MENINO…

Menino, vem pra dentro, olha o sereno! Vai lavar essa mão. Já escovou os dentes? Toma a benção a seu pai. Já pra cama! Onde aprendeu isso menino? – coisa mais feia. Toma modos. Hoje você fica sem sobremesa. Onde é que você estava? Agora chega, menino, tenha santa paciência. De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? Isso, assim que eu gosto: menino educado, obediente. Está vendo? É só a gente falar. Desce daí, menino! Me prega cada susto…para com isso! Joga isso fora. Uma boa surra dava jeito nisso. Que é que você andou arranjando? Quem te ensinou esses modos? Passe pra dentro. Isso não é gente para ficar andando com você. Avise seu pai que o jantar tá na mesa. Você prometeu, tem de cumprir. Que é que você vai ser quando crescer? Não, chega: você já repetiu duas vezes. Por que você está quieto aí? Alguma coisa está tramando… não anda descalço, já disse! – vai calçar o sapato. Já tomou remédio? Tem de comer tudo, você tá virando um palito. Quantas vezes já te disse para não mexer aqui? Esse barulho, menino! – teu pai tá dormindo. Para com essa correria dentro de casa, vai brincar lá fora. Você vai acabar caindo daí. Pede licença a seu pai primeiro. Isso é maneira de responder à sua irmã? Se não fizer, fica de castigo. Segura o garfo direito. Põe a camisa pra dentro da calça. Fica perguntando, tudo você quer saber! Isso é conversa de gente grande. Depois eu te dou. Depois eu deixo. Depois eu te levo. Depois eu conto. Agora não, depois! Deixa seu pai descansar – ele está cansado, trabalhou o dia todo. Você precisa ser muito bonzinho com ele, meu filho. Ele gosta tanto de você. Tudo que ele faz é para seu bem. Olha aí, vestiu essa roupa agorinha mesmo, já está toda suja. Fez seus deveres? Você vai chegar atrasado. Chora não filhinho, mamãe está aqui com você. Nosso Senhor não vai deixar doer mais. Quando você for grande, você também vai poder. Já disse que não, e não, e não! Ah, é assim? – pois você vai ver só quando seu pai chegar. Não fale de boca cheia. Junta a comida no meio do prato. Por causa disso é preciso gritar? Seja homem. Você ainda é muito pequeno pra saber essas coisas. Mamãe tem muito orgulho de você. Cale essa boca! Você precisa cortar esse cabelo. Sorvete não pode, você tá resfriado. Não sei como você tem coragem de fazer assim com sua mãe. Se você comer agora, depois não janta. Assim você se machuca. Deixa de fita. Um menino desse tamanho, que é que os outros hão de dizer? Você queria que fizessem o mesmo com você? Continua assim que eu te dou umas palmadas. Pensa que a gente tem dinheiro pra jogar fora? Toma juízo menino! Ganhou agora mesmo e já acabou de quebrar. Que é que você vai querer no dia de seus anos? Agora não, depois, tenho mais o que fazer. Não fica triste não, depois mamãe te dá outro. Você teve saudades de mim? Vou contar só mais uma, tá na hora de dormir. Vem que a mamãe te leva pra caminha. Mamãe te ama, viu! Dá um beijo aqui. Dorme com Deus meu filho! Meninos hoje e amanhã, sempre serão assim como Fernando Sabino conta. E sempre será assim… Mãe é mãe… menino é menino!

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7 LIÇÕES DE UMA MULHER DE MAIS DE 100 ANOS PARA VOCÊ PRATICAR EM 2020.

