Mário Quintana fez uma observação linda, com olhar poético sobre um simples laço… relacionando com o abraço. Leiam:
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando… devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Que nossas vidas e o Ano de 2020 sejam repletos de lindos laços.
Feliz 2020 🥂para você e toda a sua família! Um ano com muita positividade e alegria… comece mais um ano com um lindo sorriso no rosto e uma atitude motivada… cheia de amor e abraços 🤗 Feliz 2020 💫
Família é tudo de bom na nossa vida… cheia de imperfeições e contradições, sempre nos trazem grandes reflexões e aprendizagens. Dão alegrias e tristezas… estão sempre em movimento e tem muita ação. Cresce…. cresce… parece que não para de crescer nunca. Vida e morte se conversam.. Risos e choros se confrontam… E seguem misturando amor, ódio… amor, amor….e mais amor. Eu gosto muito deste trecho do livro… (#FranciscoAzevedo) “O Arroz de Palma”, que fala sobre #família… “Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema…
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível.
Às vezes, dá até vontade de desistir…
Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem!
Tudo ilusão!
Família é afinidade, é à Moda da Casa.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
Muita coisa se perde na lembrança.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!
Família:
Feliz quem tem e sabe curtir, aproveitar e valorizar…”
Família é projeto de Deus!
Então…
Amem-se,
Perdoem -se,
Aceitem-se,
Tolerem-se
e vivam como se hoje fosse o último dia que vocês vão estar com a sua família.
Sempre penso que temos que fazer tudo o que nos dá prazercom responsabilidade… para ser mais feliz. Não dá pra ter uma vida morna… sem graça. Penso exatamente como #PabloNeruda…
“#Morrelentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos “is”, em vez de um remoinho de emoções.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.
Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.
Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade.”
Por isso é melhor acordar logo e viver a vida com olhar positivo e tentar entender sobre o que precisava aprender com isto ou aquilo. Eu já faço isto… e você?
O professor, -#BertHellinger, pra quem não sabe, faleceu no dia 19/9/19. O alemão que já foi padre, deixou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Tinha 93 anos, era conhecido mundialmente pela criação do método terapêutico “#ConstelaçãoFamiliar”. Ele deixou esse texto maravilhoso abaixo. Dá pra refletir bastante cada uma delas:
“A #vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acorda-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então torna-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e busca-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.
Eu como #sexagenária tenho visto muita coisa boa pra nossa nova geração. Tenho participado de muitos movimentos que acontecem em São Paulo, onde promovem uma convivência interessante e aprendemos muitas coisas novas e compartilhamos experiências. Estou me atualizando principalmente nas questões das inovações tecnologias. Quem quer vai ter uma agenda cheia… Vou falar um pouco sobre algumas delas, da qual tenho participado de muitos de seus eventos e adianto que são super interessantes e enriquecedores.
Assim como a infância foi inventada no século XVIII e a adolescência no pós-guerra, me parece que agora estamos pela primeira vez transformando a forma de #envelhecer. A #longevidade e as perspectivas de futuro para o que se intitula como “new old generation” foi um dos temas mais discutidos em todos os eventos de inovação e comportamento deste ano de 2019.
Os números são claros: até 2030 a população do planeta com mais de 60 anos será de aproximadamente 650 milhões de pessoas segundo dados da #Euromonitor. Pela primeira vez na história da humanidade, a pirâmide etária vai ganhar uma nova configuração, onde pessoas com mais idade passarão a ser a maioria, impactando diretamente os drivers de consumo.
Nos últimos anos começaram a surgir diversos conteúdos – seja por áudio, vídeo ou texto – sobre esses novos conceitos de #envelhecimento, para fazer com que entendamos as perspectivas e campos de inovação a fim de criarmos um mundo melhor e mais apto para #envelhecer.
Daí surgem iniciativas como a de aplicativos de relacionamento focados neste público, tecnologias adaptáveis à limitação visual e sonora ou a indústria dos cosméticos que vem decretando o fim do “#anti-aging” para a era do “beauty ageless”.
Sabemos que a expectativa de vida em 2016 aumentou subindo para 75,8 anos. Uma #novageração está sendo (re) inventada, já não são como os velhos de antigamente.
Além de buscar aumento em sua rede de convivência, se relacionarem mais, querem também continuar ativos no mercado. Eles continuam consumindo de forma cada vez mais ativa ¼ dos brasileiros com mais de #60anos já estão conectados, segundo dados do IBGE. Na Black Friday de 2018 os consumidores com mais de cinquenta e cinco anos compraram 1,4 vezes mais celulares que a faixa entre 18 e 54 anos juntas. Este ano aumentou.
