10 BENEFÍCIOS INESTIMÁVEIS QUE VIAJAR PROMOVE PARA A SAÚDE E A VIDA.

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“Viajar é a melhor forma de se perder e de se encontrar ao mesmo tempo”. Benna Smith

Viajar promove benefícios que vão muito além do entretenimento, pois entrar em contato com o novo promove mudanças físicas e mentais. Abaixo, conheça 10 benefícios de uma viagem para a saúde e não entenda porque não deve economizar nesse auto investimento.

1- Mudança de rotina

Nós vivemos baseados em um mundo de rotinas para que as coisas aconteçam e tenham ordem. Nós temos horários que devemos cumprir, entretanto, com o tempo, essa repetição pode se tornar estressante e nos impedir de enxergar novas possibilidade. Viajar é quebrar esse ciclo de repetição e para que percebamos que podemos fazer coisas de maneira diferente.

2- Você fica menos preconceituoso (a).

Viajar permite conhecer coisas novas e ter contato com mundos e pessoas diferentes. Ao conhecê-los, em vez de temê-los e evitá-los, você perceberá que eles só têm a somar. Preconceito é fruto de ignorância e medo.

3- Maior criatividade.

Novas experiências aumentam o nosso leque de referências mentais. É tudo sobre se meter em situações novas e transformá-las em experiências surpreendentes. Isso definitivamente te deixa mais criativo. Quando você estiver em lugar diferente, posturas diferentes serão tomadas por você – mesmo que não queira.

4- Você pode redefinir a relação que você tem consigo mesmo e até com os outros.

Todo mundo precisa de um tempo sozinho, e viagens podem promover isso. A distância e algum tempo sem as companhias habituais permitem que valorizemos mais quem gostamos e tenhamos momentos mais construtivos com elas, quando as oportunidades permitem.

5- Maior confiança e autoestima.

Viajar e aprender são verbos que andam juntos. Nós temos que experienciar coisas novas, perguntar, resolver, escolher…

Se a “ocasião faz o monge”, mesmo os mais tímidos precisam aprender a se virar em locais diferentes.

Esse jogo de cintura exigido pela viajam deixa a pessoa mais confiante para enfrentar outras situações no futuro.

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6- Aumento da habilidade social.

Não há nada como se mudar ou viajar para fazer você perceber que, onde quer que você esteja, você desenvolverá laços afetivos e passará a se preocupar com pessoas diferentes, e, a parte boa: elas também se preocuparão com você. Em um lugar estranho tudo o que você fizer envolverá o contato com uma pessoa estranha.

7- Maior adaptação a mudanças.

Mergulhar fora de sua zona de conforto também faz você perceber que, independentemente da idade, é um novato na vida. Essa falta de controle nos torna mais maleáveis e adaptados.

8- Aumento da capacidade cognitiva.

Vocês sabiam que motoristas da táxi possuem a região do cérebro relacionada a localização espacial mais desenvolvida? Pois é, isso acontece porque eles são obrigados a aprender e memorizar caminhos o tempo todo. O mesmo pode acontecer com todas as funções que você estimular. Os exercícios de neurótica, por exemplo, consistem basicamente em fazer as mesmas coisas de maneira diferente. Fazer isso viajando pode ser uma opção melhor ainda.

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9- Colocar o corpo em movimento.

Corpo saudável é compor que se movimenta. Pessoas que viajam costumam ser menos propensas ao sedentarismo e as sequelas disso.

10- Novas histórias.

O ser humano é feito de histórias. São as histórias de nossas vidas que dizem quem somos. Logo, criar histórias é dar mais vida a nossa vida, mais sonho aos nossos sonhos, mais esperanças aos nossos dias.

Depois desses 10 itens a pergunta que fica é, quando será sua próxima viagem? Eu já estou planejando a minha.

Fonte: Por Josie Conti do site CONTI outra.

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OS AVÓS NUNCA MORREM, APENAS FICAM INVISÍVEIS!

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“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração”. Fênix Faustine

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração.

Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos. Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. Convidamos você a refletir sobre esse tema conosco.

O adeus dos avós: a primeira experiência com a perda

Muitas pessoas têm o privilégio de ter ao seu lado algum dos seus avós até ter chegado à idade adulta. Outros, pelo contrário, tiveram que enfrentar a morte deles ainda na primeira infância, naquela idade em que ainda não se entende a perda de uma forma verdadeiramente real, e onde os adultos, em certas situações, a explicam mal na tentativa de suavizar a morte ou fazer de conta que é algo que não faz sofrer.