Sempre gostei de conhecer dicas pra envelhecer bem. Geralmente a maioria delas fala sobre bom humor, cuidados com a saúde (bons hábitos alimentação, movimentar-se…) e aprender entre outros. Isto sempre me faz refletir que temos mais tempo de vida hoje, e precisamos usar muito bem. Esta entrevista eu achei bem interessante. Leia:

Dê uma boa olhada na foto abaixo. Somos eu e Eugênia Fischer, avó de uma grande amiga, que, desde que comecei a escrever o Ageless, me dizia: “Você precisa conhecer minha avó”. O retrato foi feito no nosso encontro para um café na última semana (mostrei mais fotos e vídeos com ela no meu Instagram, me siga lá: @silviaruizmanga). #eugeniafischer #silviaruizmanga

Posso dizer que foi uma das entrevistas mais emocionantes que já fiz. Por que? Porque a Eugênia tem nada menos do que 103 anos e é uma das mulheres mais inspiradoras que eu conheci. E depois do nosso papo o significado de Ageless, sem idade, ganhou ainda mais sentido para mim. Eugênia é a prova viva de que idade não é limite para nada. #ageless

Ela nasceu em Buenos Aires e se mudou para o sul do Brasil ainda criança. Como a maior parte das mulheres de sua época, casou cedo, teve três filhos, era dona de casa, nunca precisou trabalhar. Mas diferente também das mulheres do seu tempo, Eugênia não se acomodou com essa vida. Dentro dela havia uma mulher cheia de opinião e com necessidade de independência. Depois dos 50 anos ela achou que era hora de sair da gaiola. A primeira providência foi terminar um casamento que não a fazia feliz. E o começo da fase mais feliz da vida dela foi justamente aí, depois dos 50!

Pratique o otimismo:

A querida dona Eugênia me deu algumas lições de vida que vão me acompanhar em 2020 e para sempre:

“Saber envelhecer é uma arte. Eu sei envelhecer. Eu recebo tudo da maneira que tenho que receber. E mesmo as situações mais difíceis eu consigo superar. Porque eu sou otimista! “

A vida nem sempre foi tranquila, Eugênia perdeu muitas pessoas queridas ao longo da jornada, inclusive uma das filhas recentemente. Mas ela segue com um olhar de otimismo e bom humor impressionantes. “A gente tem que aprender a deixar as coisas passarem, sem nos abater. Tudo melhora. “

Livre-se de relações tóxicas:

Terminar um casamento depois dos 50 anos é sempre muito difícil. O medo de ficar sozinho ou de não ter um companheiro para o fim da vida, por exemplo, pode fazer muita gente manter uma relação mesmo que ela faça mais mal do que bem. “Hoje eu não me casaria jamais. Me separei depois de 28 anos de casada e foi a melhor coisa que eu fiz. Não tive medo de nada, eu queria ser livre e viver”, diz Eugênia.

Não teve medo nem do julgamento social da época? “Naquela época eu nunca soube de ninguém que fosse separada. Não tinha separação. A mulher que se separava era vista como vagabunda. Levava a culpa. O homem não. Mas eu não tive medo de nada.  A gente não pode viver em um casamento infeliz!”

Nunca deixe de estudar:

Você é daquelas que acha que já está velha para aprender? Ou para voltar para a faculdade? Pois a Eugênia fez curso superior aos 50 anos. Estudou Turismo e ainda deu aulas. E há mais de 20 anos ela é aluna da Universidade Aberta da Maturidade da PUC, em São Paulo. Vai religiosamente às aulas, onde é a veterana da turma que virou sua segunda família.

“Eu nunca parei de estudar. Minhas melhores amigas hoje são minhas colegas da faculdade, que é minha segunda casa. ” Acha que está tarde para aprender outro idioma? Eugênia fez intercâmbio nos Estados Unidos aos 80 anos! Você leu direito: aos 80! Foi sozinha para os EUA, se instalou em uma casa de hospedagem para estudantes estrangeiros por três meses. “Um dia o diretor da universidade veio falar comigo. Disse que era melhor eu ir embora porque não poderia se responsabilizar por mim caso algo de errado acontecesse”, diz ela aos risos. “Todos os dias me encontrava e dizia: por favor, se cuide”.

