QUERO FAZER COM QUE MULHERES DE 60 ANOS DEIXEM DE SER INVISÍVEIS – CLAUDIA GRANDE.

Conheci já a algum tempo a Cláudia Grande pelo Facebook, ela tem 62 anos e é a criadora de um site dos mais interessantes para pessoas maduras: Projeto 60 anos. Tem muitas seguidoras que aumentam dia a dia.

Uma mulher elegante, que conta num vídeo como, depois dos filhos criados, da separação do marido e com tempo para ela, resolveu revolucionar a própria existência já na sexta década de vida. É super interessante sua página que lida com diversas questões.

O próprio jeito de Cláudia Grande se apresentar no site é muito instigante. Leia e, mais abaixo, veja o vídeo, no qual ela explica por que está simplificando sua vida:

“Meu nome é Claudia Grande e tenho 61 anos. Por que comecei contando minha idade? Porque me reinventei aos 60, depois de ter sobrevivido a um câncer, acabado um casamento de 33 anos e deixado minha empresa ambiental para realizar um sonho, o de inspirar mulheres desta idade a ter uma maturidade saudável, ser elegante, alegre e principalmente, fazer com que deixássemos de ser invisíveis.

Aos 58 anos, me vi planejando meu aniversário de 60 e ao mesmo tempo que escolhia um smoking para usar na festa me sentia fora de forma e cheia de dores. Resolvi sair do sofá e começar a correr na rua (hoje meu esporte preferido). E, para que meus 100 amigos do Facebook me incentivassem, criei uma página chamada Projeto 60 anos, onde compartilhei meus sonhos, minhas roupas preferidas, as comidas que gosto de fazer, músicas da minha vida, filmes inesquecíveis, meus progressos com meu novo esporte e, para minha surpresa, em uma semana eu tinha 1000 seguidores me incentivando.

Espera aí, o que está acontecendo? Não conhecia essas pessoas mas elas estavam me tratando como velhas amigas, me mandando mensagens dizendo que finalmente alguém havia lembrado delas e que queiram mais e mais sugestões minhas. Começava aí uma nova vida…Blogueira da Terceira Idade? Justo eu que sempre fui empresária?

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Até parece que antes minha vida era pacata para dar tanto valor aos dias cheios de hoje. Eu sempre tive uma vida super agitada, sou mãe de 4 filhos, 5 netos, tenho 4 cachorros, duas gatas, sou presidente de uma Assistência Social há 10 anos, onde cuido de idosos carentes, minha casa é grande e repleta de amigos, meus jantares diários sempre tem mesa cheia, adoro festas, recebo muito. Sou descendente de Italianos e Libaneses, a mais velha de 5 irmãos e nossa família adora se reunir para comer, dançar, festejar, brigar, se divertir, viajamos juntos e nos amamos de montão.

Ex-empresária da área de meio-ambiente, Cláudia superou um câncer e se reinventou.

Mas, de repente, 570.000 pessoas, fazem parte do meu dia a dia (hoje é este o número de seguidores da página,) levando o segundo turno da minha vida para outro patamar, transformando a tal temida maturidade em algo delicioso de viver, fazendo a velhice ser interessantíssima e repleta de coisas boas e, o mais importante, podendo ser útil a tanta gente que antes se sentia desmotivada e esquecida simplesmente por ter entrado na tal da terceira idade.

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E com esta página, a moda, que eu sempre amei, entrou em primeiro plano na minha vida, e eu que já dava muito valor ao que vestia, hoje dou dicas, sugestões para mulheres como eu, que querem ficar bem vestidas mas sem usar roupas de velhas, que podem ter os cabelos sem pintar com muito orgulho sem parecer desleixada.

A indústria da moda só agora está despertando para este publico, que veste um número maior, pesa um pouco mais, tem formas mais arredondadas mas quer estar fashion e bonita. Sempre digo que menos é mais, mas nem sempre fui assim. A maturidade me ensinou a ser clean e prática, visto roupas básicas e dou muito valor para acessórios bons, que na minha opinião são fáceis de achar e transformam um look, indo do clássico ao contemporâneo sem grandes problemas e gastos. Em tempos de dinheiro mais curto, sugiro roupas de boa qualidade, deixando para poucas peças as roupas de modinha.

