SOU APOSENTADO NO BRASIL. POSSO VIVER LEGALMENTE NA ESPANHA?

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“A vida me ensinou a nunca desistir. Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir”. Chorão.

Há algum tempo a notícia de que os aposentados brasileiros podiam morar na Europa, especificamente na Espanha e em Portugal, estão sendo  bastante divulgadas e muita gente ficou com dúvidas em relação a isso, sem saber se era possível viver legalmente ou não nesses países ao ser aposentado no Brasil.

Com o desconto de 25% de IR em Portugal as atenções se voltam para a Espanha onde este desconto não acontece. Nesse novo post, o pessoal do escritório especializado Koetz Advocacia não só responde essa pergunta, como conta os trâmites necessários. Espero que ajude!

Sou aposentado no Brasil. Posso viver legalmente na Espanha?

A resposta é: sim! Mas como fazer isto?

Se você já se aposentou no Brasil, viver na Espanha é uma mudança que não será muito difícil de realizar. O visto espanhol é facilmente concedido a brasileiros que já possuem algum tipo de renda fixa (como a aposentadoria, por exemplo) e que desejam residir no país. Para isto existe o visto de aposentado. Explicaremos aqui o que você deve fazer e quais são as vantagens e obstáculos.

Quando se pensa em viver em outro país sendo aposentado no Brasil, o maior conflito a ser enfrentado é a indevida retenção de 25% que o Imposto de Renda brasileiro incide sobre o valor da aposentadoria. Entretanto, graças a um acordo previdenciário internacional entre os dois países, essa cobrança não existe na Espanha (a título de curiosidade, um acordo semelhante isenta a cobrança também no Japão e França… ufa! Este vão poder respirar aliviado e manter seus rendimentos integralmente.).

Ok, esta é uma questão a menos a se preocupar. O que mais pode ser um empecilho?

Espanha palacio de cristal

Outro obstáculo é o sistema público de saúde. Se você se aposentar no Brasil e morar na Espanha, não serão descontados os 25%, mas terá que arcar com um plano de saúde particular. Pelo menos por dois anos, já que após 24 meses poderá solicitar cidadania espanhola e desfrutar do sistema público de saúde como qualquer cidadão espanhol.

Como conseguir o visto de aposentado na Espanha?

Existe um visto específico para pessoas que possuem renda fixa e não desejam mais trabalhar. Trata-se da “Autorização de Residência Temporal Não Lucrativa” da Lei Orgânica 4/2000. A solicitação do visto deve ser feita em algum dos consulados espanhóis no Brasil, que se localizam nas cidades de Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O procedimento completo custa em torno de 70 euros e é necessário:

– Possuir seguro de saúde e não ser portador de nenhuma doença que necessite do sistema público de saúde espanhol;
– Não ser cidadão europeu nem familiar de cidadão da União Europeia;
– Não estar irregular na Espanha;
– Não ter voltado ao Brasil após viver ilegalmente na Espanha;
– Não possuir antecedentes criminais em nenhum país;
– Não ter entrada proibida no país ou em alguma nação que possui acordo com a Espanha.

Já a documentação necessária para o pedido é:

– Formulário impresso com o pedido (faça download aqui);
– Passaporte com, no mínimo, 3 meses de validade;
– Certificado de antecedentes criminais;
– Comprovações de renda (o valor exigido atualmente por mês é de de 2.130,04€ por mês).
– Seguro de saúde com vigência de, pelo menos, um ano.
– Atestado médico garantindo que você está saudável para viajar.

visto de aposentado tem duração de um ano e pode ser renovado na Espanha mesmo. Caso queira levar familiares, é permitido desde que sua renda seja suficiente para sustentar todos os membros (o valor exigido por mês para o sustento de cada familiar é de 532,51). Lembrando que após 2 anos residindo de maneira legal no país, você poderá solicitar a cidadania espanhola.

http://www.estoesmadridmadrid.com/2016/05/04/aposentado-viver-legalmente-na-espanha/

10 IDÉIAS PARA UM RELACIONAMENTO DURADOURO FELIZ.

Collage of an elderly couple sharing good moments together on a
Collage of an elderly couple sharing good moments together on a beach

“Coloque tempo, energia e amor para ter um relacionamento longo e feliz e vê-lo crescer mais forte ao longo dos anos. Assim, terá um melhor amigo, um amante e um companheiro.” Nyomi Graef 

