PARA VIVER MELHOR! 

Gostei!!! Texto de autoria de Bruno Pitanga, Doutor em neuroimunologia, neurocientista, professor universitário e palestrante, leia: 

 Pra viver melhor, não se preocupe, *se ocupe.* Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. 

Não se desespere, *espere.* Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. 

Não se indisponha, *disponha.* Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. 

Não se canse, *descanse.* Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo. 

Não menospreze, *preze.* Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. 

Não se incomode, *acomode.* Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida. 

Não desconfie, *confie.* Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus. 

Não se torture, *ature.* Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância. 

Não pressione, *impressione.* Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância. 

Não crie discórdia, *crie concórdia.* Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal. 

Não maltrate, *trate bem.* Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta. 

Não se sobrecarregue, *recarregue.* Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança. 

Não atrapalhe, *trabalhe.* Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes. 

Não conspire, *inspire.* Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, *ore.* Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores.

ULTRAPASSEI OS 60 ANOS… E DAÍ? 

Perguntei a uma amiga minha que já ultrapassou os 60 anos: Que tipo de mudança ela está sentindo?

Reflexão de Della Morena, publicada por Izete Dal Pont Mondardo, via redes sociais…

Ela me enviou as seguintes linhas muito interessantes:

  1. Depois de amar meus pais, meus irmãos, meu marido, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.
  2. Acabei de perceber que não sou “Atlas”. O mundo não repousa sobre meus ombros.
  3. Agora parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares dos filhos.
  4. Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto. Afinal, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.
  5. Parei de contar aos mais velhos que já contaram essa história muitas vezes. Afinal, a história os faz trilhar o caminho da memória e reviver o passado.
  6. Aprendi a não corrigir as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Se a pessoa vive numa bolha, deixa… não arrebente a bolha)
  7. Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo.
  8. Aprendi a não ser incomodado por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.
  9. Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Afinal, eles podem não saber meu valor, mas eu sei.
  10. Fico calmo quando alguém faz política suja para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.
  11. Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções. Afinal, são minhas emoções que me tornam humano.
  12. Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinho.
  13. Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser o último.
  14. Estou fazendo o que me deixa feliz. Afinal, sou responsável pela minha felicidade e devo isso a mim mesmo.”

Afinal temos que esperar tanto? Porque não podemos praticar isso em qualquer estágio da vida?

 

VAI SER SEMPRE ASSIM!

Vai ser sempre assim: Quando você trabalha pra caramba e declara teus sonhos e desejos ou conta seus objetivos e projetos, surgirão pessoas que nunca fizeram nada na sua vida, torcendo para que você se dê mal. Muito mal, aliás.

É incrível como ainda existem alguns que não se alegram com a possibilidade de felicidade alheia. É inacreditável como tem gente que se puder fazer algo pra atrapalhar, vai fazer mesmo. Vai te empurrar no precipício, vai bater a porta na sua cara, vai trancar a sua janela, vai soltar um tremendo mal-olhado e uma gigante duma inveja.

Quem é pior? O inimigo declarado, que você sabe que é daquele jeito mesmo e já aprendeu a se afastar? Ou quem se diz amigo, mas quer mesmo é que você se lasque? E pior que você se lasca mesmo, porque acaba confiando e dando ousadia. É fácil parecer perfeito se não faz nada. É difícil cair quando nem corre. Errar é pra quem tenta e se desafia.

Muito cuidado ao olhar pro futuro e dizer qual o caminho você vai trilhar. Cuidado ao sonhar teus sonhos perto de gente negativa. Os perfeitinhos que nunca fazem nada vão te julgar pelas suas cicatrizes mal curadas. Vão te julgar pelas marcas que ficaram dos teus tombos e, dificilmente irão te ajudar.

