COISAS QUE APRENDI FICANDO SOZINHA.

Deixe-me envelhecer

“Nunca estou mais acompanhado… do que quando estou sozinho”. Cícero

Penso que ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… e nos conhecermos melhor. Então descobriremos um pouco mais sobre nós mesmos e muitas outras coisas rsrsr…  vamos entender assim nossos reais necessidades. Enquanto vamos amadurecendo parece que temos mais facilidade e necessidades de fazer isso…  pelo menos algumas vezes. Comigo é assim…

Estarmos de bem com nós mesmos é muito bom, acreditem…  Gosto muito do que Guilherme Moreira Jr. nos diz, leiam:Jogue ForaÉ bem simples, ficar sozinho não me deixou incompatível para estar ao lado de outra pessoa. Ficar sozinho foi uma decisão de amor próprio, onde todo o tempo que passei em contato comigo permitiu que eu entendesse a importância de valorizar quem chega, quem fica feliz com a minha companhia.

Desconfio que esse é o primeiro mandamento da reciprocidade, saber encontrar a paz de estar inteiro consigo. Porque quando você é capaz de se enxergar sorrindo sem depender de ninguém, você entende a verdadeira essência dos relacionamentos. Teria maturidade emocional em aceitar a solidão dos próprios pensamentos é o começo mais acertado para o momento no qual finalmente baixar a guarda junto de outra pessoa.

Ficar sozinho é passar a confiar nos seus sentimentos. É não ter medo de deixar fluir as coisas. Você não controla o tempo e as atitudes alheias. A ausência e o desprendimento de ter alguém caminhando junto a todo momento, além de me ensinar sobre dependência afetiva, também me ensinou sobre leveza. A solidão não precisa ser um peso. Ela pode muito bem ser um trajeto de descobrimento e soma daquilo que se quer. No caso, tranquilidade e equilíbrio.A 1Ficar sozinho é criar uma própria balança sentimental, daquela na qual você aprende a manusear sem ultrapassar o limite das decepções amorosas que pode suportar. Do outro lado, você consegue encaixar os melhores encontros, as melhores experiências. Claro, não é uma ciência exata. Não existe nada de exato quando falamos do coração da gente, mas isso não significa a impossibilidade de querermos algo ou alguém em sintonia com os nossos afetos.

Ficar sozinho também me ensinou, e com muito amor, a não desmerecer entregas. Porque quem acolhe os nossos sonhos, quem luta do nosso lado, quem demonstra vontades sem cobrar nada em troca, esse é o tipo de pessoa que faço questão em dar uma pausa nos meus silêncios. Acredite, não é sempre que temos a chance de conhecer alguém assim. Então, faça o possível para quem te der essa liberdade sentir-se em casa.

Ficar sozinho não me tornou incapaz de amar outra pessoa. Ficar sozinho fez o meu amor crescer. A única diferença é que aprendi que antes de desejar da vida um amor de verdade, primeiro preciso saber amar os meus próprios lados. By Guilherme Moreira Jr.img_1463Ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… E então nós descobrirmos um pouco mais e entender assim nossa real necessidade.

E vocês o que acham disso? Gostaram?

MORRER NÃO SE IMPROVISA! RELATOS QUE AJUDAM A COMPREENDER AS REAIS NECESSIDADES – BEL CESAR.


BEL CESAR
“Cuidar da nossa travessia é internalizar uma compreensão esperançosa da morte”. Leonardo Boff.

A MORTE é um assunto que ninguém quer sequer pensar, quanto mais, falar sobre ela… este assunto é evitado por todos! Vamos envelhecendo, acontecem as perdas, anunciadas ou não… que me levaram a refletir melhor sobre a vida e a morte… Você já pensou sobre a Finitude? O que fazer quando já não há mais nada a fazer?   

Conheci Bel César, psicóloga, autora do livro “Morrer não se improvisa”, hoje numa palestra realizada por ” Mais velhos, Mais sábios” e fiquei encantada ao ouvir a voz suave e serena dela nos contando sobre a sua missão de vida e do seu “Projeto Viva da Clara Luz”.