Manter um relacionamento harmonioso e duradouro pode ser uma fonte de felicidade. Quem defende essa ideia é Nyomi Graef mestre em promoção de saúde pela Curtin University, na Austrália. Para expandir a proposta, Nyoni descreveu 10 passos para manter um relacionamento saudável e feliz por muitos anos. Sempre é bom refletir sobre este tema:

  1. Tenham os mesmos valores pessoais
    Se um dos parceiros espera um relacionamento monogâmico e o outro quer um aberto — e não vai se comprometer — esse relacionamento vai funcionar a longo prazo?
    Quando se trata de assuntos como saúde, hábitos financeiros e formas de criar os filhos, é preciso que haja opiniões em comum, ou que pelo menos um dos parceiros aceite a opinião conflitante do outro. Se não, o ressentimento pode se transformar em brigas intermináveis ou raiva. Ou os casais podem evitar conversar sobre o assunto, e a relação estará condenada.
  2.  Mantenha a chama viva
    Como sabemos, os relacionamentos passam por diferentes estágios – o cortejo, os primeiros sinais do amor, o período de lua de mel … Mas apesar da “pressa” inicial, o amor muitas vezes desaparece com o tempo. Portanto é preciso manter a química viva para evitar que a companhia um do outro se torne entediante.
    As coisas que podemos fazer não precisam ser caras para serem agradáveis. Beber um vinho em um belo parque, divertir-se em um clube juntos, aconchegar-se vendo um pôr do sol — qualquer coisa que funcione para ambos manterem a chama acesa.
    Além disso, continuem rindo. Casais que compartilham o mesmo senso de humor — e com frequência riem juntos — são mais propensos a terem uma relação a longo prazo.
  3. Faça o seu parceiro se sentir a pessoa mais importante no mundo
    Se um dos parceiros se sente segunda (ou terceira …) melhor pessoa para seu parceiro com relação aos pais ou amigos … ele vai dizer “eu te amo muito”? Nós somos sensíveis, e podemos dizer se alguém nos ama ou não, ou nos ama menos do que gostaríamos.
    Seja quente — não frio e distante. Se o parceiro quer afeto, ofereça afetos muitas vezes, e faça isso com amor. Diga “eu te amo” muitas vezes, e diga espontaneamente. Esteja disponível para ele em momentos de necessidade.
  4.  Pequenas coisas significam muito
    Como sabemos, coisas pequenas podem se transformar em coisas grandes ao longo do tempo. Se deixar a roupa suja no chão do banheiro todos os dias irrita o parceiro – pare de fazer isso. Qualquer que seja essa atitude que incomoda, tente encontrar um equilíbrio para que o excesso de agrado não torne um o capacho do outro.
    Um simples abraço ou um “eu te amo” a cada noite antes de dormir. Ou um carinhoso “sinto muito”, durante uma discussão. São coisas pequenas que podem fazer a diferença entre o ressentimento duradouro ou a paz e a felicidade em um relacionamento.
  5.  Tenham uma vida social e interesses mútuos
    Para um relacionamento feliz, é óbvio que os casais precisam fazer regularmente coisas agradáveis juntos. Não é preciso minimizar totalmente a sua individualidade, mas sem ao menos um interesse em comum, será que essa relação tem motivo? Vale a pena continuar?
    Porém, ter interesses fora do relacionamento é vital. Ter apenas o parceiro para compartilhar o tempo com qualidade, seria confiar apenas a ele a nossa felicidade, e isso não é uma coisa boa.
  6.  Agrade o outro
    Pequenos presentes, como cartas, bilhetes de amor, flores, coisas que dizem “eu te amo”. Presenteie com sinceridade em todas as fases da relação — e não apenas durante o namoro. Mas não exagere — não é preciso sufocar a pessoa ou se afundar em dívidas.
  7.  Não jogue sujo em uma briga, e faça as pazes rapidamente 
    Discussões longas e desagradáveis são maneiras eficazes de aniquilar um relacionamento. Brigue sem ferir o parceiro fisicamente e ou emocionalmente. Diga “desculpe” rapidamente se achar que está errado, não espere por dias ou deixe de dizer.
  8.  Trate o parceiro com respeito
    Bondade, consideração e dignidade são essenciais para manter um relacionamento feliz. Comentários maliciosos, palavras desagradáveis e críticas podem destruir o amor. Ninguém gosta de se sentir menosprezado. Se não gosta de algo que o outro faz, encontre uma maneiras de expressar seu sentimento sem ferir a auto estima do outro.
  9.  Dê apoio
    O suporte pode ser emocional, físico, espiritual …. Tente incentivar o outro com palavras e ações para mostrar o quanto se preocupa com ele. Assista o parceiro se ele joga faz algum esporte. Cuide do outro quando este está doente. Ouça com atenção quando o parceiro está chateado.
  10. Aprecie o parceiro. Anos atrás, li que a principal razão pela qual muitos casamentos acabam é porque pelo menos um dos parceiros se sente desvalorizado no relacionamento. Faça-o sentir especial e valorizado como pessoa no mundo. (Tradução: Sabrina Silveira)  

