SABOREANDO A VIDA…

Gostei disto: A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, não reclame, não critique, seja amável, agradeça sempre, beije lentamente, ame de verdade, ria descontrolavelmente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.
E lembre-se que não há prazer sem riscos.
A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar cada dia e agradecer! Aprecie sem moderação…

NADA IGUAL!

Paulo Coelho sempre traz uma provocação, assim minha inquietude se refaz.

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma bênção escondida; uma bênção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

SABER VIVER…



Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

(Autor desconhecido)

PESSOAS QUE CURAM!

Falamos tanto das pessoas que ferem, que esquecemos das pessoas que curam.

Existem pessoas que são um verdadeiro sol nos dias nublados das nossas vidas.

Pessoas que nos estendem a mão, que nos encorajam, nos trazem à memória o que temos de bom e organizam nossos sentimentos.

São verdadeiras bússolas divinas que nos norteiam quando estamos desorientados.

Existem pessoas medicinais que quando chegam perto da gente curam a nossa Alma.

O que torna uma pessoa assim não é a ausência de defeitos, é a delicadeza nos gestos.

É um dom que vai muito além do pensamento positivo.

É o comportamento que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não tem ninguém olhando.

É uma gentileza desobrigada.

É uma atenção, um carinho com um Bom Dia vibrando Amor!!!

É possível detectar essa fragrância nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que escutam e quando falam, evitam assuntos constrangedores.

A saída é desenvolver em si mesmo essa arte difícil de ser ensinada – pois não se encontra nos livros e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara.

Perto delas a gente se abre sem reservas mesmo sem entender porque.

Ao lado delas nossa dúvida encontra alívio e nosso medo encontra abrigo.

Perto delas nosso riso é mais solto e o choro não tem receio de brotar.

Perto delas somos mais autênticos, e a vida ganha mais coerência e lucidez.

Essas pessoas nos transmitem paz sem que nenhuma palavra seja dita.

Silenciam nossa alma com cuidado e plantam sementes de otimismo em nosso coração.

Gente que abraça a gente só com sua presença, amansando nosso desconforto.

Vamos observar mais a nossa volta as pessoas que curam, o mundo está cheio delas.

Este texto me tocou profundamente. De Autoria Desconhecida

VOCÊ VAI…

Bom saber que quando envelhecer podemos nos sentir assim como Augusto Branco nos diz. Leia:

Você vai envelhecer e talvez o tempo, este invejoso, queira riscar o teu rosto e apagar um pouco do brilho do sorriso teu.

Talvez você já não engate tantos olhares, nem tantos suspiros quando passar por aí,e talvez você se olhe no espelho e sinta saudade dos dias de tua juventude, mas não sinta…

Você continuará linda, porque você não é apenas uma mulher muito linda, você é uma pessoa muito linda!

E ainda que o destino fosse cruel, e quisesse colocar uma sombra sobre teu olhar, eu continuaria a olhar pra você e a te dizer o quanto você é linda, sim, linda assim, linda pra mim.

SAUDADE…

Refletindo sobre finitude!!! Adorei, o que a filha de Rubens Alves escreveu sobre sua saudade:

Hoje completamos sete anos do encantamento do meu pai. Tempo suficiente para a presença da ausência se instalar e para aquela dor dilacerante da partida dar espaço para uma saudade mansa e gostosa.
Pensei em sete coisas que aprendi com meu pai, como numa brincadeira, uma coisa para cada ano de saudade…

Aqui vai:
1 – A simplicidade é uma das coisas mais importantes a serem aprendidas para termos uma relação sábia com a vida. Mas ser simples não é fácil e não tem nada a ver com dinheiro… É uma conduta interna, de humano para humano, de humano para a vida.
2 – O tempo passa e escorre por entre nossos dedos. E raramente nos damos conta disso…
3 – Não temos missão nessa vida que não seja sermos nós mesmos e com isso sermos fiéis a nós mesmos. Nossa felicidade se pauta sobre a nossa verdade interna.
4 – Com o passar do tempo, a gente desaprende o encantamento natural que tínhamos quando crianças para com a vida. E é justamente ele que faz a vida valer a pena.
5 – O mais sensato é o equilíbrio entre o pensamento e a emoção; sem enaltecer um em detrimento do outro. A razão dá o saber e a emoção o sabor.
6 – Liberdade exige muita dedicação e coragem. Precisamos saber o que queremos e batalhar para gozar a liberdade de estar ou pensar sobre o desejado.
7 – Não importa tanto qual cainho escolhemos para nós, até porque raramente sabemos com clareza para onde queremos ir ou quais decisões devemos tomar. Por isso, o mais importante é que façamos nossas escolhas com amor…


Com carinho e MUITA saudade, Raquel Alves

ENVELHECER E FINITUDE!