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A maioria dos psicopedagogos diz de forma bem clara: devemos dizer sempre a verdade a uma criança. É preciso adaptar a mensagem à sua idade, sobre isso não há dúvidas, mas um erro que muitos pais cometem é evitar, por exemplo, uma última despedida entre a criança e o avô enquanto este está no hospital ou quando fazem uso de metáforas como “o avô está em uma estrela ou a avó está dormindo no céu “. É bom saber:

  • É preciso explicar a morte às crianças de forma simples e sem metáforaspara que elas não criem ideias erradas. Se dissermos a elas que o avô foi embora, o mais provável é a criança perguntar quando é que ele vai voltar.
  • Se explicarmos a morte à criança a partir de uma visão religiosa, é necessárioincidir no fato de que ele “não vai regressar”. Uma criança pequena consegue absorver apenas quantidades limitadas de informação, dessa forma, as explicações devem ser breves e simples.
  • As crianças irão nos fazer muitas perguntas que precisam das melhores e mais pacientes respostas. A perda dos avós na infância ou na adolescência é sempre algo complexo, por isso é necessário atravessar essa luta em família sendo bastante intuitivos perante qualquer necessidade dos nossos filhos.

§  Embora já não estejam entre nós, eles continuam muito presentes

  • Os avós, embora já não estejam entre nós, continuam muito presentes nas nossas vidas, nesses cenários comuns que compartilhamos com a nossa famíliae também nesse legado verbal que oferecemos às novas gerações e aos novos netos e bisnetos que não tiveram a oportunidade de conhecer o avô ou a avó.
  • Os avós seguraram as nossas mãos durante um tempo, enquanto isso nos ensinaram a andar, mas depois, o que seguraram para sempre foram os nossos corações, onde eles descansam eternamente nos oferecendo a sua luz, a sua memória.

É também importante ter em conta que a morte não é um tabu e que as lágrimas dos adultos não têm que ficar ocultas perante o olhar das crianças. Todos sofremos com a perda de um ente querido e é necessário falar sobre isso e desabafar. As crianças vão fazer isso no seu tempo e no momento certo, por isso, temos que facilitar este processo.

A presença deles ainda mora nessas fotografias amareladas que são guardadas nos porta-retratos e não na memória de um celular. O avô está naquela árvore que plantou com as suas próprias mãos, e a avó no vestido que nos costurou e que ainda hoje temos.

Estão no cheiro daqueles doces que habitam a nossa memória emocional. A sua lembrança está também em cada um dos conselhos que nos deram, nas histórias que nos contaram, na forma como amarramos os sapatos e até na covinha do nosso queixo que herdamos deles.

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Os avós não morrem porque ficam gravados nas nossas emoções de um modo mais delicado e profundo do que a simples genética. Eles nos ensinaram a ir um pouco mais devagar e ao ritmo deles, a saborear uma tarde no campo, a descobrir que os bons livros têm um cheiro especial e que existe uma linguagem que vai muito mais além das palavras. É a linguagem de um abraço, de uma carícia, de um sorriso cúmplice e de um passeio no meio da tarde compartilhando silêncios enquanto vemos o pôr do sol. Tudo isso perdurará para sempre, e é aí onde acontece a verdadeira eternidade das pessoas.

No legado afetivo de quem nos ama de verdade e que nos honra ao recordar-nos a cada dia.

Fonte: Valéria Amado (o segredo)

ETERNO!

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“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!”

Carlos Drummond Andrade nos descreve tão bem o que é eterno. .. fácil falar… mas difícil segui-las, né? Confira.

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas ao invés de ter a noção da vida dos outros.

Fácil é perguntar o que se deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na agenda telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

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Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”.
Difícil é dizer “adeus”, principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém. Dizer o que se deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando preciso e com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer, ou ter coragem para fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar é se entregar e aprender a dar valor a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

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COISAS QUE APRENDI… FICANDO SOZINHA!

gratidao-foto01“Ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… E então nós descobrirmos um pouco mais e entendemos assim nossa real necessidade…” John Kervyson

Penso, assim como Guilherme Moreira Jr em sua crônica sobre como é bom ficar sozinho… O estar só não é o mesmo que solidão, quando compartilhamos e apreciamos da nossa própria companhia. E olhem que descobri muitas coisas de mim assim rsrsr. Aprecio muito a minha companhia! De bem com a vida e comigo mesmo. Leiam:

É bem simples, ficar sozinho e não me deixou incompatível para estar ao lado de outra pessoa. Ficar sozinho foi uma decisão de amor próprio, onde todo o tempo que passei em contato comigo permitiu que eu entendesse a importância de valorizar quem chega, quem fica feliz com a minha companhia.

Desconfio que esse é o primeiro mandamento da reciprocidade, saber encontrar a paz de estar inteiro consigo. Porque quando você é capaz de se enxergar sorrindo sem depender de ninguém, você entende a verdadeira essência dos relacionamentos. Ter a maturidade emocional em aceitar a solidão dos próprios pensamentos é o começo mais acertado para o momento no qual finalmente baixar a guarda junto de outra pessoa.

Ficar sozinho é passar a confiar nos seus sentimentos. É não ter medo de deixar fluir as coisas. Você não controla o tempo e as atitudes alheias. A ausência e o desprendimento de ter alguém caminhando junto a todo momento, além de me ensinar sobre dependência afetiva, também me ensinou sobre leveza. A solidão não precisa ser um peso. Ela pode muito bem ser um trajeto de descobrimento e soma daquilo que se quer. No caso, tranquilidade e equilíbrio.

