EROTICA È A ALMA. 

Adélia Prado certa vez escreveu: 

“Erótica é an alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. Gosto deste olhar, me representa muitooooo!!! 

Dá um certo alívio! E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras que se descortinam um olhar de súplica?

“Erótica é a alma” que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.

“Erótica é a alma” que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; “erótica é a alma” que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

“Erótica é a alma” que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer faz parte da vida. Penso que é bem melhor do que a outra opção. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que an alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos, se você permitir.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.

Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à auto estima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar até plástica íntima andam fazendo!
Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Vivemos an era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”

Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade.

E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.

O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria rejuvenesce mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…

Obs:Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões

Com vocês:

Todos vamos envelhecer….

Querendo ou não, iremos todos envelhecer.

As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.

A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.

A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora.

É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior.

E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.

Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.

Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios.

Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Aprenda: bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Texto retirado do livro: Poesia Reunida, 1991.

VISITANDO PARIS 🇫🇷 JANEIRO/25

Place de la République 

Logo pela manhã, (24/1/25) apesar do frio, chuva e vento… segui de metro para a charmosa Place de la République, que é uma das praças mais icônicas e movimentadas da capital francesa e logo sou recebida por imponentes monumentos e as estátuas que adornam a praça. 

Localizada no coração da vibrante cidade de Paris, a Place de la République é uma das praças mais icônicas e movimentadas da capital francesa. A atmosfera desta Place é verdadeiramente única, combinando a agitação da vida urbana com a serenidade dos espaços ao ar livre. Logo percebo a beleza da arquitetura que está por toda sua volta e admiro calmamente. 

Os arredores da Place de la République estão repletos de restaurantes, cafés e lojas charmosas que refletem a riqueza da culinária francesa e da moda parisiense. Tudo me parece tão parisiense e dá uma vontade de sentar numa mesinha de um restaurante e ficar ali tomando um café curtindo tudo por um bom tempo. Podemos assim também desfrutar de uma autêntica experiência gastronômica em um dos diversos restaurantes desta região, experimentando as delícias locais e internacionais.

Curiosidade: 

A Place de la République possui uma rica história que remonta ao século XIX, quando foi originalmente construída como um símbolo da democracia e liberdade da República Francesa. 

Ao longo dos anos, a praça tem sido palco de importantes eventos políticos e sociais, tornando-se um local emblemático para protestos, celebrações e encontros públicos. 

Seus belos monumentos e estátuas homenageiam figuras históricas e ideais que moldaram a identidade da França. As estátuas que a rodeiam representam importantes virtudes como liberdade, igualdade e fraternidade, valores fundamentais da República Francesa. Gosto de vir passear aqui. 

Pertinho dali caminhando, conheci o charmoso Canal Saint Martin, de Paris e toda a sua região no entorno, uma das zonas de lazer mais agradáveis na capital da França. O lugar é muito bonito, possuindo uma extensão de 4,5 km com várias pontes e ao longo de seu percurso há inúmeros bistrôs, bares e cafés, que deixam o cenário do Canal de Saint Martin com a cara mágica e bem romântica de Paris.

O Canal fica situado no 10th arrondissement em Paris é um dos atrativos preferidos dos parisienses na época da primavera e do verão, seja para relaxar, passear ou curtir o sol. Muitas famílias e amigos desfrutam do espaço às margens do canal também para conversar e fazer piqueniques. 

Fui almoçar às suas margens deste Canal, no Gros Bao onde a decoração tem inspiração de Hong Kong, e que tem apresentado a cozinha de Xangai, onde eu podia me deliciar com os grandes pratos clássicos da cozinha chinesa e/ ou com os pratos para partilhar. São deliciosos e bem servidos. Preço justo tem um bom atendimento e com uma vista linda para o Canal Saint Martin do andar superior. Super recomendo!

Catedral de Notre-Dame 

Hoje a tarde (24/1/25) cheguei na Île de la Cité, foi dia de rever a Catedral de Notre-Dame que tinha sido devastada pelo incêndio em 2019, e foi reaberta recente em dezembro de 2024, após 5 anos de obras minuciosas de restauração. Foi um novo amanhecer para este Patrimônio Mundial da UNESCO. Notre-Dame é um dos principais símbolos de Paris e uma das catedrais mais famosas do mundo. 