Leia o máximo que puder:

Eugênia me mostra orgulhosa a estante cheia de livros que juntou ao longo da vida. “Eu sempre li muito, sempre foi meu maior prazer. Minha cabeça está bem até hoje muito em função da leitura. Minha maior tristeza hoje é não conseguir mais ler. Há quatro anos minha visão piorou muito já não consigo ler, mesmo com lente de aumento. “

Durma bem, coma direito e movimente o corpo:

“Eu sempre dormi muito. Como não precisava trabalhar, acordava tarde. Dormir bem faz bem. Eu gosto de dizer que vivo tanto porque fui muito bem conservada”, brinca ela. A alimentação equilibrada foi uma preocupação constante na vida de Eugênia. “Eu sou hoje o que fui a vida toda. Não como gorduras, detesto! E também não como doces, jamais. Nem mesmo em festas. Não gosto”. Caminhar muito sempre foi a regra na vida dela. Até hoje vai a pé para a faculdade que fica a alguns quarteirões de sua casa em São Paulo.

Como podemos ver, Eugênia praticou a vida toda o que é recomendado por qualquer médico hoje em dia para quem quer prevenir doenças: dormir bem, se alimentar sem exageros, passar longe do açúcar e fazer atividade física. Estilo de vida é tudo!

Seja vaidosa por você, não pelos outros, e não se “abandone”

Eugênia está sempre arrumadíssima. O cabelo impecável, anel brincos e colares combinando, roupas modernas que em nada lembram a de tantas velhinhas que conhecemos. Não tem vontade de ficar de pijama quando está em casa? “De jeito nenhum! Jamais! Me arrumo para mim, não para os outros. Acho um respeito comigo mesma levantar e cuidar de mim, me arrumar para a vida. ” Segredo de beleza? Nenhum, ela garante que nunca teve neuras com isso. Fez uma plástica no rosto aos 50, passa apenas um creme na cara há anos (diz que tem até esquecido ultimamente), mas tem uma pele impressionante! Ela garante que é culpa do tal otimismo.

Não deixe de se divertir:

Eugênia conta que uma das melhores fases da vida dela foi aos 80 anos. “Foi a época em que eu mais viajei”. Ela ama conhecer novos lugares e viajou pelo mundo, nunca deixou o marasmo tomar conta da vida. Outro programa que ela adora é jogar em cassinos. A festa de 100 anos, aliás, foi em um cassino em Foz do Iguaçu para onde viajou com filhos e netos em 2015. “Graças a deus aqui no Brasil é proibido”, diverte-se Eugênia.

Meus votos para você em 2020 é que você seja tão livre e dono de si quanto a querida Eugênia. Que você pratique o otimismo, cuide de você mesmo, acredite que nunca é tarde para ser feliz. Muito menos para ser Ageless.

Fonte:

https://www.google.com.br/amp/s/ageless.blogosfera.uol.com.br/uol_amp/2018/12/21/sete-licoes-de-uma-mulher-de-mais-de-cem-anos-para-voce-praticar-em-2019/

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/02/28/como-eu-quero-envelhecer/

VELHO PRA QUE MESMO?

A Natura acertou muito em cheio com o comercial do Chronos 60+. Acendeu uma luz sobre um assunto que é bem polêmico no Brasil. E não só entre o púbico 60+.

Sendo mulher e brasileira, é praticamente impossível não ter ouvido essa pergunta pelo menos uma vez: você já não está muito velha pra isso?

E o pior: a pergunta geralmente aparece em momentos de alegria ou leveza em relação a algum fato associado a pessoas de menos idade.

Idades limites para fazer coisas são padrões. Mas quem é capaz de determinar esse tipo de coisa a não ser a gente mesmo?

O comercial da Natura nos lembra disso. E de como esses padrões por vezes são desnecessários.

E teve polêmica rolando no Instagram. Algumas mulheres se queixaram quanto ao uso da palavra “velha”. Veja:

https://youtu.be/PrXBMh6o2ts

Francamente.

Ando muito sem paciência com pessoas preocupadas demais com as palavras que os outros falam. Uma disse que velha era uma palavra ofensiva e sugeriu usar “madura”.

Francamente!

Alguém tem que dizer para essas pessoas que o problema não está em usar a palavra “velha”. O problema é o preconceito contra as pessoas velhas. O problema é considerar a palavra “velha” uma ofensa.