Quem é Bel César:

Desde 1989 pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano e dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte e também ao tratamento do estresse pós-traumático com o método de S.E.®️ – Somatic Experiencing. Organizou a primeira vinda de Lama Gangchen Rinpoche ao Brasil em 1987. Presidiu o Centro de Dharma da Paz por 15 anos. Em parceria com Peter Webb, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz. Possui sete livros publicados pela Editora Gaia. Entre eles: “Morrer não se Improvisa”, “Livro das Emoções” e, em parceria com Lama Michel Rinpoche, “O Grande Amor – um objetivo de vida”. A palestra, realizada em São Paulo, partiu de uma reflexão sobre a visão da morte segundo o budismo tibetano e como podemos dar apoio as pessoas que enfrentam a morte assim como aquelas que estão enlutadas. Projeto este precioso onde auxilia os pacientes terminais a encontrar através de terapia de apoio espiritual (embasado no budismo tibetano) um apoio no momento de sua morte.   Para os budista tibetano a morte é a maior oportunidade da vida!”... É nesse momento que podemos voltar para casa – para nossa verdadeira natureza interna – o nível mais fundamental da consciência humana, que sobrevive á morte. Portando, podemos encontrar na morte o estado da paz e plenitude que buscamos durante toda a vida. Por isso não precisamos temer a morte e sim vivenciar com coragem. Confesso que nunca pensei muito sobre este assunto, mas com a doença grave, progressiva e degenerativa de minha mãe, que fará 90 anos em 27 de Abril deste ano, procurei saber mais sobre este assunto tão temeroso… como enfrentar esta passagem? É certo que a perspectiva da morte arranca a esperança do seio da vida, mas talvez seja o caso de tentarmos compreender as reais necessidades emocionais e espirituais daqueles que enfrentam a morte, dando apoio a essas pessoas nesse momento tão especial. É isso que Bel Cesar propõe neste livro “Morrer não é improviso” e na palestra que assisti. Evidentemente não é fácil vivenciar a morte com coragem, mas se falarmos da morte sem preconceitos vamos aprender a lidar com ela de maneira mais serena e veremos que a morte é, na verdade, a maior oportunidade da vida, um momento em que se pode voltar para a verdadeira natureza interna compreendendo que o mais fundamental da consciência humana sobrevive à morte.

Isto me trouxe uma certa leveza, na minha maneira de pensar. Esta visão é uma novidade pra mim, despertou ainda mais meu interesse. Comprei o livro e já comecei a ler, estou adorando e recomendo. Baseado em princípios budistas, este livro ensina como ajudar uma pessoa a atingir um estado mental positivo no momento da morte, encontrando paz e plenitude. Relatos de pacientes na fase final da vida, à espera da morte, comentados por profissionais de diversas áreas, fazem deste livro algo vivo “emocionante e encorajador”, pois ensina que sempre há alguma coisa a fazer, e faz-nos ver a morte com serenidade e esperança.

Da onde partiu esta ideia do livro ?

Em julho de 1999, em uma conversa informal com o seu mestre e amigo Lama Gangchen Rimpoche, Bel Cesar foi questionada sobre a possibilidade de escrever um livro que apresentasse sua experiência com pacientes que estão prestes a morrer. Pensou por alguns instantes e manteve-se reticente. Em seguida, Lama Gangchen foi mais incisivo; “Eu vou morrer e sei que meu trabalho vai continuar. E você, depois de morrer, quem vai dar continuidade ao seu trabalho?

A partir deste diálogo, Bel Cesar compreendeu que o compartilhar sua experiência profissional era muito mais relevante do que resistir em expor o seu trabalho ou a história de seus pacientes. Com coragem e determinação, Bel Cesar colocou no papel 12 casos atendidos desde 1991. Alterou o nome dos pacientes e pediu permissão aos familiares para publicá-los. Fez várias cópias e as distribuiu entre amigos e profissionais da área de saúde. Muitos se interessaram. Interessante que ela consegue integrar a convicção religiosa de cada paciente com sua prática budista e alcança resultados surpreendentes.

Segundo ela, isso só é possível porque o budismo está baseado num sistema de sabedoria universal, respondendo às necessidades inerentes de cada indivíduo, que é encontrar um sentido tanto para a vida como para a morte e cultivar uma visão de paz que transcenda o materialismo imediatista.

