35 IDÉIAS DE COISAS LEGAIS PARA VOCÊ FAZER SOZINHO.

meditar

É sempre bom ter a companhia dos amigos, da família, do namorado(a) e de outras pessoas que gostamos. Bons relacionamentos fazem bem e são fundamentais para a felicidade, mas tão importante quanto isso é ter um relacionamento bom com você mesmo, para que ficar só não seja uma tarefa árdua e chata – afinal, nem sempre temos alguém por perto.

Saber curtir momentos a sós é um excelente indício de que você se relaciona bem consigo mesmo. É claro que isso também tem muito a ver com seus hábitos, costumes e a sua personalidade. Pessoas introvertidas costumam gostar de ficar sozinhas, já as mais extrovertidas geralmente preferem estar acompanhadas. Mas é importante aprender a gostar de estar apenas na própria companhia e de mais ninguém, porque de vez em quando isto certamente irá acontecer.

Quando não tem ninguém para te fazer companhia você se afunda no tédio e fica desanimado? Ou gosta de, de vez em quando, curtir a sua própria companhia? Se faz parte do primeiro grupo, tente entender por que se sente assim. Será que não falta um pouquinho de esforço e vontade para tornar os momentos sozinho mais divertidos e agradáveis?

Independentemente de como se sente, aqui estão algumas ideias de coisas superlegais para fazer quando você estiver sozinho e quiser se divertir. Várias opções para você nunca mais desperdiçar seu tempo reclamando e perdendo a chance de aproveitar ótimos momentos:

1) Colocar fones de ouvido e cantar bem alto junto com a música

2) Ir ao cinema – Sim! É ótimo ir ao cinema sozinho ver aquele filme que você tanto queria

3) Escrever cartas (ou e-mails) – Para amigos, para você mesmo, para alguém que você admira ou quer elogiar…

4) Sair para fotografar – Vá a um lugar que goste e explore a beleza e os detalhes testando ângulos e focos diferentes

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5) “Spa day” – Uma das coisas que mais gosto de fazer em casa quando estou sozinha: fazer as unhas, hidratar o cabelo, fazer esfoliação, tratar a pele do rosto, passar hidratante…

6) “Zen day” – Tirar algumas horinhas para meditar, acender velas perfumadas ou incensos, ouvir músicas relaxantes, fazer yoga, massagear os pés…

7) Ler debaixo do cobertor

8) Explorar sua cidade, conhecer os pontos turísticos – Visite aquele lugar na sua cidade que ninguém quer ir com você

9) Marcar uma sessão de massagem ou ir ao salão de beleza

10) Fotografar você mesmo e usar a criatividade para fazer fotos legais

11) Testar uma receita nova – Arrisque-se na cozinha!

12) Colorir (ou desenhar, se você gostar)

13) Maratona de filmes – Ver todos os Harry Potter, filmes da Disney, musicais, dvds de shows da sua banda favorita, filmes de terror…

14) Começar uma nova série e assistir uma temporada inteira de uma vez debaixo do cobertor comendo pipoca

15) Entrar em contato com a natureza – Caminhar no parque, ouvir os pássaros cantando, plantar, deitar na grama…

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16) Organizar suas coisas e deixar o ambiente mais bonito e aconchegante

17) Mudar a decoração do seu quarto

18) Caminhar e refletir sobre a vida

19) Descobrir canais legais no Youtube para assistir (eu adoro assistir canais de youtubers gringas, aproveito para treinar o inglês!)

20) Automassagem – Nos pés é muuuuuito relaxante!