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Ficar sozinho é criar uma própria balança sentimental, daquela na qual você aprende a manusear sem ultrapassar o limite das decepções amorosas que pode suportar. Do outro lado, você consegue encaixar os melhores encontros, as melhores experiências. Claro, não é uma ciência exata. Não existe nada de exato quando falamos do coração da gente, mas isso não significa a impossibilidade de querermos algo ou alguém em sintonia com os nossos afetos.

Ficar sozinho também me ensinou, e com muito amor, a não desmerecer entregas. Porque quem acolhe os nossos sonhos, quem luta do nosso lado, quem demonstra vontades sem cobrar nada em troca, esse é o tipo de pessoa que faço questão em dar uma pausa nos meus silêncios. Acredite, não é sempre que temos a chance de conhecer alguém assim. Então, faça o possível para quem te der essa liberdade sentir-se em casa.

Ficar sozinho não me tornou incapaz de amar outra pessoa. Ficar sozinho fez o meu amor crescer. A única diferença é que aprendi que antes de desejar da vida um amor de verdade, primeiro preciso saber amar os meus próprios lados.

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Gostaram? E você já aprendeu a ficar sozinho?

A ARTE DE SER AVÓ!

“Ser avó é retornar a infância, em viagem de primeira classe”. Jane Leal

Não tem coisa melhor do que ser uma vovó coruja… Tenho dois netinhos muito lindos já: João Pedro e Eva… mas acaba de chegar mais um… o príncipe Noah… outro netinho muito amado, uma benção!

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem te passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de seu filho é mais filho que o filho mesmo… se é que isso é possível. Gosto do que a Rachel de Queiroz descreve sobre o que é ser avó:

Quarenta anos, quarenta e cinco, (cinquenta… sessenta, setenta, oitenta… não importa!) Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões mas de saber que a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda. Cresceram… amadureceram…

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as chatices e mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe… rsrsrs. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca” ou muito pouco. Deixa se lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer bolinhos e chocolate, tomar café! Ah! Pode mexer no armário de louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar o copo d’a água , acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone… enfim pode quase tudo! Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna. Clique aqui para ler mais.

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague… (O brasileiro perplexo, 1964. – Rachel de Queiroz)

Uma boa reflexão né?

O IDOSO HOJE: QUE TIPO DE VELHO, OU VELHA, VOCÊ QUER SER?

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 “Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência e da sua fé…”

Gostei muito deste artigo de Maria da Luz Miranda (O Globo) sobre um estudo realizado nas quatro grandes cidades brasileiras – São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro – e traz conclusões muito interessantes.  Este estudo envolveu duas centenas de homens e mulheres com idade acima dos 60 anos, e dialoga sobre as aspirações do idoso no Brasil. Leia:

Nara tem 65 anos, mora sozinha e considera essencial ter bons amigos por perto. Carlos, aos 72, é adepto do bom humor como elixir para a vida. Celeste, de 74, diz adorar passear com os netos, mas não abre mão do seu tempo livre. Aos 67, Marlene acaba de fazer o Enem e espera, ansiosa, a oportunidade de entrar para a faculdade pela segunda vez.

Tarde? Os idosos, definitivamente, não são mais como eram antigamente, constata um estudo de comportamento realizado em quatro metrópoles brasileiras. Autonomia, segundo os mais de 200 entrevistados, é a palavra da vez para essa geração.

Segundo o levantamento “60+ Um novo paradigma”, seja em São Paulo, Porto Alegre, Recife ou no Rio de Janeiro, a geração que agora ultrapassa os 60 anos valoriza como nunca antes a independência. Trata-se de uma turma que não dispensa atenção, mas prefere ser dona do próprio nariz, ou melhor, dar conta de manter corpo e mente sãos pelo tempo mais prolongado possível.

Eles querem viver cercados de bons amigos, manter o círculo familiar, e vão além nas exigências. O estudo pontua outros aspectos reveladores de como essa faixa etária quer ser representada e vista pela sociedade. Respeito está no topo da lista, mas eles pedem também que a idade não seja tratada como fardo e com carga tão negativa; reivindicam credibilidade e reconhecimento como pessoas ativas que podem ser; e que todos mantenham em mente que o mundo, afinal, não é feito só dos ou para os jovens.

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O modo como homens e mulheres consultados encaram o envelhecimento é marcadamente diferente. Eles sentem mais fortemente o peso e as mudanças que a aposentadoria ocasiona. Elas, muitas vezes encaram a chegada dos 60 anos e o eventual fim do trabalho obrigatório e a menopausa como oportunidade para redescobertas. Mais abertas, mulheres tendem a cuidar mais do corpo, a ter mais atividades sociais e a se envolver mais em grupos.

As experiências são múltiplas, mas a vida financeira é onde está boa dose de incerteza que afeta esse público. Ainda segundo o estudo, feito pela consultoria Eureka, com apoio de profissionais de áreas como psicologia, antropologia e sociologia, os idosos de hoje pouco planejaram a hora de parar de trabalhar.