Seus sinos voltaram a soar. Antes da sua entrada tinha uma fila gigantesca, desorganizado… neste dia frio, chuvoso e de muito vento… mas eu não desisti, queria muito ver. Contemplei a sua fachada icônica, as famosas gárgulas no topo do templo e suas duas torres de 69 metros. Que imponente! 

Fato que a fila andava rápido, foi animador… e logo entramos na Catedral. 

Da fila, eu estava emocionada por estar tão perto de voltar a ver um dos meus monumentos preferidos em Paris… e sobretudo de voltar a pisar na catedral… Ainda tive a graça de presenciar ao vivo, uma missa que acontecia naquele momento. Gratidão! 

Tinha missa… e nós que estávamos turistando respeitosamente seguimos em silêncio, fomos circulando por ela admirando tudo lá dentro. O interior da catedral, sem séculos de poeira, está novamente iluminado e reluzente. Está belíssima, perfeita!!! 

Me encantou caminhar por entre suas 

suas gigantescas colunas, as rosáceas, as abóbadas de nervuras, os arcobotantes… admirar o órgão principal, seus vitrais deslumbrantes e apreciar as gárgulas de pedra esculpida. Tudo é maravilhoso! 

Orar, agradecer e visualizar muitas das capelas no seu entorno, eu fiz…percebendo que mudaram algumas, (todos com informações detalhadas) e em algum destes locais contam um pouco sobre o incêndio e suas marcas pontuais. 

Curiosidade: 

Reconstrução da Catedral (1163 e 1245 com mais de 860 anos). Projeto de restauração custou 700 milhões de euros, o equivalente a R$ 4,5 bilhões, e envolveu 2 mil pessoas especializadas nas mais diferentes técnicas de construção e preservação (onde reproduziram fielmente todos os detalhes da construção medieval, de estilo gótico). 

O dinheiro veio do mundo todo, incluindo o Brasil e de bilionários franceses do setor de luxo, como François Henri Pinault e a família Arnault.

Envolveu na sua reconstrução uma constelação de talentos: arquitetos, engenheiros, carpinteiros, artesãos, vidraceiros – 2 mil pessoas ao todo, especializadas nas mais diferentes técnicas de construção e preservação. Um esforço monumental, que começou no dia seguinte ao incêndio que devastou a catedral, cinco anos atrás.

Dedicada à Virgem Maria, a Catedral de Notre Dame é uma das catedrais góticas mais antigas do mundo. Suas torres oferecem uma vista incrível de toda Paris.

Le Marais 

No final da tarde voltando da Île de la Cité, do passeio na Catedral, segui rumo a Le Marais… onde passei pelo Hôtel de Ville, (onde funciona a Prefeitura de Paris); pela Praça da Torre Saint-Jacques, na elegante Rue de Rivoli… e aproveitei para caminhar sem rumo e sem pressa em meio às charmosas e animadas ruas do Marais.

Gosto muito deste bairro. Sempre venho aqui. Parei e tomamos um chocolate quente que estava divino, acompanhado por um croissant de chocolate, pra descansar um pouco antes de retornar para casa. Sempre tive vontade de parar nas pequenas mesas típicas de Paris, e curtir calmamente o local sem neuras or stress… tenho conseguido fazer isto muitas vezes atualmente. 

É o lugar perfeito para passar horas bem ocupadas neste bairro, ou até duas rsrsr fazendo umas comprinhas. Não falta o que fazer neste bairro. Adoro a loja da Uniqlo conceitual, que tem neste bairro. Eu sempre venho fazer umas comprinhas por aqui rsrsrs. 

A região do Marais engloba parte do 3º e 4º arrondissements, uma área repleta de pontos turísticos, lojas, restaurantes, ruas charmosas, parques e museus, entre eles fica bem pertinho o famoso Pompidou e o Museu Picasso. 

ESTOU ENVELHECENDO, E AGORA?

Texto do meu amigo Mauro Wainstock, leiam:

Ainda bem que estou envelhecendo. Em 2024 fiquei um ano mais velho e isto também aconteceu desde o meu nascimento, meses antes do Homem pisar na lua.