Gilberto Gil fez esta musica “Eu não tenho medo de morrer” que ilustra bem este momento da vida, achei  bem interessante, compartilho com vocês…

Veja o que ela diz sobre o livro dela:

 

 

EU CANSEI DE OUVIR CONCEITOS SOBRE ENVELHECER BEM…

ENVELHECER 2

“… e até falar sobre a fragilidade da vida.”  Déa Januzzi

Déa Januzzi e seus apaixonantes sentidos, leiam a crônica:

Se eu deixar de fumar, parar de tomar vinho, praticar atividade física regularmente. Se levar uma vida equilibrada, sem dívidas, planejada, com viagens pelo menos uma vez por ano, se tiver contato com a natureza, se viver perto do mar, se minha alimentação constar de orgânicos e sucos verdes, se eu não colocar frituras nem embutidos nem carnes no meu prato. Se virar vegana, conversar com Deus em linha direta, negociar com Ele tempo de vida, se eu fizer acupuntura, massagens para desenferrujar o corpo, se ouvir música sempre, ler, malhar o cérebro com atividades para a memória, vou viver muito?

Certamente, os médicos e especialistas em envelhecimento vão responder que sim. Este é o caminho do envelhecimento ativo, que garante uma vida longa e saudável. Mas vou dizer para vocês: cansei de ouvir conceitos sobre envelhecer bem, que se faça isso e aquilo, que é preciso evitar um tanto de coisas que mudam conforme a época. Cansei de ver pessoas escrevendo livros com receitas físicas ou psicológicas sobre o terceiro tempo da vida, que, hoje, dizem as estatísticas demográficas, podem levar aos 100 ou mais anos.terceira-idadeNão entendo, porém, quando as notícias divulgam a morte da atriz e estrela de primeira grandeza, Marília Pera, aos 72 anos. Quando meu amigo, mestre, jornalista e escritor Roberto Drummond morre, de repente, do coração antes dos 70, apesar de ter parado de fumar há anos, de beber moderadamente, de fazer ginástica, de ter uma vida produtiva e criativa, de ter chegado ao sucesso com a minissérie global “Hilda Furacão” e de um sem número de livros que venderam muito e agradaram ao leitor.

Gostaria de entender como é que um jornalista de 64 anos, que morava numa cidade de interior, com dois filhos ainda pequenos, de nome Marco Otávio, o Marão, morre de câncer tão cedo? Gostaria muito de ter uma fórmula, uma receita, mas parece que a vida tem seus mistérios. Não é receita de bolo. Nem de especialistas nem de manuais e regras de viver bem.

Gostaria muito de entender a vida, que não está em compêndios nem em livros de academia. Para mim, que não sei quanto tempo de vida tenho, tudo deve partir do prazer e da alegria. Pois vida para mim é compartilhamento, é o cuidado com o outro, é dar bom dia ao vizinho, ao porteiro do prédio. É conversar e aprender com a faxineira do prédio. Para mim, vida é se esbaldar no japonês comendo sushis e sashimis, é beber vinho como quem comunga com Deus, é encontrar o Irmão Raimundo Rabelo Mesquita, na Cantina do Lucas. Aos 83 anos, ele me convida para comemorar o Natal antecipado tomando vinho ao meio-dia e comendo um macarrão à parisiense com muito creme de leite. Com um detalhe: ele veio lá da Inspetoria Dom Bosco, no Bairro Dom Cabral, de ônibus. E voltou no mesmo transporte, depois de tomar vinho, comer, conversar, rir e contar coisas de Deus. Nós dois sempre fomos assim. Depois de anos como fonte de reportagens, Mesquita e eu nos tornamos amigos de fé e não deixamos de comemorar o Natal, de trocar ideias e até falar sobre a fragilidade da vida.ENVELHECER 2Viver para mim é estar com pouco dinheiro numa sexta-feira à noite, mas sair com a minha irmã Kátia para um desses bares do centro da cidade e contar as notas e moedas para ver quantas cervejas podemos tomar. E ver um cara na mesa ao lado mandar torpedos para a nossa mesa. De papel, acreditam? Devidamente escrito a mão e dobrado, para dizer que quer encontrar de novo, porque “somos simpáticas e charmosas e encantadoras.” No fim do torpedo, o telefone dele, entregue em mãos da minha irmã.

