você para que a vida volte a pulsar.

Tudo passa. O que permanece é aquilo que conseguimos ressignificar a partir da experiência do amor, da dor, da perda, do arrebatamento, do enfrentamento. E é esse novo sentido que irá nos curar e enriquecer nossa experiência de estar vivos, permanecendo para sempre conosco como um lembrete de que nossa alma foi tocada.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

https://oterceiroato.com/2020/10/09/adaptando-se-ao-envelhecimento/

AS MÃOS… E A DOR!

– Vovó, como se enfrenta a dor?
– Com as mãos, minha querida. Se você a enfrentar com a mente, em vez da dor se suavizar, ela endurece ainda mais.
– Com as mãos, vovó?
– Sim. Nossas mãos são as antenas da nossa alma. Se você as movimenta costurando, tricotando, bordando, cozinhando, pintando, tocando ou afundando-as na terra, você envia sinais de cuidado para a parte mais profunda de si mesma. E tua alma se ilumina porque você lhe está dando atenção. Assim, ela não precisa mais lhe enviar a dor para ser notada.
– As mãos são realmente tão importantes assim?
– Sim, minha pequena. Pense nos recém-nascidos: eles começam a conhecer o mundo graças ao toque de suas mãozinhas. Se você olhar, verá que as mãos dos velhos contam mais sobre a vida deles do que qualquer outra parte do corpo. Diz-se que tudo o que é feito com mão é feito com o coração. Porque é realmente assim: as mãos e o coração estão conectados. Os Fisioterapeutas sabem muito bem disso: quando tocam o corpo de outra pessoa com as mãos, criam uma conexão profunda. É precisamente a partir dessa conexão que vem a cura. Pense nos apaixonados: quando suas mãos se tocam, fazem amor da maneira mais sublime que existe.


– As minhas mãos, vovó … há quanto tempo não as uso assim!
– Movimente-as, minha querida, comece a criar com elas e tudo dentro de você mudará também. A dor não passará. Mas vai se transformar na mais bela obra-prima. E não vai doer mais. Porque a partir dela, você poderá bordar a tua essência.

Adorei este texto com muita sensibilidade num diálogo entre uma avó e sua neta de Elena Bernabè. Também contar isto para os meus netos.

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/11/13/quando-eu-envelheco

https://oterceiroato.com/2020/11/11/de-repente/

A MELHOR FASE NA VIDA…

Adoro esta crônica de José Micard Teixeira, consegue dizer muito do que penso. Leiam:

A melhor fase na vida é aquela em que te transformas em ti mesmo. É aquela em que o respeito por ti se torna numa provocação de felicidade. Só isso. Tão isso. Porque respeitares-te é a soma de todas as tuas liberdades individuais, de todas as escolhas que fazes por quem queres ser, de cada um dos sorrisos que esboças sem dificuldade ou vergonha. É uma espécie de poder que sentes ser diferente de todos os outros, sobretudo daquele que fascina os que não o têm, um poder que te leva a não querer ser bajulado ou reconhecido.

Quando te transformas em ti mesmo, recuperas o que sempre existiu em ti, tudo aquilo que sai do mediano e previsível, tudo aquilo que te abre a novos desafios e tentações. É uma espécie de purga do que te ensombrava, de tudo aquilo que erradamente te fazia querer apenas o que os outros querem, como se fosses alguém feito de plasticina e barro, alguém quebrável e sem valor. Na verdade, é um tempo intemporal em que a tua transformação te torna em alguém diferente, alguém para quem os sonhos voltaram a ganhar a mesma cor da infância, essa cor que é uma verdadeira provação em que te compete apenas fazer sempre sobressair o melhor de ti. Só isso. Tão isso.
Veja também : https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

https://oterceiroato.com/2020/09/11/a-mulher-ao-centro-da-vida-2/

NOSSAS FALHAS… SOU ASSIM!

Este texto foi escrito pela minha amiga do Trabalho 60+, Gersoni de Melo. Adorei 🙌🏻. Me identifiquei! Somos a somatório de tudo que construímos durante ao longo de nossa vida. Leiam:

Eu falhei algumas vezes como filha, como irmã, como mãe, como esposa, como amiga, como cunhada, como tia, como companheira.
Nem sempre digo as coisas certas.
Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu!
Adoro a minha comida.
Tenho celulites, estou fora do “peso ideal”.
Tenho cicatrizes porque tenho uma história longa.
Algumas pessoas me amam, outras gostam de mim, outras simplesmente não me conhecem direito. E se não gostam de mim, não me importa, sobrevivo, sou forte 😉
Fiz coisas boas, outras não tão boas, fiz algumas besteiras.
Saio sem maquiagem, perfume e às vezes nem arrumo os cabelos.
Não pretendo ser alguém que não sou.
Eu sou quem sou, podes amar-me ou não.
E se te amo, faço com todo meu coração.
Não puxo o tapete de ninguém, sei que todos tem seu lugar no mundo .
As vezes sou feliz as vezes não, mas sei que tudo tem o tempo de Deus.
Sei que o sol não faz distinção, nasce pra todos.
Não sou a melhor pessoa do mundo, mas já melhorei bastante. Já não sou quem eu era.
Ainda acredito num mundo melhor.
Não me desculpo por ser assim!!!
Eu sou ótima. ✌ 😍 Sou feliz simplesmente assim!