Cresci utilizando o telefone fixo com disco e a máquina de escrever manual. Era uma época analógica e com mapas da vida previamente formatados: educação, emprego, aposentadoria. O tempo para viver muitas vezes ficava para depois…

Agora pertenço ao universo das siglas: GPS, GPT, IA… Uma realidade programável, algoritmizada e, mesmo assim, imprevisível. O tempo para viver é cada vez mais acelerado.

Estou me adaptando.

Ao me abrir para a curiosidade e o desconhecido, interajo em mundos inovadores, de mudanças repentinas, labirintos instigantes e descobertas inimagináveis.

O desafio daqui para frente é: o que farei?

Ao longo do tempo aprendi que a vida é formada por momentos únicos e ao vivo. Ocasiões maravilhosas e outras nem tanto.

Entendi que o significado de viver é justamente a soma destes acontecimentos. E que a felicidade diária é resultado da postura que temos diante destes fatos.

Busco propósitos estimulantes. Não quero apenas fazer; preciso transformar. Não quero apenas participar, preciso impactar. Não quero apenas planejar; preciso que as coisas aconteçam. Não quero apenas produzir, preciso deixar um legado.

Estou envelhecendo.

Quero mais conexões genuínas, reais e agregadoras.

Sinto falta dos amigos da infância, com quem eu me divertia durante as peladas nas ruas esburacadas.

Quero menos avatares, mais espontaneidade e muito mais emoção.

Não vejo graça em competir com games quase reais que vibram artificialmente através de emojis repetitivos.

Preciso de menos fakes e mais verdades.
• De menos teclado e mais conversas inspiradoras.
• De menos abreviações e mais interrogações.

Estou envelhecendo

Tenho mergulhado em autoconhecimento, participado de experiências memoráveis e me aventurado em roteiros improvisados, tentando me desafiar o tempo todo.
• Sou proativo: assumo a responsabilidade pelas minhas ações.
• Sou ambidestro: vivo intensamente o hoje e, ao mesmo tempo, crio meus futuros.
• Sou ambicioso: o meu “eu” de amanhã precisa ser melhor do que o de ontem.
• Sou utópico: almejo a inteligência de uma sociedade mais humanizada e positiva.
• Busco um cotidiano mais gratificante e sustentável.
• Mais inclusivo e menos superficial.
• Menos midiático e mais sincero.

Estou envelhecendo

Ganhei maturidade e experiência, equilíbrio e resiliência.
• Entendi que não tenho o controle de tudo.
• E que não devo julgar e nem comentar sobre os outros.
• Prefiro agir para que meus sonhos sejam concretizados.
• Quero vivenciar e curtir as minhas próprias histórias.

Estou envelhecendo

Aprendi que vivo aprendendo a viver.

E que a minha principal certeza é que quero continuar envelhecendo.

Com tempo, saúde, sorrisos, amizades e sabedoria.

Bora ser feliz em 2025, que será um ano inesquecível.

GORGONZOLA

“Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo”, só ouço isto.
No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora.
E as amigas falam “estamos envelhecendo” como quem diz “estamos apodrecendo”.
Não estou achando envelhecer esse horror todo.
Até agora.
Mas a pressão é grande.
Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.
O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta.
Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, é caro …. e é podre.
É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa.
É um queijo podre de chique.
Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria.
O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo que devo ser desvalorizada.
Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola.
Estou me tornando uma iguaria.
Com vinho tinto, sou deliciosa.
Aos 50, fui uma mulher para paladares variados, aos 70 sou uma mulher para paladares sofisticados.
Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso.
Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

CAFÉ GOURMAND… EM PARIS, CONHECEM?

A encantadora sobremesa francesa… café gourmand

Uma curiosidade saborosa que eu conheci aqui na França, apresentada pelo meu genro… o “café gourmand”, é o que eu sempre peço.

Acredito que acaba acalentando o coração dos que, assim como eu, acabam indecisos (com tantas gostosuras) na hora de escolher o que pedir após uma refeição.

Um item interessante é que não há um padrão a ser seguido para todos os restaurantes – cada restaurante terá sua própria definição sobre o que acompanhará o café ou chá e, nesse ponto há apenas o padrão da casa que dificilmente muda.

