APRENDA A DIZER ADEUS AO QUE FOI IMPORTANTE, MAS NÃO CABE MAIS.

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“Não aprendi dizer “adeus”.

Ju Farias (o segredo) nos fala sobre as chegadas (e despedidas). Aprender a dizer adeus ao que foi importante é tão difícil, mas necessário… Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção. Estou aprendendo… Leia:

Despedidas são sempre dolorosas, ainda que necessárias para o seguimento da vida. Alguns ciclos nascem e terminam para que possamos começar tudo outra vez. Não é que não machuque, pois, todo fim é doído, incerto, afiado, mas também é transformador.

O segredo não é carregar a cruz da saudade do que já foi como uma punição do universo, mas não levar nas costas mais do que o peso da cruz. Ainda que pareça caro demais, pagar o preço da metamorfose é sempre a melhor decisão.

Não há como viver a metamorfose se não abrirmos mão das nossas fases de lagartas, já escrevi sobre isso. A despedida do que já cumpriu seu papel faz parte da transformação essencial nas nossas vidas. É assim que seremos melhores do que fomos ontem.

Quando nos despedimos de alguns amores até parece que vamos morrer aos poucos. O coração fica pequenino, apertado, angustiado. É ou, não é? Mas, e acontece sempre assim, em algum tempo não previsto, em um amanhecer qualquer de domingo, nos apaixonamos de novo.

E a vida ganhar cor, nós ficamos mais bonitos, o céu fica mais azul e a vida toda parece que só fizemos esperar por essa pessoa. E quando o ciclo fecha, se for necessário que aconteça, lá vamos nós começar tudo outra vez.

É assim também quando os amigos tomam outro caminho, navegando por mares que não conheciam, morando em países que nunca imaginaram, casando, sonhando, partindo. Parece que nunca mais conseguiremos sorrir, nos divertir ou chorar em outro ombro.

Mas aí, quando a gente menos espera, a saudade vira uma linda recordação do que se viveu. Nosso coração se abre para novos horizontes, novas conversas, novos abraços. É que as coisas se ajeitam sempre e para tudo há uma razão nesse mundo.

Chegadas e partidas nos fazem mais fortes quando assumimos nossa responsabilidade pelo caminho que traçamos. A vida é doce, ainda que pareça amarga vez ou outra. Quando aproveitamos a doçura do destino para lambuzar tudo sem medo de sujar a roupa, aprendemos que no momento presente é onde tudo acontece.

Se o momento é onde tudo acontece, o que resta para todos nós? Apenas duas coisas. Primeira coisa: aceitar que as despedidas acontecem para que possamos receber outras chegadas.

Segunda coisa: ser feliz no ciclo que acontece nesse minuto sem pensar no que foi embora e sem querer adivinhar se haverá um novo fim. Do amanhã? Só sabemos o nome do dia. Do ontem? Seremos sábios quando o usarmos com alegria.

Aprenda a dizer adeus ao que foi importante, mas não cabe mais. Não se diminua para que as coisas continuem se encaixando.

Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção.

Nada é para sempre, exceto o aprendizado que temos aqui e que levaremos para outras dimensões. Bom, nem sei se você acredita nisso, também não é o mais importante.

Quero apenas desejar boa sorte nessa caminhada, resiliência nas partidas e muita, mas muita gratidão pelas suas chegadas.

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OS AVÓS NUNCA MORREM, APENAS FICAM INVISÍVEIS!

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“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração”. Fênix Faustine

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração.

Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos. Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. Convidamos você a refletir sobre esse tema conosco.

O adeus dos avós: a primeira experiência com a perda

Muitas pessoas têm o privilégio de ter ao seu lado algum dos seus avós até ter chegado à idade adulta. Outros, pelo contrário, tiveram que enfrentar a morte deles ainda na primeira infância, naquela idade em que ainda não se entende a perda de uma forma verdadeiramente real, e onde os adultos, em certas situações, a explicam mal na tentativa de suavizar a morte ou fazer de conta que é algo que não faz sofrer.

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A maioria dos psicopedagogos diz de forma bem clara: devemos dizer sempre a verdade a uma criança. É preciso adaptar a mensagem à sua idade, sobre isso não há dúvidas, mas um erro que muitos pais cometem é evitar, por exemplo, uma última despedida entre a criança e o avô enquanto este está no hospital ou quando fazem uso de metáforas como “o avô está em uma estrela ou a avó está dormindo no céu “. É bom saber:

  • É preciso explicar a morte às crianças de forma simples e sem metáforaspara que elas não criem ideias erradas. Se dissermos a elas que o avô foi embora, o mais provável é a criança perguntar quando é que ele vai voltar.
  • Se explicarmos a morte à criança a partir de uma visão religiosa, é necessárioincidir no fato de que ele “não vai regressar”. Uma criança pequena consegue absorver apenas quantidades limitadas de informação, dessa forma, as explicações devem ser breves e simples.
  • As crianças irão nos fazer muitas perguntas que precisam das melhores e mais pacientes respostas. A perda dos avós na infância ou na adolescência é sempre algo complexo, por isso é necessário atravessar essa luta em família sendo bastante intuitivos perante qualquer necessidade dos nossos filhos.

§  Embora já não estejam entre nós, eles continuam muito presentes

  • Os avós, embora já não estejam entre nós, continuam muito presentes nas nossas vidas, nesses cenários comuns que compartilhamos com a nossa famíliae também nesse legado verbal que oferecemos às novas gerações e aos novos netos e bisnetos que não tiveram a oportunidade de conhecer o avô ou a avó.
  • Os avós seguraram as nossas mãos durante um tempo, enquanto isso nos ensinaram a andar, mas depois, o que seguraram para sempre foram os nossos corações, onde eles descansam eternamente nos oferecendo a sua luz, a sua memória.