Muitas coisas interessantes estão acontecendo e provocam que quer e precisa sair do sofá. Um #novovelho está aparecendo.
A #MaturiJobs é uma plataforma pioneira no Brasil, que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking, com o objetivo de conectar pessoas maduras e experientes em busca de atividade e ocupação entre si e com empresas. https://www.maturijobs.com/
O grupo de #Trabalho60mais, reúne diferentes competências e experiências para elaboração e execução de projetos com métodos colaborativos que fortaleçam a união, gerando prosperidade, acolhendo, desenvolvendo e apoiando o protagonismo sênior (promovem eventos em São Paulo). O grupo se reúne semanalmente no Núcleo Integrado de Saberes, na rua Capitão Cavalcanti, na Vila Mariana e outros locais da cidade.
O #Lab60 é um movimento para redefinir a #Longevidade. Querem ressignificar a forma como encaremos a #Longevidade hoje, despertar um olhar propositivo, colaborativo e positivo para o desafios que encontramos quando falamos da presença dos seniores na sociedade. Acreditam que a Longevidade é um ativo e temos muitas oportunidades para criar juntos:
Mudar os paradigmas de como as pessoas lidam com a longevidade em todos os momentos da vida.
Ressignificar a participação dos seniores na sociedade contemporânea. Conectar pessoas e organizações para potencializar resultados do trabalho intergeracional. https://www.lab60.me/
Surgiu as #avósdarazão, onde tiveram a ideia de fazer um programa em forma de bate papo, abordando esses temas”. O canal, que já está no YouTube há mais de um ano conta com mais de sete mil subscribers, nasceu assim, sem querer ser levado muito a sério, de forma despretensiosa, leve e bem-humorada.
Da esquerda para a direita: Helena, 91, Sônia, 81 e Gilda, 77 do canal Avós da Razão.
A Sônia diz que “o objetivo do programa é dar voz ao velho, fazer com que ele se aceite e seja aceito pelas pessoas, que ele tenha bom humor e que encare a velhice não como um peso, mas como uma libertação”. Gilda ainda acrescenta que “um dos objetivos é tirar as pessoas da zona de conforto, a gente quer que as pessoas queiram coisas, olhem pra frente com otimismo. Eu tenho amigas que com o passar dos anos seguiram os conselhos dos filhos e pararam de dirigir, aí começam a ficar dependentes dos outros e nós não achamos isso correto”. A Helena me fez uma colocação muito importante: “velho hoje é politicamente incorreto, o velho não escuta direito, você fala uma coisa e responde outra, é essa ideia que queremos acabar com o #Avós da Razão, velho não é bobo” e termina com bom humor “agora, quem é burro é burro a vida inteira”.
Sobre qual é o ponto positivo de envelhecer e a Sônia me fala que “você fica muito mais liberada para fazer o que quer, até para dizer o que quer, a sua vida fica muito mais descompromissada, se você tiver bom humor, logicamente”. Segundo a Gilda “o ponto positivo de envelhecer é envelhecer, porque a outra opção não dá né?! E a gente quer tá vivo”. Vale a pena conhecê-las. https://youtu.be/XGKrMc1yPe8
Temos outras pessoas despontando como “#influenciadoresdigitais” na #maturidade. Começaram de uma maneira informal, se expressarem de forma única e despojada e estão fazendo sucesso ja. São elas: #DomingoAçucarado – #it_avo – #patidamauad – #romacielestilo – #oterceiroato.
Sobre produtos e serviços…
O conceito de #ageism (não são a reprodução de um padrão social de beleza e estética vividos até agora) combate esse tipo de ideia. É claro que existem uma série de inovações voltadas ao público maduro com o objetivo de incluí-los cada vez mais na sociedade contemporânea tecnológica, mas existe uma linha tênue do que é inclusão e do que é opressão.
A indústria da “moda” vem buscando muitas alternativas para falar com esse público, como a inserção de roupas para quem tem artrite ou algum tipo de limitação motora, por exemplo. A “#startupPapa” conecta jovens a idosos que precisam de pessoas para ajudar em algumas tarefas domésticas, preparar refeições, acompanhá-los ao banco. Já “#Room2Care” criou uma rede de casas de cuidadores particulares.
O #envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida mudará toda a cadeia de consumo. Existirão “novas formas de habitação – mais coletivas e compartilhadas” -, outras maneiras de se “relacionar” – mais leve e sem tabus -, diferentes formas de existir – com condições sexuais diferentes –, onde o crivo de consumo passa a ser maior em prol do principal item de sua faixa etária: o tempo. Novos tempos… novos velhos…
O meu castelo é de fantasia, construído dentro da #casinha simples do interior. Nele, as paredes não possuem muitos quadros, a cozinha não precisa de muitos apetrechos, os armários não guardam grandes segredos. Mas as janelas são amplas, boas de se perder a vista.