Depois, voltar para casa rindo de tudo o que aconteceu, à meia-noite, de ônibus, com a chuva caindo sobre nossas cabeças. Viver para mim é ir ao Sítio Sertãozinho, da minha amiga da montanha e entrar na piscina para movimentar o corpo dentro da água. É saber dessa amiga preciosa que “as nuvens passam, mas o céu fica”. Ter a certeza de que o Salmo 104, versículo 15, é profético. “O vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão que fortalece o coração…” Para mim, só vale a pena viver, pouco ou muito, dessa maneira.

Sempre me identifico muito com o jeito dela. Gostaram?

COMO SER MÉDICO EM PORTUGAL ?

“Toda a medicina é feita de experiências.”! Quintiliano

Já contei aqui que estou me organizando para ir morar em Portugal, daqui a dois anos. Sonho que esta sendo construído com muito planejamento e organização, por etapas. Aposentei e aguardo só meu marido também se aposentar. Em breve! Pesquiso muito sobre o assunto…

O Blog da Eurodicas (que eu gosto muito) descreve muito bem como ser médico em Portugal? Isso me interessa muito. Leiam:

Á profissão de médico é muito importante e valorizada em diversos países do mundo. Em Portugal, como a sociedade é mais igual, muitas vezes um professor universitário chega a ganhar mais do que um médico.

Mas hoje vamos te contar um pouco sobre a profissão médico em Portugal e como é possível atuar sendo brasileiro.

Vale a pena ser médico em Portugal?

Uma pergunta muito comum que recebemos sempre é, se vale a pena trocar a medicina do Brasil por Portugal. Depende. Se você busca reconhecimento e valorização financeira não vale. No Brasil, os médicos recebem, de modo geral, mais que em Portugal.

Médico em Portugal

Portugal conta atualmente com cerca de 49 mil médicos para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes, cerca de 30 mil trabalham no serviço público de saúde.

O número é suficiente? Infelizmente, não. Faltam médicos de família para atender em Centros de Saúde e faltam algumas especialidades médicas dependendo da cidade.

Portugal contrata muitos médicos espanhóis e da União Europeia para trabalhar no país. Mas também é possível encontrar médicos da América e de outros continentes.

Entretanto, muitos médicos europeus desistem de Portugal pelos baixos salários se comparado a outros países europeus. Saiba também qual é o custo de vida em Portugal.

Especialidades em falta em Portugal

De acordo com o Diário da República de Portugal, as especialidades médicas em que faltam profissionais são:

• Psiquiatria

• Urologia

• Pediatria

• Ortopedia

• Cardiologia

• Cirurgia geral

• Medicina interna

• Ginecologia-obstetricia

Veja também outras profissões que estão em falta em Portugal.

Como validar diploma de médico em Portugal

Para um médico brasileiro exercer a profissão em Portugal é necessário validar o diploma do curso superior e fazer provas (que pode variar de acordo com seu histórico e ementa curricular).

O ideal é vir para Portugal com uma experiência superior há 3 anos e com a residência médica concluída, porque em Portugal o tempo de residência é de 5 a 7 anos.

O primeiro passo para ser médico em Portugal é escolher uma universidade portuguesa para validar seu diploma. As universidades de Lisboa, do Porto e Coimbra são as mais conceituadas nesse quesito, mas existem outras opções.

Os seus documentos devem apostilados, seguindo o protocolo da Apostila de Haia, nos cartórios autorizados. Veja como é o processo completo para validar o diploma brasileiro em Portugal.

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Equivalência do diploma

Após a entrega dos documentos na universidade (pessoalmente ou com procuração), é necessário a equivalência.

Para a equivalência do diploma de medicina em Portugal, é necessário uma apresentação oral e em power point, com uma dissertação, monografia ou relatório curricular (descrição detalhada do currículo, para médicos com mais experiência). A nota mínima necessária na banca é 10 (em Portugal a nota máxima é 20).

Após a equivalência do diploma na universidade é necessário pagar a taxa da Ordem dos Médicos de Portugal (€ 210,00) e quem possui mais de 3 anos de atividade médica pode pedir a autonomia de trabalho como médico em Portugal.