Há percalços também na mobilidade, já que as cidades são pouco ou nada inteligentes para acolher quem já não tem passos tão firmes. Assim como as cidades, as famílias têm de fazer esforço redobrado para dar conta dos velhos sob a sua responsabilidade. Com todas as dificuldades, o que os idosos ouvidos pela pesquisa atestam é se ainda têm muito tempo, querem viver da melhor forma.

Gostaram?

Se você quiser saber mais sobre este estudo veja: https://drive.google.com/file/d/0BwWt-O20_fvWa3dKSUVuWWprZXM/view

PRECISAMOS COMPREENDER, ELABORAR O LUTO E REINVENTAR A VIDA.

espiritismo 2“O luto por quem amamos é sempre eterno, assim como as saudades e as lembranças de tudo que compartilhamos”. Autor Desconhecido.

Falar de perda, luto e morte é um assunto pra lá de sério… e sempre evitado. É tocar em sentimentos profundos de pessoas que – como crianças – estão precisando reaprender a trocar os primeiros passos sem a companhia de alguém amado.

Despedir-se de um ente querido- e de forma tão definitiva – é sempre um momento de dor profunda e quanto maior o vínculo maior a dificuldade de continuar a vida, especialmente quando perdemos alguém que a gente vê como esteio, âncora, refúgio, fonte de amor, esperança para o futuro e …

É difícil entender e aceitar. Meu pai sempre foi muito doente, sempre que me entendi por gente, mas quando ele piorou, a franqueza dos médicos e vários dias de hospital não me prepararam para a perplexidade de quando ele partiu. O sentimento era de não ter sido avisada (ou preparada) para o fato. Isso eu não sabia… Tempos depois, compreendi que o processo de negação em que estava mergulhada não me permitia pensar na finitude de um homem jovem, alto e forte. Nunca estaremos preparados! Já faz tanto tempo… sinto muitas saudades!

Perdas acontecem durante toda a nossa vida… começo a repensar qual o sentido da vida… Vida e Morte… Importante refletirmos sobre ela e como podemos elaborar este processo de luto dentro de nós. Este artigo da psiquiatra  Elisabeth Kubler-Ross tem este objetivo. LUTO 3

A elaboração do luto é um processo individual.

Cada um tem seu jeito e seu tempo para elaboração do luto.  É difícil viver a tristeza da perda em uma sociedade que não compreende e que não permite. A expressão de dor é comumente reprimida e rebatida com mensagens de otimismo na expectativa de que a pessoa saia rápido desse quadro.

Até entre profissionais de saúde encontramos dificuldades de compreensão e acolhimento da tristeza do luto. É mais tranquilo, para alguns, trazer para sua especialidade e enquadrar a pessoa em algum diagnóstico como crise de ansiedade e outros.

Nem toda tristeza é depressão. Nem toda pessoa triste precisa ser medicada. Não se deve rotular as pessoas ou criar diagnósticos para o luto. É preciso compreender e respeitar. É preciso aprender a silenciar e ouvir.

O que pode ajudar?

Há vários conceitos em torno da morte, filosóficos, culturais, religiosos. Para muitos a morte não é o fim, é apenas um processo de mudança. Ter uma religiosidade pode contribuir para que o processo de luto seja menos doloroso, mas sempre exigirá uma adaptação e um renovação para a vida. Eu, pessoalmente gosto muito da filosofia espírita e confesso que me traz um conforto grande.

Tudo passa são duas palavras de muita sabedoria, mas é preciso de um tempo para voltar à rotina e nos interessarmos pelas coisas como antes. “Lidar com perda é uma experiência humana, mas cada um de nós lida de forma singular. Só você sabe o que você passa, mas poder contar com o apoio dos outros faz com que esse tempo — que de certa forma temos que esperar passa quando perdemos alguém — seja um tempo ao menos com um bom colo pra deitar.

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As fases do luto: (serve para qualquer tipo de perdas também)

Quando perdemos alguém ou algo importante na nossa vida, passamos por um período de adaptação para elaborar essa perda até voltarmos a nos interessar como antes pela nossa própria vida. Podemos pensar, em linhas gerais, em 5 fases de luto.
Para a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross estas cinco as fases do luto não são iguais para todos e nem acontecem de maneira linear. Cada um tem seu tempo para vivenciar as fases. Mas acreditem, tudo passa!

Saber disso pode ajudar você a compreender que seus sentimentos e que suas reações são mais comuns que você pensa. Leia:

1. Negação e Choque.

Essa é a primeira fase do luto, quando ainda está difícil para entender e aceitar a realidade da perda. Sabemos que o fato aconteceu, mas é difícil tocar no assunto ou imaginar que não vai mais ver a pessoa, que ela não responderá às suas mensagens ou não atenderá seus telefonemas. Fugimos então… não acreditamos que não esteja realmente acontecendo conosco.

2. Raiva.

Essa fase também é fácil de identificar. É quando a gente se revolta com o mundo e não se conforma com o que está acontecendo. A raiva pode ser para si mesma, para a pessoa que nos deixou, para o médico ou hospital, e até para Deus que permitiu o fato.