É também importante ter em conta que a morte não é um tabu e que as lágrimas dos adultos não têm que ficar ocultas perante o olhar das crianças. Todos sofremos com a perda de um ente querido e é necessário falar sobre isso e desabafar. As crianças vão fazer isso no seu tempo e no momento certo, por isso, temos que facilitar este processo.

A presença deles ainda mora nessas fotografias amareladas que são guardadas nos porta-retratos e não na memória de um celular. O avô está naquela árvore que plantou com as suas próprias mãos, e a avó no vestido que nos costurou e que ainda hoje temos.

Estão no cheiro daqueles doces que habitam a nossa memória emocional. A sua lembrança está também em cada um dos conselhos que nos deram, nas histórias que nos contaram, na forma como amarramos os sapatos e até na covinha do nosso queixo que herdamos deles.

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Os avós não morrem porque ficam gravados nas nossas emoções de um modo mais delicado e profundo do que a simples genética. Eles nos ensinaram a ir um pouco mais devagar e ao ritmo deles, a saborear uma tarde no campo, a descobrir que os bons livros têm um cheiro especial e que existe uma linguagem que vai muito mais além das palavras. É a linguagem de um abraço, de uma carícia, de um sorriso cúmplice e de um passeio no meio da tarde compartilhando silêncios enquanto vemos o pôr do sol. Tudo isso perdurará para sempre, e é aí onde acontece a verdadeira eternidade das pessoas.

No legado afetivo de quem nos ama de verdade e que nos honra ao recordar-nos a cada dia.

Fonte: Valéria Amado (o segredo)

É PRECISO SABER MORRER!

“Aprende a viver bem, e bem saberás morrer.” Confúcio

A morte, embora seja certa, talvez a nossa única certeza, ainda é um grande tabu. É só começar a falar sobre o assunto, pra alguém logo dizer: “ih, que conversa baixo astral”. Se você acha que estou brincando, faça a experiência e levante o assunto numa roda. A questão é que o mundo está envelhecendo e, sem a menor dúvida, esse será tema cada vez mais frequente.

A nossa sociedade não foi educada para receber a morte, costumamos não falar ou simplesmente afastar o pensamento tipo: Ah, nem vamos tocar nesse assunto.

Pioneira em cuidados paliativos, britânica Kathryn Mannix defende que deixemos de usar eufemismos ao falar da morte e passemos a conhecer os estágios naturais do processo para aprendermos a lidar com eles.

Para a Dra. Kathrin Mannix, especialista em cuidados paliativos, em lidar com pacientes que estão em estágio terminal, há uma explícita “negação” da morte nesse mundo em que vivemos. “Acho que é hora de voltar a falar da morte e recuperar essa sabedoria” – afirma a médica (à BBC Brasil):

Na minha humilde opinião, morrer não é tão ruim quanto se pensa.”

Essa é a visão da morte por Kathryn Mannix, médica britânica pioneira em cuidados paliativos, que dedica sua carreira a tratar pacientes com doenças incuráveis nos últimos estágios de sua vida.

Para a autora do livro With the End in Mind: Dying, Death, and Wisdom in an Age of Denial (“Com o fim em mente: morrer, morte e sabedoria na era da negação”, em tradução livre), a sociedade nos leva a evitar falar desse processo e a substituir a palavra “morte” por eufemismos.

E isso torna muito mais difícil lidar com a perda de um ente querido, argumenta Mannix. A BBC Ideas, plataforma da BBC que explora ideias questionando verdades estabelecidas, traz seu depoimento:

“Nós deixamos de falar sobre a morte. Deixamos de usar a palavra ‘morrer’ e passamos a usar outras similares”.

Em vez de ‘morto’, dizemos ‘falecido’. Em vez de dizer que alguém está morrendo, dizemos que ele está “muito doente”.

“Eufemismos dificultam a perda de um ente querido”, diz Mannix

Quando se usam essas palavras, as famílias não entendem que está se aproximando o momento da morte.

Isso é um grande problema porque, quando a família está junto ao leito de alguém prestes a morrer, não sabe o que dizer entre si ou para o próprio doente, que também não sabe o que dizer ou o que esperar.

Trata-se de uma cena marcada por tristeza, ansiedade e desesperança. E, na minha humilde opinião, não precisa ser assim.

Acho que perdemos a imensa sabedoria humana de aceitar a morte de um modo normal. A única certeza que temes desta vida é que um dia vamos morrer.

Acho que é hora de voltar a falar da morte e recuperar essa sabedoria.

Como é morrer normalmente? Assim como nascer, é apenas um processo. Gradualmente, a pessoa vai se cansando, se esgotando.

À medida que o tempo passa, ela vai dormindo mais, passa menos tempo acordada.

A família pode ir aprendendo sobre os melhores momentos para dar os medicamentos (ao paciente) ou deixar as visitas entrarem.

Pode acontecer de visitantes ou familiares encontrarem o paciente dormindo. E muitas vezes pode estar acontecendo uma mudança que é pequena, porém muito significativa.

“A morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemoslidar”, diz Mannix.

É que, em vez de estar dormindo, a pessoa pode estar temporariamente inconsciente. Não podemos acordá-la nem dar a ela o medicamento. Não podemos dizer que chegou uma visita. Ainda assim, quando ela acorda, ela conta que teve um bom sono.