Tem gente que só faz mal mesmo. Julga, coloca para baixo, diminui, desacredita, irrita, machuca. Acaba com tua autoestima. Suga tuas energias. Põe o dedo nas tuas feridas. Gente tóxica. Sempre jogando balde de água fria. Gente que te rouba alegria. Gente estranha que nunca apoia qualquer uma de tuas vitórias, por menores que possam ser. Gente que nunca comemora nadinha que seja de você.

Para cada um destes que acham que estão dentro da redoma da perfeição e que por maldade desejam te ver cair, faça todo o possível para subir sempre mais. Para cada cara feia, pisa em cima, mata a serpente e sobe um degrau.

E quando mais quiserem tua queda festejar, mostre para todos os corações de pedra, que tu és filha de Deus e que tu tens fé o suficiente para o impossível realizar. E quando muitos falarem que você vai cair, você vitoriosa vai é VOAR!

Tá vendo Deus lá em cima?

Ele está com você!

Avante!

By Cleonio Dourado

QUANDO A MINHA MENTE ESTÁ CALMA.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração.

Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida.

Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo.

Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. Omeu coração é pleno, nenhuma fome.

By Ana Jácome

TOQUE A VIDA DE OUTRAS PESSOAS…

Toque a vida de outras pessoas.

Um toque interior, no íntimo, na alma.

Deixe uma marca por sua passagem.

Uma marca inesquecível, uma boa lembrança, um conselho valioso, uma palavra de fé, uma frase de incentivo, uma gargalhada que gruda na memória, um cheiro que fica, uma voz amiga, um presente, uma história.

A delícia da vida é saber que passar por ela, nos dá oportunidades das amizades, de aprender, de ensinar, de ser lembrado, de lembrar. Cada pessoa que entra, que sai ou que fica, deixa algo.

Deixe o melhor.

Leve o melhor.

Trocas que enriquecem.

Quando conquistar uma amizade, sinta o outro coração: Visualize, entenda, compreenda, respeite, não julgue, não culpe, se envolva, invada com energias positivas.

Toque uma vida, pinte uma história, trace um caminho de ida, desenhe um caminho de volta. Deixe junto ao seu nome, o poder de tirar sorrisos em alguém.

Amizade é o melhor que a vida tem.

Toque a vida de outras pessoas com mãos que acolhem, com palavras que elevem, com olhar que aprova, com riso que renova, com alma e coração. Sinta a sincronia, simpatia, tolerância, ternura. Cuide bem de seus amigos, guarde-os de verdade no lado esquerdo do peito.

Viver é um monte de trocas.

Permita que levem e que deixem um pouquinho de suas essências. Amizade é construção de laços. Assim, sua presença será pra sempre. Sua ausência, será saudade. E sua lembrança, será a da melhor amizade.

By Cleonice Dourado

🪞 “…EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE”…

Muito lindo de Cecília Meireles… leia:

Às vezes acordo triste e nem sei o porquê dessa tristeza.
Uma angústia, um descontentamento, uma solidão interior…
Muitas vezes vem uma vontade de chorar, uma fragilidade que nada parece estar bom…
Nós, que já passamos dos 50, muitas vezes nos encontramos assim. O mundo inteiro caminha normalmente, tudo está bem e vem essa tristeza.
Quantas vezes eu me olhei no espelho e me curti, me achei linda e sai dona do mundo esbanjando mocidade e vendendo alegria?
Quantas vezes fui elogiada, fotografada por olhares cheios de admiração?
E no espelho desfilei caras e bocas… Com a beleza que aos poucos foi se modificando, foi mudando de fases, foi se perdendo e dando lugar a um outro tipo de mulher: a mulher madura, aquela que muitas vezes ouve como elogio: você está conservada.
Que triste elogio! Diga como você está bonita, que linda você está, soa melhor, engrandece a alma, que hoje já tem tantas cicatrizes.
Beleza está em todas as idades, conversem com seu espelho e descubra o seu ponto forte, ele pode estar no seu interior.
Onde ficou perdida minha face?
Não sei, só sei que vou passar o meu batom vermelho, rimel e lápis nos olhos,
deixar meus cabelos ao vento, vestir meu vestido de festa e subir no salto, como sempre fiz e sair linda e maravilhosa curtindo os meus 76 anos.
Faça o mesmo vc de 50, 60, 70, 80, 90…
E não se entristeça vivendo do passado e tendo medo de aproveitar a vida.
Se não usar mais salto, coloque uma rasteirinha ou se preferir fique descalça na areia da praia.
Você é linda em qualquer idade.