Posso perguntar ao atendente o que compõe o café gourmand da casa e ele lhe explicará quais seriam as pétit pâtisserie ou dessert (pequenas sobremesas), que virá no seu pedido, pois no cardápio, normalmente não vem detalhado a composição da sobremesa, apenas vem escrito café ou thé gourmand. Muitas vezes serão servidas com mini versões das sobremesas do restaurante com café ou chá.

Quando entregarem o seu café ou chá, virá acompanhado com 4 mini sobremesas – a quantidade varia entre 3 e 5. Dentre essas mini sobremesas temos: tiramisù, crème brûllée (um clássico), sorvete, crepe, gaufre (waffle), brownie, foundant au chocolate (um bolinho mais cremoso, conhecemos como petit gateau no Brasil), canelle (um bolo pequeno e com uma massa mais dura, parece um pudim de pão), profiterole (tipo a Carolina que temos no Brasil e são recheadas com doce de leite, aqui usam sorvete ou creme), mini tortas, enfim, são coisinhas apaixonantes e deliciosas.

Preço:

Não acho os valores altos. Os preços de um café ou thé gourmand, variam de € 4,50 a € 7,00 (de quatro e cinquenta a sete euros). Vale a pena experimentar… e compartilhar (se achar muito, rsrsrs).

História:

Sobre o “nascimento” do café gourmand e nem mesmo os restaurantes sabem dizer muitos detalhes, mas os textos que encontrei, remetem seu surgimento em meados dos anos 50, na cidade de Paris com a ideia de “suprir, concorrer ou ganhar” o público em relação ao famoso “chá da tarde inglês”. E, por aqui há duas versões da sobremesa, as mais comuns se assim posso dizer são: o café e o thé gourmand (café ou chá gourmand).

A tradução da palavra gourmand nada mais é do que guloso.

PEQUENAS E GRANDES TENTATIVAS PARA O FINAL DE ANO 💫

Entramos em contagem regressiva. Faltam dois dias para terminar o ano. 

É tempo de balanço.Tempo de pensar nos projetos que deram certo. Naqueles que colocamos de lado, em banho maria. E nos que não sairam como planejamos. Mãos a obra 💪🏻

É tempo de (tentar) aceitar as perdas. E acolher os lutos. Pequenos ou grandes. Aqueles que ainda estamos passando e os que já estão resolvidos dentro de nós. Há lutos que levamos pendurados e precisam de um ponto final. Tudo tem o seu tempo, inclusive o luto. É preciso respeitar os tempos de cada pessoa, mas também é importante cuidar para não se perder no luto. Tudo passa! O tempo não volta, por mais que reverenciemos ficam apenas as boas lembranças. É preciso seguir em frente, por mais desafiador que possa parecer… aprender novas coisas, reinventar-se! E nos tornamos pessoas bem mais fortes e melhores, cheio de redescobertas boas. 

É tempo de fazer projetos. Projetos de curto prazo. Projetos de um ano ou mais. Ou projetos que mudem radicalmente a vida. Esses próximos dias são um bom momento para sonhar e planejar projetos de todos os tipos. Aqueles que estão no campo da utopia e aqueles que podem ser construídos pouco a pouco. Redefinir metas e definir propósitos! 

Nestes últimos dias do ano também gosto de estar em casa. De abrir gavetas, separar para doar roupas que não quero usar mais… e de ver fotos antigas e (re)descobrir o que tenho guardado. É tempo de avaliar o que está na hora de trocar ou jogar fora. Mudar algumas fotos de lugar, atualizar os meus porta retratos… Renovando tudo e melhorando a decoração geral dos ambientes da minha casa. Fazer a energia fluir melhor! 

Um desses dois dias reservo um tempo para mexer nas plantas, colocar terra nova, adubar, podar, regar e colher alguns frutos. 

Reservo tempo também para (re) encontrar as amigas. Tanto presencial como virtual. Para tomar café, contar histórias e sonhar juntas, apesar dos desafios do mundo do cuidado. É bom esquecer da hora enquanto conversamos e damos risada, mesmo que algumas delas vivam em diferentes locais do país.