Então ficamos sabendo que esse estado de coma não foi aterrorizante. Simplesmente não percebemos esse lapso à inconsciência no momento em que ele ocorre.

Som da morte

À medida que o tempo passa, essa pessoa passa menos tempo acordada, mais tempo dormindo, até que, no final, fica inconsciente o tempo todo.

“As pessoas falam desse som da morte como se fosse algo terrível, mas esse som, na verdade, me diz que o paciente está tão profundamente relaxado, e em um estado de consciência tão profundo, que sequer a saliva na gargantao incomoda enquanto as bolhas de ar entram e saem dos pulmões”.

Essas pessoas estão tão relaxadas que nem se darão ao trabalho de pigarrear, limpando a garganta, então pode ser que a respiração passe por pequenas quantidades de muco ou saliva na parte de trás da garganta.

Isso pode causar um ruído estranho, que muitos chamam de ‘estertor da morte’ ( death rattle , em inglês).

As pessoas falam desse som como se fosse algo terrível, mas esse som, na verdade, me diz que o paciente está tão profundamente relaxado, e em um estado de consciência tão profundo, que sequer a saliva na garganta o incomoda enquanto as bolhas de ar entram e saem dos pulmões.

Então, bem no finzinho da vida, haverá um período de respiração superficial, e uma expiração que não será seguida por uma inspiração.

Às vezes é algo tão suave que os familiares sequer percebem.

Por isso, a morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar.

“Sabemos que esse estado de coma (que precede a morte natural) não é aterrorizante. Simplesmente não percebemos esse lapso à inconsciência no momento em que ele ocorre”.

E isso deveria ser algo a ser celebrado. Algo com o que podemos nos consolar uns aos outros.

Mas por muitos considerarem indelicado falar sobre a morte, isso virou, de fato, o segredo mais bem guardado da medicina.

Por isso, na minha opinião, “morrer é algo que deveríamos recuperar, algo sobre o que deveríamos falar e nos consolar mutuamente.”

Assista em inglês, vídeo original com a entrevista.

https://www.bbc.com/ideas/videos/dying-is-not-as-bad-as-you-think/p062m0xt

Saiba mais sobre esta assunto:

https://oterceiroato.com/2016/01/15/a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-ana-claudia-quintana-arantes/

https://oterceiroato.com/2018/03/25/morrer-nao-se-improvisa-relatos-que-ajudam-a-compreender-as-necessidades-bel-cesar/

 

 

SER VELHO É LINDO!

“Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”. Charles Saint-Beuve

Gosto muito deste olhar sobre o envelhecer! Mirian Goldenberg compartilha aqui os resultados de sua pesquisa sobre como os homens e mulheres envelhecem, e a velhice é algo belo, ser velho é lindo! Mirian é Professora Titular do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Colunista de jornal e autora de vários livros. Assistam ao vídeo:

Lindo pensar que estamos caminhando pra um aprendizado de vida, perfeita! E você já pensou sobre isso?

 

PRECISAMOS COMPREENDER, ELABORAR O LUTO E REINVENTAR A VIDA.

espiritismo 2“O luto por quem amamos é sempre eterno, assim como as saudades e as lembranças de tudo que compartilhamos”. Autor Desconhecido.

Falar de perda, luto e morte é um assunto pra lá de sério… e sempre evitado. É tocar em sentimentos profundos de pessoas que – como crianças – estão precisando reaprender a trocar os primeiros passos sem a companhia de alguém amado.

Despedir-se de um ente querido- e de forma tão definitiva – é sempre um momento de dor profunda e quanto maior o vínculo maior a dificuldade de continuar a vida, especialmente quando perdemos alguém que a gente vê como esteio, âncora, refúgio, fonte de amor, esperança para o futuro e …

É difícil entender e aceitar. Meu pai sempre foi muito doente, sempre que me entendi por gente, mas quando ele piorou, a franqueza dos médicos e vários dias de hospital não me prepararam para a perplexidade de quando ele partiu. O sentimento era de não ter sido avisada (ou preparada) para o fato. Isso eu não sabia… Tempos depois, compreendi que o processo de negação em que estava mergulhada não me permitia pensar na finitude de um homem jovem, alto e forte. Nunca estaremos preparados! Já faz tanto tempo… sinto muitas saudades!

Perdas acontecem durante toda a nossa vida… começo a repensar qual o sentido da vida… Vida e Morte… Importante refletirmos sobre ela e como podemos elaborar este processo de luto dentro de nós. Este artigo da psiquiatra  Elisabeth Kubler-Ross tem este objetivo. LUTO 3

A elaboração do luto é um processo individual.

Cada um tem seu jeito e seu tempo para elaboração do luto.  É difícil viver a tristeza da perda em uma sociedade que não compreende e que não permite. A expressão de dor é comumente reprimida e rebatida com mensagens de otimismo na expectativa de que a pessoa saia rápido desse quadro.

Até entre profissionais de saúde encontramos dificuldades de compreensão e acolhimento da tristeza do luto. É mais tranquilo, para alguns, trazer para sua especialidade e enquadrar a pessoa em algum diagnóstico como crise de ansiedade e outros.

Nem toda tristeza é depressão. Nem toda pessoa triste precisa ser medicada. Não se deve rotular as pessoas ou criar diagnósticos para o luto. É preciso compreender e respeitar. É preciso aprender a silenciar e ouvir.

O que pode ajudar?