Bom senso sempre, é o que friso para minhas seguidoras. Vestidos e saias curtas e justas, decotes enormes, calças de malha apertadas e chamativas estão fora do meu guarda-roupa. Adoro pantalonas, vestidos leves e sem muitos detalhes, casacos e blazers bem cortados, camisa branca com jeans, alpargatas e oxfords, saltos não tão altos mas modernos e mais confortáveis, lingerie muito bonita, camisolas de seda, óculos de sol com pegada moderna, bolsas vintages ou de tiragem especial. Não saio sem maquiagem e filtro solar, uso tênis esportivo apenas para esporte, roupa de ginástica quando me exercito, adoro jóias e bijoux diferentes e únicas.

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Meu perfume é um creme e os meus cabelos são grisalhos e com um corte moderno. Mas nada disso adianta se não tivermos um sorriso no rosto que eu considero nosso cartão de visita. Ser feliz pode ser uma opção e a roupa que se veste é o retrato da nossa alma. A elegância está nos gestos e nas atitudes. O dinheiro pode nos fazer ricos mas não nos deixa mais nobres. Eu já criei filhos, já plantei arvores e agora escrevo páginas…Como dizia meu pai, você se tornou imortal. Adoro saber disso, porque tenho pavor de morrer! Por falar em morte, brinco muito com meus filhos sempre que vou a um velório. Tenho listas de desejos, como não ter flores me cobrindo entre outras coisas, mas fiquem tranquilos, não farei uma página sobre isso….se bem que acabo de ter uma ótima idéia…(risos, muitos risos).”

Neste depoimento de Cláudia Grande conta como vai simplificando cada vez mais a sua vida e de sua busca incessante de leveza”. Assista:

https://youtu.be/iturETfT-G4

Fonte.:

https://www.50emais.com.br/quero-fazer-com-que-mulheres-de-60-anos-deixem-de-ser-invisiveis/

SOU FEITA DE CICATRIZES E GRATIDÃO…

Sou feita de histórias que não deram certo, de frases sem ponto final, de reticências… Sou feita de uma porção de livros lidos pela metade… outros relidos várias vezes. Sou feita de humanidade. Carne, ossos e humanidade!

Todas as minhas histórias… algumas pela metade, (ou quase todas), me deixaram completamente inteira. Inteira de mim… de tudo que não desejo, de tudo que não tolero mais. Sei exatamente quando e o que.

Sou feita de sim, muitos deles. Mas, graças ao tempo, sou feita de não, mais ainda deles. Não ao que me fere, ao que me faz mal, ao que não me alimenta… ao que não tolero mais. Sou feita de construções e reconstruções. Sou feita de corpo, alma e histórias!

Sou feita de santos, budas e Iemanjás. Também sou feita de muita complexidade. Sou sonhos, sou desilusão. Ouso sonhar e acreditar. Não sou feita de basílicas, capelas, igrejas, sés ou conventos, mas sou todinha retalhada na fé.

Fé é o que me movimenta, é o que me levanta todos os dias, é o que seca minha alma depois do temporal. Fé é meu prato preferido. Fé é a roupa que mais me cai bem. Fé me acompanha sempre! Muita fé!

Sou feita de anseios, de preocupação. Sou feita de luz e escuridão. Sou feita de beijos, pele, conexão. Sou feita de amor, abraços e música clássica. Tudo pulsa dentro de mim. Sou feita de amor… muitas cores e sons!

Sou feita de detalhes que não me recordo bem (e de uma péssima memória). Sou feita de imensa facilidade em desculpar (outras nem tanto rsrsrs) mas de uma capacidade ainda maior em tentar esquecer ou compreender quem me machucou. Sou feita de esperança que em impulsiona pra frente!

Sou feita do amor dos meus pais, dos meus irmãos, da minha avó, do meu marido, dos meus filhos, enteados, dos meus netos e dos meus amigos. Sou feita do que já conquistei, mas, mais ainda de tudo o que perdi na vida.

Foi o que perdi que me manteve alerta. Foi o que aprendi na dor que me fez forte, firme e foi o que entendi do amor que me fez humana. Compreender, observar, amar, falar e ouvir fez parte de mim. Positivismo na vida, me impulsionou. Superei… resisti… construí e reconstruí novas histórias… Resiliente fui, sempre. Vivi e vivo em paz… de bem com o mundo é a vida!

Sou feita de cicatriz e gratidão!