Veja também esse outro comercial mais antigo da Natura, com o mesmo tema. Natura questiona tabus sobre idade em novo comercial.

A marca convidou mulheres de todas as idades a se reconectarem com a sua autoestima, reforçando a ideia de que a beleza se manifesta na escolhas individuais.

Quem define a idade certa para ser você? Velho, só o preconceito”, é com estas palavras que a marca entra na nova fase da campanha #Velhapraisso, foi lançada em outubro de 2016, ano em que a marca Chronos celebrou 30 anos. Veja:

https://youtu.be/QjkyhKUkkJs

O problema está no fazer e no sentir. As palavras só sinalizam. 

(E muitas vezes na direção de quem se sente mal ao ouvir certas palavra e não de quem as diz.)

Já imaginaram como essas pessoas vão se sentir quando envelhecerem? Ou será que quando envelhecerem vão colocar o pijama e se esconder?

Natura, comerciais aprovadíssimo por mim – Bia Perez – o terceiro ato!

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/10/16/qualidade-de-vida-na-terceira-idade/

SE O SOFÁ FALASSE…

Gosto muito deste texto de Neuza Guerreiro de Carvalho, mais conhecida como Vovó Neuza, uma professora da USP aposentada de 90 anos, que continua aprendendo e ensinando até hoje. Cheia de vitalidade e muitos projetos novos. Estou fazendo com ela, o curso Resgate de Memórias – Autobiográfica (Casa Séfora) pela internet, com um grupo de 10 colegas. Cada dia me emociono com as suas aulas, tanto conhecimento, textos de apoio belíssimos e com o seu método que nos ajuda a resgatar tantas lembranças, organizando uma linha condutora que surgem desta caixinha de Memórias que temos. Quero deixar a minha história registrada para o meu legado, um dia vão querer ler, e eu posso não estar mais aqui. Tinha até entre nós um aluno de 99 anos. Vovó Neuza é uma grande inspiração para todos nós.

Aqui ela descreveu sobre o “seu sofá imaginando se ele falasse”. Pensei como seria se nossos objetos contassem o que veem e sentem nos anos que vivemos…. teriam muitas histórias para contar. Com certeza nos surpreenderia. Já pensou nisto? Leiam:

Se o sofá falasse… poderia testemunhar milhares de tipos de beijos entrelaçados com suas almofadas macias; do primeiro beijo e do último beijo dos namorados e amantes; dos tiques nervosos de seus usuários, que por vezes destruíam suas palhinhas ou que propositalmente, ou ocasionalmente, ou descuidadamente, ou distraidamente jogavam bitucas de cigarros, papeizinhos, restos de comida dentro de seus braços.[…]

Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantas bundas sentaram nele; bundas macias, bundas volumosas, bundas empinadas, bundas chatas, bundas pequenas, bundas grandes. Até poderia nos contar da imensa bunda que ficou entalada entre os braços de uma das poltronas. […]

Se o sofá falasse… poderia testemunhar duas bodas de ouro, uma boda de prata e dois casamentos. Poderia testemunhar inúmeros aniversários e festas de época. Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantos amigos ficaram para trás e quantos ainda vem sentar sobre ele. […]

Se o sofa falasse… poderia dizer quantas crianças pularam de sua

altura de um metro e se sentiram super herois. Quantas pessoas dormiram la Quantas transaram Quantos amigos acolheu. Quantos desabafos acompanhou Quantos choros escutou. […]

Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes vividas dos encontros e despedidas, das partidas e das chegadas. Nos contaria o reveillon de muitos anos, nos falaria dos tantos natais vividos, das tantas comemoraçoes. Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes de muitos nascimentos e muitas mortes. […]

Se o sofa falasse… E ainda se falasse a lingua dos homens…. No silencio da noite fria, no escurinho das noites geladas, se conseguir entrar em seu mundo poder escutar essas e tantas outras historias que passaram sobre suas almofadas, sobre a madeira firme de suas mesinhas. Implacavel, imparcial, juiz perfeito. Escuta todos, nao julga ninguém, nao critica e nao analisa. […]. Amei o texto dela, me fez refletir sobre muitas coisas. Quer saber mais sobre o Blog dela, conheça: http://vovoneuza.blogspot.com/?m=1

Veja também:

http://vovoneuza.blogspot.com/2016/03/ossentidos-e-memoria-ha-11-anos.html?m=1

https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

HISTÓRIA DO AVENTAL DA VOVÓ!