E há uma noite para assistir um novo filme no cinema ainda em 2024…. ou maratonar em casa numa série na Netflix, com direito a pipoca, como um ritual. Algumas vezes com os netos pertinho. 

Em tempos de final do ano também é essencial ter momentos para não fazer nada. Eu já comecei… 

E você, já decidiu o que vai fazer por você neste final de ano? 

By Cosette Castro acrescentando comentários Bia Perez 

9 PASSOS PARA MANTER O CELEBRO ATIVO.

Gostei muito deste artigo de Júlia Pazzini, leiam:

Maturidade cerebral: nove passos para uma mente lúcida e ativa – Júlia Pazzini

Manter o cérebro ativo e saudável na maturidade é fundamental para preservar a cognição, a memória e a qualidade de vida.

À medida que envelhecemos, é natural que ocorram algumas mudanças no funcionamento cerebral, mas existem estratégias que podem ser adotadas para promover a saúde cerebral e manter a mente ágil e alerta:

1 – Exercícios físicos regulares.
2 – Alimentação saudável.
3 – Estimulação do cérebro com atividades cognitivas diferentes.
4 – Socialização.
5 – Sono de qualidade.
6 – Gerenciamento do estresse.
7 – Check-ups regulares.
8 – Aprendizado de coisas novas e desafiadoras.
9 – Redução de hábitos prejudiciais.

Como você tem cuidado do seu 🧠?

Acha importante cuidar do ser integral: corpo, mente, espírito?

São dicas da professora Dra. Thais Bento Lima da Silva , que aconteceu através do projeto Trabalho 60 + , então achei importante compartilhar esses pontos.

Como a Thais disse: “pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer uma grande diferença na saúde cerebral a longo prazo”. Comece o quanto antes.

Então…..conte aqui como você mantém seu cérebro ativo e saudável, divida com a gente suas dicas.

UM POUCO DE LONDRES: TOWER BRIDGE, TOWER OF LONDON E BOROUGHT MARKET

Hoje fui passear em Londres, logo de manhã, estava um dia lindo. Onde fui?

Tower Bridge

A Tower Bridge é um dos cartões postais da Inglaterra, sendo um dos locais mais indispensáveis para conhecer no Reino Unido.

A Tower Bridge é uma ponte levadiça e suspensa que foi construída entre 1886 e 1894. Embora seja uma ponte funcional, é também uma atração turística que atrai mais de 500.000 visitantes a cada ano graças a sua arquitetura neogótica, bem como sua localização sobre o rio Tâmisa.

Há muito para ver dentro da Tower Bridge. Desde 1982, quando as passarelas reabriram após quase 72 anos de fechamento, encontram-se aqui uma série de exposições (que celebra toda a sua história); as passarelas de vidro no nível mais alto que ligam as duas torres (com as vistas mais icônicas de Londres) e as famosas Salas das Máquinas (mostrando as pessoas que trabalharam nos bastidores), tudo isto como parte da Exposição da Ponte da Torre.

Eu adoro passear por ela, atravessando e contemplando sua beleza e a vista durante toda a travessia…

Antes de chegar à “Torre de Londres”, ou mesmo depois do passeio pela fortaleza, é possível visitá-la caminhando, já que os dois pontos turísticos ficam bem pertinho um do outro.

Tower of London – A Torre de Londres

A Torre de Londres é um ponto turístico bastante visitado na maior cidade do Reino Unido, e é sempre um das primeiras referências que as pessoas lembram quando pensam na terra do rei – além, claro, de outros lugares igualmente icônicos, como o Big Ben, o Buckingham Palacee a London Eye.

O que poucos comentam é sobre o passado “sombrio” da torre, e sobre qual era sua função antigamente.

A Torre de Londres é um dos pontos turísticos mais legais e interessantes para visitar na Inglaterra, eu super recomendo.

História da Torre de Londres

Prisão e torturas

Na época do feudalismo, em 1066, foi construída uma fortaleza e um castelo para abrigar os monarcas às margens norte do rio Tâmisa. Ao longo dos séculos seguintes, diversas torres foram sendo construídas, a comando de reis ingleses nos terrenos de dentro da fortaleza.

Entre elas, a White Tower, ou Torre de Londres, construída a comando de Guilherme I, em 1078. Por 900 anos o castelo foi símbolo de prepotência, violência e abuso por parte do reinado dos monarcas em questão.