3. Negociação ou Barganha.

É quando imaginamos que uma atitude diferente da nossa parte poderia ter tido um resultado diferente e a pessoa poderia ainda estar conosco. Podia ter levado antes ao médico, não ter permitido que saísse aquele dia, ter conversado mais, ter falado sobre atitudes preventivas… podia ter cuidado mais… percebido melhor suas necessidades.

4. “Depressão”.

Essa é a fase mais profunda do luto, é quando a ficha cai e temos que encarar a realidade que nada nos devolverá o convívio com a pessoa querida. Nessa fase podemos sentir cansaço, falta de apetite, insônia, muita tristeza, isolamento social, dormência emocional. Sentimos fisicamente tudo.

Essa é uma reação natural à perda, não podemos confundir com depressão de um diagnóstico clinico.

5. Aceitação.

A própria palavra já antecipa seu sentido. Nessa fase compreendemos e aceitamos a perda. Podemos sentir saudade e tristeza, mas já visualizamos esperança na vida, no futuro e possibilidades de coisas novas em nossas vidas.

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Tudo tem seu tempo… Tudo passa!

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de cozer; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. (Eclesiastes 3:1-8)

Quanto mais vivemos mais acumulamos perdas:

Aos 20 anos sentávamos no mastro da escola, ouvindo Raul Seixas e rindo à toa. Nossa família era completinha e não tínhamos noção de todos os desafios que teríamos que enfrentar. Hoje, aos 64 anos tenho outra visão: foram tantas as perdas e tão difíceis!! (Terezinha Telma Murça Bendinelli).triste-chorando-olho-lagrima_2-11-17Se você viveu mais de 50 anos é certo que perdeu muitas pessoas queridas, essa é uma condição natural para os que tem o privilégio do envelhecimento.

A morte é um processo natural, mas o luto dói, corta e alma, faz a vida perder o sentido. E à cada perda revivemos a dor de outras partidas.  E precisamos inventar, reinventar, reinventar e reinventar nosso jeito de levar a nossa.

Para isso precisamos de ajuda!! Precisamos sentir que não estamos sós e que temos uma rede de amigos, familiares e profissionais de saúde de apoio. Precisamos cuidar do corpo, buscar atividades físicas, de relaxamento, massagens, passeios, que nos permita vivenciar, elaborar o luto e reiniciar, continuamente, a nossa jornada com amor, coragem e fé! Assista este vídeo… Maturidade Espiritual: Mestre o que é…? :

Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/precisamos-compreender-elaborar-o-luto-e-reinventar-vida/

Para pesquisa: Mariana Farinas (http://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html) – Foto de Capa: Pixabay

 

CAMINHO DE SANTIAGO PRA QUEM TEM MAIS DE 50 ANOS!

“Nossa ligação foi traçada à nascença, mas nós escolhemos prolongá-la pela vida.” Feliz Dia do Irmão!

Hoje para homenagear meus irmãos no “Dia dos Irmãos”, vou compartilhar com vocês um desejo conjunto… Começou com minha irmã caçula, contaminou os outros  dois e encontrou um pouco de resistência minha rsrsrsr… Deste desejo de fazermos juntos o Caminho de Santiago de Compostela, que surgiu assim de repente e com a vida nos colocando a prova constantemente comecei a me questionar… pensei então em aceitar e começar a me preparar para tal…

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena”. 

Já contei isso aqui outro dia que tenho 3 irmãos que há algum tempo comentam que desejam fazer o Caminho de Santiago, mas só com nós 4 (coisa de irmãos)… isto me inclui é claro.  Um desafio com 4 irmãos, pode? Confesso que adoro desafios e bem lá no fundo também desejava fazer este caminho… Sempre sonho em conhecer lugares incríveis…  e em fazer essa caminhada peregrina, tinha curiosidade e também fazia parte disso. Penso que deve ser uma experiência única e muito especial… algo marcante para dentro nós mesmos… um autoconhecimento profundo. Quando?… algum dia, pensava? Deixava pra lá… Nunca determinei… até fugia, mas agora…

O problema é que eu sempre fui meia (inteira rsrsr) sedentária fisicamente e na minha idade (coisa que não sinto)… pensava, isso não vai rolar! Eles vieram, propuseram, mexeram daqui me cutucaram dali… com isso minha vontade anda acendendo… aquela chama apagadinha… é, realmente confesso, tem mexido comigo!

Vamos amadurecendo, vão acontecendo tantas coisas em nossa vida… questões mil e de repente você para e pensa… nos intriga e faz refletir sobre a vida como ela é… Qual o meu propósito nesta vida? O que ainda temos que aprender? Onde preciso melhorar? O que fazer então? Xiiii não dá pra fugir mais. Chegou o momento! Muitas acontecimentos me fizeram repensar e reconsiderar este desejo sim.

Fazer esta rota de peregrinação (que existe há doze séculos) chegando via Espanha ou Portugal (a mais curta), até a cidade de Santiago de Compostela, está começando a ser planejada por mim (o preparo físico é urgente agora). Mais do que uma viagem será um projeto de vida. Nossas vida!