PARA TODAS AS MULHERES QUE SE AMAM E QUE AMAM A VIDA.

EROTICA È A ALMA. 

Adélia Prado certa vez escreveu: 

“Erótica é an alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. Gosto deste olhar, me representa muitooooo!!! 

Dá um certo alívio! E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras que se descortinam um olhar de súplica?

“Erótica é a alma” que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.

“Erótica é a alma” que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; “erótica é a alma” que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

“Erótica é a alma” que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer faz parte da vida. Penso que é bem melhor do que a outra opção. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que an alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos, se você permitir.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.

Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à auto estima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar até plástica íntima andam fazendo!
Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Vivemos an era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”

Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade.

E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.

O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria rejuvenesce mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…

Obs:Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões

Com vocês:

Todos vamos envelhecer….

Querendo ou não, iremos todos envelhecer.

As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.

A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.

A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora.

É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior.

E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.

Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.

Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios.

Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Aprenda: bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Texto retirado do livro: Poesia Reunida, 1991.

VISITANDO PARIS 🇫🇷 JANEIRO/25

Place de la République 

Logo pela manhã, (24/1/25) apesar do frio, chuva e vento… segui de metro para a charmosa Place de la République, que é uma das praças mais icônicas e movimentadas da capital francesa e logo sou recebida por imponentes monumentos e as estátuas que adornam a praça. 

Localizada no coração da vibrante cidade de Paris, a Place de la République é uma das praças mais icônicas e movimentadas da capital francesa. A atmosfera desta Place é verdadeiramente única, combinando a agitação da vida urbana com a serenidade dos espaços ao ar livre. Logo percebo a beleza da arquitetura que está por toda sua volta e admiro calmamente. 

Os arredores da Place de la République estão repletos de restaurantes, cafés e lojas charmosas que refletem a riqueza da culinária francesa e da moda parisiense. Tudo me parece tão parisiense e dá uma vontade de sentar numa mesinha de um restaurante e ficar ali tomando um café curtindo tudo por um bom tempo. Podemos assim também desfrutar de uma autêntica experiência gastronômica em um dos diversos restaurantes desta região, experimentando as delícias locais e internacionais.

Curiosidade: 

A Place de la République possui uma rica história que remonta ao século XIX, quando foi originalmente construída como um símbolo da democracia e liberdade da República Francesa. 

Ao longo dos anos, a praça tem sido palco de importantes eventos políticos e sociais, tornando-se um local emblemático para protestos, celebrações e encontros públicos. 

Seus belos monumentos e estátuas homenageiam figuras históricas e ideais que moldaram a identidade da França. As estátuas que a rodeiam representam importantes virtudes como liberdade, igualdade e fraternidade, valores fundamentais da República Francesa. Gosto de vir passear aqui. 

Pertinho dali caminhando, conheci o charmoso Canal Saint Martin, de Paris e toda a sua região no entorno, uma das zonas de lazer mais agradáveis na capital da França. O lugar é muito bonito, possuindo uma extensão de 4,5 km com várias pontes e ao longo de seu percurso há inúmeros bistrôs, bares e cafés, que deixam o cenário do Canal de Saint Martin com a cara mágica e bem romântica de Paris.

O Canal fica situado no 10th arrondissement em Paris é um dos atrativos preferidos dos parisienses na época da primavera e do verão, seja para relaxar, passear ou curtir o sol. Muitas famílias e amigos desfrutam do espaço às margens do canal também para conversar e fazer piqueniques. 