Como trabalhar como médico em Portugal

Após a validação do diploma, é possível trabalhar quem tem a cidadania europeia, ou então o imigrante brasileiro (sem cidadania) deve solicitar o pedido de visto de trabalho no Consulado de Portugal no Brasil. O pedido leva cerca de 30 dias para ser analisado.

Tempo total da validação

Todo o processo de validação do diploma poder levar cerca de 13 meses para ser concluído.

Salário de médico em Portugal

Os médicos em Portugal em início de carreira tem um salário médio de € 2.700,00 euros (40 horas semanais) no serviço público. Já no setor privado, os salários podem ultrapassar os € 4.000,00.

Os valores variam de acordo com o tempo de experiência e a especialidade escolhida. Médicos com mais tempo de experiência e chefes de serviço podem chegar a ganhar € 5.000,00. Vale lembrar, que em Portugal o serviço público de saúde é melhor do que a rede privada.

Curiosidade

Em Portugal existem poucos cirurgiões plásticos. Não é tão comum quanto no Brasil. Podemos afirmar que os portugueses, de modo geral, não fazem tanta cirurgia por estética quanto os brasileiros. O Brasil e os Estados Unidos ainda são os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo. Espero que ajude.

Fonte: https://www.google.com.br/amp/s/www.eurodicas.com.br/medico-em-portugal/amp/

SOU FEITA DE RETALHOS… DE PEDACINHOS…

Foto Colcha de Retalhos bia

“…prefiro ser a colcha de retalhos! Colorida, remendada, uma parte velha, outra parte nova… uma grande mistura.” Isabella Marques 

Assim como a autora desta cronica Cris Pizziment, penso que eu também sou uma “colcha de retalho”. Representa sim todas as minhas facetas, minhas múltiplas personalidades e minha resistência. Porque já rasguei muitas vezes os pedacinhos… mas voltei a juntar tudo outra vez, com uma linha bem forte.

Assim como na vida, em meu trabalho ela representava algo maior ainda… era a união de tudo… de uma equipe inteira, como um fechamento.  Em cada lugar onde trabalhei nos últimos 15 anos, construía sempre uma “colcha de retalhos” ao final do nosso Projeto quando era concluído. Era realizado junto com todos da minha equipe… e sempre estávamos prontos a acrescentar algo. Alguns eram mais empenhados outros nem tanto, mas sempre participavam e acabavam se envolvendo a medida que viam a colcha sendo construída. Lentamente… Dia a dia transformava-se em algo maior e tão colorido como a vida! Sempre me deixava realizada.

Que sejamos cada vez mais uma junção de retalhos e que saibamos escolher quais deles farão parte de nós. Leia:

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“Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.

Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior… Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… Haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.

Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.

E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós’”.

Gostaram?

NOSSAS ESCOLHAS! SÃO ELAS QUE NOS LIBERTAM… SÃO ELAS QUE NOS APRISIONAM…

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“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” Pablo Nereda

Adorei esta crônica de Cleonio Dourado. Sim… Somos donos de nossas escolhas, responsáveis por nossas decisões, únicos donos de nossa vida. Somos nós quem escolhemos o (ao)  lado de quem ficar, as consequências que teremos que carregar, os fatos que teremos que julgar, as pessoas que ficarão conosco: Quais? Aquelas que nos levarão ao céu ou aquelas que nos carregarão para baixo, pois somos quem abre a porta, somos quem as deixa entrar.

Cada atitude de hoje, refletirá no amanhã. Conscientes ou não, a nossa história é um filme e o final não depende do começo, é nesse intervalo que escrevemos os momentos mais importantes. Se afastar de alguns, aproximar-se de outros, escolher em quem e no que acreditar é um fardo seu. Decidir se vai varrer o lixo pra debaixo do tapete ou fingir acreditar nas suas próprias dúvidas é um peso que terá que suportar.
O arrependimento sincero alivia, perdoa, tira a mácula, tira o peso. Mas acredite, não há espaço para o bem e o mal no mesmo bolso. A escolha é sua sobre o que carregar. Não há muitas chances, saiba usar cada uma, nem sempre haverá reparos e muita coisa não terá conserto de maneira alguma.

Algumas decisões serão pra sempre, algumas vão doer à vida toda, vão deixar cicatrizes, serão inesquecíveis e inexplicáveis, mas tenha consciência de que serão somente suas. Seja amigo do tempo. Pare, pense, reflita, se permita mudar, traçar outros caminhos, escrever outros destinos, reescrever outras histórias, se reeducar, aprender.