Começo a me preparar para este grande desafio. Afinal como irmã mais velha da turma não posso fazer feio não acham? E não pode demorar muito né? Daqui a dois anos acredito que esta bom. Com minha demora alguns irmãos já melhor preparados, devem fazer antes esta peregrinação… com sua famílias, mas quem sabe ainda iremos juntos algum dia. Nada impedi isso!

Vamos lá, ando pesquisando sobre o assunto e me animei com o que Daniel Agrela nos conta a história e dicas de Elker, um simpático senhor de 65 anos que já percorreu o caminho por cinco vezes neste artigo. Dá um bom começo pra animar muita gente… é sempre bom conhecer experiências de pessoas desta idade… Incentiva. Leiam:

Lembro com detalhes o meu primeiro dia no Caminho de Santiago. Com 25 anos recém completados, cheguei à pequena cidade de Saint Jean Pied Port, no sul da França, tarde da noite. Naquele momento, bares e restaurantes estavam fechando e minha preocupação era encontrar um albergue para passar a noite. Estava muito ansioso para iniciar o trajeto no dia seguinte.

Fui à oficina de peregrinos e lá recebi todas as recomendações necessárias, incluindo um mapa topográfico de cerca de 30 etapas até Santiago de Compostela. Peguei os materiais e fui em direção ao albergue. Lembro que no quarto havia cerca de oito pessoas, todas interagindo umas com as outras. O clima era de animação.

Logo percebi que era o mais jovem do grupo. Recostei na cama e passei a ver o mapa referente ao primeiro dia de caminhada. Fiquei em pânico. Como não tinha me preparado muito bem para a viagem, não sabia ao certo todos os detalhes, tanto de quilometragem quanto de altitude. Foi então que me dei conta que na manhã seguinte teria de percorrer cerca de 26 quilômetros partindo de uma altitude de 200 metros (nível do mar) para 1.400 metros (nível do mar).  Minha aparência calma tinha desaparecido. Percebendo isso, um viajante alemão veio até mim e matou a charada.  – Assustado com o percurso. – Assustado é pouco. Desesperado! Acho que não vou conseguir, disse.

– Pois não fique. Olhe para mim (nesse momento ele apontou para seu rosto e mãos, marcados pelo tempo). Meu nome é Elker, tenho 65 anos e esta é a minha quinta vez no Caminho de Santiago.

Fiquei incrédulo. Para mim, até então, esse trajeto só poderia ser feito por jovens devido à sua dificuldade. Afinal, são 800 quilômetros a serem percorridos a pé. – E por que recorre ao Caminho tantas vezes, perguntei. – Desde que me aposentei, tracei como meta de vida percorrer o Caminho de Santiago todos os anos. Até agora tenho mantido essa minha promessa, e, você não vai acreditar, mas com o passar dos anos parece que o trajeto se torna mais fácil para mim. – E os anos não pesam? – Minha primeira vez aqui foi difícil. Mas logo percebi que não é o físico que te leva a Santiago e sim o espiritual, o que você tem em mente, explicou.

Conversamos por algum tempo mais e, mentalmente, fui anotando todas as dicas daquele peregrino que, em tom professoral, me ensinava como encarar o Caminho de Santiago. Na manhã seguinte, perdi a hora e fui o último a deixar o albergue. Chovia e o frio castigava. Com as dicas do simpático Elker assimiladas, tomei coragem e parti rumo ao meu caminho. E não é que ele estava certo? Veja aqui as dicas dele:

1 – Não encare o Caminho de Santiago como uma corrida. Se sentir que seu corpo não vai aguentar, pare, descanse e recomece no dia seguinte;

2 – Ser jovem pode ajudar, mas não é essencial para fazer esta viagem. Às vezes, um bom motivo para caminhar vale mais do que alguns anos a menos;

3 – Caminhe sempre  com um cajado para auxiliar na subida, para dar impulso, e na descida, para proteger os joelhos;  4 – Use um chapéu para se proteger do sol;

5 – Consulte sempre os mapas das etapas, mas não se prenda a eles. Aprecie a paisagem que está a sua volta e caminhe para dentro de si;

6 – Beba bastante água, mesmo que não esteja com sede;

7 – Se puder, leve consigo sempre algo simples para comer. Nem todos os lugares do Caminho oferecem infraestrutura de bares e restaurantes;

8 – Leve fotos da família. Elas são importantes para os momentos de saudade;

9 – Não sobrecarregue as costas com uma mochila excessivamente pesada. Escolha itens essenciais para acompanhá-lo no trajeto;

10 – Quando os pés estiverem cansados, não se dê por vencido. Caminhe com o coração.

Daniel-AgrelaDaniel Agrela, da primeira vez em que percorreu o Caminho

Gostaram? Se animaram?

Alguém aí tem mais dicas? Me contem… Beijos.

*Daniel Agrela é jornalista e autor do livro: “O Guia do Viajante do Caminho de Santiago, uma vida em 30 dias”.