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

https://oterceiroato.com/2020/10/21/quando-a-gente-vai-embora-ai/

É HORA DE MUDARMOS DE VIA… EDGAR MORIN

“A chegada do coronavírus nos lembra que a incerteza permanece um elemento inexpugnável da condição humana. Todo o seguro social em que você pode se inscrever nunca poderá garantir que você não ficará doente ou será feliz em sua casa”.

Com seus 99 anos, o pensador francês Edgar Morin deu uma entrevista lucida e corajosa. Admiro muito seus livros e seus pensamentos… alguns que já conheci. : “É hora de mudarmos de via – as lições do coronavírus.” – “Ensinar a viver.” – “ Como viver em tempo de crise.” – “Edwige, a inseparável.” – Conhecimento, ignorância, mistério.”

Eis aqui alguns trechos da entrevista que adorei:
“Surpreendi-me com a pandemia mas em minha vida estou habituado a ver chegar o inesperado. A chegada de Hitler foi inesperada para todos. O pacto germano-soviético foi inesperado e inacreditável. O início da guerra da Argélia foi inesperado. Eu só vivi pelo inesperado e pelo hábito com crises. Nesse sentido, estou vivendo uma crise nova, enorme, mas que tem todas as caraterísticas da crise. Isto é, de um lado suscita a imaginação criativa e, de outro, suscita medos e regressões mentais. Buscamos todos a salvação providencial, só que não sabemos como.
É preciso aprender que na história o inesperado acontece, e acontecerá de novo. Pensamos viver certezas, com estatísticas, previsões, e com a ideia de que tudo era estável, quando já tudo começava a entrar em crise. Não nos demos conta. Precisamos aprender a viver com a incerteza, isto é, ter a coragem de enfrentar, de estar pronto para resistir às forças negativas.
A crise nos torna mais loucos e mais sábios. Uma coisa e outra. Grande parte das pessoas perde a cabeça e outras tornam-se mais lúcidas A crise favorece as forças mais contrárias.

Desejo que sejam as forças criativas, as forças lúcidas e as que buscam um novo caminho, aquelas a se imporem, embora ainda sejam muito dispersas e fracas. Com razão podemos nos indignar mas não devemos nos trancar na indignação.
Há algo que esquecemos: há vinte anos começou um processo de degradação no mundo. A crise da democracia não é apenas na América Latina, mas também nos países europeus. A dominação do lucro ilimitado que controla tudo está em todos os países. Idem a crise ecológica. O espírito deve enfrentar as crises para dominá-las e superá-las. Do contrário somos suas vítimas.

Vemos hoje instalarem-se os elementos de um totalitarismo. Este, não tem mais nada a ver com o do século passado. Mas temos todos os meios de vigilância a partir de drones, de celulares, de reconhecimento facial. Existem todos os meios para surgir um totalitarismo de vigilância. O problema é impedir que esses elementos se reúnam para criar uma sociedade totalitária e invivível para nós.
Às vésperas dos 100 anos, o que posso desejar? Eu desejo força, coragem e lucidez. Precisamos viver em pequenos oásis de vida e de fraternidade.” “Antes, a gente achava que existia um progresso certo e agora o futuro é uma angústia. Por isso, suportar, enfrentar a incerteza é não naufragar na angústia, saber que é preciso, de certa forma, participar com o outro, de algo em comum, porque a única resposta aos que têm a angústia de morrer é o amor e a vida em comum” – Edgar Morin

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/30/sou-aquela-mulher/

https://oterceiroato.com/2020/06/03/viajar-para-a-europa-pos-coronavirus-tudo-que-voce-precisa-saber/

https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

RECOMEÇAR…

Na vida temos várias desafios e oportunidades de aprendizagens. Algumas mais leves outras muito difíceis. Mas é preciso avançar. Já ouviram falar dos setênios? Pode explicar algumas coisas. Todos temos um tempo para mudar. Cada um tem o seu. Gosto muito deste texto de Christina Ferreira, que diz em poucas palavras muitas coisas. Leiam:

Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir.
É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removivas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.


Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas.
Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida.

Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. Ah! O amor.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/12/16/eu-mudei/

https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/