Há vários conceitos em torno da morte, filosóficos, culturais, religiosos. Para muitos a morte não é o fim, é apenas um processo de mudança. Ter uma religiosidade pode contribuir para que o processo de luto seja menos doloroso, mas sempre exigirá uma adaptação e um renovação para a vida. Eu, pessoalmente gosto muito da filosofia espírita e confesso que me traz um conforto grande.

Tudo passa são duas palavras de muita sabedoria, mas é preciso de um tempo para voltar à rotina e nos interessarmos pelas coisas como antes. “Lidar com perda é uma experiência humana, mas cada um de nós lida de forma singular. Só você sabe o que você passa, mas poder contar com o apoio dos outros faz com que esse tempo — que de certa forma temos que esperar passa quando perdemos alguém — seja um tempo ao menos com um bom colo pra deitar.

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As fases do luto: (serve para qualquer tipo de perdas também)

Quando perdemos alguém ou algo importante na nossa vida, passamos por um período de adaptação para elaborar essa perda até voltarmos a nos interessar como antes pela nossa própria vida. Podemos pensar, em linhas gerais, em 5 fases de luto.
Para a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross estas cinco as fases do luto não são iguais para todos e nem acontecem de maneira linear. Cada um tem seu tempo para vivenciar as fases. Mas acreditem, tudo passa!

Saber disso pode ajudar você a compreender que seus sentimentos e que suas reações são mais comuns que você pensa. Leia:

1. Negação e Choque.

Essa é a primeira fase do luto, quando ainda está difícil para entender e aceitar a realidade da perda. Sabemos que o fato aconteceu, mas é difícil tocar no assunto ou imaginar que não vai mais ver a pessoa, que ela não responderá às suas mensagens ou não atenderá seus telefonemas. Fugimos então… não acreditamos que não esteja realmente acontecendo conosco.

2. Raiva.

Essa fase também é fácil de identificar. É quando a gente se revolta com o mundo e não se conforma com o que está acontecendo. A raiva pode ser para si mesma, para a pessoa que nos deixou, para o médico ou hospital, e até para Deus que permitiu o fato.

3. Negociação ou Barganha.

É quando imaginamos que uma atitude diferente da nossa parte poderia ter tido um resultado diferente e a pessoa poderia ainda estar conosco. Podia ter levado antes ao médico, não ter permitido que saísse aquele dia, ter conversado mais, ter falado sobre atitudes preventivas… podia ter cuidado mais… percebido melhor suas necessidades.

4. “Depressão”.

Essa é a fase mais profunda do luto, é quando a ficha cai e temos que encarar a realidade que nada nos devolverá o convívio com a pessoa querida. Nessa fase podemos sentir cansaço, falta de apetite, insônia, muita tristeza, isolamento social, dormência emocional. Sentimos fisicamente tudo.

Essa é uma reação natural à perda, não podemos confundir com depressão de um diagnóstico clinico.

5. Aceitação.

A própria palavra já antecipa seu sentido. Nessa fase compreendemos e aceitamos a perda. Podemos sentir saudade e tristeza, mas já visualizamos esperança na vida, no futuro e possibilidades de coisas novas em nossas vidas.

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Tudo tem seu tempo… Tudo passa!

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de cozer; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. (Eclesiastes 3:1-8)

Quanto mais vivemos mais acumulamos perdas:

Aos 20 anos sentávamos no mastro da escola, ouvindo Raul Seixas e rindo à toa. Nossa família era completinha e não tínhamos noção de todos os desafios que teríamos que enfrentar. Hoje, aos 64 anos tenho outra visão: foram tantas as perdas e tão difíceis!! (Terezinha Telma Murça Bendinelli).triste-chorando-olho-lagrima_2-11-17Se você viveu mais de 50 anos é certo que perdeu muitas pessoas queridas, essa é uma condição natural para os que tem o privilégio do envelhecimento.

A morte é um processo natural, mas o luto dói, corta e alma, faz a vida perder o sentido. E à cada perda revivemos a dor de outras partidas.  E precisamos inventar, reinventar, reinventar e reinventar nosso jeito de levar a nossa.

Para isso precisamos de ajuda!! Precisamos sentir que não estamos sós e que temos uma rede de amigos, familiares e profissionais de saúde de apoio. Precisamos cuidar do corpo, buscar atividades físicas, de relaxamento, massagens, passeios, que nos permita vivenciar, elaborar o luto e reiniciar, continuamente, a nossa jornada com amor, coragem e fé! Assista este vídeo… Maturidade Espiritual: Mestre o que é…? :

Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/precisamos-compreender-elaborar-o-luto-e-reinventar-vida/

Para pesquisa: Mariana Farinas (http://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html) – Foto de Capa: Pixabay

 

RESILIÊNCIA – PODER DE RECUPERAÇÃO DIANTE DAS ADVERSIDADES DA VIDA.

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“Resiliência é continuar numa constante transformação diante de todas as pressões presentes. É o sentido master da ressignificação”. Nilton Pedreira

Com a proximidade do meu niver… pensei em publicar um Post que me identificasse bem, agora especialmente minha relação com a vida e a a maturidade…. Questões que sempre me fazem parar e refletir: Como me comporto diante das adversidades da vida? Como enfrento os desafios e dificuldades que surgem no seu caminho? Como sobrevivo? O que vai ser daqui pra frente?

Se é uma coisa de que entendo bem… é sobre Resiliência. Sim, sou uma Resiliente! Quem me conhece sabe bem disso. A vida me deu escolhas e eu sempre escolhi ser feliz e não prejudicar ninguém (conscientemente, é claro).