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O tempo é o melhor dos juízes: Revela às aparências, descobre as mentiras, expõe o caráter. Algumas verdades são evidentes por si mesmas. Seu coração é o advogado de defesa, lhe dá o livre arbítrio para que você mesmo decida seus atos e te permite o arrependimento e o perdão a qualquer tempo. Sua consciência, o advogado de acusação, ouça-a sempre que tiver dúvidas. Seremos julgados um dia, tenha certeza disto. Somos imperfeitos, pecadores, erramos aos montes, mas temos também a capacidade de dar a volta por cima, pedir perdão, buscar o acerto e admitir os erros. O melhor a fazer e tentar fazer tudo o mais bem feito possível, não temos que ser bons, temos que tentar sermos melhores a cada dia, temos que tomar as melhores decisões, as melhores escolhas, escolher sempre por onde andar, aonde ir e onde voltar. Nossas escolhas são como tatuagens permanentes em nossa alma, ainda que ninguém as veja, nós sabemos que elas estão lá e sentimos a dor de cada corte que foi necessária para fazê-las. Com o tempo a gente aprende que somos donos de nossa liberdade, mas eternos prisioneiros de como usamos ela.

Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2017/12/nossas-escolhas-sao-elas-que-nos-libertam-sao-elas-que-nos-aprisionam.html

A MULHER QUE EXISTE EM MIM… O DOM DE ARDER!

“A mulher é uma incógnita… Um monumento à dúvida.” Mario Nhardes

Fogueira

Mais uma crônica de Déa Januzzi que eu adoro. Esta é a mulher que existe em mim… que arde, incendeia, para clarear o próprio caminho… assim, assim… Espero que apreciem. Leia:

A mulher que existe em mim está dormindo. Um sono tão profundo que nem príncipe encantado pode acordar. Nem Maria nem Madalena nem Verônica nem Amélia. A mulher que existe em mim não consegue lavar, passar, cozinhar, arrumar, sofrer em silêncio diante do calvário de um filho. Nem enxugar o suor que escorre da via-crúcis de todo dia. Nem quer ser a mulher de verdade. Nem a que se arrepende do que fez. A que expia os seus pecados.

A mulher que existe em mim viajou – e de algum lugar do passado escreve cartas de alforria para as escravas da paixão. Desse lugar bem distante, a mulher que existe em mim manda recados urgentes, pede socorro. Grita, esperneia, mesmo em silêncio, emudecida.

A mulher que existe em mim evaporou, e as gotas ficaram condensadas no ar dessa opressão. Você ainda sente o perfume dessa mulher que, em noites de Lua cheia, exala na esquina da sua casa?

A mulher que existe em mim não tem nada a ver com Cleópatra, a rainha do Egito, que se banha em leite de cabra com pétalas de rosas e almíscar, que desenha os olhos com lápis crayon para chegar perto de sua nobreza. Nem com as gueixas, que se preparam, se enfeitam, se vestem, para agradar o outro.

A mulher que existe em mim está engessada. Ela não sabe mais dançar. Não tem mais ritmo próprio, se esqueceu dos passos, da ginga, das curvas, da festa que existia em seu corpo. A mulher que existe em mim está presa a uma tala de gesso. Não pode virar para um lado nem para o outro. Esqueceu os acordes da alma.

A mulher que existe em mim virou fantasma de uma outra que gostava de rir e de brincar, de celebrar a vida. Vive em sobressalto, em pesadelo constante. A mulher que existe em mim não sabe bordar nem costurar nem tricotar, muito menos fiar, pois sempre fere o dedo na roca. Não tem tranças para jogar lá de cima do castelo onde está presa. Essa mulher cansada está enroscada nos fios que ela mesma produziu.

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A mulher que existe em mim foi passear e não voltou para mostrar que ainda é tempo de semear a sensibilidade, de conversar em calma, de confessar coisas boas, de compreender e de germinar. Mas a mulher que existe em mim vive em transe, por amar demais, sem medidas, sem pouso, sem sossego. De vez em quando, ela precisa ficar internada no hospício da própria loucura, pois a mulher que existe em mim não é lúcida, muito menos comportada. Nem pode ser colocada numa camisa de força. Nem em redoma de vidro.