21) Escrever um diário

22) Tentar fazer algo que você tem vontade, mas ainda não conseguiu – gravar um vídeo pro Youtube, fazer delineado nos olhos, escrever uma letra de música, meditar…

23) Passar horas explorando uma livraria (ou uma loja de decoração, de artigos musicais, de esportes… o que você gostar mais)

24) Fazer exercícios de autoconhecimento – Tire um tempinho para olhar para si mesmo e tentar se conhecer melhor

25) Descobrir um assunto que te interessa (e que você sabe pouco sobre) e pesquisar para saber mais – Na internet, livros, vídeos, cursos…

26) Comprar suas revistas favoritas e passar horas lendo

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27) Montar um mural de inspirações

28) Começar a colocar aquele projeto que não sai da sua mente em prática

29) Fazer algum DIY (faça você mesmo) – Dá pra customizar roupas, criar objetos de decoração, fazer acessórios… não faltam vídeos e blogs ensinando coisas muito legais de fazer!

30) Escrever, desenhar, rabiscar – Use papel e caneta para colocar seus sentimentos para fora

31) Fazer um curso online de algo que tem vontade de aprender – Yoga, maquiagem, velas, idiomas, programação, design, fotoshop, jardinagem… opções não faltam!

32) Comprar um quebra-cabeças gigantesco e desafiar-se a terminá-lo sozinho

33) Fazer um bolo e comer ainda quentinho com uma xícara de café ou chocolate quente

34) Experimentar um novo hobby – De preferência um que você nunca tentou ou pensou em tentar, saia da zona de conforto!

35) Dançar sozinho no seu quarto – Vale colocar um dvd ou vídeo no Youtube para aprender uma coreografia

Tem alguma outra coisa que você gosta de fazer quando está sozinho? Conte nos comentários!

Fonte: http://desassossegada.com.br/2015/05/11/35-ideias-de-coisas-legais-para-fazer-sozinho/

 

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EU QUERO RIR COM VOCÊ ATÉ QUE NÓS FIQUEMOS VELHINHAS. AMIZADE!

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Amizades são uma parte importante da vida, pois algo é dito que os amigos são como a família que podemos escolher. Na vida encontramos muitas pessoas, mas elas são contadas nos dedos de uma mão quem podemos considerar verdadeiros amigos. Essas pessoas entram em nossa história para ficar para sempre e nos sentimos tão perto que não podemos imaginar nossas vidas sem elas.

Já vivi mais de meio século! E com certeza não viverei mais meio século… rsrsrs
O bom da idade chegar é que alguns medos diminuem em contra partida uns outros medos bobos chegam…

Se você tiver a sorte de ter alguém em sua vida, cuide dela e mantenha-a ao seu lado, então quando elas estiverem velhas, elas continuarão a te acompanhar e a rir como fazem hoje.

Estas são 10 características de amizades bonitas e verdadeiras:

  1. Concentre-se no bem.

Bons amigos não precisam te impressionar. Isso é muito trabalho. Os amigos realmente enxergam além da superfície e apreciam suas boas qualidades.

  1. Seja real.

Os amigos podem realmente rir ou chorar, fazer bobagens ou ficar sérios, e ainda sentir o calor da verdadeira conexão.

  1. O amor conta.

Você reconhece bons amigos, no entanto, quando eles reconhecem o seu afeto, eles permanecem com você, mesmo que as coisas fiquem feias.

  1. Erros são parte da vida.

Amigos de verdade não condenam você por cometer erros; Somos todos humanos e cometemos erros. Nós aprendemos enquanto crescemos.

  1. Saldos de energia.

Amizades verdadeiras possuem uma liderança fixa. É sobre ser capaz de se revezar: entender e ser entendido, dar e receber apoio, e que você se importa o suficiente para ouvir o que não é dito.

  1. Peça perdão.

Quando há conflitos, verdadeiros amigos encontram a coragem de falar com você em vez de fofocar e deixar o desconforto aumentar. Verdadeiros amigos entendem, e porque eles entendem, eles são capazes de perdão.

  1. Lealdade, cuidado e conexão.

A verdadeira lealdade à amizade é fundamental e a conexão é a norma. Você sabe que eles estão lá cuidando de você. Os amigos realmente olham para além do flash da personalidade e ficam com a essência.