Ter um olhar positivo sobre tudo que a vida me deu… me ajudou muito. Nas vezes que tive desafios pra enfrentar, e foram muito… tropecei sim, tive medo, caí e sofri…, mas sempre acreditei e tive FÉ de que as cosias iam melhorar e que serviriam para o meu crescimento. Acontecem coisas e nos fazem sair muitas vezes da nossa zona de conforto que nos obrigam a repensar e mudar…, mas são tudo melhorar lá na frente, mesmo que eu não consiga compreender e visualizar o meu final… Eu quis crescer como pessoa e na vida.

Penso que a vida é uma longa caminhada e você pinta das cores que quer. Cada um tem a sua. A minha é um arco-íris.

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Construí em meus caminhos algumas pontes… fechei livros, encerrei histórias e ciclos quando eram necessárias… e construí novas histórias, outros capítulos e me reinventei… Sempre me levantei e amadureci! Dentro do meu tempo. A vida é dinâmica e está em constante movimento. Nunca para! Ser feliz sempre foi meu maior objetivo, o que me impulsionou a prosseguir, mudar e ir em busca de novas saídas. Hoje sou grata por tudo o que tenho e recebi. Este é o segredo da vida. Ser feliz com o que temos e fazemos com ela, minha opção! A maturidade me permitiu enxergar com mais simplicidade muitas delas.

Li este artigo do Blog “Mundo dos psicólogos” que tem a intenção de ajudar as pessoas nesse aspecto, compartilho com vocês agora. Leiam:

A psicologia usa o termo resiliência psicológica para pessoas que respondem as frustrações diárias com alto nível de capacidade de recuperação emocional. Simplificando, quanto mais resiliente a pessoa for mais preparada a pessoa está para enfrentar as adversidades encontradas ao longo da vida.

A verdade é que todos os seres humanos passam por problemas, independentemente da classe social que pertencemos em algum momento da vida nos deparamos com adversidades. Então a pergunta mais lógica é: eu sou uma pessoa resiliente?

Jogue Fora

Observe: a resiliência é um processo de aprendizado desde a infância. Existem adultos que quando crianças se esquivaram das dificuldadese outros que se isolaram frente aos problemas do cotidiano. Desta forma:

  • Não conseguem apresentar comportamento de enfrentamento;
  • Não possuem habilidades de atravessar as situações de crise de maneira construtiva;
  • Falta otimismo, segurança;
  • Tem a tendência de maximizar o problema;
  • Respondem de forma passiva;
  • Não conseguem reagir;
  • As interpretações dos fatos são negativas;
  • Diminuem a responsabilidade da ocorrência e desta forma não possui controle pelo acontecido;
  • Não esboça atitude de mudança;
  • Assume uma postura de vítima.

O que eu preciso fazer para me tornar uma pessoa resiliente?

Você tem a alternativa de agir de forma mais ativa, ou seja, assumir que parte dos problemas que vivemos dizem a respeito à nossa forma de agir no mundo e reconhecer que tem responsabilidade sobre o fato. Eu escolhi isto.

Quando o indivíduo enxerga que faz parte integrante do problema que acontece em sua volta, as chances de mudanças são maiores, como se você fizesse um bolo sem receita, se der errado você nunca saberá onde errou, qual foi o ingrediente que estava a mais ou a menos e resultou no bolo ruim. Se o bolo ficou delicioso, você também não saberá qual foi o ingrediente usado para que ele ficasse tão gostoso.

Assim, quando a pessoa se vê parte integrante do problema e pelo que acontece à sua volta, recupera a possibilidade de mudar as coisas que não a fazem bem. A atitude mental frente a adversidade é muito importante para construir uma boa resiliência psicológica, muitas pessoas desejam mudar seu comportamento diante das dificuldades, mas não consegue agir diferente.

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Buscar um sentido na vida, compreender o que sente e estar atento aos sentimentos: entenda que estar em contato com suas emoções te faz ser mais ágil na busca daquilo que efetivamente te faz bem, como também na evitação das situações que te fazem mal. É a chamada inteligência emocional. O ponto crucial é perceber o estado subjetivo para então poder mudar.

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Entendo que não é fácil, não estamos habituados a nos conectar conosco, vivemos numa correria constante, sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins, projetando no outro a responsabilidades dos acontecimentos, a maioria das vezes sabemos o que nos incomoda, mas preferimos não pensar sobre o assunto, se você está se identificando com alguns desses comportamentos, ainda há tempo para mudar.

Se você não tem conseguido sozinho, busque ajuda. Aprenda desenvolver uma postura ativa em sua vida, aprenda a dar a volta por cima dos obstáculos, não se sinta vítima de sua existência, faça com que as coisas façam sentido, elabore um projeto pessoal e por último, mas não menos importante entenda suas emoções. Aderindo esses comportamentos você desenvolvera sua resiliência emocional.

Assista este vídeo “O PODER DA RECUPERAÇÃO, RESILIÊNCIA”, vai gostar. Fábio de Melo: https://www.facebook.com/PadreFabiode… Clóvis de Barros Filho: https://www.facebook.com/clovisdebarr… Leandro Karnal: https://www.facebook.com/prof.leandro… 

Fonte: https://br.mundopsicologos.com/artigos/resiliencia-poder-de-recuperacao-diante-das-adversidades-da-vida

“QUERO REPENSAR QUEM SOU, ENTENDER COMO QUERO ENVELHECER”.

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“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” É inevitável, ninguém tem como escapar”.