No meu #lar não sei receber visitas ilustres, cheias de etiquetas, de pompas e de mistérios. Este lar é ‘pobre’, porém limpinho. Quem chega descalçando os sapatos é bem vindo. E também são bem vindos aqueles que se deixam invadir sem medo, daquele jeito ingênuo de quem nunca percebeu as segundas intenções do mundo. Aqueles que tratam até os estranhos como ‘de casa’. E eu, se preciso, jogo mais água no feijão para fazer render a amizade e a #boacompanhia.
É que aqui, os sentimentos são antigos, talvez até antiquados, cozidos em panela velha, devem ser resultado de receita de avó. As tarefas da casa são simples, mas há de executa-las com carinho. Qualquer frescura pode ser substituída por uma boa dose de afeto. E no final do dia, uma mão lava a outra. Às vezes as roupas sujas se acumulam num canto da casa, mas a gente perde um tempo e lava tudo aqui dentro mesmo, no dia seguinte fica tudo às claras outra vez. As mágoas vão para o ralo junto com a espuma do sabão de coco.
#Davidaquero o que é #simples mas de #boaqualidade. Quero pessoas que trazem o que podem, mas se compartilham por inteiro e quando se afastam, carregam lembranças bem nutridas e corações satisfeitos.
Eu não tenho tempo à perder… vivo a vida intensamente,com muita alegria… Vivo o agora! Nunca vou ser da turma do “depois” ou “se”… Gostei deste texto que li recentemente, dá uma boa reflexão:
O tempo não pode ser segurado; a vida é uma tarefa a ser feita e que levamos para casa.
Quando vemos já são 18 horas.
Quando vemos já é sexta feira.
Quando vemos já terminou o mês.
Quando vemos já terminou o ano.
Quando vemos já se passaram 50 ou 60 anos!
Bem isso que #MárioQuintana escreveu.
Quando vemos, nos damos conta de ter perdido um amigo.
Quando vemos, o amor de nossa vida parte e nos damos conta de que é tarde para voltar atrás…
Não pare de fazer alguma coisa que te dá prazer por falta de tempo, não pare de ter alguém ao seu lado ou de ter prazer na solidão.
Porque os teus filhos subitamente não serão mais teus e deverá fazer alguma coisa com o tempo que sobrar. Temos tantas coisas pra fazer…
Tenta eliminar o “depois”…
Depois te ligo…
Depois eu faço…
Depois eu falo…
Depois eu mudo…
Penso nisso depois…
Deixamos muitas vezes tudo para depois, como se o depois fosse melhor, porque não entendemos que:
Depois, o café esfria…
Depois, a prioridade muda…
Depois, o encanto se perde…
Depois, o cedo se transforma em tarde…
Depois, a melancolia passa…
Depois, as coisas mudam…
Depois, os filhos crescem…
Depois, a gente envelhece…
Depois, as promessas são esquecidas…
Depois, o dia vira noite…
Depois, a vida acaba…
Não deixe nada para depois porque na espera do depois se pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos , os melhores amores…
Lembre-se que o depois pode ser tarde.
O dia é hoje, não estamos mais na idade em que é permitido postergar.
Talvez tenha tempo para ler e depois compartilhar esta mensagem ou talvez deixar para…”depois”
Não sei quem é o autor, mas achei que tem tudo a ver com o meu momento atual…
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto fui #envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo.
Eu me tornei meu próprio amigo…
Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava.
Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o #envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até às quatro horas e dormir até meio-dia?
Quem irá me tirar o prazer de ficar na cama ou na frente da televisão o tempo que eu quiser?
Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 70 & 80 e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido…
Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros no “jet set”.
Eles também vão #envelhecer.
Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem mesmo ser esquecidas.
Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado.
Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Cresci muito.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril, e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Sou abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus #cabelosgrisalhos e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.
Você se preocupa menos com o que os outros pensam.
Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser #velho.
Eu gosto da pessoa que me tornei.
Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.
E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias.
#Envelhecer, me trouxe sabedoria e leveza na alma.
Quando penso nas memórias de minha vida… no que já aprendi, vivi e revivi… sei bem que fica tudo eternamente guardado dentro de nós, mas basta um gatilho pra fazer disparar todas as lembranças daquilo que nos marcou com significado dentro de nós. Adélia Prado descreve tudo isso neste artigo: leia…
Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.
O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época…
Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.
A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Pra eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.
Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.
Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.