Tenho poucas lembranças dos meus avós. Mas deixaram certamente muita ternura nos seus abraços. Quero ser lembrada assim… cheio de afetos e boas histórias😍


Lembras-te do avental da tua avó?
O primeiro propósito do avental da avó era proteger as roupas abaixo.
Mas, além disso:
Servia de luva para retirar a frigideira ardente do forno;
Era maravilhoso para secar as lágrimas das crianças e, em certas ocasiões, para limpar as carinhas sujas;
Do “galinheiro”, o avental servia para transportar os ovos e, por vezes, os pintos!;
Quando os visitantes chegavam, o avental servia para proteger as crianças tímidas;
Quando estava frio, a avó enrolava os braços.
Este bom velho avental fazia de fole, agitado por cima do fogo a lenha;
Era “ele” que transportava as batatas e a madeira seca na cozinha;
Da “horta”, ele servia de cesta para muitos produtos hortícolas depois que as ervilhas tinham sido recolhidas era a vez das couves;
No final da temporada, era utilizado para colher as maçãs caídas da árvore;
Quando os visitantes chegavam de forma repentina, era surpreendente ver a rapidez com que este velho avental podia dar para baixo o pó;
Na hora de servir as refeições a vovó ia na escada a agitar seu avental
E os homens nos campos sabiam instantaneamente que tinham de ir à mesa;
A avó também o usava para pousar o bolo de maçã acabado de sair do forno no parapeito para esfriar;
Nos nossos dias, não se usa mais o avental.
Vai demorar uns anos até que alguma invenção ou objeto possa substituir este bom e antigo avental. Minha amiga Ione Marinho escreveu está crônica.


Pensei: Doces lembranças das nossas avós, que com sua doçura e afeto nos fizeram enxergar o quão grande eram o seu amor… e como era imenso a sua capacidade de acolher tudo que precisasse de sua ajuda e de seu abraço💓. Saudades de um tempo que passou e mudou tanto… é onde somos nós agora os avós, Já não temos mais este avental… temos outras coisas.

Nestes tempos modernos mudamos muito, fomos acompanhando as modernidades… que foram muitas e gigantescas. Avançamos rápido! Ousamos em nossas novas experiências e com curiosidade desafiamos o tempo e o espaço… Fomos mexendo e aprendemos rápido a usar tudo que surgiu… também começamos a usar mais a internet e as novas tecnologias com certa facilidade… onde já nem sabemos mais como viver sem elas. Muitas coisas aprendemos rápido, perdemos o medo e passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Por sorte somos persistentes! E com tudo isto e muitas outras coisas novas que vieram neste período de pandemia, nós inovamos, avançamos a estamos construindo uma nova geração de velhos. Somos muito diferentes dos velhos que conhecemos durante a vida: nossos avós, pais e familiares. Temos muito em comum ainda com os sentimentos dos avós, isto sempre existiu… aquele mesmo olhar amoroso e afetuoso para com toda a família… Nosso olhar de acolhimento são tão grandes como o delas e nossos braços tão ternos quanto… acabaram sendo maiores, ultrapassando oceanos e fronteiras, em tempo real. Mas, crescemos… avançamos e do avental vieram uma infinidade de coisas novas e atraentes: à tecnologias, a internet e o celular estas nos fizeram entrar de cabeça no mundo virtual. Daquela telinha fazemos tudo juntos e misturados .

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CASA DE MÃE… DEPOIS QUE SE VÃO!