Chega uma hora, mais cedo ou mais tarde, que a gente começa a pensar na morte. A partida do Sr. Ninno me despertou para a morte. Quando isso me aconteceu e com a minha maturidade começou a surgir o processo de reflexão sobre a finitude… sobre meu tempo de vida na terra. Envelhecer e morrer. Tenho lido mais e participado de alguns palestras, sobre o assunto… tentando enxergar que assim como tudo começa…. um dia acaba. A morte é fato! Um assunto sempre evitado, mas que devemos (re) pensar , a população tem envelhecido a medicina tem evoluído… e devemos aprender também sobre morte.

Li recentemente na revista Trip, uma entrevista (2017) de Nathalia Zaccaro com Vera Holtz, 65, onde ela conta sua reflexão sobre a morte, achei muito interessante. Leia:

Em seu último trabalho, Vera Holtz interpreta uma bruxa que disputa com a morte o controle de destinos no filme “Malasartes e o duelo com a morte”, que estreou no ano passado e tem Jesuíta Barbosa, Isis Valverde e Julio Andrade no elenco. Ao contrário de sua personagem, Vera não acredita que os caminhos de sua vida tenham sido determinados por qualquer outra força além da sua própria. “Não sou mística, não tenho fé em nada disso, adoro estudar esses mitos e entender porque precisamos deles, mas sou pragmática, fui eu quem decidiu meu destino”, diz.

Depois da exaustiva turnê de lançamento do filme, ela decidiu dar um tempo no trabalho e pensar por onde quer levar seus caminhos daqui para frente. “Quero me investigar, repensar quem sou eu, entender como quero envelhecer. Bem ou mal a velhice é um tempo de espera, é a zona da morte”, reflete. Em julho de 2017, Teresa Holtz, irmã mais velha de Vera, faleceu e despertou na atriz reflexões profundas sobre a finitude da vida. “Foi como um alerta, uma ruptura que me chamou atenção para importância de descobrir o que ainda quero explorar no meu tempo.” Em 2015, Vera se dedicou às gravações de um filme sobre a história de sua família, em que interpreta sua mãe, Terezinha Holtz. “O longa, chamado As quatro irmãs, ficou pronto agora e minha irmã partiu em seguida, aos 69 anos. Eu tenho 68 hoje. Brinco que essa fase é uma espécie de pós-produção da vida, não significa que vou ficar paralisada, só que vou deixar tudo do jeito que eu quero.”

Vera Holtz aos 65: Velhice é um tempo de espera, é a zona da morte.

Da última vez que Vera resolveu dar um tempo das novelas, há dois anos, ela teve uma ideia que transformou a maneira como se relaciona com sua criatividade, e também com seus fãs: a criação de uma conta no Instagram. Em uma das fotos que publicou, ela aparece com uma melancia enfeitada com azeitonas enfiada na cabeça; em outra, um rabo de peixe sai pela boca da atriz. “No começo achei que eu não fosse ter paciência, mas foi um canal que se abriu pra mim, um espaço onde posso explorar formatos, foi uma grande descoberta. O que mais me interessa é o contato com as pessoas que estão ali, o exercício de tolerância, de convivência com as diversas opiniões que aparecem o tempo todo.”

Vera tem mais de 1 milhão de seguidores que a definem nos comentários dos posts como uma diva lacradora da internet. “Deram o nome de Vera Viral para essa identidade performática que criei, vou continuar com as postagens, esgotar essa fórmula que faço agora, sentada na cadeira com fundo branco, e depois inventar outras coisas, criar.”

A sensação de conter dentro de si mais de uma mulher define como Vera enxerga seus relacionamentos. “Eu gosto de multiplicidade. Se eu determinei que posso ter múltiplas identidades claro que posso ter múltiplos parceiros. E tive. Não sei se foi em função de alguma decepção na adolescência, pode ser isso ou por qualquer outra coisa, não quero entender. É o que é”, explica.

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A certeza do que quer passa pela decisão de não ter filhos — certeza que existe desde os seus 13 anos, quando avisou sua mãe que não esperasse netos vindos dela. “Caiu o mundo quando falei. É um horror a pressão em relação a isso, mas sempre soube que poderia ter outros interesses, que ser doméstica não é a única opção, a profissão pode completar uma mulher. Tive exemplos libertadores que me mostraram que eu poderia ser o que quisesse ser — eu queria ser atriz e acho que consegui.”

A possibilidade de bancar suas vontades, especialmente aquelas que não coincidem com o que se espera dela, é fruto de muita batalha. “Minha geração lutou bastante por causas feministas. Agora existe um neofeminismo, meninas de 15 anos que já entendem a importância de falarmos sobre isso”, conta.  “O que gosto desse novo olhar sobre o assunto é que agora estamos em busca da emancipação individual de cada uma. Nós mulheres não somos um blocão, existem mulheres trans, por exemplo, cada uma tem sua história. E estamos aí dizendo como queremos ser vistas, como queremos ser tratadas.”

Em novembro, Vera dará vida a uma dona de boate lésbica em Berenice procura, filme de Luiz Alfredo Garcia-Roza, em que contracena com a modelo trans Valentina Sampaio. “Me aproximei dessa temática e está claro para mim a importância de conversarmos mais, conhecermos mais sobre as vidas umas das outras”, afirma. A atriz usou sua persona Vera Viral, aquela lacradora do Instagram, e chamou atenção para a causa com um post em que segura uma lousa que diz “sou uma mulher trans e quero dignidade e respeito”.

