EROTICA É A ALMA.

Adoro compartilhar crônicas que me encantam e me fazem bem. Está da Adélia Prado eu adoro e me representa muito. Leiam:

Todos vamos envelhecer… Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá alterar-se gradualmente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, a força dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar os estofos, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar. Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.

Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios. Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

Erótica é an alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores. Lembre-se: nenhum bisturi vai tratar do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

By Adélia Prado, in “Poesia Reunida”.

VIDA…

Que a vida te traga a idade, mas nunca o desencanto. Que os anos passem, mas que nunca te habitues. Sê como o rio, que flui em direção a algo maior. Que o teu coração cresça até ao fim e que nele caiba o que não é possível medir: o amor, o sonho e a poesia. Que o tempo te enrugue a pele, mas nunca a alma. A alma quer-se lisa. Espelho e reflexo de luz. Que te ames no amor que dás e recebes. Que a distância nunca te impeça de estar perto e que as vidas de que esta é chegada sejam a memória do que te ensinaram. Nem tudo está escrito. Há coisas que és tu que tens de escrever.

Gostei deste texto de Elisabete Bárbara, me identifiquei bastante.

MINHA IDADE…

Gostei muito desta crônica

“Na minha idade, não tenho mais tempo, não tenho mais paciência, não tenho mais vontade de entender tudo e todos.
Já não procuro o que diz aos outros, procuro o que me agrada. Já não tenho tempo nem vontade de sorrisos falsos e cortesias ineficazes. Já não tenho vontade de procurar quem não me procura, nem de fazer coisas que não quero.
Na minha idade você tem aquela parte de sabedoria e despreocupação que faz com que em vez de dizer “não se preocupe, não importa” você diga: “Você sabe o que eu digo? Eles que se danem!” E é verdade que é rude, mas você se sente tão bem e tão libertada em dizê-lo, porque na minha idade tenho muitos “danem-se” acumulados e já não tenho paciência.”

  • Lisette Fernández

VIVER OU DURAR?

Outro dia, no meio de uma conversa séria sobre planos para o futuro, alguém soltou a pergunta fatal: “Você quer viver ou quer durar?” Na hora, fiquei sem resposta. Parecia uma daquelas pegadinhas existenciais que dão um nó no cérebro. Como assim, “viver ou durar”? Não é a mesma coisa? E foi aí que comecei a pensar melhor.

Durar é aquela vida meticulosamente planejada. Acordar cedo, comer aveia, fazer exames regulares, evitar frituras e álcool, usar protetor solar até dentro de casa. É pagar boletos em dia, manter um currículo atualizado e separar o lixo reciclável corretamente. É não se expor a riscos desnecessários, não gastar energia com bobagens, seguir a cartilha da longevidade. O problema é que, às vezes, quem só dura esquece de viver.

Viver, por outro lado, é sair sem rumo e descobrir um boteco com o melhor torresmo do bairro. É rir até perder o fôlego, mudar de caminho porque um cachorro simpático quis te acompanhar, aprender a tocar violão aos 60 anos só para tocar mal e sem compromisso. É dizer “sim” para convites improváveis e “não” para convenções sem sentido. Viver é tomar sorvete sem culpa, se apaixonar sem garantias, dançar sem saber os passos.

E então, veio a dúvida cruel: e se eu tentar fazer as duas coisas? E se eu quiser durar e viver? Tomar vinho, mas comer brócolis? Correr na esteira, mas também correr para pegar um pôr do sol na praia? Manter a poupança organizada, mas também viajar sem planejamento de vez em quando?

O problema é que nossa sociedade idolatra os que duram. São eles que recebem prêmios de “exemplo de disciplina” e ocupam capas de revistas de negócios. Viver, por outro lado, é visto como irresponsabilidade. Quem vive demais é chamado de impulsivo, imaturo, inconsequente. Mas e se o verdadeiro erro for passar tanto tempo tentando durar que, no final, esquece-se de viver?

Me lembrei de um conhecido que, durante toda a vida, economizou cada centavo, sempre dizendo que ia aproveitar quando se aposentasse. Morreu um mês depois de pendurar as chuteiras, sem ter usado metade das camisas bonitas que guardava “para ocasiões especiais”. Também lembrei de um amigo que vivia cada dia como se fosse o último e… bem, um dia foi mesmo. Talvez a grande sabedoria esteja em não cair em nenhum dos extremos.