Fui almoçar às suas margens deste Canal, no Gros Bao onde a decoração tem inspiração de Hong Kong, e que tem apresentado a cozinha de Xangai, onde eu podia me deliciar com os grandes pratos clássicos da cozinha chinesa e/ ou com os pratos para partilhar. São deliciosos e bem servidos. Preço justo tem um bom atendimento e com uma vista linda para o Canal Saint Martin do andar superior. Super recomendo!

Catedral de Notre-Dame 

Hoje a tarde (24/1/25) cheguei na Île de la Cité, foi dia de rever a Catedral de Notre-Dame que tinha sido devastada pelo incêndio em 2019, e foi reaberta recente em dezembro de 2024, após 5 anos de obras minuciosas de restauração. Foi um novo amanhecer para este Patrimônio Mundial da UNESCO. Notre-Dame é um dos principais símbolos de Paris e uma das catedrais mais famosas do mundo. 

Seus sinos voltaram a soar. Antes da sua entrada tinha uma fila gigantesca, desorganizado… neste dia frio, chuvoso e de muito vento… mas eu não desisti, queria muito ver. Contemplei a sua fachada icônica, as famosas gárgulas no topo do templo e suas duas torres de 69 metros. Que imponente! 

Fato que a fila andava rápido, foi animador… e logo entramos na Catedral. 

Da fila, eu estava emocionada por estar tão perto de voltar a ver um dos meus monumentos preferidos em Paris… e sobretudo de voltar a pisar na catedral… Ainda tive a graça de presenciar ao vivo, uma missa que acontecia naquele momento. Gratidão! 

Tinha missa… e nós que estávamos turistando respeitosamente seguimos em silêncio, fomos circulando por ela admirando tudo lá dentro. O interior da catedral, sem séculos de poeira, está novamente iluminado e reluzente. Está belíssima, perfeita!!! 

Me encantou caminhar por entre suas 

suas gigantescas colunas, as rosáceas, as abóbadas de nervuras, os arcobotantes… admirar o órgão principal, seus vitrais deslumbrantes e apreciar as gárgulas de pedra esculpida. Tudo é maravilhoso! 

Orar, agradecer e visualizar muitas das capelas no seu entorno, eu fiz…percebendo que mudaram algumas, (todos com informações detalhadas) e em algum destes locais contam um pouco sobre o incêndio e suas marcas pontuais. 

Curiosidade: 

Reconstrução da Catedral (1163 e 1245 com mais de 860 anos). Projeto de restauração custou 700 milhões de euros, o equivalente a R$ 4,5 bilhões, e envolveu 2 mil pessoas especializadas nas mais diferentes técnicas de construção e preservação (onde reproduziram fielmente todos os detalhes da construção medieval, de estilo gótico). 

O dinheiro veio do mundo todo, incluindo o Brasil e de bilionários franceses do setor de luxo, como François Henri Pinault e a família Arnault.

Envolveu na sua reconstrução uma constelação de talentos: arquitetos, engenheiros, carpinteiros, artesãos, vidraceiros – 2 mil pessoas ao todo, especializadas nas mais diferentes técnicas de construção e preservação. Um esforço monumental, que começou no dia seguinte ao incêndio que devastou a catedral, cinco anos atrás.

Dedicada à Virgem Maria, a Catedral de Notre Dame é uma das catedrais góticas mais antigas do mundo. Suas torres oferecem uma vista incrível de toda Paris.

Le Marais 

No final da tarde voltando da Île de la Cité, do passeio na Catedral, segui rumo a Le Marais… onde passei pelo Hôtel de Ville, (onde funciona a Prefeitura de Paris); pela Praça da Torre Saint-Jacques, na elegante Rue de Rivoli… e aproveitei para caminhar sem rumo e sem pressa em meio às charmosas e animadas ruas do Marais.