Os longos cabelos brancos que exibe são reflexos da vontade de exaltar suas próprias particularidades enquanto mulher — e uma mulher velha. “Não tenho problema nenhum com essa palavra, não tenho medo da morte. Gosto do meu cabelo desse jeito porque ele revela a idade do meu corpo. É legitimo esse meu corpo, minha pele, meu rosto”, reflete.

Os fios brancos são herança de uma personagem do filme Família vende tudo, de 2011, quando o diretor Alain Fresnot pediu que Vera pintasse o cabelo para viver uma senhora um tanto descuidada. “Fiz uma decapagem e ficou lindo, fashion, aquele branco deslumbrante. Alain me disse: assim não dá. Tive que tirar. Depois disso, quando cresceu de novo, natural, adorei”. Ela acredita que é a cabeleira branca que ilumina seu rosto, mas as várias Veras que a atriz cultiva em si não dependem de nada para lacrar.

Nunca deixamos de aprender!

Saiba também: https://oterceiroato.com/2018/03/25/morrer-nao-se-improvisa-relatos-que-ajudam-a-compreender-as-necessidades-bel-cesar/

Fonte: https://www.instagram.com/p/BdiI-Rmh0iy/

DIRETIVA ANTECIPADA DE VONTADE DOS PACIENTES – VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

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“Parei de implorar companhia dos outros… se quiser ficar fica… se não quiser, adeus.” Clarice Lispector.

Acho um assunto muito importante para refletirmos, pouco conhecido e pouco discutido entre as pessoas. Hoje com o aumento da expectativa de vida, temos que pensar sobre o que queremos para nós no futuro quando estivermos fragilizados e muito doentes. No dia 09/8/2012, a Resolução 1995/2012, o Conselho Federal de Medicina (CFM), regulamentou a utilização das Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), também conhecidas como testamentos vitais, completa agora seis anos. Este documento permite que as pessoas, antecipadamente, expressem suas escolhas quanto às diretrizes de um tratamento médico futuro, caso fiquem impossibilitadas de manifestar a vontade em virtude de acidente ou doença grave.

A regulamentação ajudou a impulsionar e disseminar a lavratura de testamentos vitais em todo o País. Qualquer pessoa plenamente capaz pode fazer seu testamento vital perante um tabelião de notas. Basta apresentar seus documentos pessoais e declarar que tipo de cláusulas deseja incluir. A escritura será apresentada posteriormente aos médicos pelos familiares ou por quem o declarante indicar caso futuramente ele seja acometido por uma doença grave ou fique impossibilitado de manifestar sua vontade em decorrência de algum acidente“, detalhou o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, Andrey Guimarães Duarte.

No testamento vital não se pode prever a eutanásia – procedimento proibido no Brasil e que ocorre quando o médico induz a morte do paciente. Na verdade, o testamento vital não se trata verdadeiramente de um testamento, mas de uma escritura pública que produzirá efeitos enquanto o testador ainda estiver vivo, com a finalidade de garantir a dignidade do tratamento do paciente.

Na escritura, a pessoa determina o tipo de tratamento que quer ser submetida. Além disso, é possível designar um ou mais representantes, que tomem decisões sobre tratamentos em nome dela quando já não estiver mais consciente”, explica Andrey Guimarães Duarte, presidente da seção São Paulo do CNB. A Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) permite que o paciente escolha previamente a que tipo de tratamento médico deseja ou não ser submetido, preservando o direito à vida e morte dignas.

10 Motivos pra fazer o Testamento Vital:

1. Dignidade. A Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) permite que o paciente escolha previamente a que tipo de tratamento médico deseja ou não ser submetido, preservando o direito à vida e morte dignas.

2. Tranquilidade. A DAV não antecipa a morte do paciente (eutanásia), apenas garante que ela ocorra de modo natural ou permite o seu retardamento, conforme a vontade do paciente.

3.  Respeito. A DAV feita por escritura pública gera tranquilidade ao paciente de que a sua vontade será respeitada quando ele não puder mais se manifestar.

4. Paz. A DAV proporciona maior conforto e menos sofrimento para a família do paciente no momento de dor.

5. Segurança. A escritura pública oferece maior segurança para o médico cumprir integralmente os desejos do paciente, resguardando-o contra eventuais pressões de seus familiares.

6. Autonomia. A DAV pode ser feita por qualquer pessoa, a qualquer tempo, desde que ela esteja lúcida e consiga expressar a sua vontade quanto ao destino de seu próprio corpo.

7. Lealdade. Pela DAV é possível nomear um procurador para ficar responsável por apresentar aos médicos e à família do paciente, os desejos e escolhas antecipadamente feitas por ele.

8. Revogabilidade. A DAV pode ser alterada ou revogada a qualquer tempo, desde que o paciente esteja lúcido.

9. Perpetuidade. A DAV fica eternamente arquivada em cartório, possibilitando a obtenção de segunda via (certidão) do ato a qualquer tempo.

10. Liberdade. É livre a escolha do tabelião de notas qualquer que seja o domicílio.

Conheça um pouco o que dispõe a: Diretiva antecipada de vontade de pacientes – RESOLVE:

Art. 1o Definir diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade.

Art. 2o Nas decisões sobre cuidados e tratamentos de pacientes que se encontram incapazes de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade.

§ 1o Caso o paciente tenha designado um representante para tal fim, suas informações serão levadas em consideração pelo médico (respeitando-se as disposições do Código de Ética Médica).