  1. Deixe o outro crescer.

A dinâmica e as pessoas mudam. Amigos de verdade dão espaço uns aos outros para crescer, tempo para recalibrar e abrir a porta para compartilhar o que só é aprendido através da experiência.

  1. Regue a planta.

Tal como acontece com as plantas, as amizades devem ser regadas também. Amigos realmente ligam para ver como é. Seja no dia-a-dia ou nos aniversários, é sempre algo especial.

  1. Comemore as boas coisas.

Amigos de verdade celebram suas vitórias. Eles querem o melhor para você e você se preocupa muito em estar realmente feliz com seus sucessos. Sua alegria é sua alegria.

Fonte: Traduzido e adaptado do site Rincón del Tibet, de artigo publicado no site elvasomediolleno

12 ATITUDES FUNDAMENTAIS PARA UMA VIDA MAIS LEVE.

“É fácil ser pesado. Difícil é ser leve”. Gretchen Rubin

Stephanie Gomes nos diz que é difícil viver com leveza porque, por incrível que pareça, nos sentimos mais fortes e seguros quando temos com o que nos preocupar, questões a solucionar e problemas que precisam de nós para serem resolvidos. Por causa de hábitos e escolhas que se tornaram comuns em nosso cotidiano, não estamos acostumados a nos sentir bem por muito tempo. Não nos parece normal.

Uma vida leve é uma vida com menos stress e mais momentos alegres, menos preocupações e mais otimismo, menos pressa e mais dedicação, menos vergonha e mais bom humor, menos cansaço e mais vontade de viver. Quando falamos em “viver com leveza” estamos falando sobre saber viver.

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Ter uma vida mais leve é questão de escolha. Com algumas pequenas atitudes e mudanças de pensamento, é possível transformar aquilo que serve apenas para fazer peso na nossa vida em fonte de alegria e satisfação. Existem algumas escolhas que você pode fazer agora mesmo para começar a viver com mais leveza, otimismo, tranquilidade e bom humor:

1) Tenha menos coisas: Palavras de Buda: “quanto mais coisas você tem, mais terá com o que se preocupar”. E acrescento: quanto mais você tem, menos satisfeito está, porque sempre vai querer mais. Preocupação e insatisfação são sentimentos opostos a uma vida leve. Quanto menos você se preocupar em manter uma quantidade alta de bens e menos pensamentos sobre possuir coisas ocuparem sua mente, mais espaço se abre na sua vida para viver com serenidade, ser feliz e afastar-se de sentimentos como falta, angústia e ansiedade.

2) Não leve a vida tão a sério: Você não precisa estar sempre certo. Não é obrigado a ter certeza de que está no caminho mais seguro e correto. Não há necessidade de definir agora todas as direções que seguirá até o fim de sua vida. Não tem que saber se o que está fazendo agora te trará grandes resultados ou recompensas. Você pode apenas viver! O mundo não vai parar se você de vez em quando fizer uma pausa nos deveres para se divertir, curtir o momento, esquecer as partes chatas do dia a dia e não responder e-mails nem atender o celular. Há pessoas que acreditam que as coisas só funcionam à base da neurose, perfeccionismo e seriedade, mas estas características são totalmente dispensáveis e apenas dificultam o processo, seja em relação a trabalho, relacionamentos, família, estudos e todas as outras áreas da vida.

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3) Não faça tanta coisa: Se você tem obrigações demais e pouco ou nenhum tempo para aquilo que faz apenas por prazer, a vida se torna pesada, maçante e sem sentido. O quanto de tempo você investe no que realmente faz você se sentir bem? Se a resposta for “muito pouco” ou “nenhum”, é hora de dar o pontapé inicial para uma mudança na sua rotina.

4) Vá com calma: Pare de correr tanto e de fazer tudo com pressa. Diminua um pouco o seu ritmo e dispense a ansiedade, sentimento que é um vício extremamente prejudicial à sua felicidade e também à sua saúde. Talvez você nem perceba, mas já se tornou um hábito fazer com extrema rapidez todas as atividades do cotidiano (até as mais simples). Repare se você anda na rua, lê, come, trabalha e atende o telefone em ritmo tenso e acelerado sem perceber. Se quer uma vida mais leve, comece a mudar este costume.