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http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/08/especialista-sugere-10-ideias-para-um-relacionamento-duradouro-e-feliz-2995508.html

VIVER LONGE DE CASA…

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“Viver é buscar plenitude… mas nunca estar completo… inquietude onde parece faltar alguma coisa!” Bia Perez

Acredito que muitos tem a coragem de sair atras de seus sonhos… que muitas vezes estão longe. Percebo que viver longe de casa é procurar uma imensidão de coisas e às vezes se pegar sentindo falta de apenas uma, justo aquela que ficou para trás… É querer estar em dez lugares ao mesmo tempo e sofrer ao se dar conta que isso pode fazer você não estar de verdade em nenhum deles.

Aos poucos vamos aprendendo “de ambos os lados” a conviver melhor com tudo isso… e sentindo-nos mais tranquilos e felizes.

Culpa

Viver longe das pessoas que você ama (família e amigos)… é se dividir entre vários. Nos sentimos culpados de estar longe, de não participar da vida familiar, de não estar perto dos nossos pais e dos nossos amigos… de saber que nossos pais estão envelhecendo e que não estamos perto para acompanhar.

Aos poucos aprendemos a equilibrar a vontade de querer estar lá… sem deixar de querer estar aqui… Assim passamos a não nos culpar mais ao se dar conta de que vamos perder acontecimentos importantes: aniversários, casamentos e os natais com todo mundo reunido… Mas fará com que nossos encontros se tornem momentos mais que especiais.

Aprendemos no dia a dia a se contentar com o Skype… enquanto desejamos no fundo… mais do que tudo um toque, um abraço, um beijo. Saudade é coisa boa!

Incertezas

Nos perguntamos se realmente vale a pena viver longe das pessoas que amamos. Apesar de conhecer a realidade e dos motivos que nos levaram a partir, nos questionamos se é isso mesmo que queremos. Se vamos passar a vida toda longe de casa. Mas ao mesmo tempo nos orgulhamos de ter partido, pois não é uma decisão fácil e requer muita força de vontade e foco nos nossos objetivos.

É também viver uma relação de amor e ódio com o tempo. É desejar que ele passe voando em alguns dias e pedir que ele passe devagar em outros. É, algumas vezes, ver a data da passagem de volta muito longe e, em outras, perceber que parece que foi ontem que você desembarcou. E fazer com que isso te motive, te impulsione a dar o seu melhor para fazer tudo, incluindo a saudade que vem no pacote… Tudo isso… vale a pena!

Coragem

Deixar tudo para trás é no mínimo doloroso, deixar as pessoas que amamos em lágrimas, não é algo fácil de se fazer. Começar do zero em um novo país é como se jogar de paraquedas e não saber ao certo onde vai parar. É arriscar e estar pronto para enfrentar as dificuldades que encontraremos pela frente e mesmo assim não querer voltar.

É bem mais que conhecer novos lugares, aprender a se virar sozinha, tornar-se independente. Viver longe de casa é aprender a estar consigo mesma, a ser a sua única real companhia mesmo que esteja cercada de pessoas incríveis – porque, no fim, só você se conhece de verdade.

Determinação

Determinação é a chave de tudo!!! Temos que ter foco e devemos nos preparar para lutar pelos nossos objetivos. Não desista nunca dos seus sonhos por mais difícil que seja a jornada, um dia você chega lá. É só seguir em frente e acreditar que tudo vai dar certo.