Gosto muito deste bairro. Sempre venho aqui. Parei e tomamos um chocolate quente que estava divino, acompanhado por um croissant de chocolate, pra descansar um pouco antes de retornar para casa. Sempre tive vontade de parar nas pequenas mesas típicas de Paris, e curtir calmamente o local sem neuras or stress… tenho conseguido fazer isto muitas vezes atualmente. 

É o lugar perfeito para passar horas bem ocupadas neste bairro, ou até duas rsrsr fazendo umas comprinhas. Não falta o que fazer neste bairro. Adoro a loja da Uniqlo conceitual, que tem neste bairro. Eu sempre venho fazer umas comprinhas por aqui rsrsrs. 

A região do Marais engloba parte do 3º e 4º arrondissements, uma área repleta de pontos turísticos, lojas, restaurantes, ruas charmosas, parques e museus, entre eles fica bem pertinho o famoso Pompidou e o Museu Picasso. 

IDADISMO E JOVENCENTRISMO NA PAISAGEM DA CIDADE. 

Lendo essa reportagem da minha amiga Karen Farias, reforcei minhas reflexões sobre as mudanças no mundo com grandes construções, que são capazes de mudar e transformar tudo ao nosso redor. Confesso que tem muitas coisas boas, outras nem tanto. Quando tais mudanças acabam com as nossas referências de vida, e lembranças pode trazer uma certa saudade gostosa do que era bom no nosso tempo e muitas vezes, hoje nem tanto dais quais nos sentimos desrespeitados. Tem determinadas coisas que deveriam ser conservadas pela sua história, beleza e impacto paisagistas que podem trazer tantos problemas. Já estamos vendo isto! Tem progressos que precisa ser bem estudado referente aos impactos estruturais na cidade, como de nossa vida. Leiam: 

Nossas referências foram apagadas da cidade, até que se esvaziaram das nossas memórias. Entristeci

Andar pela cidade é um prazer e um exercício diário. Perambular pelos lugares conhecidos e descobrir novos. Apreciar o céu, a casa e o prédio bonitos, os detalhes contidos neles, a árvore, o jardim, os gatos e os cachorros que ali vivem, o canto dos pássaros. Cumprimentar as vizinhas e os vizinhos, espiar a rotina das famílias que se entrevê, a saída pro trabalho, a ida e volta da escola, a varrição da calçada, o retorno do supermercado, o banho de sol da bicharada da casa. E ao longo do caminho, cobrir de bom dia ou boa tarde as/os passantes, na expectativa de quem irá responder. E foi assim, nessas andanças, que fui fazendo alguns paralelos sobre a cidade, sua paisagem e temas ligados à longevidade e ao envelhecimento.

Desculpaí, arquitetos e urbanistas.

Logo de início, peço licença aos arquitetos e urbanistas para me meter onde não fui chamada. Afinal, não conheço nada sobre esse campo de conhecimento. Simplesmente sou uma caminhante curiosa e cidadã interessada nas transformações que enxergo.

O envelhecimento e o idadismo

Todos nós temos um ciclo de vida: infância, adolescência, juventude, adultez e velhice. E não apenas nós, animais humanos, os seres da Natureza também possuem seus ciclos de vida. Em cada fase de nosso ciclo de vida, é possível encontrar coisas boas e coisas ruins. Quem já não ouviu falar dos traumas ou das belezas da infância? Das angústias da adolescência, seus desarranjos hormonais e suas descobertas maravilhosas? Assim, a gente segue vivendo cada fase da nossa vida. No entanto, conforme envelhecemos, vamos tendo mais dificuldade de enxergar suas partes boas e valorizando as partes ruins. E, pior, porque vivemos numa cultura onde o belo é tudo o que remete à juventude, buscamos, por diversos meios, formas de nos tornarmos jovens novamente, como se isso fosse praticável.