Fonte: http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI257492,51045-As+diretivas+antecipadas+de+vontade+na+jurisprudencia+brasileira

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

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“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

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A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

MORRER NÃO SE IMPROVISA! RELATOS QUE AJUDAM A COMPREENDER AS REAIS NECESSIDADES – BEL CESAR.


BEL CESAR
“Cuidar da nossa travessia é internalizar uma compreensão esperançosa da morte”. Leonardo Boff.

A MORTE é um assunto que ninguém quer sequer pensar, quanto mais, falar sobre ela… este assunto é evitado por todos! Vamos envelhecendo, acontecem as perdas, anunciadas ou não… que me levaram a refletir melhor sobre a vida e a morte… Você já pensou sobre a Finitude? O que fazer quando já não há mais nada a fazer?   

Conheci Bel César, psicóloga, autora do livro “Morrer não se improvisa”, hoje numa palestra realizada por ” Mais velhos, Mais sábios” e fiquei encantada ao ouvir a voz suave e serena dela nos contando sobre a sua missão de vida e do seu “Projeto Viva da Clara Luz”.

Quem é Bel César:

Desde 1989 pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano e dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte e também ao tratamento do estresse pós-traumático com o método de S.E.®️ – Somatic Experiencing. Organizou a primeira vinda de Lama Gangchen Rinpoche ao Brasil em 1987. Presidiu o Centro de Dharma da Paz por 15 anos. Em parceria com Peter Webb, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz. Possui sete livros publicados pela Editora Gaia. Entre eles: “Morrer não se Improvisa”, “Livro das Emoções” e, em parceria com Lama Michel Rinpoche, “O Grande Amor – um objetivo de vida”. A palestra, realizada em São Paulo, partiu de uma reflexão sobre a visão da morte segundo o budismo tibetano e como podemos dar apoio as pessoas que enfrentam a morte assim como aquelas que estão enlutadas. Projeto este precioso onde auxilia os pacientes terminais a encontrar através de terapia de apoio espiritual (embasado no budismo tibetano) um apoio no momento de sua morte.   Para os budista tibetano a morte é a maior oportunidade da vida!”... É nesse momento que podemos voltar para casa – para nossa verdadeira natureza interna – o nível mais fundamental da consciência humana, que sobrevive á morte. Portando, podemos encontrar na morte o estado da paz e plenitude que buscamos durante toda a vida. Por isso não precisamos temer a morte e sim vivenciar com coragem. Confesso que nunca pensei muito sobre este assunto, mas com a doença grave, progressiva e degenerativa de minha mãe, que fará 90 anos em 27 de Abril deste ano, procurei saber mais sobre este assunto tão temeroso… como enfrentar esta passagem? É certo que a perspectiva da morte arranca a esperança do seio da vida, mas talvez seja o caso de tentarmos compreender as reais necessidades emocionais e espirituais daqueles que enfrentam a morte, dando apoio a essas pessoas nesse momento tão especial. É isso que Bel Cesar propõe neste livro “Morrer não é improviso” e na palestra que assisti. Evidentemente não é fácil vivenciar a morte com coragem, mas se falarmos da morte sem preconceitos vamos aprender a lidar com ela de maneira mais serena e veremos que a morte é, na verdade, a maior oportunidade da vida, um momento em que se pode voltar para a verdadeira natureza interna compreendendo que o mais fundamental da consciência humana sobrevive à morte.

Isto me trouxe uma certa leveza, na minha maneira de pensar. Esta visão é uma novidade pra mim, despertou ainda mais meu interesse. Comprei o livro e já comecei a ler, estou adorando e recomendo. Baseado em princípios budistas, este livro ensina como ajudar uma pessoa a atingir um estado mental positivo no momento da morte, encontrando paz e plenitude. Relatos de pacientes na fase final da vida, à espera da morte, comentados por profissionais de diversas áreas, fazem deste livro algo vivo “emocionante e encorajador”, pois ensina que sempre há alguma coisa a fazer, e faz-nos ver a morte com serenidade e esperança.

Da onde partiu esta ideia do livro ?

Em julho de 1999, em uma conversa informal com o seu mestre e amigo Lama Gangchen Rimpoche, Bel Cesar foi questionada sobre a possibilidade de escrever um livro que apresentasse sua experiência com pacientes que estão prestes a morrer. Pensou por alguns instantes e manteve-se reticente. Em seguida, Lama Gangchen foi mais incisivo; “Eu vou morrer e sei que meu trabalho vai continuar. E você, depois de morrer, quem vai dar continuidade ao seu trabalho?

A partir deste diálogo, Bel Cesar compreendeu que o compartilhar sua experiência profissional era muito mais relevante do que resistir em expor o seu trabalho ou a história de seus pacientes. Com coragem e determinação, Bel Cesar colocou no papel 12 casos atendidos desde 1991. Alterou o nome dos pacientes e pediu permissão aos familiares para publicá-los. Fez várias cópias e as distribuiu entre amigos e profissionais da área de saúde. Muitos se interessaram. Interessante que ela consegue integrar a convicção religiosa de cada paciente com sua prática budista e alcança resultados surpreendentes.

Segundo ela, isso só é possível porque o budismo está baseado num sistema de sabedoria universal, respondendo às necessidades inerentes de cada indivíduo, que é encontrar um sentido tanto para a vida como para a morte e cultivar uma visão de paz que transcenda o materialismo imediatista.

Gilberto Gil fez esta musica “Eu não tenho medo de morrer” que ilustra bem este momento da vida, achei  bem interessante, compartilho com vocês…

Veja o que ela diz sobre o livro dela: