Qualidade de vida na terceira idade — sim, é possível
Diferentemente do que muita gente acha, é sim, viável ter qualidade de vida na terceira idade. Essa fase não é um momento de solidão, tristeza ou de doenças. Mesmo com as mudanças no corpo, é possível realizar ações que ajudam a conservar a saúde e a qualidade do cotidiano.
A grande vantagem de se preocupar com isso e de agir para garantir melhor saúde física e mental é a grande quantidade de benefícios que surgem. Entre os principais, estão:
Maior expectativa de vida
Os idosos que buscam ativamente por melhor qualidade de vida tendem a viver mais. Isso é verdadeiro tanto no que se refere à saúde física quanto à saúde psicológica. Ao agir para prevenir doenças e ao garantir as melhores condições para encarar essa fase, a pessoa tende a viver mais e melhor. Esse, inclusive, é um dos segredos de quem tem uma vida longa, saudável e feliz.
Maior felicidade e satisfação
Por falar nisso, outro aspecto positivo é o sentimento de felicidade. Quem tem maior qualidade de vida, encara o cotidiano de maneira mais leve, saudável e com resultados muito melhores.
Assim, os cuidados com o corpo e com a mente garantem uma visão positiva sobre a própria vida para quem está na terceira idade. Aproveitar essa fase, portanto, torna-se viável e gera boas lembranças e a sensação de felicidade, satisfação e tranquilidade.
Melhor capacidade física e psicológica
Preocupar-se com a qualidade de vida na terceira idade desde o princípio é uma forma de ampliar a capacidade do próprio organismo. Do ponto de vista físico, isso significa um aumento da saúde e menores possibilidades de sofrer com doenças e condições incapacitantes. Desse modo, é possível ter uma saúde robusta.
Já observando as áreas intelectual e psicológica, os cuidados geram menor propensão a transtornos — como a depressão, que afeta mais de 10% dos idosos brasileiros — e também a problemas como falta de memória ou doenças degenerativas cerebrais.
Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…
Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original…
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender…
Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…
Para meus filhos. Casa de mãe depois que os filhos se vão.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho. Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco. Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência. Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos. Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos. É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar. Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação. Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias. Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço. Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas. Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé? E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?
Minha casa está assim silenciosa e esperançosa aguardando ser preenchida pela barulheira, os sorriso e as gargalhadas dos filhos… da doçura das suas chamadas “mãe” me faz bolinho de chuva? Iluminando e preenchendo tudo novamente num piscar de olhos. Esperando vir com suas famílias… os meus netinhos amados correndo pela casa e juntos vamos descobrir novas maneiras de olhar e experimentar tudo… e nos divertir muito. Histórias construídas com muito afeto e recheadas de amor ❤️ marcantes… únicas… guardadas nas lembranças de toda uma vida!
Assim este texto de Miryan Lucy Rezende consegue dizer tudo que eu penso. E você o que acha?
Muitas pessoas não conseguem ter tranquilidade na terceira idade justamente por não encararem o momento da maneira certa. Com medo de envelhecer ou querendo evitar que aconteça, boa parte delas deixa de aproveitar os momentos dessa fase ou de se preparar para ela.
O resultado não poderia ser outro além da falta de qualidade de vida. Portanto, o ideal é se adaptar à ideia desde já, de modo a prevenir que o futuro seja muito diferente do desejado. As melhores recomendações incluem:
Encare o passar do tempo do jeito certo
Envelhecer é completamente natural. Mesmo assim, a sociedade ocidental ainda vê esse processo de uma forma quase distorcida, como se ele tivesse que ser evitado. É isso que faz com que as pessoas procurem parecer sempre jovens ou que relutem em lidar com essa fase da vida.
Para ter qualidade de vida na terceira idade, no entanto, é preciso lidar com o envelhecimento da melhor maneira, encarando-o como um período em que podem ocorrer novas descobertas e vivências. Apesar de surgirem novos cuidados para esse momento, envelhecer não deve significar abrir mão da própria vida.
Não deixe de cuidar de si mesmo
A terceira idade exige atenção específica em vários sentidos, mas tudo isso é para o próprio bem-estar. Porém, muitos acreditam que, estando mais velhos, já não é necessário ter tanta atenção consigo. Em outros casos, há uma desmotivação tão grande que há a perda de interesse em cuidar da própria saúde.
Se isso acontecer, será praticamente impossível se adaptar ao envelhecimento, já que o resultado será menos disposição e mobilidade. Portanto, encare os cuidados como sendo absolutamente necessários e faça as adaptações para se manter sempre saudável.
Busque novas formas de aproveitar a vida
Outra ótima forma de se adaptar ao período é compreendendo que ficar mais velho não significa o fim da vida. As coisas mudam, mas ainda há como aproveitar novas experiências, descobrir novas motivações e até realizar sonhos.
Por isso, é fundamental buscar maneiras inéditas de curtir os dias, seja praticando novas atividades, seja fazendo aquilo de que gosta. A ideia é encontrar novos caminhos que mostrem que essa fase pode ser muito positiva.
Trabalhe a autoestima
Muitos idosos sofrem com problemas de baixa autoestima. Isso não diz respeito apenas à aparência e também acontece quanto ao próprio modo de vida. É comum, por exemplo, que pessoas mais velhas se sintam como um fardo ou que não têm valor.
Isso afeta a saúde psicológica e as condições físicas, gerando isolamento social e todas as consequências da falta de adaptação. Em vez disso, o idoso deve celebrar a própria experiência. Ao notar que os anos vividos geram uma visão de mundo muito valiosa, por exemplo, fica fácil se adaptar a esse período.
Dicas para ter mais qualidade de vida na terceira idade
Além de todas as recomendações já apresentadas, é muito importante ter alguns cuidados bem específicos com a saúde. Assim, conquistar a qualidade de vida na terceira idade se torna simples e acessível. A maioria dessas questões envolve uma mudança no estilo de vida em geral e há grandes benefícios em seguir essas orientações. Veja quais são as mais relevantes:
Tenha uma alimentação saudável
O que vai ao prato gera grandes impactos na saúde e no bem-estar, especialmente de quem é mais velho. Por isso, uma forma de preservar a saúde na terceira idade é tendo uma alimentação saudável e balanceada.
É importante, por exemplo, reduzir o consumo de sódio, de açúcar e de gorduras consideradas ruins para o organismo. Carne vermelha, alimentos industrializados, doces e farinhas devem ser substituídos por versões magras, integrais e naturais. Essa é uma forma de evitar o surgimento ou agravamento de condições como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.
Também é fundamental investir em frutas, verduras e legumes que sejam repletos de nutrientes, vitaminas e sais minerais. Dessa forma, é possível prevenir quadros de desnutrição, que são muito comuns nessa fase. Para se ter uma ideia, uma pesquisa demonstrou que 54,7% dos idosos que deram entrada em um hospital estavam desnutridos.
Vale ressaltar que, portanto, o acompanhamento de um profissional nutricionista pode se tornar de grande importância para manter uma rotina alimentar de qualidade.
Pratique atividades físicas
O sedentarismo é um grande vilão para a saúde de qualquer pessoa, mas especialmente dos idosos. Afinal, além de aumentar os riscos de doenças crônicas, ele ainda pode prejudicar a mobilidade. Sendo assim, é fundamental praticar atividades físicas.
A caminhada, a hidroginástica e até a musculação são boas opções, dependendo da indicação médica. Além de tudo, é uma forma de socializar, se manter em movimento e controlar o peso dentro de parâmetros normais. Ao unir alimentação e exercícios para terceira idade, o corpo se torna mais saudável e protegido.
Uma ótima alternativa para a realização dessas atividades, é ter o acompanhamento de um profissional da área de ed. física.
Mantenha hábitos saudáveis
Porém, não adianta cuidar corretamente da alimentação e se movimentar se o idoso tiver hábitos ruins. O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas podem causar problemas em sistemas variados e devem ser evitados.
Além disso, é importante tomar sol diariamente para metabolizar vitamina D, mas sempre com proteção solar. A hidratação, por sua vez, é indispensável para manter o corpo funcionando bem. Dessa forma, esses hábitos não podem ser deixados de lado, já que impactam diretamente a qualidade de vida na terceira idade.
Cuide da saúde mental e psicológica
Essas questões prévias ajudam a cuidar da saúde física, mas o cérebro também exige atenção. Treinar a memória, como com jogos, é importante para fortalecer as ligações neurais e prevenir a degeneração. É fundamental evitar ou tratar quadros de depressão ou ansiedade, por exemplo. Estando sob controle, eles permitem que o cuidado com a saúde seja mais fácil.
Outra questão é o estresse. Uma pesquisa, inclusive, mostrou que 71% das idosas pesquisadas se disseram estressadas, enquanto 39% dos homens afirmaram o mesmo. Esse quadro afeta até a qualidade do sono e prejudica a saúde, devendo, portanto, ser evitado. Buscar atividades relaxantes e hobbies em geral é de grande ajuda e auxilia na conquista de uma vida melhor.
Vida social
Já que o isolamento social é totalmente indesejável nessa fase da vida, é fundamental buscar maneiras de se manter sempre por perto de quem se ama. Ao garantir uma vida social ativa, é viável afastar os efeitos da solidão e chegar a um resultado muito melhor de qualidade de vida.
A tarefa é menos complicada do que parece e ao consolidar bons hábitos, logo, os resultados são sentidos. As recomendações principais são:
Passe tempo com a família
Mesmo que os familiares, como filhos e netos, não estejam tão próximos quanto antes, é fundamental passar tempo de qualidade com a família. O fortalecimento desse relacionamento gera ótimos efeitos na saúde, além de auxiliar a questão psicológica. O ideal, portanto, é garantir reuniões periódicas com a família ou, no mínimo, um contato por telefone. Assim, a solidão passa longe.
Mantenha o contato com amigos
Os amigos de longa data não devem ser esquecidos. Eles também estão na terceira idade e, por isso, precisam igualmente de companhia e convívio social. Logo, vale a pena se encontrar frequentemente com as pessoas queridas. Uma visita na casa do outro, um passeio na rua ou até uma conversa com a ajuda da internet auxiliam no fortalecimento dos laços sociais.
Busque novas amizades
Ao mesmo tempo, vale a pena buscar novas amizades. Conhecer gente nova traz uma perspectiva única para essa fase da vida, além de ajudar a manter o interesse social sempre ativo. O idoso pode recorrer a grupos de atividades voltadas para a terceira idade ou até começar a se relacionar com os conhecidos de amigos e familiares. A ideia é manter sempre viva essa ação de conhecer pessoas e criar relacionamentos.
Viva novas experiências sociais
O que também não deve ser ignorado é o poder que as novas experiências possuem na vida de quem está na terceira idade. Descobrir novas sensações, ter memórias inéditas e encarar novos desafios é um grande motivador e ajuda a aproximar os laços sociais. Para que isso seja possível, é fundamental frequentar novos ambientes e conviver com pessoas diversas, de modo a encontrar novas possibilidades para vivenciar.
“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.
Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia) que é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia entre outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.
Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo.
“A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner.
Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.
Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”.
Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.
Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos.
Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.
A Teoria Setênia propõe o seguinte:
Pensa que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos, assim pensou Rudolf Steiner que viveu até 1925) muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar. Hoje chegamos bem mais longe que 70 anos, ganhamos um tempo maior de vida.
O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.
A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.
Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.
Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:
1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditário – Dos 0 aos 7 anos de idade:
A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.
“Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.
A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.
O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.
2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:
O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.
É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.
Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.
As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião. Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.
3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:
O que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.
O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.
A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.
As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.
Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.
A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.
4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:
A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.
O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?
A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.
Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido. As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.
5º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais – Dos 28 aos 35 anos:
Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.
A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.
Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?
Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.
Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.
6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:
Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior. Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.
Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?
Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.
A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.
Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.
7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva – Dos 42 aos 49 anos:
É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.
As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.
Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.
O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.
Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.
Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?
8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:
Podemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.
É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?
É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.
Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.
Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.
9º setênio –Abnegação e Sabedoria – Dos 56 aos 63 anos:
A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.
Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.
A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.
É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?
Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.
Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…
10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos:
É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.
É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.
Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento!
É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar?
Busca de sentidos e do Propósito da vida!
Vivendo os setênios:
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.
Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente, afinal estamos vivendo bem mais do que está nestes estudos e com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.
Ando vendo estudos recentes sobre os NONENIOS, que em breve vou colocar aqui para vocês no meu Blog.
É preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.
Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.
Há uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.
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Aconteça o que acontecer na sua vida, não perca a sua paz interior, ela é a força que você precisa para manter-se em equilíbrio mesmo durante as piores tempestades.
Nessa época de pessoas atormentadas por pesadelos, por frustrações e sonhos desfeitos, manter a paz é fundamental para não cair nas armadilhas da depressão.
A carga de informação que você recebe durante o seu dia, a pressão do trabalho, dos estudos e dos relacionamentos, acaba deixando seus nervos em pedacinhos.
Se você não estiver com o pensamento voltado para o seu bem estar, você não consegue manter o equilíbrio e ai, o seu fígado começa a sofrer as primeiras conseqüências, daí para as doenças do estômago como a gastrite, a úlcera e outros nomes não muito recomendáveis, é um passo.
É preciso que você coloque “filtros” em sua vida, e ao receber as notícias, sejam elas quais forem, analisar e rapidamente descartar o que não for realmente importante para sua caminhada.
Manter-se em paz é um exercício diário, porque muitos obstáculos estarão presentes no seu dia a dia, a começar pelo seu lar, onde sob o mesmo teto reúnem-se pessoas que não compartilham as mesmas idéias que você.
Tudo é questão de como vamos reagir em cada uma delas.
No trabalho outros problemas nos aguardam. Manter o emprego esta cada vez mais difícil, devido a enorme competição imposta pelas empresas entre os funcionários, tornando o clima às vezes “infernal e insuportável”.
Para complicar tem o seu relacionamento que anda às vezes tão complicado por coisas tão bobas, que você fica pensando, será que vale a pena?
E quando você está a sós, fica imaginando que não nasceu para amar e ser amado, que os anjos te esqueceram e outras besteiras que a solidão causa.
Tudo isso e mais aqueles amigos que acreditam que você é poderoso e usam seu ombro como se fosse um grande muro das lamentações e deixam você mais carregado de energias nada boas.
Cuide-se enquanto é tempo. Para que sua paz continue, use estas regrinhas básicas:
– Use o bom senso ao ler as notícias, sempre;
– Pare de ir no embalo dos alarmistas de plantão, não entre em pânico;
– Ao entrar no local de trabalho, faça uma prece em silêncio e cumprimente a todos com alegria, serve para qualquer lugar com muitas pessoas;
– Respeite-se, se não estiver com vontade de falar com ninguém, retire-se e pare de fingir que está tudo bem, se poupe;
– Peça ajuda. Para ajudar alguém precisamos estar muito bem. Se você não estiver bem, esqueça, você vai prejudicar a você e a quem pediu ajuda. A paz é uma conquista daqueles que se amam;
– Ame-se pelo amor de você mesmo! Ninguém tem o direito de invadir a sua paz e se o estão fazendo é porque você está permitindo. Estar consigo mesma é estar em ótima companhia, descubra-se;
– Reveja seus atos. Para manter a sua paz vale tudo: banhos relaxantes, orações, terapias, e muito amor. A paz é um exercício diário. Permita-se relaxar;
– Sorria mais, relaxe, busque um cantinho dentro de você para ser feliz. Você é responsável pelo seu bem estar. Estando feliz, o outro seguirá o seu exemplo;
– Acredite em você, tenha fé;
– Valorize-se. Você merece muito mais do que tem hoje, e vai conquistar se mantiver seu pensamento voltado para suas conquistas, sonhos e desejos. Ouse sonhar muito;
Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer, e principalmente viver.
Talvez a gente aprenda, afinal, a demorar a vida mais vezes no que faz coração ser sorriso. A abraçar mais lentamente toda vez que é possível. A encher de beijinhos quem nos provoca ternura. A sair mais frequentemente para passear onde tem flor. Talvez a gente aprenda, afinal, que precisa de bem menos do que imaginava. Que as verdadeiras urgências são vidas. Que a prioridade é a saúde. Que há variados jeitos de se mostrar presente. Que a gente tem que se cuidar pra cuidar. Que aquela tal pressa era pra quê mesmo? Que há uma linguagem que só os olhos conhecem. Talvez a gente aprenda, afinal, a se interessar com mais bondade pelo bem-estar dos outros seres. Que estamos todos juntos mesmo na humanidade. Que há vários modos de ajudar mesmo sendo também vulnerável. Que o nosso dom é serviço. Que é possível viver fora do automatismo. Talvez a gente aprenda, ao final, a ser do nosso jeito de novo. Assim como Ana Jácomo vou seguindo e aprendendo sempre.
Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não. Não mais. Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixa-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.
Foi o que Diego Engenho Novo escreveu sobre as mulheres. Eu adorei e isto me representa muito. E você gostou? Olha se puder da uma olhadinha na minha página no Instagram e Facebook e também na nova página sobre avós & netos – A voz das avós.
Nada me impedirá de sorrir… Está decidido! Nem a tristeza, nem a desilusão Nem a incerteza, nem a solidão Nada me impedirá de sorrir.
Nem o medo, nem a depressão, Por mais que sofra meu coração, Nada me impedirá de sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença, Muito menos o ódio ou alguma ofensa, Nada me impedirá de viver.
Em meio as trevas, entre os espinhos, Nas tempestades e nos descaminhos, Nada me impedirá de crer em Deus.
Mesmo errando e aprendendo, Tudo me será favorável, Para que eu possa sempre evoluir Preservar, servir, cantar, Agradecer, perdoar, recomeçar… Quero viver o dia de hoje, como se fosse o primeiro, como se fosse o último, e como se fosse o único.
Quero viver o momento de agora como se ainda fosse cedo, como se nunca fosse tarde.
Quero manter o otimismo, conservar o equilíbrio, fortalecer a minha esperança, recompor minhas energias para prosperar na minha missão e viver alegre todos os dias.
Quero caminhar na certeza de chegar, Quero lutar na certeza de vencer, Quero buscar na certeza de alcançar, Quero saber esperar para poder realizar os ideais do meu ser.
Enfim, quero dar o máximo de mim, para viver intensamente, maravilhosamente, todos os dias da minha vida!
Assim como eu e Marluce Brasil pensamos e agimos. E você, o que pensa sobre isso?
Quando li esta reportagem pensei que queria viver num paraíso destes, ao menos conhecer, isso eu teria que fazer, ainda dá tempo… então tratei de colocar o lugar nos meus projetos de vida. Refleti sobre como a influência de outras culturas e do próprio homem poderiam ser tanto benéficas como prejudiciais ao mundo. Como a mudança de hábitos e atitudes acontecem e quais as consequências que ela traz para toda uma comunidade? O que levaram aquelas pessoas a quererem mudar algo na sua vida estando naquele paraíso? Progresso, industrialização, alimentação, educação sistêmica, sedentarismo e seus ritmos de vida… quanta coisa mudou e muda constantemente, e nós vamos atrás delas numa busca frenética de sei lá o que… Aonde será que queremos chegar? O que buscamos? Para onde caminhamos? Tenho aprendido que a simplicidade está nas pequenas coisas da vida e a felicidade está dentro de nós. O que buscamos afinal? Devíamos ter aprendido mais com eles, do que eles como nós, não acham? Sobre o vale do rio Hunza, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante a dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana. Mas as coisas têm mudado por lá. Vejam:
Imagine você com 85 anos de idade, mas parecendo que tem apenas 45. Seria legal, não? E mulheres que têm filhos depois de idosas sem sofrer nenhum problema com isso, o que acha disso? Parece utopia, conto de fadas? Nada disso! Isso — e muito mais — é normal para os habitantes do Vale de Hunza.
Situado nas montanhas do Himalaia, no extremo norte da Índia, onde se juntam as terras de Caxemira, Índia e Paquistão, o local chamou muita atenção quando, em 1916, alguns ingleses que faziam a atualização do mapeamento da região descobriram este pequenino reino incomum, que logo foi apelidado de “Jardim do Éden” no Planeta Azul.
São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu, que falam um idioma próprio (Burushaski) sem relação com nenhum outro existente.
Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo, em que diversas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade — alguns chegam até mais de 120 —, e com um detalhe fundamental: sem sofrer doenças graves nem problemas sérios de saúde — praticamente um milagre nos dias atuais.
Tem explicação?
De acordo com o médico escocês, Dr. Mac Carrisson, que descobriu essa galera por curiosidade e acabou convivendo com eles por sete anos, o segredo da saúde em Hunza está na alimentação de seu povo, sempre a base de cereais integrais, frutas (principalmente o Damasco, considerado sagrado na região), verduras, castanhas, queijo de ovelha e o inusitado pão de Hunza, sempre respeitando uma restrição calórica de 30%.
Além disso, os Hunza só tomam duas refeições por dia, sendo que a primeira acontece só ao meio-dia. Ou seja, eles passam boas horas em jejum, mas nunca parados, agindo como sedentários, e sim com diversas atividades físicas. A carne não é totalmente cortada na dieta, mas é comida apenas em ocasiões especiais, e sempre em pequenas quantidades.
Porém, com uma diferença: tudo 100% orgânico, sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios), assim como os agrotóxicos e adubos químicos, que são extremamente comuns em boa parte do globo e acabam matando o organismo humano ao longo de uma média de 75 anos, o que explica o crescente número de casos de câncer e AVC no planeta.
Aliás, é interessante informar a você que qualquer tipo de exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial.
Era uma vez um paraíso…
Com isso, a criançada largou boa parte dos velhos costumes e passou a comer hambúrguer freneticamente, tomar Coca-Cola e se preocupar com formação acadêmica tradicional, se tornando apenas um “gado da matrix”. Atualmente, existem diversas escolas inglesas nos vilarejos de Hunza, como Chapursan, Tajik ou Sust, onde as crianças aprendem a serem “civilizadas” pela máquina do sistema.
O Vale de Hunza é governado pelo rei Jaman Khan, um monarca que adora mergulhar em montanhas de dinheiro e acabou deixando que ingleses e americanos fossem para lá a partir da década de 20, iniciando a destruição deste paraíso na Terra.
Sendo assim, as pessoas passaram a morrer mais cedo de umas décadas para cá, com apenas 70 ou 80 anos em média. Hoje em dia, são bem poucas as famílias que ainda mantêm a tradição original de longevidade que marcou o povo de Hunza durante sua história, infelizmente. Será que as mudanças são sempre boas? As escolhas nos definem, acredito nisto, porque será que os mais jovens quiseram modernizar alguma hábitos e costumes, mudar enfim… sendo que perceberam com o tempo que elas afetaram o ciclo de vida na sua comunidade? Esta reportagem me trouxe muitas reflexões.