Adorei este texto que fala do envelhecer com um olhar sensível e verdadeiro de autoria de Marguerite Yourcenar, in ‘Memórias de Adriano’. Assim está sendo o caminhar de muitos de nós 🙏🏻. Vale a pena ler:

Tenho sessenta anos. Não te iludas: não estou ainda bastante fraco para ceder às imaginações do medo, quase tão absurdas como as da esperança e seguramente muito mais penosas. Se fosse preciso enganar-me a mim mesmo, preferia que fosse no sentido da confiança; não perderia mais com isso e sofreria menos. Este fim tão próximo não é necessariamente imediato; deito-me ainda, todas as noites, com a esperança de chegar à manhã seguinte. Adentro dos limites intransponíveis de que te falei há pouco, posso defender a minha posição passo a passo e recuperar mesmo algumas polegadas do terreno perdido. Não deixo por isso de ter chegado à idade em que a vida se torna, para cada homem, uma derrota aceite. Dizer que os meus dias estão contados não significa nada; sempre assim foi; é assim para todos nós. Mas a incerteza do lugar, do tempo e do modo, que nos impede de distinguir bem o fim para o qual avançamos sem cessar, diminui para mim à medida que a minha doença mortal progride. Qualquer pessoa pode morrer de um momento para o outro, mas o doente sabe que passados dez anos já não será vivo.
A minha margem de hesitação já não se alonga em anos, mas em meses. As minhas probabilidades de acabar com uma punhalada no coração ou por uma queda de cavalo tornam-se cada vez menores; a peste parece improvável, a lepra ou o cancro afiguram-se definitivamente afastados. Já não corro o risco de cair nas fronteiras, atingido por um machado helénico ou trespassado por uma flecha parta; as tempestades não souberam aproveitar as ocasiões que se lhes ofereceram, e o feiticeiro que me predisse que eu não me afogaria parece ter acertado. Morrerei em Tíbure, em Roma ou em Nápoles quando muito, e uma crise de sufocação encarregar-se-á da tarefa. Serei levado pela décima ou pela centésima crise? É essa a única questão. Assim como o viajante que navega entre as ilhas do Arquipélago vê despontar, ao entardecer, uma espécie de névoa luminosa e descobre pouco a pouco a linha da costa, eu começo a avistar o perfil da minha morte.
Certas fracções da minha vida assemelham-se já a salas desguarnecidas de um palácio demasiadamente vasto que um proprietário empobrecido renuncia a ocupar todo.

SOU ASSIM…

Gosto deste texto de Angela Caboz, leia:

Não sou feita desse ferro que não se desgasta!
Não tenho as garras afiadas de uma fera, nem respiro fogo como um dragão.
Sou esta mulher que já engoliu muitos sapos e que tantas vezes virou as costas à realidade.
Sofri para não magoar, curei dores que não me pertenciam e esqueci-me tratar os meus males.
Cresci ao som das tristezas e os sonhos para mim foram companheiros de lágrimas, que me habituei a educar.
Fiz desse mar de lágrimas o mar revolto onde por vezes soube navegar!
A vida nem sempre me deu doces, mas demasiadas vezes me presenteou com limões amargos.
Por isso, eu aprendi a sofrer e fui bebendo desse veneno que não me conseguiu derrubar.
Não sou forte o tempo todo, sou mais frágil do que pensam.
Sou feitas de todas estas fragilidades, desses retalhos que fui costurando durante toda a vida, para resistir ao frio da tempestade que soprou, mas nem assim me derrotou.
Eu não sou forte, mas a fragilidade de existir fez de mim uma guerreira.”

OS VELHOS…

Gosto desta crônica de Carlos Drummond de Andrade. Leiam: Todos nasceram velhos, desconfio.

Em casas mais velhas que a velhice, em ruas que existiram sempre… sempre assim como estão hoje e não deixarão nunca de estar:

soturnas e paradas e indeléveis mesmo no desmoronar do Juízo Final.

Os mais velhos têm 100, 200 anos e lá se perde a conta.

Os mais novos dos novos, não menos de 50 — enorm’idade.

Nenhum olha para mim.

A velhice o proíbe. Quem autorizou existirem meninos neste largo municipal?

Quem infrigiu a lei da eternidade que não permite recomeçar a vida?

Ignoram-me. Não sou. Tenho vontade de ser também um velho desde sempre.

Assim conversarão comigo sobre coisas seladas em cofre de subentendidos a conversa infindável de monossílabos, resmungos, tosse conclusiva.

Nem me vêem passar. Não me dão confiança.

Confiança! Confiança!

Dádiva impensável

nos semblantes fechados,

nos felpudos redingotes,

nos chapéus autoritários,

nas barbas de milénios.

Sigo, seco e só, atravessando

a floresta de velhos.

Carlos Drummond de Andrade (in ‘Boitempo’, Ibira, Minhas Gerais 31/ outubro/ 1902 – Rio de Janeiro 17/agosto/ 1987 )

A VELHICE PEDE DESCULPAS…

Tão velho estou como árvore no inverno, vulcão sufocado, pássaro sonolento.

Tão velho estou, de pálpebras baixas, acostumado apenas ao som das músicas, à forma das letras.

Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético dos provisórios dias do mundo:

Mas há um sol eterno, eterno e brando e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.

Desculpai-me esta face, que se fez resignada: já não é a minha, mas a do tempo, com seus muitos episódios.

Desculpai-me não ser bem eu: mas um fantasma de tudo.

Recebereis em mim muitos mil anos, é certo, com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.

Desculpai-me viver ainda: que os destroços, mesmo os da maior glória, são na verdade só destroços, destroços.

Cecília Meireles ( Brasil – 7/ Nov/ 1901 – 9/ Nov/ 1964 Poeta/Escritora – Brisa e Ventania)