5) Fique o máximo que puder ao lado de quem te faz rir: No filme Amor sem Escalas há uma frase que gosto muito: “Nas suas melhores lembranças, nos momentos mais importantes da sua vida, você estava sozinho? A vida é melhor com companhia”. Estar com alguém que te faz rir com vontade é um dos (grandes) prazeres da vida. Rir faz bem, deixa a vida mais leve, traz disposição e acaba com o stress. Procure ficar ao lado de pessoas engraçadas e espontâneas e traga mais boas sensações e leveza para a sua vida.

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6) Pense menos: Alguma vez você já se sentiu cansado de pensar? Acontece quando faz uma atividade automaticamente e seus pensamentos estão longe, se você cultiva a mania de sempre esperar pelo pior em qualquer situação, quando guarda mágoas, ao ficar imaginando diálogos ou situações etc. Em todos os casos, você está desgastando sua mente e isso faz com que se sinta pesado e sobrecarregado, desnecessariamente. Comece já a administrar seus pensamentos e pare de usar sua mente para carregar pensamentos incômodos e dispensáveis. Condicione-a a funcionar a seu favor, com pensamentos positivos que farão você se sentir bem e atrair coisas boas. Se não conseguir pensar em nada bom, então não pense. Medite, concentre-se em alguma atividade ou durma. Fuja do hábito de usar seus pensamentos para depositar coisas ruins dentro de você.

7) Pare de lamentar a agradeça: Eu sei que tem várias coisas na sua vida que não estão como você gostaria. Na minha também. E na de todo mundo! Mas, enquanto algumas pessoas optam por agradecer por aquilo que está bom, outras passam os dias se lamentando, sem conseguir enxergar que têm muitos bons motivos para serem gratas. Os integrantes do primeiro grupo escolheram viver uma vida mais leve e sabem que a gratidão as leva para este caminho. Já as reclamações e lamentos constantes de quem se identifica com o segundo grupo encaminham diretamente para a infelicidade de crer que sua vida é um peso a ser carregado. Questão de opção.

8) Use o bom humor para lidar com suas falhas: Falou alguma besteira? Acontece com todo mundo, ria de você mesmo! Pagou um mico em público? Veja pelo lado engraçado e ria sozinho ou junto de quem estiver com você! Permita-se falhar e não faça disso um grande problema. Bom humor é uma das mais importantes virtudes para uma vida leve.

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9) Pare de transformar situações em problemas: Às vezes o que você chama de problema é apenas uma situação qualquer que está sendo vista pelo lado negativo, e que você poderia muito bem deixar para lá ou permitir que ela passe sem causar prejuízo nenhum. São acontecimentos, não problemas. O problema é como você reage a elas, portanto, está nas suas mãos decidir se ele existe ou não. Reflita sobre as últimas situações que fizeram você se sentir mal e faça isso também das próximas vezes em que perceber um aborrecimento chegando. Provavelmente vai perceber que boa parte do que aconteceu poderia ter sido ignorado ou não precisava que você desse tanta atenção. Com as novas situações, ao pensar antes de reagir, vai conseguir evitar que você mesmo complique algo que não precisa ser complicado.

10) Contamine-se com coisas boas: Procure por boas notícias na internet, televisão e outros meios de comunicação. Veja filmes e leia livros que falem de histórias ou assuntos positivos, ouça músicas animadas, vá a lugares onde há coisas bonitas para se ver. Encha sua vida de coisas que façam você se sentir positivamente inspirado.

11) Adicione leveza à sua vida: Ande descalço, respire fundo, use roupas confortáveis, ria alto, coma sobremesa, balance na rede, corra ao ar livre, aprecie o silêncio, conecte-se com a natureza, brinque, cante, dance, viaje para longe, faça uma pausa, se espreguice, abrace quem você ama, emocione-se, sinta-se livre, deixe seu coração falar mais alto que a razão, faça o que tem vontade, ame sua vida! São coisas como estas que fazem com que sejamos mais abertos aos bons sentimentos e sensações que a vida pode nos proporcionar.

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12) Seja gentil, educado e generoso: Quando age positivamente em relação às outras pessoas, sua atitude gera energia positiva tanto para elas como para você, e faz com que se sinta bem com si mesmo, ao contrário do que acontece quando trata alguém com grosseria ou rispidez. Lembre-se: a leveza vem de dentro para fora, portanto, doe aos outros aquilo que você tem de melhor para despertar as coisas boas que existem dentro de você.

Fonte: http://desassossegada.com.br/2014/04/28/12-atitudes-fundamentais-para-uma-vida-mais-leve/

PAZ NO ESPÍRITO, NA MENTE, NA ALMA E NO CORAÇÃO, É O QUE DEIXA NOSSA VIDA BONITA!

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“A vida nem sempre tem as cores e sabores que desejamos…” Wandy Luz

Wandy Luz faz uma bela reflexão sobre as grandes aprendizagens da vida. Leiam:

Depois de tantos altos e baixos, finalmente entendi que a vida nem sempre tem as cores e sabores que desejamos, e as coisas não acontecem como e quando queremos, mas se tivermos paz, a vida com certeza fica linda demais!

Paz no espírito, na mente, na alma e no coração, é o que deixa nossa vida bonita.

Entender isso, é libertador, porque deixamos de nos preocupar e incomodar com coisas insignificantes. Afinal, tudo o que custa nossa paz, torna-se caro demais, e não devemos nunca tentar pagar esse preço!

Demora, mas a gente entende, que não vale a pena brigar, discordar, reclamar e ir contra tudo e todos. A revolta não resolve nada, mas intoxica o sopro de vida que preenche nosso corpo.

Demora, mas a gente aprende a não se importar tanto com o que pensam e esperam de nós. Pela paz a gente passa a ignorar as inverdades que dizem a nosso respeito, porque sabemos que a boca só fala o que transborda no coração. Então, para que discutir com quem vive carregando o peso de um coração cheio de ódio, rancor, inveja e frustração?

Demora, mas a ficha cai, de que quando se vive em paz, consciente e munido de fé, o tempo é amigo e não inimigo. Ele não passa nem rápido ou devagar demais, ele simplesmente passa e deixa no caminho um rastro de destino que segue seu curso.

Encha-se de Deus, embeleze-se de amor, alimente-se de gratidão, porque ela nutre, fortalece e nos leva de mãos dadas á prosperidade!

Quando estamos em paz, até a solidão se torna companheira, e de uma forma verdadeira a gente olha para si próprio, com honestidade. Gostamos do que vemos, aceitamos tudo o que somos, mesmo longe da perfeição, abraçamos as incertezas, e temos coragem para enfrentar o desconhecido.

Demora, mas a gente finalmente percebe que um dia bonito nem sempre é um dia de sol. Mas com certeza é um dia de paz.

Amor

 

RETRATO DE MÃE!

Three generations

Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;
E pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo;

Que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude;

Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;
Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;
Forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

Viva, não lhe sabemos dar valor porque á sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos leiam para eles esta página: eles lhe cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca de suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe…

Mãos

Perfeito! Feliz Dia das Mães!

Fonte: Dom Ramon Angel Yara – bispo de La Serena, Chile- Tradução de Guilherme de Almeida

 

 

 

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

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“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner

Novamente postando sobre Setênios. Interessante conhecer a Antroposofia que é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner, que entende estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo.

Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.

Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Steiner.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

A Teoria Setênia propõe o seguinte:

Se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam das mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir e as aproveitem de modo saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:

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1º Setênio Dos 0 a 7 anos – O ninho…Interação entre o indivíduo (adormecido) e o hereditário.

A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno.

A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

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2º Setênio – Dos 7 aos 14 anos: Dos 7 a 14 anos – Sentido de si, Autoridade do outro

Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa. A característica deste setênio é a troca, promove um profundo despertar do sentimento próprio.

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3º setênio – Dos 14 aos 21 anos: Dos 14 a 21 anos – Puberdade/Adolescência – Crise de Identidade

O que todo adolescente busca? … liberdade! A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim. É tanta energia interna para ser extravasada que o sujeito pode perder o controle de si mesmo e precisar de intervenção – salvo se os ciclos anteriores tiverem cumprido bem os seus papéis. As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento.

4º Setênio –Dos 21 a 28 anos – O “Eu” – a Independência e a Crise do Talento.

Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos. O caminho contrário do “habitual” pode ser exclusivamente para reforçar a tensão. As drogas podem estar nesse contexto. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

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5º Setênio –  Dos 28 a 35 anos – Fase Organizacional e Crises Existenciais

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase? A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações.

É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

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6º Setênio –  Dos 35 a 42 anos – Crise de Autenticidade

O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida? Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional. Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível.

É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

 

7º Setênio – Dos 42 a 49 anos – Altruísmo x querer manter a Fase Expansiva

Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase? É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio, até. A crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”. O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio.  A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento.

8º Setênio –  Dos 49 a 56 anos – Ouvir o Mundo

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A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas. Vem a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

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9º Setênio – Dos 56 a 63 anos – Abnegação/Sabedoria

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a

mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria? credita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

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10º Setênio – Dos 63 -a 70 anos – (e adiante) Sabedoria

A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos.

As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar?

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Vivendo os Setênios:

Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria. É preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça. Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem

diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coaches, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Ilustração dos Setênios:

http://portalamigodoidoso.com.br/2018/03/10/conheca-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-sua-vida-muda-completamente/

http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/

EU SOU VOVÓ CORUJA… NETOS…

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Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue.

Com a idade chega a saudade de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Meu Deus, para onde foram as crianças? Transformaram-se naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade, longe de ser um estranho, é um filho seu que é devolvido.

E o espanto é que todos lhe reconhecem o direito de o amar com extravagância.
Tenho certeza de que a vida nos dá netos para compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz: “Vo!”, seu coração estala de felicidade, como pão no forno!

Fonte: Rachel de Queiroz

CANÇÃO DAS MULHERES.

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Adoro esta crônica de Lya Luft, traduz perfeitamente minha alma de mulher, leiam:
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me doía ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ”Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.

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A ARTE DE OUVIR!

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Quase todos se preocupam em saber como falar. Mas quem sabe ouvir? Sim escutar é uma arte, porque nem todo mundo sabe como escutar de verdade. Mas podemos aprender….

Rubem Alves, nos deixou uma variedade de textos que refletem conhecimentos e compreensão das emoções humanas. Consegue dizer tudo aqui: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. E a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão. (…)”.

Ouvir talvez seja mais difícil que falar, mas nada é tão difícil que não possamos aprender. Ao conversar com alguém, esqueça o celular e as redes sociais. Esqueça as pessoas que estão longe e lembre-se da que está perto. Não interrompa, não diga “eu acho…”, “eu faria isso…”, “eu também…”, faça silêncio por um tempo, apenas ouça! Preste atenção, seja calmo, paciente, tranquilo. Parece difícil? Mas tente! Lembre-se de ouvir é um ato de amor. Quer ser ouvido? Primeiro ouça!

Fonte: Rubem Alves, em “Se Eu Fosse Você” – do livro “O Amor Que Ascende a Lua”. By Tirza Balmant.

EU, MODO DE USAR:

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“Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas. Por um triz não sou uma bruxa”. Martha Medeiros

Uma das coisas que mais gosto nos textos de Martha Medeiros é o despojamento, a inquietude e a espontaneidade. O que precisa ser dito, é dito sempre, sem meias palavras. Nada é calado. Temos muito em comum… Leiam:
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar… deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… EXPERIMENTE ME AMAR!