Então, qual é a resposta certa? Eu decidi que não quero apenas durar. Mas também não quero viver como se não houvesse amanhã, porque, convenhamos, na maioria das vezes há. Quero equilibrar o manual da longevidade com o roteiro das boas histórias. Quero me cuidar para ter energia suficiente para as aventuras que ainda me esperam. Quero, sim, evitar os riscos idiotas, mas não me privar dos riscos emocionantes. Quero durar, mas com conteúdo.

E se um dia alguém me perguntar qual foi a minha escolha, espero poder responder com um sorriso maroto: “Eu escolhi viver. E durei bastante fazendo isso.”

By Carlos Coelho.

TOMARA…

Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.

By Ana Jácomo

PARA VIVER MELHOR! 

Gostei!!! Texto de autoria de Bruno Pitanga, Doutor em neuroimunologia, neurocientista, professor universitário e palestrante, leia: 

 Pra viver melhor, não se preocupe, *se ocupe.* Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. 

Não se desespere, *espere.* Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. 

Não se indisponha, *disponha.* Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. 

Não se canse, *descanse.* Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo. 

Não menospreze, *preze.* Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. 

Não se incomode, *acomode.* Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida. 

Não desconfie, *confie.* Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus. 

Não se torture, *ature.* Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância. 

Não pressione, *impressione.* Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância. 

Não crie discórdia, *crie concórdia.* Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal. 

Não maltrate, *trate bem.* Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta. 

Não se sobrecarregue, *recarregue.* Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança. 

Não atrapalhe, *trabalhe.* Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes. 

Não conspire, *inspire.* Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, *ore.* Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores.

ULTRAPASSEI OS 60 ANOS… E DAÍ? 

Perguntei a uma amiga minha que já ultrapassou os 60 anos: Que tipo de mudança ela está sentindo?

Reflexão de Della Morena, publicada por Izete Dal Pont Mondardo, via redes sociais…

Ela me enviou as seguintes linhas muito interessantes:

  1. Depois de amar meus pais, meus irmãos, meu marido, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.
  2. Acabei de perceber que não sou “Atlas”. O mundo não repousa sobre meus ombros.
  3. Agora parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares dos filhos.
  4. Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto. Afinal, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.
  5. Parei de contar aos mais velhos que já contaram essa história muitas vezes. Afinal, a história os faz trilhar o caminho da memória e reviver o passado.
  6. Aprendi a não corrigir as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Se a pessoa vive numa bolha, deixa… não arrebente a bolha)
  7. Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo.
  8. Aprendi a não ser incomodado por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.
  9. Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Afinal, eles podem não saber meu valor, mas eu sei.
  10. Fico calmo quando alguém faz política suja para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.
  11. Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções. Afinal, são minhas emoções que me tornam humano.
  12. Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinho.
  13. Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser o último.
  14. Estou fazendo o que me deixa feliz. Afinal, sou responsável pela minha felicidade e devo isso a mim mesmo.”

Afinal temos que esperar tanto? Porque não podemos praticar isso em qualquer estágio da vida?

 

QUANDO A MINHA MENTE ESTÁ CALMA.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração.

Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida.

Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo.

Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. Omeu coração é pleno, nenhuma fome.

By Ana Jácome

TOQUE A VIDA DE OUTRAS PESSOAS…

Toque a vida de outras pessoas.

Um toque interior, no íntimo, na alma.

Deixe uma marca por sua passagem.

Uma marca inesquecível, uma boa lembrança, um conselho valioso, uma palavra de fé, uma frase de incentivo, uma gargalhada que gruda na memória, um cheiro que fica, uma voz amiga, um presente, uma história.

A delícia da vida é saber que passar por ela, nos dá oportunidades das amizades, de aprender, de ensinar, de ser lembrado, de lembrar. Cada pessoa que entra, que sai ou que fica, deixa algo.

Deixe o melhor.

Leve o melhor.

Trocas que enriquecem.

Quando conquistar uma amizade, sinta o outro coração: Visualize, entenda, compreenda, respeite, não julgue, não culpe, se envolva, invada com energias positivas.

Toque uma vida, pinte uma história, trace um caminho de ida, desenhe um caminho de volta. Deixe junto ao seu nome, o poder de tirar sorrisos em alguém.

Amizade é o melhor que a vida tem.

Toque a vida de outras pessoas com mãos que acolhem, com palavras que elevem, com olhar que aprova, com riso que renova, com alma e coração. Sinta a sincronia, simpatia, tolerância, ternura. Cuide bem de seus amigos, guarde-os de verdade no lado esquerdo do peito.

Viver é um monte de trocas.

Permita que levem e que deixem um pouquinho de suas essências. Amizade é construção de laços. Assim, sua presença será pra sempre. Sua ausência, será saudade. E sua lembrança, será a da melhor amizade.

By Cleonice Dourado