 

RESILIÊNCIA – PODER DE RECUPERAÇÃO DIANTE DAS ADVERSIDADES DA VIDA.

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“Resiliência é continuar numa constante transformação diante de todas as pressões presentes. É o sentido master da ressignificação”. Nilton Pedreira

Com a proximidade do meu niver… pensei em publicar um Post que me identificasse bem, agora especialmente minha relação com a vida e a a maturidade…. Questões que sempre me fazem parar e refletir: Como me comporto diante das adversidades da vida? Como enfrento os desafios e dificuldades que surgem no seu caminho? Como sobrevivo? O que vai ser daqui pra frente?

Se é uma coisa de que entendo bem… é sobre Resiliência. Sim, sou uma Resiliente! Quem me conhece sabe bem disso. A vida me deu escolhas e eu sempre escolhi ser feliz e não prejudicar ninguém (conscientemente, é claro).

Ter um olhar positivo sobre tudo que a vida me deu… me ajudou muito. Nas vezes que tive desafios pra enfrentar, e foram muito… tropecei sim, tive medo, caí e sofri…, mas sempre acreditei e tive FÉ de que as cosias iam melhorar e que serviriam para o meu crescimento. Acontecem coisas e nos fazem sair muitas vezes da nossa zona de conforto que nos obrigam a repensar e mudar…, mas são tudo melhorar lá na frente, mesmo que eu não consiga compreender e visualizar o meu final… Eu quis crescer como pessoa e na vida.

Penso que a vida é uma longa caminhada e você pinta das cores que quer. Cada um tem a sua. A minha é um arco-íris.

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Construí em meus caminhos algumas pontes… fechei livros, encerrei histórias e ciclos quando eram necessárias… e construí novas histórias, outros capítulos e me reinventei… Sempre me levantei e amadureci! Dentro do meu tempo. A vida é dinâmica e está em constante movimento. Nunca para! Ser feliz sempre foi meu maior objetivo, o que me impulsionou a prosseguir, mudar e ir em busca de novas saídas. Hoje sou grata por tudo o que tenho e recebi. Este é o segredo da vida. Ser feliz com o que temos e fazemos com ela, minha opção! A maturidade me permitiu enxergar com mais simplicidade muitas delas.

Li este artigo do Blog “Mundo dos psicólogos” que tem a intenção de ajudar as pessoas nesse aspecto, compartilho com vocês agora. Leiam:

A psicologia usa o termo resiliência psicológica para pessoas que respondem as frustrações diárias com alto nível de capacidade de recuperação emocional. Simplificando, quanto mais resiliente a pessoa for mais preparada a pessoa está para enfrentar as adversidades encontradas ao longo da vida.

A verdade é que todos os seres humanos passam por problemas, independentemente da classe social que pertencemos em algum momento da vida nos deparamos com adversidades. Então a pergunta mais lógica é: eu sou uma pessoa resiliente?

Jogue Fora

Observe: a resiliência é um processo de aprendizado desde a infância. Existem adultos que quando crianças se esquivaram das dificuldadese outros que se isolaram frente aos problemas do cotidiano. Desta forma:

  • Não conseguem apresentar comportamento de enfrentamento;
  • Não possuem habilidades de atravessar as situações de crise de maneira construtiva;
  • Falta otimismo, segurança;
  • Tem a tendência de maximizar o problema;
  • Respondem de forma passiva;
  • Não conseguem reagir;
  • As interpretações dos fatos são negativas;
  • Diminuem a responsabilidade da ocorrência e desta forma não possui controle pelo acontecido;
  • Não esboça atitude de mudança;
  • Assume uma postura de vítima.

O que eu preciso fazer para me tornar uma pessoa resiliente?

Você tem a alternativa de agir de forma mais ativa, ou seja, assumir que parte dos problemas que vivemos dizem a respeito à nossa forma de agir no mundo e reconhecer que tem responsabilidade sobre o fato. Eu escolhi isto.

Quando o indivíduo enxerga que faz parte integrante do problema que acontece em sua volta, as chances de mudanças são maiores, como se você fizesse um bolo sem receita, se der errado você nunca saberá onde errou, qual foi o ingrediente que estava a mais ou a menos e resultou no bolo ruim. Se o bolo ficou delicioso, você também não saberá qual foi o ingrediente usado para que ele ficasse tão gostoso.

Assim, quando a pessoa se vê parte integrante do problema e pelo que acontece à sua volta, recupera a possibilidade de mudar as coisas que não a fazem bem. A atitude mental frente a adversidade é muito importante para construir uma boa resiliência psicológica, muitas pessoas desejam mudar seu comportamento diante das dificuldades, mas não consegue agir diferente.

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Buscar um sentido na vida, compreender o que sente e estar atento aos sentimentos: entenda que estar em contato com suas emoções te faz ser mais ágil na busca daquilo que efetivamente te faz bem, como também na evitação das situações que te fazem mal. É a chamada inteligência emocional. O ponto crucial é perceber o estado subjetivo para então poder mudar.