Assim como Ju Farias também… sou feita assim…

EMPREENDER DEPOIS DOS 50: uma questão de atitude…

Pensando na longevidade fase que me encontro agora, tenho descoberto muitas coisas novas e muito interessante. Este texto foi escrito por Mara Sampaio e nos traz uma ótima reflexão muito bacana sobre o que está acontecendo na longevidade atualmente, no quesito trabalho. Leiam: Um fenômeno que já havia se manifestado nos países desenvolvidos parece ter chegado para ficar no Brasil. Os Baby Boomers, pessoas que nasceram nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, um dos momentos de maior taxa de natalidade da história, cresceram, amadureceram e hoje têm entre 56 anos e 74 anos. Esse grupo expressivo, dinâmico e guarda uma diferença importante em relação a seus pais e seus avós.

Ao contrário das gerações anteriores, que pareciam ter o objetivo de aumentar a população da Terra, eles não tiveram muitos filhos. Houve nas últimas décadas uma redução expressiva na taxa de natalidade e essa tendência, combinada com o aumento da expectativa de vida, teve como consequência uma elevação consistente na média etária da população. Para um país que sempre foi visto como jovem, chega a ser surpreendente constatar que, daqui há dez anos, mais da metade da população economicamente ativa do Brasil será composta por pessoas entre 50 e 59 anos. Caminhamos rápido para ser um país maduro.

Esse fenômeno demográfico é acompanhado por uma outra mudança, às transformações no mundo do trabalho. As portas das empresas parecem ter se fechado para as pessoas que chegaram aos 50 anos. A evolução tecnológica, o uso cada vez mais intensivo da Inteligência Artificial para a execução de tarefas e a difícil convivência com a nova geração acabaram contribuindo para que os ambientes corporativos acabassem se tornando inóspitos para a geração Baby Boomer.

TENDÊNCIA DO MOMENTO — Essa realidade tem colocado a sociedade em geral e os Baby Boormers em particular, diante de uma circunstância que não valia para as gerações anteriores. No passado recente, as pessoas que ultrapassavam a barreira dos 50 anos começavam a se preparar para a aposentadoria — um momento de inatividade que lhes daria tempo para as atividades de lazer que não tiveram tempo de realizar enquanto investiam nas carreiras. Hoje não é assim.

Além de mais joviais e com mais tempo de vida pela frente do que seus antepassados, as pessoas que alcançam a maturidade neste momento são ativas. Por necessidade de sobrevivência, por temperamento ou por estilo de vida, elas preferem se manter em ação. E como já não se adaptam mais ao mercado tradicional de trabalho, a escolha é empreender.

O número de pessoas maduras que seguem esse caminho é cada vez maior. Uma pesquisa recente realizada pelo Sebrae aponta que 23% das pessoas que se aposentam, continuam trabalhando. Outros 12% tornaram-se empresários e outros 8% têm intenção de ter seu próprio negócio. Além desses dados, há outros que comprovam o aumento do interesse dos sêniores por atividades empreendedoras. Quem frequenta os eventos voltados para as áreas de empreendedorismo, inovação e startups percebeu nos últimos meses um aumento expressivo de pessoas maduras interessadas em se lançar a uma atividade empreendedora. O empreendedorismo sênior é a tendência do momento.

QUESTÃO DE ATITUDE — Um detalhe que muitos não levam em conta é que a opção empreendedora não é, por si só, uma garantia de sucesso. pessoas com mais de 50 anos que hoje faz a escolha empreendedora foi preparada para trabalhar em grandes empresas e sempre teve como uma medida de sucesso profissional uma carreira especialidade com a permanência longa numa mesma empresa.

A transição da carreira corporativa para a vida empreendedora nem sempre é suave e não depende apenas da bagagem profissional acumulada ao longo da vida. Ela é importante, sem dúvida, mas está longe de ser o principal requisito para o empreendedor sênior. Para ter sucesso nessa nova jornada, mais do que as habilidades técnicas, a pessoa precisa desenvolver uma atitude empreendedora – habilidades comportamentais.

Iniciar uma carreira empreendedora, muitas vezes requer a descoberta das motivações pessoais para o trabalho — e essas motivações, ainda que incluam a necessidade de sobrevivência, estão relacionadas com a busca da transformação pessoal e plenitude. Se para esta geração, a atividade profissional era relacionada ao esforço e à dedicação, hoje está ligada a valores pessoais e propósito de vida. A chance de sucesso ao empreender será maior se a escolha levar em conta a qualidade de vida e a realização de antigas paixões, e para um número cada vez mais de pessoas, que contribua para melhorar o planeta para as futuras gerações.

 AS QUATRO HABILIDADES — a atividade empreendedora a partir dos 50 anos exige, além da bagagem profissional e da sabedoria adquirida com a maturidade, o desenvolvimento de pelo menos quatro habilidades que nem sempre estiveram presentes no repertório dessa geração. São elas:

A autoconfiança, ou seja, a capacidade de ousar e de assumir riscos para criar um negócio inovador.

A autonomia, que se refere à capacidade de tomar decisões em situações de incertezas para se adaptar ao mercado atual que vive em constante mudança.

A auto atribuição, que é a capacidade de se responsabilizar pelo processo e pelo resultado para que seja o empreendimento se torne sustentável.

A alteridade, que é a capacidade de entender os problemas do mundo pela perspectiva do cliente e agir para servi-lo com empatia.

Essas habilidades são fundamentais, mas ainda não são suficientes para assegurar o sucesso na vida empreendedora. Há uma série de fatores de mercado que interferem no resultado final e devem ser levados em conta. Sem elas, no entanto, o fracasso se torna uma possibilidade bem palpável — e esse não é o objetivo de ninguém com mais de 50 anos ao abraçar uma atividade empreendedora.

https://www.linkedin.com/pulse/empreender-depois-dos-50-uma-questão-de-atitude-mara-sampaio

MULHER AO CENTRO DA VIDA.

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.
Não mais.
Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.

A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais. Adoro esta crônica de Diego Engenho Novo, espero que você aprecie também.

HERANÇA DO AMOR. MÃES E FILHOS…

Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?

Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos;
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado;
Herdei medo de morrer;
Medo de trânsito;
Medo da noite;
E o único medo de perder verdadeiro;
Mas herdei coragem também
Muita;

De um, herdei a necessidade de desacelerar;
De outro, herdei atenção difusa;
E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado;
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;

Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias;
E as gargalhadas mais incríveis;
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;

Herdei força sobre-humana;
Herdei sentidos mais apurados;
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem;
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa;
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;

Este texto foi atribuído a Rita Almeida.

ÁLBUM MEMÓRIAS DE UMA AVÓ… VOVÓ BIA!

23o da minha #quarentena💪🏠🙋🏼‍♀️16o dia de #quarentenasaopaulo

Faz parte da quarentena, com o nosso isolamento social sofrermos altos e baixos. Somos humanos, vulneráveis e, por enquanto, o virus nos é superior.

“Não podemos agir como se estivesse tudo bem”, disse a Monja Coen e eu concordo…

Depois do meu café da manhã caprichado e com tranquilidade começa a minha rotina variada e bem distribuída pela semana.Tem tempo para os afazeres do dia a dia da casa… e sempre tem algo que tenho prazer em realizar… cada dia escolho uma coisa diferente… e me envolvo tanto que nem vejo o tempo passar… ele voa. Eu, viajo no tempo e no espaço e me envolvo em algo bem legal.

Hoje continuo a fazer o meu “Álbum Memórias de uma Avó”… da vovó Bia , claro. Me realizo fazendo este álbum. Faço com muito amor e carinho.

Já escrevi sobre a início da minha vida, desde o “antes”; um pouco da minha família paterna e materna; como foi quando eu nasci e depois… como fui durante a minha infância e a minha adolescência; e uma parte da vida adulta… quais foram os fatos marcantes pro mundo e pra mim; as grandes escolhas que fiz; as mudanças e formação da minha família… as coisas que surgiram e foram acrescentadas na minha vida… as dificuldades, superações, reconstruções e grandes transformações… que me fazem feliz e realizadas como pessoa, mãe, filha, esposa, irmã e mulher…

Eu faço pesquisas da época, ligo meu click de memórias e lembranças junto tudo, revejo com tanto detalhe e depois começo a escrever… verdadeiramente viajo no tempo. Sempre que me sento pra escrever aqui… faço uma total imersão de corpo e alma… me doou por completo aqui.

E maravilhoso nesta época da minha vida eu fazer estar fazendo uma retrospectiva da minha vida. Uma benção. Sou muita agradecida.

Muita coisa aconteceu em todo este tempo da minha vida… e percebo claramente que sou fruto das minhas escolhas na vida. E o que é melhor… eu faria exatamente as mesmas escolhas… trilharia os mesmos caminhos.

Acertos e erros aconteceram, mas o mais importante é que o meu olhar resiliente, otimista e de querer aprender com eles… Passado o choque no tempo das perdas que eu tive, eu sempre reagi… me reergui, superei e com esperança em dias melhores e bom humor, continuei meu caminho rumo a ter mais qualidade de vida e em ser mais feliz. Está sempre foi a minha meta. Aproveitar o lado bom das coisas.

Sempre me preocupei em ser uma pessoa forte e em querer ensinar aos meus filhos que tudo passa e que fica melhor. Tenha paciência é o meu lema, temos tempo para tudo! Tudo vai se encaixar na hora certa. A maneira como olhamos e enfrentamos os problemas é decisivo para encontrar uma saída, construir pontes ou virar a página. A escolha é nossa… trato de fazer a minha parte… quero dar força pra todos e que saibam que aconteça o que acontecer… sempre há uma saída, uma solução… Dando certo ou não, podemos recomeçar e reconstruir nossos caminhos. É o que eu faço até hoje.

Pensei em fazer este álbum quando a medida que eu fui envelhecendo eu tive necessidade de conversar profundamente com minha mãe, mas me era impossível por causa da sua grave doença. Eu tinha tanta vontade de conversar com ela sobre tantas coisas, e na sua falta muitas vezes converso com as pessoas mais velhas, com mais experiência sobre as suas impressões sobre alguns fatos ou problemas que eu passo ou quero saber mais. Minhas reflexões com a vida! Fico entusiasmado com suas de encarar a vida… sua sabedoria que a idade e a experiência traz.

Eu quis então deixar um registro sobre as minhas impressões para que meus filhos e netos pudessem saber como me senti sobre tantas mudanças que vi no mundo e tive na minha vida pessoal, minhas conquistas e meus desafios, meus sonhos e propósitos de vida.

Um dia não estarei entre eles, mas vou deixar pra eles o que eu penso sobre a vida, como vivi e fui feliz, como brindei e que sonhei muito, como amei e me orgulhei de cada um deles… assim como superei meus maiores desafios… Tem que saber o quanto eles foram amados e importantes na minha vida. Sem eles talvez não tivesse o mesmo incentivo e motivação. Quero que se orgulhem de mim e que eu tenha marcado a vida deles de forma positiva e incentivadora… Isto me bastará. Sempre vou estar presente nos seus coração e nas suas lembranças.

#quarentena #fiqueemcasacovid19 #fiqueemcasa #pandemia

#pandemiacoronavirus

Xiiii!!!! ESTAMOS ENVELHECENDO… E AGORA?

Adorei estes Conselhos de um Geriatra, Dr. Joston Miguel, um olhar positivo e espirituoso sobre estarmos envelhecendo. Assim como eu vejo as coisas. Dá uma boa reflexão.

Estamos envelhecendo.

Não nos preocupemos! De que adianta? É assim mesmo! Isso é um processo natural. É uma Lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica, ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: A energia de um corpo tende a se degenerar e, com isso, a desordem do sistema aumenta. Portanto, tudo o que foi composto será decomposto, tudo o que foi construído será destruído… Tudo foi, enfim, feito para acabar! E como fazemos parte do universo, essa Lei também opera em nós. Com o tempo, os membros se enfraquecem e os sentidos se embotam.

Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: A morte é o alvo de tudo que vive. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, d’aqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva! Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: Me use; estou acabando!. Hilário, porém realista.

Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos! Vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. Em última análise, se isto for lhe fazer bem, tente se reconciliar com a pessoa que você rejeitou. Tente se reconciliar com a Família que você, sem pensar, resolveu destruir… Pense nessa hipótese!

O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto, como já dizia Cícero. Mas nada impede uma pessoa se reconciliar com o seu passado! Tente, então!

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, para não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso, você ganhará qualidade de vida.

Querer reconquistar esse passado (da beleza que já não mais existe em você) seria um retrocesso, e o preço a ser pago será muito elevado: serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarda os bisturis, e toca a sua vida.

Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas, quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma n’uma dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.

Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que lhe está disponível.

Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que você está. Coisas do passado, no que se refere à juventude, já não te pertencem mais.

Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos. Faça a festa. Celebre a vida! Agora, você tem mais tempo! Aproveite essa disponibilidade e desfrute-a. Aceitando ou não, o processo do envelhecimento vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de eu conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário. Parecia-me exatamente o oposto.

O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: Quem tem muito dentro, precisa ter pouco fora.