Para meus filhos. Casa de mãe depois que os filhos se vão.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

Minha casa está assim silenciosa e esperançosa aguardando ser preenchida pela barulheira, os sorriso e as gargalhadas dos filhos… da doçura das suas chamadas “mãe” me faz bolinho de chuva? Iluminando e preenchendo tudo novamente num piscar de olhos.
Esperando vir com suas famílias… os meus netinhos amados correndo pela casa e juntos vamos descobrir novas maneiras de olhar e experimentar tudo… e nos divertir muito. Histórias construídas com muito afeto e recheadas de amor ❤️ marcantes… únicas… guardadas nas lembranças de toda uma vida!

Assim este texto de Miryan Lucy Rezende consegue dizer tudo que eu penso. E você o que acha?

PAZ INTERIOR… SAIBA COMO.

Aconteça o que acontecer na sua vida, não perca a sua paz interior, ela é a força que você precisa para manter-se em equilíbrio mesmo durante as piores tempestades.

Nessa época de pessoas atormentadas por pesadelos, por frustrações e sonhos desfeitos, manter a paz é fundamental para não cair nas armadilhas da depressão.

A carga de informação que você recebe durante o seu dia, a pressão do trabalho, dos estudos e dos relacionamentos, acaba deixando seus nervos em pedacinhos.

Se você não estiver com o pensamento voltado para o seu bem estar, você não consegue manter o equilíbrio e ai, o seu fígado começa a sofrer as primeiras conseqüências, daí para as doenças do estômago como a gastrite, a úlcera e outros nomes não muito recomendáveis, é um passo.

É preciso que você coloque “filtros” em sua vida, e ao receber as notícias, sejam elas quais forem, analisar e rapidamente descartar o que não for realmente importante para sua caminhada.

Manter-se em paz é um exercício diário, porque muitos obstáculos estarão presentes no seu dia a dia, a começar pelo seu lar, onde sob o mesmo teto reúnem-se pessoas que não compartilham as mesmas idéias que você.

Tudo é questão de como vamos reagir em cada uma delas.

No trabalho outros problemas nos aguardam. Manter o emprego esta cada vez mais difícil, devido a enorme competição imposta pelas empresas entre os funcionários, tornando o clima às vezes “infernal e insuportável”.

Para complicar tem o seu relacionamento que anda às vezes tão complicado por coisas tão bobas, que você fica pensando, será que vale a pena?

E quando você está a sós, fica imaginando que não nasceu para amar e ser amado, que os anjos te esqueceram e outras besteiras que a solidão causa.

Tudo isso e mais aqueles amigos que acreditam que você é poderoso e usam seu ombro como se fosse um grande muro das lamentações e deixam você mais carregado de energias nada boas.

Cuide-se enquanto é tempo. Para que sua paz continue, use estas regrinhas básicas:

– Use o bom senso ao ler as notícias, sempre;

– Pare de ir no embalo dos alarmistas de plantão, não entre em pânico;

– Ao entrar no local de trabalho, faça uma prece em silêncio e cumprimente a todos com alegria, serve para qualquer lugar com muitas pessoas;

– Respeite-se, se não estiver com vontade de falar com ninguém, retire-se e pare de fingir que está tudo bem, se poupe;

– Peça ajuda. Para ajudar alguém precisamos estar muito bem. Se você não estiver bem, esqueça, você vai prejudicar a você e a quem pediu ajuda. A paz é uma conquista daqueles que se amam;

– Ame-se pelo amor de você mesmo! Ninguém tem o direito de invadir a sua paz e se o estão fazendo é porque você está permitindo. Estar consigo mesma é estar em ótima companhia, descubra-se;

– Reveja seus atos. Para manter a sua paz vale tudo: banhos relaxantes, orações, terapias, e muito amor. A paz é um exercício diário. Permita-se relaxar;

– Sorria mais, relaxe, busque um cantinho dentro de você para ser feliz. Você é responsável pelo seu bem estar. Estando feliz, o outro seguirá o seu exemplo;

– Acredite em você, tenha fé;

– Valorize-se. Você merece muito mais do que tem hoje, e vai conquistar se mantiver seu pensamento voltado para suas conquistas, sonhos e desejos. Ouse sonhar muito;

Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer, e principalmente viver.