É respirar fundo, engolir o choro e pensar que morar em outro país também é um presente. Que as pessoas que estão por perto agora, que te querem bem e cuidam de você, também se tornarão saudade quando você voltar para casa. Que as novas e belas paisagens vão se tornar só fotografias. E que você precisa aproveitar enquanto é tempo. Agora é tempo…

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É… O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas para os que nós… que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado.  Keep Walking.

http://guiadoestrangeiro.com/o-alto-preco-de-viver-longe-do-seu-pais/#RlITwUWOX06gEKqt.99

http://clipesemnexo.blogspot.com.br/2016/01/morar-longe-de-casa.html

ENCONTREI A MELHOR FORMA DE USAR CARTÃO PRÉ-PAGO MASTERCARD (SEM TAXAS) NO EXTERIOR. REVOLUT… (2).

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“Não gastes o teu dinheiro antes de o teres na mão”. Thomas Jefferson

Recentemente passei alguns meses na Europa e descobri algumas coisas que facilitaram e muito a minha vida por lá. Quero agora dividir com vocês (em partes) tudo sobre o que aprendi neste período da viagem e confesso que não poderei viver sem elas nas próximas viagens rsrsr… Esta á outra delas.

Revolut – MasterCard sem taxas…

Após longas horas de pesquisa finalmente encontrei um Mastercard pré pago  #gratuito que permite converter, comprar, enviar e levantar dinheiro… sem taxas, em qualquer parte do mundo. Apresento-vos o Revolut (Android / iPhone). Funciona sim e muito bem… eu mesma usei e aprovei.

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Você só tem que instalar a app (Android / iPhone) e pedir que te enviem gratuitamente o Mastercard. Depois de 10 dias você recebe o cartão em casa. Veja só com fazer…

O processo começa no Google play instala-se a app Revolut no celular, neste app regista-te … é enviado então o cartão físico da Revolut (sem custo) para a sua residência de registo . Este cartão assume o pin que digitamos na app no celular! E se mudarmos o pin na app atualiza automaticamente no cartão. Depois então coloca-se dinheiro no cartão…

Colocar dinheiro é para Revolut, um “top-up”. Para o fazer isso tem-se duas hipóteses:

  • Por transferência internacional (usei o transferwise). Outro exemplo é pelo Best Bank que pode ser feita online gratuitamente e numa questão de minutos dá-se a ordem e, no máximo em 4/5 dias úteis chega a Cloud da Revolut.  Tem de alocar à conta Revolut que a remeteu, daí usarem um número referência que identifica a conta do destinatário.
  • 2) Pode-se também fazer esse top-up por um cartão de debito de uma conta em nome do titular da conta presente no Revolut, e… esse cartão de debito…  só servem mesmo os cartões de débito*, tem que cumulativamente ter:  1) o código cvv – aqueles 3 dígitos presentes ao pé do campo de assinatura – 2) ser um cartão que permite transações online.

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Os serviços da Revolut permitem passar por cima das taxas absurdas cobradas pelos bancos… sendo que o serviço Revolut permite que o dinheiro seja colocado na app e seja automaticamente convertido num elevado número de moedas sem custos de câmbios.

Revolut é uma dessas possíveis hipóteses vantajosas para a carteira e para o controlo de gastos, é um 3 em 1: é uma app; um cartão; e dinheiro a circular entre conta e/ou cartão de debito e um cartão e conta da Revolut.

Revolut é a solução perfeita para quem gosta de #viajar… é única plataforma no mercado capaz de converter mais de 80 moedas sem taxas.

Se ler as Perguntas Frequentes pode perceber que existem limites de transações, mas se confirmar a tua identidade (ao enviar um documento de identificação – passaporte –  junto com uma selfie) esses limites tornam-se mais aceitáveis.

Espero que gostem… Beijos.

Para saber mais acesse https://revolut.com/  – Site: Revolut – PP: Android / iPhone

A ARTE DO OTIMISMO.

“Nós não vemos as coisas como elas são… vêmo-las como nós somos”. Anais Nin.

Acredito que estar de bem com você mesma é essencial para sermos felizes na vida… Ser  positivista em relação aos desafios que a vida nos apresenta faz toda a diferença.

A sua atitude é  definida pela maneira de olhar ou viver a sua vida. Se você mudar a sua maneira de pensar… Você vai criar um mundo bem melhor ao seu redor. Este vídeo nos mostra bem isso…

Espero que gostem, beijos.

EU VOU SER VOVÓ… PELA PRIMEIRA VEZ… Á DISTÂNCIA…

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“… E eu, avó de primeira viagem… inicio a caminhada por essa nova e longa etapa de minha vida. Novos sentimentos vou descobrindo… Ser avó pela primeira vez é um marco único… importante e  definitivo na nossa vida. Ser vovó á distância…  é outro desafio a se vencer”. Bia Perez.

Ser avó, para nós mulheres, é a possibilidade de criar novos rumos no viver, re-contar histórias, escrever, registrar os eventos… Este é um deles…

Parto hoje daqui  (com o coração pequenininho)… depois de um tempo (77 dias) juntinho… curtindo meu neto, filho e nora que agora passam a morar aqui… tão distantes do Brasil. Lembranças lindas e  doces… é tudo que levo comigo hoje.

Sim vou pensar em vocês a cada passo que der. Espero que a vida os trate muito bem.  E espero que tenham tudo que sonharem! Na vida temos que ter a coragem de abraçar todas as oportunidades que nos aparacem… e acreditar em nossos sonhos. Isto vocês fizeram e só tenho a abençoar e pedir a Deus que os  proteja.

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Sou hoje a saudade do seus bracinhos abertos me aconchegando estendidos para te pegar do berço… do seu largo e inocente sorriso me olhando… dos seus olhinhos curiosos enxergando o mundo inteiro… (Bom dia mundo!!! Boa noite mundo!!!)… e experimentando de tudo um pouco! Sou a saudade dos seus dedinhos buscando os meus… entrelaçando-os até você adormecer juntinho da vovó, meu netinho querido…!

Sou hoje a saudade da sua risada leve… da sua emoção contando todo feliz e realizado como foi seu dia no trabalho… dos gostosos lanchinhos que fazia carinhosamente no jantar… do sorvetinho de sobremesa… e das longas noites assistindo aos seriados e filminhos… Sou a saudade dos longos passeios animados e divertidos me mostrando todas as histórias e as belezas do seu novo lugar, meu filho querido…!

Sou hoje a saudade de vê-la cuidando do seu lar e da sua família com tanto carinho e amor… Deste amor que transborda o seu ser, na entrega total ao seu filho e ao seu marido…  Sou a saudade dos nossos almoços e das pizzas que você mesma fazia… das nossas passeadas divertidas nos trens e pelo bairro com o carrinho de bebê apreciando o pôr do sol… com ou sem chuva… dos filminhos da nossa sessão da tarde… e das nossas gostosas conversas e risadas, minha norinha querida…!

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Ah, sim já sinto saudades!!! Fui me  despedindo cada dia um pouquinho! Vou ficar tentando lembrar de tudo que eu vivi aqui. Cada momento vivido… eternizarei dentro do meu coração.

Sou a soma de tudo isso, e infinitamente muito mais. Sou toda “coração”… amor e sentimentos! E além de tudo isso, sou eu mesma!!!

Vou carregada de todas estas lindas lembranças que me encorajam, me orgulham  e me confortam muito… me acrescentando novas experiências na minha vida… certa de que escolhem bem …

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“Ah, claro! Fotos e vídeos… muitassssss…

Para fazer longas paradas”. São paradas para me fazer relembrar nossas histórias vividas e que deixam saudades.

Revejo tudo na minha memória e pelo álbum de retratos.

Ah, tem ainda o skype uma distância que nos aproxima. Quem diria… isso ajudará bastante para amenizar minha saudade!

Sentirei saudades , saudades de tudo!! Saudades é coisa boa!

Agradeço tudo que fizeram por mim nestes dias… muito, muito obrigada mesmo…  e um até breve. Que Deus os abençoe!

Com amor… mil beijos.

Vovô Bia.

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DIA DAS AVÓS!

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Penso que: “Jamais deixarei de ser essa Peter Pan. Quero mostrar pros meus netos que a verdadeira felicidade mora num coração de criança. Mesmo que o corpo venha envelhecer, a mente não precisa abandonar a melhor fase da nossa vida”… Adriana N. do Amaral.

 Hoje como uma vovó novata tenho a dizer que me sinto abençoada e agradecida por estar vivendo esta experiência única e maravilhosa na minha vida.  Meu neto é muito amado, agora com 8 meses encontra-se atualmente morando em Londres… Este ano estou com ele, ajudando nesta mudança de País na vida de sua família… e a cada dia vou me despedindo um pouquinho de sua presença física… pois em breve nos veremos menos… e terei que me acostumar a matar as saudades via internet… ainda bem que este avanço ajuda a diminuir um pouquinho as saudades e a estar mais perto. Mas mora eternamente dentro do meu coração e lá estaremos sempre juntinhos!  A relação que nasce entre avós e netos é terna e infinita de muito amor e afeto. Que todos avós possam receber esta dose de amor hoje e sempre.

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 “Ser avó e avô é como fazer uma colcha de retalhos… é juntar pedaço por pedaço de cada quadradinho, de cada retângulo, de tamanhos diferentes, de cores diferentes, mas sempre cores vivas, alegres, cheias de vida… e transformando aqueles pequenos retalhos num ato de amor, mesmo que cada um tenha seu estilo próprio”. Ana Maria Pantaneira.

CONVIVÊNCIA FAMILIAR.

“A família não nasce pronta; constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, ter respeito, fé solidariedade, companheirismo e outros sentimentos”. Luis Fernando Verissimo

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Amar… Compartilhar… Compreender…

Quem não sabe tolerar… não aprende a amar.

Os teus familiares são as tuas lições imediatas.

Sem paciência… o menor problema adquire proporções imensas.

Aprende a ceder em favor da felicidade alheia.

Necessário… muitas vezes.

Não agridas verbalmente aqueles que convivem contigo.

Respeite os limites de cada um.

Ouça com o coração acima de tudo.

A gentileza abre portas a muito tempo cerradas.

Não transforme o teu lar em lugar de aflições.

Repense… Paz e amor!

Aprenda a conviver com o outro.

Crie um ambiente de harmonia.

Torne mais aconchegante o teu ninho doméstico.

Seleciona os assuntos de teus diálogos familiares.

Incentive seu filho a conviver com todos da família.

Soluções surgem com um bom diálogo e respeito mútuo.

A família é o teu primeiro compromisso na vida.

A diversidade é inerente à família

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TÃO IMPORTANTE QUANTO SEGUIR EM FRENTE, É SABER DEIXAR PRA TRÁS.

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 “Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”. Moliére.

Falar sobre seguir em frente, lembra-nos de deixar o passado no seu devido lugar. Encerrar ciclos e abrir novos caminhos… aprendemos melhor com o tempo ou tentamos… Em “A Soma de Todos os Afetos” de Fabíola Simões descreve bem esta passagem. Leiam.

Tenho um tio muito querido que é um nostálgico compulsivo. Adora tomar seu vinho ao som de Nat King Cole, Billie Holiday e Frank Sinatra, enquanto nos remete aos idos de nossa infância e à lembrança de um tempo bom. Estar ao seu lado é uma festa saudosa, que invariavelmente traz de volta um pouquinho do que éramos e de como nos sentíamos juntos.

Porém, outro dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre a necessidade de seguir em frente. E sobre o quanto isso implica deixar certas coisas, lugares, pessoas e momentos para trás.

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Porque não basta abrir as portas para o novo tempo. É preciso fechar algumas janelas também. E talvez fechar algumas janelas seja a parte mais difícil de seguir em frente…

Como deixar partir fragmentos do que fomos ao trancarmos nossas janelas?

Talvez a resposta esteja na vivência do luto. É preciso respeitar a dor do fim de um tempo, mesmo que novas portas (muito melhores) estejam se abrindo à nossa frente.

É preciso deixar partir a infância dos filhos, o fim de um relacionamento que parecia perfeito, as amizades que não tinham vínculos muito sólidos, as palavras de amor que não vingaram, a própria juventude, o corpo perfeito, o tempo bom de faculdade, a saúde de nossos pais.

Diante da finitude, temos que aprender a seguir em frente sem olhar pra trás com saudosismo ou sofrimento.

É preciso coragem para queimar cartas antigas que perderam espaço em nossa memória afetiva, deixar abrigos conhecidos onde não nos refugiamos mais, dar chances às novas possibilidades de felicidade.

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Nem tudo resiste ao tempo. Agarrar-se ao que não existe mais não permite que novas chances se revelem… que novos caminhos sejam abertos…

O ouvido se habituará a novos sons se a gente deixar que ele escute novas canções. Assim também aprenderemos a aceitar o novo tempo se facilitarmos o começo de novas possibilidades e entendermos que não há mais o que se esperar daquilo que já passou.

Não há o que se esperar do passado. Ele aconteceu, foi bom, ficou vivo dentro da gente, nos fez feliz… mas passou. Guarde-os no seu devido lugar.

Que permaneçam as boas lembranças, não o desejo de perpetuar vapores de um tempo que não floresceu.

Que os álbuns de fotografia em sépia sirvam para nos lembrar dos sorrisos e sonhos que tínhamos, mas não substituam a alegria de nos relacionarmos com quem está ao nosso lado aqui e agora.

É preciso aprender a partir. A abandonar nossos lugares no mundo e de dentro das pessoas.

Descobrir que, tão importante quanto seguir em frente, é saber deixar pra trás.

Vivendo um luto de cada vez, aprendendo a desistir um tanto do que éramos para abrir espaço para quem nos tornamos; acreditando que uma vida abriga inúmeras fases, e para vivê-las com sabedoria é preciso resgatar o novo e abandonar o velho; sendo tolerante com alegrias novas que querem chegar, e permitindo que nos mostrem o que podem fazer por nós.

Nem sempre é fácil reconhecer que um tempo chegou ao fim. Insistimos em reviver antigos papéis, trazer à tona emoções que se esgotaram, resgatar pessoas que já partiram há muito tempo de nós.

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Cada um encerra seus ciclos de forma diferente, e é preciso respeitar o tempo de cada um. Mas tudo passa! O tempo é a melhor opção.

O presente te escolheu. Tenha a sabedoria de escolhê-lo também…
Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/06/tao-importante-quanto-seguir-em-frente-e-saber-deixar-pra-tras.html#ixzz4BpiSSopZ

PORQUE ABANDONAR O BRASIL E MORAR EM PORTUGAL?

PORTUGAL brasil-e-portugal“É a possibilidade que me faz continuar e não a certeza. Uma espécie de aposta da minha parte. E embora me possam chamar sonhadora… louca ou qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível…” Fênix Faustine.

Quando pensamos em morar em outro País… no caso aqui em Portugal, muitas dúvidas aparecem… Questões importantes para refletirmos reviram nosso pensamento, afinal é uma decisão importante que envolve muitas mudanças… que tem que ser muito bem analisadas. Certo que muita coisa só mesmo a experiência vai nos dizer, mas existem outras que podemos pesquisar e nos ajudaram a ter uma ideia melhor sobre como será. Isto nos ajuda a fazer uma opção mais consciente. Vale a pena conferir este depoimento tão claro e objetivo de Ione…  que viveu e vive esta experiência já a algum tempo. Leiam

Estamos cansados de ouvir falar dos problemas sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, infelizmente falta tanta coisa e sobra desigualdade, exclusão e injustiça.

Infelizmente as oportunidades não são oferecidas a todos os cidadãos brasileiros e a miséria, material e intelectual, é uma lástima. A violência urbana assusta muito, a impunidade revolta, a corrupção e a ineficiência, tanto do governo como da iniciativa privada são estímulos para a indignidade.

Amo a vida que levo hoje em Portugal. Aprendi tantas coisas, e continuo aprendendo a respeitar mais as diferenças, ser flexível e descobri a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamentos muito diferentes do meu, e dos brasileiros, muitas vezes machistas, comodistas e hipócritas.

Os portugueses são afáveis e acolhedores, na minha opinião e na de muitas pessoas que moram aqui,  são carinhosos, recebem bem os visitantes, venham de onde vierem.

O choque cultural me forçou a perceber que minha visão de mundo está longe de ser a mais correta e que preciso expandir ainda mais. Aprendi que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio terreno, sem precisar ser superficial e forçado, morando fora você aprende a se tornar uma pessoa melhor, a ser adaptável e resistente.

Aprendi ainda que há mais vida para além do trabalho e das responsabilidades. Viver com emoção, re-energizar a vida e sempre se surpreender com alguma coisa é fundamental. Reavaliei tudo que é realmente importante, um diferencial tanto para minha vida pessoal quanto profissional.

Portugal apartamento

Aprendi que uma cidade não é formada por um bairro ou dois, é uma só, sem divisões, a diferença de “classes” que existe no Brasil, é muito menor aqui na Europa. Todos podem ter acesso à saúde, educação, aposentadoria, somos todos iguais. Isso é fantástico! Mesmo com pouco dinheiro as pessoas podem ter uma vida cultural agitada, podem se divertir e ainda viajar por muito pouco.