Esse é o segredo de uma boa vida. Pense! Repense e não faça besteira. Ao final, você verá que não valeu a pena… Que não valeu ter destruído a sua Família para ir atrás de um sonho que, rapidinho, se voltará contra você em eterno e enorme pesadelo.
Sensacional né?

JÁ NÃO TENHO PACIÊNCIA PARA…


Assim como #JoséMicardTeixeira diz… eu me sinto leve hoje e daqui pra frente. #Sessentar traz destas coisas… simplesmente não quero mais perder meu precioso #tempo!com aquilo que não me traz alegrias ou aprendizados. Meu tempo é precioso demais pra certas besteiras e futilidades da vida. #Cansei daquilo. Já não tenho…

“Já não tenho #paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece #perdermaistempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto #conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na #amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência”.

Meu tempo é precioso demais pra gastar ele com coisas que não me acrescentam. Escolho simplesmente #viver é #serfeliz!
E você, escolheu o quê?

PARTIDAS E CHEGADAS…

Quando viu a mala vermelha, aquela que havia tanto brincado naqueles dias… chegando á porta de saída e a porta se abrindo, com o táxi me esperando, ouviu:

⁃ Vamos nos despedir da vovó, agora.

Tudo se confirmou. João parou, imóvel na porta se encolheu todo por dentro… paralisado, me olhou com os olhos mareados… brotaram lágrimas num choro silencioso, foi como um grito surdo… uma dor sem fim.

Viu e entendeu pela primeira vez que as pessoas vão embora, como assim?Sentiu-se fragilizado… impotente, assim como todos nós, chorou: pai, mãe e avó.

João não podia fazer nada, era uma mistura de sentimentos de partida… de saudades. Chorou inconsolavelmente por 40’… A saudades já mora em mim, faz tempo.

Não há palavras para certas coisas João, você tem razão.

Me fez pensar durante o caminho para o aeroporto, como a distância e a saudades podem ser mais cruéis para as crianças, pois ainda não tem a real dimensão da partida e da chegada… nem da distância ou da saudades.

Não era eu que gostaria de te ensinar ou te fazer perceber isto… não eu, meu João. Isto me quebra toda por dentro.

Quero que saiba que assim como cheguei, fiquei… brincamos e rimos muito… fui embora, sim… por um tempo mas, eu voltarei.

Nos falaremos agora pela internet muitas vezes. E ele sempre me repete: – Vem ó ó… com o sinalzinho do avião em suas mãozinhas. Sim, eu voltarei, em breve!

Todos os dias, quando o seu pai vai buscá-lo na escola… João quer fazer o mesmo caminho em que me encontrou no meio da calçada, com a mala vermelha. E repete… repete… repete… todas as semanas, na esperança de me reencontrar no meio do caminho de volta para casa, assim como eu cheguei um dia.

Nos encontraremos sim. Não hoje, nem agora… mas vamos em breve estar juntos novamente… na mesma calçada. Pode me esperar. Eu voltarei!

Da mesma maneira que te fiz perceber a “partida”… e a “saudades”… também quero te ensinar que “voltamos”… chegamos de volta ao “ponto de partida”. Vais ver!

Mais tarde, quem sabe um dia… quando você crescer mais… eu possa lhe mostrar também que quando não enxergarmos mais o caminho de volta para o ponto de partida… é porque tudo mudou. E muda… as coisas mudam com o tempo, algumas vezes… e nós mudamos também com a vida. Não tenha medo. Construímos pontes, damos outra volta, viramos a página… e vamos chegar no lugar que queremos… num novo lugar… no nosso lugar… e construímos novas histórias…

Tudo ficará bem, pois tudo passa… acredite eu sei do que estou falando. Acredite sempre em você, na sua família e no amor. Isto é o mais importante que temos na vida. Nossas raizes… nosso alicerce.

EU QUERO MENOS!

“Eu quero menos! Menos distração e mais trabalho, menos ausências, mais persistência, menos complicação… mais descompressão. Menos receios e mais riscos, menos dito pelo não dito. Quero menos. Mais ação! Menos boas pessoas, mais comprometimento, menos ôba ôba, menos rompimentos! Mais seriedade, menos displicência, menos malevolência. Eu quero menos. Quero muito menos. Menos de mim e mais de nós, quero menos conversa, mais entrega – Porque gente que diz que faz há aos montes!” Assim como Marta Medeiros diz… EU QUERO MENOS! Pra ser feliz.