A mulher que existe em mim não se quebra, nem se dissolve.
A mulher que existe em mim arde como flor de papoula que abriga o ópio dentro de sua beleza rubra e estarrecedora. Ela não mostra o afeto que possui para não gastar. Ela não ama em dobro para não desgastar, porque amor demais esgota.

A mulher que existe em mim desapareceu, se exilou em outras paisagens, no cair da tarde, entre nesgas douradas do crepúsculo. Às vezes, ela é a poeta que se descobriu já no entardecer da vida. Outras vezes precisa de colo, como uma menina.

A mulher que existe em mim briga o tempo inteiro consigo mesma, como se estivesse enjaulada num papel que não é o seu. Ela dorme um sono letárgico, entorpecedor, analgésico, ansiolítico – e acorda tonta, desmesurada.
A mulher que existe em mim, um dia, amanhece sem susto, renovada. Desperta sem cansaço, refeita, em paz, sem modelos para copiar, sem culpa, sem medo, sem gesso, sem molde, sem fôrma de bolo.

A mulher que existe em mim agora arde, incendeia, para clarear o próprio caminho. A mulher que existe em mim acordou, espreguiçou, sem beijo de príncipe encantado. Sem varinha de condão, sem nenhuma mágica, a mulher que existe em mim derrubou as paredes do tédio, arrebentou as grades da mesmice. Revirou-se pelo avesso, se contorceu, até encontrar o seu cerne.

A mulher que sou, não quer mais ser forte nem sofredora nem amarga nem estar em dívida consigo mesma. Muito menos carrasca de si própria. A mulher que existe em mim não é algoz, mas tem olhos profundos para decifrar o mundo.

Esta crônica da jornalista e escritora Déa Januzzi, foi publicada originalmente no Estado de Minas.

COMO SE PREPARAR BEM PARA PERCORRER O CAMINHO DE SANTIAGO.

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena” (milagre do Caminho de Santiago).

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Esta aí um sonho que vou me preparar muito para realizar. Tenho três irmãos que estão me convencendo a fazermos isso juntos. Confesso que adoro a ideia, mas tenho receio pois estou despreparada fisicamente. Se você como eu, quer percorrer algum dia o Caminho de Santiago de Compostela, (pelo norte da Espanha), surge então a oportunidade de você planejar a sua jornada, nos mínimos detalhes, com toda segurança.

Daniel Agrela, autor do principal guia do Caminho de Santiago em português sempre dá oficinas em São Paulo (entre no site para mais informações). Vale a pena conhecer. Sim já me animei. Leia os detalhes abaixo:

Inscrições abertas!

Em primeira mão, saiba todos os detalhes da Oficina para Formação de Peregrinos. Tem curso presencial de três dias, informe-se abaixo, sobre as datas disponíveis em São Paulo. São apenas 15 vagas por turma.
Buen camino! Clique no site para mais informações!www.oficinaparaperegrinos.com/

Caminho-1a

Bom então vou começar este curso em 2018 para me preparar para o Caminho de Santiago de Compostela e me tornar uma Peregrina. Minha intenção é fazer via Portugal.

O Caminho Português de Santiago, faz uso de trajetos antigos que cruzam bosques, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades históricas assim como, cursos de água através de pontes, algumas deixadas pela ocupação romana. O Caminho é ainda marcado por capelas, igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, nos quais não falta a imagem do Apóstolo Santiago. Me encanta e inspira só de imaginar, deve ser pura emoção.

Penso que por ali deve passar multidões de gente anônima, caminheiros, viajantes, mercadores, feirantes e romeiros, mas também, reis, nobres e clero… e aposentados aventureiros, assim como eu. Contudo, o Caminho deve ser também uma oportunidade de descobrir a hospitalidade das gentes do Norte de Portugal e da Galiza…além de ter contato com o seu vasto patrimônio arquitetônico, das suas seculares tradições culturais e da sua riquíssima gastronomia… tudo de grande valor histórico. Adoro Portugal!

Estou planejando com meus irmãos uma viagem de 8 á 10 noites… sem muita pressa. Gostaria de iniciar pela vila medieval Ponte de Lima… Distância Total do percurso será de 154 km. (Pretendo caminhar de 10 á 15 km por dia… mas vamos ver o que me espera rsrsrs.).