Viver em paz é ser muito mais feliz!

#resiliência #pazinterior #leveza #equilíbrio #aprendizados #envelhecerbem #consciência #amor #compaixão #gratidão #paz #tranquilidade #sejaresiliente #terapia

AVÓS… ANJOS EM FORMA DE GENTE!

Avós parecem que já nascem avós. Estava olhando para a minha vó ontem à tarde e comecei a imaginar como ela era na minha idade. Quais eram os papos com as amigas, como foi o primeiro beijo, as festas, os sonhos. Mas fiquei na minha, não perguntei. Prefiro crer que ela já nasceu avó. Acredito que esse lance de ser avó(ô) seja vocação, sei lá. Só sei que eu tive sorte. Fui paparicada a vida inteira pelos meus. Ao lado da minha casa, lá no interior da Bahia, tinha uma padaria. Imagina só, sonho de toda criança. Todas as minhas moedinhas eram convertidas em “Big Big”, que na época custava 5 centavos. “Vovoinho, me dá uma ‘niquinha’?”. E sem pensar, ele colocava a mão no bolso e retirava algumas moedas.

Todo dia era assim. Sem reclamar, sem fazer cara feia, atendia todos os meus pedidos. “Minha vó, que vontade de comer tal coisa”. E lá ia ela buscar, preparar, mandava pegar em marte se preciso fosse. Mas o meu pedido era atendido. Até hoje é assim. Nunca gostei da minha cama, cama boa mesmo era a dos meus avós.

Dormia lá todas as noites, o lugar mais seguro do mundo. E mosquito nenhum se atrevia chegar perto, ela passava a noite espantando-os do meu ouvido. Às vezes eu ainda nem tinha pegado no sono e via que ela acordava para ver se eu estava embrulhada direito.

O meu avô já virou estrela. Vez em sempre a saudade bate e eu rezo para que a gente se reencontre um dia. A minha avó, graças a Deus, continua ao meu lado. E apesar dos meus 20 e tantos anos, ainda me liga, todos os dias, para saber se eu já comi. Se eu pudesse inventar uma lei universal, não tenho dúvidas que seria essa: avós devem viver para sempre!

É uma piada sem graça essa história que eles podem nos deixar a qualquer momento, logo eles que fizeram todas as nossas vontades, logo eles que fizeram os nossos pratos prediletos, os lanches mais gostosos, o denguinho que ninguém sabe fazer igual. A casa dos nossos avós tem perfume, tem aconchego, tem cheiro de café no fim da tarde. O abraço deles é diferente, tem afeto, tem proteção, tem gostinho de quero mais. São anjos que Deus coloca disfarçados de gente para cuidar da gente. Como somos sortudos! Os netos crescem, criam asas, voam pelo mundo e eles continuam sempre ali.

O tempo às vezes não colabora e eles vão ficando cada dia mais frágeis, o som do chinelo cada dia mais arrastado no corredor, os reflexos não são os mesmos, mas a disposição para nos agradar permanece. Como nos despedir de seres tão especiais? Como dizer adeus? Como não desejar um último abraço, um último bate-papo no fim da tarde?

É triste, dói, o nó na garganta é inevitável. Mas têm coisas que estão além do nosso entendimento. E quando eles viram estrelas, é chegado o momento de agradecer pela sorte de ter convivido com eles e rezar para que estejam num lugar iluminado e cheio de conforto. No final das contas, fica uma saudade boa. Esta bela declaração de amor pelos avós, que eu amei… foi escrita no portal da avosidade, por Ingrid Bárbara.

Fonte: https://avosidade.com.br/anjos-em-forma-de-gente/

UM DIA EM OXFORD 🇬🇧

Devido a pandemia estou saindo muito pouco aqui em Londres desta vez.

O meu principal objetivo desta minha viagem foi ficar com meu filho, nora e neto… matar as saudade deles, que eram muitas juntos em casa. Estou tomando todos os cuidados necessários aqui e só caminho ao ar livre onde tem poucas pessoas.