O castelo era utilizado como prisão, lugar de tortura e local onde muitas mortes aconteceram. Se naquela época alguém fosse preso na Tower of London, por desacato à família real ou por algum outro tipo de crime, muito raramente essa pessoa voltaria a ver a luz do dia.

Durante o passar do tempo já foi Zoológico (foi o primeiro zoológico oficial da cidade, criado por volta do século XIII); Casa da Moeda (Em 1800, a torre começou a ser usada como Casa da Moeda e, pouco tempo depois, passou por uma reforma que deixou para trás alguns grandes traços da arquitetura pós medieval); Durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial, o local voltou a ser uma prisão. Foi cenário de algumas crueldades como tortura e assassinato de espiões.

Patrimônio Cultural da UNESCO

Atualmente, apesar do passado com uma carga obscura, a Torre de Londres é considerada patrimônio cultural pela UNESCO.

Ao invés de ser utilizada como residência real é abrigo e exposição para uma coleção de valor (tanto financeiro quanto histórico) inestimável das jóias da coroa inglesa.

São muitas peças incrustadas de diamantes, ouro e as mais finas pedras preciosas.

Muitas armaduras de séculos passados podem ser vistos em exposição também.

Um passeio bem interessante que eu já fiz e indico para você fazer.

Como chegar na Torre de Londres

O endereço da Torre de Londres é EC3N 4AB, entre Finsburry e Whitechapel. Mais especificamente em City of London. A forma mais fácil de chegar até lá é de metrô. A estação Tower Hill inclusive fica bem perto do ponto turístico e você pode chegar até ela pela linha Circle e District Line.

Como é a Torre

Restaurada no século XIX, A Torre de Londres exibe diversas características medievais. É uma grande fortaleza que circunda uma vasta área com diversas torres, construídas por diferentes monarcas no decorrer de seus reinados.

Para visitar a Torre de Londres, o mais interessante é fazer um passeio guiado. Este pode ser em inglês, com os próprios guias, ou você pode optar pela escuta traduzida, com fones especiais.

Se você arranhar no inglês, já vale a pena tentar entender o guia no idioma original, pois eles fazem algumas encenações e interagem com os visitantes em certos pontos dos passeios.

São muitos lugares, detalhes históricos e particularidades na arquitetura que facilmente fazem você gastar cerca de seis horas lá dentro.

White tower

A torre principal e primeira a ser construída, são quatro andares de pura história.

Exposição Fit for a King

Com armaduras reais usadas pelos reis e guardiões do passado. Esta exposição já acontece há 300 anos, imagine a idade das peças lá expostas. Por lá, estão as armadura dos séculos XVI e XVII usadas por Henrique VIII, Charles I, Príncipe Henry Stuart e James II.

Coleção de Joias da coroa

Essa é imperdível! As peças são principalmente ligadas às cerimônias religiosas de coroação dos monarcas. E melhor, algumas das joias expostas foram usadas em grandes eventos, pela rainha da Inglaterra, Elizabeth II. 

Outros locais interessantes da Torre de Londres

• O local onde os Royal Beasts eram mantidos;

• O local das execuções que aconteceram no passado: Sim, é possível visitá-lo, inclusive agora existe um memorial dedicado às vítimas que foram decapitadas na torre, que incluem até mesmo a Ana Bolena, figura histórica da monarquia inglesa e segunda esposa de Henrique VIII, assassinada a mando do próprio marido por uma suposta traição com o irmão dela. Ou seja, ela foi acusada de traição e incesto;

• Os corvos de estimação da torre;

• A Capela de São Pedro, construída em 1520.

Algumas dicas: melhor ir com uma roupa e sapatos confortáveis, pois a andança é grande. Caso você queira ver só pontos específicos, como as joias da coroa e a White Tower, é possível também, mas o mais legal é que você veja tudo. Apesar de ser um pouco cansativo, o passeio que vale a pena e o ingresso não é dos mais baratos, então aproveite as oportunidades e veja todos os cantos e detalhes da torre.