E é aí que começa o idadismo, termo que se refere ao preconceito, estereótipos e discriminação em relação à idade das pessoas. A expressão ageism foi criada em 1969 pelo gerontólogo e psiquiatra norte-americano Robert Neil Butler, o termo idadismo foi adotado oficialmente pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2022, que também é conhecido como etarismo ou ageísmo.

A cultura jovencentrista refletida nos prédios da cidade

O não cessar de nascimento de prédios novos, brilhantes, cheios de concreto, colocando abaixo aqueles pequenos prédios e casas que até ontem tinham histórias, antigos, velhos, cheios de infiltrações, me faz lembrar uma mulher ou jovem, modernos, capazes, ágeis, cheios de juventude e hormônios, substituindo os idosos, agora considerados inúteis, atrasados tecnologicamente, cheios de rugas, varizes, usando fraldas e andador, sendo julgados sem nenhuma condição de seguir adiante. Mas também sem nenhuma tentativa de convivência.

Esses que, nos dias de hoje, são os prédios “modernos” serão o quê daqui a quarenta anos? Qual será a solução que encontraremos para eles? Repetiremos a mesma atitude? Iremos substituí-los por “novos” porque entenderemos eles como “antigos”? Fico a me perguntar: como seria numa família? Se um pai não dá exemplo de cuidado e respeito para com os mais velhos, o que dirá para sua filha e seu filho quando ele enfrentar a velhice? Estamos pensando sobre o legado daquilo que estamos fazendo hoje?

Temos medo de “demenciar”, mas quem provoca somos nós.

Com o passar do tempo, nossas referências vão sumindo. A ponto de tudo ficar num tom pastel: Lembra de onde ficava o… como é mesmo? Lá perto daquele outro lugar… aquele que fechou anos atrás e que agora é um prédio novo, sabe, né? Dia desses, me peguei tendo uma conversa assim, meio maluca, com uma amiga. A solução foi ir pro Google Maps… “demenciamos”, nossas referências foram apagadas da cidade, até que se esvaziaram das nossas memórias. Entristeci.

A intergeracionalidade

Assim como no envelhecimento dos seres da Natureza há coisas boas e ruins, e em todas as fases do nosso ciclo de vida, vejo o mesmo no que se refere à arquitetura, respeitando o gosto de cada um. Olha um prédio novo, pode ser lindo de morrer, moderno, cheio de inovação, mas também pode vir com sobra de construção nos canos, problemas estruturais, paredes finas e piso sem isolamento entre os vizinhos que descobriremos ao entrar. Num prédio velho, que não tem fiação para internet, nem interruptor de três pontas, o piso seja velho e não tenha suíte para todos os quartos, você talvez encontrará uma cozinha e tamanhos de quartos e sala imensos, a certeza de que não ouvirá nem será escutado pelos vizinhos, uma qualidade de materiais “de antigamente” que hoje jamais encontrará nos “novinhos”.

Mas, então, existe solução? Eu, como palpiteira de plantão e caminhante por prazer, adoraria ver uma cidade cheia de tudo, construções antigas, onde iria me reconectar com minha história e lembranças, e novas, por onde iria descobrir novidades e construir novas memórias. Quem sabe, “híbridas”? Onde as construções fossem reformadas e se atualizassem? Entretanto, na minha observação diária, parece que a cidade dos prédios novos está excluindo a dos prédios e casas antigas, precisa? 

Por isso, lanço aqui o apelo, não sei pra quem – pois não é a minha área e nem sei para quem direcioná-lo – pra gente construir uma cidade com menos idadismo em sua arquitetura, respeitando e valorizando o ciclo do envelhecimento de nossas construções, sem provocar o esvaziamento da nossa memória, criando um ambiente de intergeracionalidade, uma convivência multigeracional. Para que, daqui a 100 anos, nossos netos possam conhecer, por meio da nossa arquitetura, uma Porto Alegre desde seu nascimento e de todas as suas décadas, e possam continuar sonhando e construindo a sua Porto Alegre.