E você se animou? Só quero ver quando meus irmãos descobrirem que começo a planejar e me preparar para esta caminhada.

Boa viagem.

DEIXEM-ME ENVELHECER…

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“Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!” Conchita Werber

Adorei ler este poema de Conchita Weber, brasileira do Maranhão, autora de vários livros, que vive há mais de duas décadas na Alemanha, que encontrei no Blog 50emais.

Aprecio sua maneira de viver e especialmente ao final do poema, no qual a autora menciona a expressão “ser feliz.” Feliz, felicidade – estado da alma extremo e raro. No lugar de ser feliz, tão utópico, por que não: satisfeita, contente, alegre, animada, jubilosa, exultante, risonha, radiante, sorridente?… Leiam:

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Veja o poema declamado por Sérvulo Augusto:

Espero que gostem.

O TEMPO TRAZ A PODA.

meditando 3

 “É preciso podar a árvore para que ela comece a dar bons e novos frutos…” Junior João.

Quem me conhece sabe que  gosto de postar crônicas que nos ajudem a enfrentar as adversidades da vida com um olhar mais positivo. Estamos sempre vivendo e aprendendo… seguindo em frente! Crescemos e nos fortalecemos com cada aprendizado, assim caminha a humanidade. Leiam:

A poda é necessária para a planta se fortalecer e equilibrar. O luto ensina e amadurece.

Ensina que existe tempo para tudo, e que alguns ramos irão se soltar durante a vida, modificando o vigor da espécie;

Ensina que os mais fortes são aqueles que se adaptam justamente como dizia Darwin;

Ensina que alguns galhos são supérfluos, ainda que não haja compreensão no momento;

Ensina a modificarmos nossa tendência de produzir mais folhagem que frutos a buscarmos novas alternativas, ter coragem, humildade.

Enquanto tivermos sorte, permanecermos jovens, belos e bem nascidos o acaso nos protegerá, mas permaneceremos mais selvagens folhagem e vegetação.

E não descobriremos quem realmente somos.

O tempo traz a poda. E a cada tesourada descobrimos que algumas feridas nunca se curam e você terá que se ajustar a uma forma de vida completamente nova.

Mesmo que seu coração tenha sido quebrado em mil pedaços, uma hora você perceberá que é capaz de amar de novo e, se tiver sorte, amará melhor.

Já perdi amigos, me separei de pessoas insubstituíveis, sofri decepções absurdas, descobri que ninguém é perfeito. Fui feliz, me atirei de cabeça, confiei demais, me frustrei na mesma proporção, tive dúvidas, morri de arrependimento.

Fui podada pela vida, aparada em minhas arestas, corrigida em minhas estruturas. Descobri novos arranjos, me equilibrei com as perdas e decepções, formulei novos caminhos. Aprendi que continuamente sofremos um processo de renovação natural _ como as plantas. Faz parte da vida, do processo de nos tornarmos melhores com o tempo, extraindo os ramos ruins e mantendo os bons…

Aprendendo a perdoar, a pedir perdão; a entender que o tempo leva pessoas especiais e deixa algumas nem tão perfeitas assim; que o coração é capaz de amar de novo, mas antes deve permitir-se chorar e enterrar o amor antigo bem fundo para que ele não ressuscite de tempos em tempos; aprendendo a valorizar o presente, a entender que tudo é passageiro_os bons e maus momentos; aprendendo que algumas pessoas simplesmente não percebem o mundo como você, e que isso não as torna mais cruéis. Aprendendo a ter compaixão, a separar seus medos antigos dos atuais.

O tempo molda as pessoas de formas diferentes, e alguns endurecerão ainda mais com o passar dos anos. Nem todo mundo aprende, não importa quantos tombos leve. E você não pode basear sua vida por essas pessoas.

A vida é muito curta e o roteiro só depende de você. É assim que você se mantém vivo. Decidindo ser melhor a cada dia, se permitindo chorar, se autorizando ter raiva, se justificando por estar sem forças. Mas ainda assim acreditando que uma hora, de alguma maneira que seria impossível, você não se sentirá assim. Não vai doer tanto…

By Fabíola Simões

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