Curiosidades sobre a Torre de Londres

1. Capela de São Pedro: A capela é linda, a arquitetura é super interessante e ela ainda funciona para missas, mas o que nem todos sabem é há restos mortais de pessoas decapitadas na Torre de Londres, no passado, ainda na capela.

2. Guardas: Os guardas da Torre são chamados oficialmente de Yaeomen Warders, ou “beefeaters” (comedores de carne, em livre tradução). Apesar do apelido estranho, uma das explicações é de que, em período de guerras e racionamento de comida, esses guardas recebiam uma maior quantidade de carne, já que eram importantes para a segurança do local.

3. Roubo: Em 2012, alguém conseguiu furtar a chave que dava acesso ao interior da torre, local que turistas não podem entrar. A pessoa nunca foi pega e o acesso foi trocado para que ninguém além da segurança pudesse entrar no local.

4. Moradores: existem, em média, 150 pessoas que moram na Torre de Londres. Mas não se preocupe, elas não estão aprisionadas. São pessoas que trabalham lá e fazem o serviço de manutenção, limpeza e segurança do lugar.

5. Sete corvos são mantidos dentro da Torre de Londres, têm nome e um criado cada um. O motivo? Conta a lenda que eles foram atraídos até ali pelo mau cheiro dos cadáveres. Carlos II, rei da Inglaterra no século XVII, queria que fossem mortos, mas ouviu que, se os corvos fossem mortos, a torre seria destruída e ele perderia o reinado. Então ordenou que os animais fossem mantidos no castelo, e até hoje sete são preservados por lá. Meio bizarra, não é mesmo?

Ingressos para a Torre de Londres

Esse passeio não é um dos pontos turísticos mais baratos em Londres. Ele custa aproximadamente 24 libras para os adultos, 10 libras para menores de 16 anos, 20 libras para idosos e para crianças com menos de 5 anos a entrada é gratuita. Mas uma coisa é certa, vale cada centavo.

Não deixe de ir! Você pode comprar os ingressos pelo site oficial da Tower of London.

Uma boa dica também é o London Pass, que funciona como um ticket online. Você paga determinado valor e tem acesso a vários pontos turísticos e passeios em Londres, incluindo a Torre de Londres.

Vale a pena caso você queira visitar muitos lugares e economizar uma grana. Você ainda tem a opção de escolher por quantos dias o London Pass vai funcionar, de acordo com o tamanho de sua viagem.

No verão o local fica aberto de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingo e segundas das 10h às 17h30.

Já durante inverno (novembro a fevereiro) a torre funciona de terça a sábado das 9h às 16h30. 

Borough Market

O Borough Market é um dos lugares mais deliciosos de Londres, e outra opção super próxima da Torre de Londres.

Vale a pena seguir direto até ele, após o dia explorando a região, para dar um jeito na fome que com certeza já vai ter aparecido. Por lá você vai encontrar frutas deliciosas, lanches de qualquer canto do mundo, além de restaurantes diversos.

Fonte: Torre de Londres: O que você precisa saber para visitar

CHAPÉU DE FLOR

Só mesmo o talento e a sensibilidade à flor da pele desse escritora Erma Bombeck, para produzir essa “jóia da literatura”. Me representou muito:

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha.

Aos 8 anos: Ela olha pra si e vê Cinderela.

Aos 15 anos: Ela olha pra si mesma, vê uma bruxa e diz: ‘Mãe, eu não posso ir pra escola deste jeito!’

Aos 20 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair, mas vai sofrendo.

Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar; então vai sair assim mesmo.

Aos 40 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa, e sai mesmo assim.

Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender.

Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.

Aos 70 anos: Ela olha pra si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades. Sai para o mundo e aproveita a vida.

Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar.

Põe simplesmente um chapéu de flor e vai se divertir com o mundo.

Talvez devêssemos pôr aquele chapéu de flor mais cedo!

Um olhar poético e encantador sobre nós mulheres.

Fonte: De 1965 a 1996, Erma Bombeck escreveu mais de 4 000 colunas de jornal narrando a vida comum de uma dona de casa suburbana do meio-oeste, com ampla e, por vezes, eloquente humor. Na década de 1970, suas colunas foram lidas, duas vezes por semana, por 30 milhões de leitores de 900 jornais dos Estados Unidos e Canadá.