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Entendo que não é fácil, não estamos habituados a nos conectar conosco, vivemos numa correria constante, sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins, projetando no outro a responsabilidades dos acontecimentos, a maioria das vezes sabemos o que nos incomoda, mas preferimos não pensar sobre o assunto, se você está se identificando com alguns desses comportamentos, ainda há tempo para mudar.

Se você não tem conseguido sozinho, busque ajuda. Aprenda desenvolver uma postura ativa em sua vida, aprenda a dar a volta por cima dos obstáculos, não se sinta vítima de sua existência, faça com que as coisas façam sentido, elabore um projeto pessoal e por último, mas não menos importante entenda suas emoções. Aderindo esses comportamentos você desenvolvera sua resiliência emocional.

Assista este vídeo “O PODER DA RECUPERAÇÃO, RESILIÊNCIA”, vai gostar. Fábio de Melo: https://www.facebook.com/PadreFabiode… Clóvis de Barros Filho: https://www.facebook.com/clovisdebarr… Leandro Karnal: https://www.facebook.com/prof.leandro… 

Fonte: https://br.mundopsicologos.com/artigos/resiliencia-poder-de-recuperacao-diante-das-adversidades-da-vida

QUANDO ME AMEI DE VERDADE…

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“Quando me amei de verdade, eu pude entender que o vida tem várias formas de se viver e de aprender. Faço minhas escolhas… vivo meus sonhos possíveis (e impossíveis), vou acordando… construindo, de acordo com as minhas possibilidades… faço muitas coisas acontecerem… a tudo isso, dou o nome de Aprendizagens!” Bia Perez.

Hoje é o aniversario da minha irmã caçula – Isa – pra mim. Pensei em algo que poderia dizer a ela neste momento, que a identificasse como minha irmã querida, uma grande mulher, mãe e profissional brilhante…

Vejo Isinha crescendo na vida e se realizando em todas as suas facetas… cada uma, melhor do que a outra… Grande filha, irmã, esposa, mãe, cunhada e profissional. Inquieta e pulsante… está mais vibrante do que nunca. Muito ativa busca algo que á acrescente… busca seu propósito de vida, e que melhore sua vida e de sua família, além de quem está ao seu redor (se é que isso é possível… rsrsr, já é perfeita pra mim). Ela sempre me surpreende, esta sempre em busca de novas aprendizagens, sem medo!

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Ofereço a ela esta crônica (que eu adoro) e se encaixa, ao meu ver perfeitamente com seu jeito de ser… e no momento presente que esta vivendo. Leia:

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é… Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

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Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é… Saber viver!

gratidaofoto02“A cada dia que vivo, mais me convenço, de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” Carlos Drummond de Andrade

Completaria, se me permitem assim…

Enfim, quando me amei de verdade, comecei a amar a vida como ela é, e ser eu mesmo, sem medo sem rodeios, sem amarras, apenas com um sorriso no rosto. Ah! um sorriso... como isso muda vidas. Fez toda a diferença. Procurei então sorrir mais.

Se eu pudesse deixar um conselho para minha irmã Isa diria: “Faça tudo que pode para fazer alguém feliz, mas faça de coração, sem esperar nada, nenhuma recompensa, afinal o bem que se faz para o outro… se faz para si mesmo… ganhamos em dobro“.

“Sonhe muito… faça acontecer… tenha fé… acredite na voz do seu coração, na sua intuição e comece hoje… Ame muito! Perdoe, sempre! Viva em paz consigo mesmo e como o mundo!” Isso bastará.

Minha irmã que você comemore muito este seu dia, com toda sua família do jeito que você mais gosta… viajando… se divertindo… recebendo todo carinho e o amor que você merece… Realize todos os seus sonhos e seja muito feliz.

Saiba que me sinto muito agradecida por termos grandes e bons momentos compartilhados juntas, cheios de histórias hilárias, divertidíssimos e repletas de grandes lições… onde uma está sempre perto da outra… apoiando tanto nos momentos felizes como nas dores. Nossa escuta é curativa eu diria! Saiba que: Tudo se torna mais fácil e fica mais colorido, com você por perto… mais fácil de prosseguir. Te amo muito,  viu? Conte sempre comigo. Um brinde!

Zai beijando niver

“Eu escolho… Minha escolha de crescimento agora é ser fiel a minha verdade. E comunicar ao mundo esta escolha através de palavras, ações e decisões.” Miracle ela Choice

Como Isa diz, para ser fiel a nossa verdade o primeiro passo é conhecê-la… por isso está sempre em busca da sua verdade! Tenho muito orgulho de você.

Te amo muito minha irmã. Muito obrigada pelo carinho, amor e paciência. Parabéns maninha! Com amor e poesia rsrsrs

Obs: Esta crônica erroneamente atribuído por muitos a Charles Chaplin, só que não. Então com vocês, de Kim e Alison McMillen “Quando me amei de verdade”… eu aprendi a viver mais feliz!

Ah! Dê uma olhadinha aqui https://oterceiroato.com/2018/04/10/conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente-2/ novas descobertas podem ser entendidas aqui neste post.