Aprendi ainda que as diferenças nem sempre geram integração, que imigrante tem que ser ainda mais esforçado, que tem que lutar muito para conseguir se estabelecer e que, por questões que fogem as suas capacidades, nem sempre consegue conquistar o que quer. E que apesar de tanta tolerância e igualdade por um lado, pode ser bastante preconceituoso e injusto por outro.

Então, depois de conviver com tantos outros valores e realidades, muitas vezes penso que não tenho vontade de voltar a morar no Brasil. Aprendi a atravessar uma rua pela faixa de pedestre sem medo de ser atropelada, a andar com meu computador na bolsa sem medo, de ouvir uma música no Iphone enquanto faço minha corrida na praia sem medo de ser roubada. Aos domingos ir para o parque público ver famílias inteiras fazendo piqueniques ou crianças soltas jogando bola, entrar num ônibus sem medo e ver o motorista ajudando um deficiente a entrar, essas coisas parecem tão simples, mas que no Brasil não existe.

Portugal Brasil

Gosto de ir para em Maceió (Brasil), rever meus amigos, passar tempo com minha família, comer todas as comidas que mais adoro e sinto falta. Mas confesso que não sinto nenhuma vontade de voltar a morar lá. Sei que as praias são maravilhosas, as pessoas são fantásticas, a comida é boa, mas não existe preço que pague a minha liberdade, de poder andar sozinha à noite na rua, de ter transporte público de qualidade, de não ter medo de ser assaltada ou que a minha vida está em constante perigo.

E quando pensei em voltar para o Brasil há uns anos atrás, e se readaptar à antiga cultura, sabia que seria pior que a dificuldade que tive em me adaptar aqui. Não, não é só geografia, nem tampouco é apenas culinária, cultura ou economia. É que o país de onde eu vim, também não existe mais, tudo muda… a minha cabeça mudou, os meus amigos mudaram. As “coisas” não ficaram lá esperando por mim, o choque dessa diferença seria muito grande.

Portugal -gastronomico-da-culinaria-portuguesa

NEM TUDO É PERFEITO

O impacto psicológico da distância da família, o fato de ser estrangeira, a dureza dos invernos aqui (minha cidade no Brasil é verão o ano todo e foi muito duro no início), a falta dos amigos, passar datas importantes longe de quem a gente gosta…

Reconstruir a vida não é fácil. Fiz alguns amigos por aqui e não tenho do que reclamar. Sempre fui bem tratada, tive oportunidades para além das minhas expectativas, terminei a faculdade na Universidade do Porto, o curso de arquitetura é considerado um dos melhores da Europa. Fiz muitos cursos que sempre quis fazer e não ia ter a mesma oportunidade no Brasil, conheci muitas pessoas nesses cursos que fizeram muita diferença na minha vida. Mas os amigos que deixamos faz uma falta enorme!

Em Portugal teoricamente falamos a mesma língua, a verdade é que são muitas palavras diferentes e outras iguais com significados totalmente diferentes que às vezes me pergunto se falamos de verdade a mesma língua, aprendi as palavras que eles usam e não foi fácil.

Portugal Porto

SEMPRE SEREI ESTRANGEIRA

choque cultural dói e não é pouco. Depois aprendi a conviver com isso, mas no início foi bem complicado ter minha visão de mundo desafiada, forçar meu jeito de pensar e ser “a brasileira”.

Mesmo morando anos em Portugal, nunca vou ser portuguesa de verdade, não consigo falar com o sotaque português, não penso da mesma forma, tem coisas que aprendi no Brasil que não são iguais, tem sempre diferenças que por mais tempo que fique aqui, a verdade é que não nasci aqui, não fui criada aqui, não cantei as músicas infantis que eles cantaram escola, não vi os mesmos desenhos animados, não tive os mesmo brinquedos na infância, não fui educada da mesma maneira e por mais que eu adquira a cultura do lugar, as diferenças sempre vão existir.

Eu sempre serei “a brasileira”, a “que fala diferente”, a “estrangeira”. E tem horas que isso cansa. Por outro lado, se cansa, tem coisas que compensam, e nem tudo é dificuldade.

Há muito o que se ganhar depois que se paga o preço de aprender com a dor e as dificuldades, sobreviver depois de tudo é espetacular.

Fonte: http://ioneomena.com/porque-abandonar-o-brasil-e-morar-em-portugal/