Neste final de semana fizemos um passeio bate-volta de carro em Oxford a partir de Londres, foi um programa delicioso e super tranquilo de fazer. Reza a lenda que a mesma foi criada no século 12, por ingleses que frequentavam a Universidade de Paris. Eles haviam sido obrigados pelo rei a voltar pra casa e decidiram dar continuidade às suas atividades acadêmicas em Oxford. A prática foi crescendo desde então até que, no século 13, foi estabelecida de vez como um grande centro acadêmico.

A cidade que abriga a universidade mais antiga do mundo anglófono fica a pouco menos de 100 km (60 milhas) a noroeste da capital inglesa. O grande destaque da cidade é obviamente a Universidade de Oxford, seus 38 “colleges” e 6 “permanent private halls”, esses últimos controlados por congregações religiosas.

A universidade central, University of Oxford, consiste de departamentos acadêmicos, centros de pesquisa, bibliotecas e museus. Linda e agradável a cidade, ela possui vários edifícios históricos imponentes, muitos deles em estilo gótico.

Passeando pelo centro tive oportunidade de ver conhecer muitas atrações interessante. A maioria estava fechada devido à pandemia, mas pude apreciar sua beleza externa e seus jardins:

1)Igreja Sant Michel at North Gate (1050);

2)Radcliffe Câmara (1737);

3)Ponte dos Suspiros e Queen’s Lane (1914);

4)Biblioteca Bodleian (1602);

5)Igreja da Universidade da Virgem Maria;

6)Christ Church College (1524/ que inspirou o grande salão dos filmes do Harry Potter);

7)Jardim Botânico da Universidade de Oxford (1621);

8)Oxford Castle e prison (1073);

9)Coverd Market e muito mais no passeio pelo centro da cidade.

Recomendo quando forem a Londres passear um dia em Oxford.

NÃO PLANEJAMOS ISTO, MAS…

Li este post da Fernanda Floret no Instagram “vestida de mãe” e adorei, quis compartilhar com você. Levanta sacode a poeira e da a volta por cima… com todos os cuidados necessários, vivendo sim com otimismo, nos protegendo bem até descobrirem a vacina para o coronavírus, leiam:

Não é o ano que planejamos, que sonhamos, que desejamos, mas quero te contar que o ano está acontecendo.
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Não tem escola do jeito que gostaríamos, mas tem aulas online, tem aprendizado nas pequenas ações em família.
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Não tem diversão do jeito que queremos, mas podemos experimentar opções novas.
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Tem muito desemprego e rendas afetadas infelizmente, mas tem gente se reinventando também.
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Não dá para estar bem todos os dias neste ano, mas dá para seguir em frente.
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Temos boas notícias, vacinas sendo desenvolvidas em tempo recorde. Mas até ser aprovada, produzida, aplicada em toda população brasileira, estamos falando de uma previsão otimista mais ou menos de Abril de 2021.
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Quando essa data chegar, você vai olhar para trás e ver que ficou 1 ano inteiro isolada vibrando no problema? Ou faz parte também saber viver numa nova realidade?
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A questão de ficar apenas vibrando no medo é que você faz escolhas só para sobreviver, sem uma visão ampla de enxergar novas possibilidades. Só foca no problema, no julgamento.
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Faz parte ensinar para nossos filhos sobre cair e levantar, se adaptar às novas situações (essa é uma das grandes habilidades do futuro, não é mesmo?). Sempre com segurança, com máscara, álcool-gel, distanciamento físico, novos hábitos de saúde e cuidado, se proteger o máximo contra este vírus tão contagioso e perigoso – mas cuidar da saúde emocional.
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Você está cuidando da sua saúde emocional ou está esperando a quarentena acabar?
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Eu desejo que cada um dentro dos seus valores e limites possam lidar com suas emoções vibrando para o positivo.
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Veja também: https://oterceiroato.com/2020/05/10/mulheres-maes/. https://oterceiroato.com/2020/04/21/a-vida-e-suas-pedras/