HOJE EU DECIDI SER FELIZ!

Bia brinde Reins 2015-06-02 14.25.58

Como Erick Morais, decidi ser feliz… hoje e sempre! Leiam:

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi abandonar aquele peso que eu carregava, que me sufocava, me deixava preso e me impedia de voar. Decidi sair da gaiola e transgredir as normas. Cansei de ser normal, de ser igual, de ser mais um. Cansei das respostas, agora só me preocupo com as perguntas. Perdi-me nas certezas e encontrei-me na loucura

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi abandonar todas as presenças ausentes. Cansei de estar rodeado de multidões e me sentir sozinho. Daqui pra frente só aceito olhares profundos, ouvidos atentos, línguas afiadas e abraços apertados. Quero ao meu lado apenas aqueles que se jogam no mar sem medo de se perder.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi andar devagar, aproveitar o dia, esperar de mansinho a lua e sentir, entre as ondas que quebram na praia, as brisas que vem do oceano. Quero correr despreocupado pelo céu, descansar nas nuvens e beber água na fonte.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi prestar mais atenção nas felicidades presentes nas pequenas coisas. Decidi entregar-me aos pequenos prazeres e ser rei apenas do meu reino. Entreguei-me voluptuosamente aos encantos da distração para não perder nesta terra escassa nenhum raro poço de alegria.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi superar todos os meus medos e as minhas vergonhas. Decidi largar a borracha e fazer de cada borrão um novo traço, mais vivo, mais marcante, mais vibrante de um quadro em constante transformação.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi desbravar o mundo enquanto há tempo. Decidi lutar pelos meus sonhos, queimar o pé no asfalto, sentir a mão que afaga e ao mesmo tempo apedreja, pegar carona em balões de poesia e lutar contra as feras da selva de pedra.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi aprender a sorrir mais para poder enxergar na queda o passo de dança. Enxergar o novo lance de escada para continuar a subir, a melodia do silêncio para continuar a cantar e o balanço da rede para adormecer as tormentas.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi continuar a lutar por esse mundo vil e também encantador, que tanto me machuca e me alegra, que tanto me castiga e me nina, que tanto me manda embora e me prende em teus braços para que jamais encontre morada em outro lugar.

Hoje eu decidi se feliz. Decidi me perder nas linhas tortas do destino ou ser mochileiro de uma estrada sem rumo. Decidi explorar meus avessos, ter coragens infantis, vislumbrar o impossível e ser maluco o bastante para sempre acreditar no futuro.

Hoje eu decidi viver e lutar pela vida. Decidi enfrentar a minha tragédia fantasiado de palhaço para sempre rir por mais que o choro seja inevitável, para rir por mais que o choro seja seco, para rir e sempre lembrar que por mais dura que esta terra seja, sempre haverá poetas que jamais se esquecem de sorrir e enquanto estes existirem, sempre haverá uma nova aurora para nascer, um novo hoje a recomeçar e um novo dia para buscar o destino de felicidade do universo.

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APRENDA A SE PERDOAR.

 

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Erick Morais sempre me traz grandes reflexões. Leia:

A vida é um processo de perdas e ganhos, o que nem sempre é tão fácil de entender e administrar. Planejamos coisas, sonhamos e a vida trata de nos levar por outros caminhos. Às vezes, nós mesmos saímos daquilo que planejamos por erros que cometemos. Assim, a nossa vida parece ficar sem sentido, sem razão de ser. Ficamos distantes daquilo que nosso coração deseja e nos tornamos estranhos de nós mesmos.

Com o tempo esse estranhamento torna-se permanente, de modo que não conseguimos olhar para o que um dia queríamos da vida. Dessa forma, nos tornamos almas vazias, incapazes de sonhar. Presos aos acontecimentos do passado, não conseguimos manter a chama dos sonhos viva no presente, para que busquemos realizá-los.

É preciso aprender a se perdoar, para que se possa seguir em frente. Ficar preso àquilo em que erramos apenas nos retira o ânimo de que necessitamos para viver. Todos nós erramos, pois não sabemos de tudo e precisamos cair para aprender a levantar. Além disso, como disse, existem coisas que não controlamos, de maneira que não devemos nos martirizar pelos empecilhos impostos pela própria vida.

Deixar de sonhar e de acreditar que os seus sonhos são possíveis de serem alcançados é tão somente anular-se enquanto ser humano e passar a viver o fantasma de uma vida que outrora tinha fé e sabia sorrir e dançar. Não digo fé do ponto de vista religioso, mas a fé que devemos ter em nós mesmos, a qual é essencial para que nos mantenhamos animados e fortes para enfrentar as dificuldades inerentes a qualquer caminhada.

Por mais que queiramos, o passado não pode ser alterado. Sendo assim, ter excesso de passado apenas retira a energia necessária ao presente. Não se deve esquecer o passado, as memórias, pois os nossos erros servem como crescimento emocional e amadurecimento, a fim de que, em novas situações, saibamos como agir.

Ademais, devemos aprender a olhar para o passado e enxergar onde acertamos também. Ninguém apenas acerta, assim como não existe erro perene. O suicídio emocional que fazemos cria uma seletividade, na qual apagamos tudo o que fizemos de bom e nossos acertos.

Por mais que tudo pareça não funcionar e ninguém acredite em nós, precisamos manter o tesão pela vida, por aquilo que há de belo e ser a nossa própria fonte de energia. Parece besteira, mas é muito mais fácil perdoar os outros do que se perdoar e dar um voto de confiança a si próprio. Se erramos, por mais que queiramos, isso não pode ser modificado, portanto, deixe de ser o seu próprio inquisidor e acredite que, mesmo com asas machucadas, ainda pode voar.

A vida nunca será fácil para quem busca realizar os seus sonhos. Sempre haverá dificuldades, obstáculos e pessoas que lhe farão desacreditar de você. No entanto, culpar-se não resolve o problema, bem como pode te levar a depressões distantes das montanhas.

Perdoe-se, dê colorido aos seus sonhos e se mantenha animado. Não se torne apenas um rabisco, pois, com o tempo, este se torna tão fraco que passamos a não enxergá-lo. Acredite em quem é e tenha coragem de arriscar, pois como bem disseram:

“O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco de viver os seus sonhos.”

10 SÁBIAS LIÇÕES DO FILÓSOFO MARIO SERGIO CORTELLA – PARA EDIFICAR SUA VIDA!

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Mario Sergio Cortella é filósofo, educador, palestrante e professor universitário. Cortella também é autor de diversas obras no campo da Filosofia e da Educação. Entre suas obras destacamos: A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos, Não Nascemos Prontos! Vida e Carreira: um equilíbrio possível? Liderança e Ética, Liderança em Foco, Vivemos Mais! Vivemos Bem? Por Uma Vida Plena e Pensar Bem nos Faz Bem!

10 sábias lições do autor para edificar sua vida. Leia!

  1. Raízes não são âncoras… Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra.
  2. É necessário fazer outras perguntas, ir atrás das indagações que produzem o novo saber, observar com outros olhares através da história pessoal e coletiva, evitando a empáfia daqueles e daquelas que supõem já estar de posse do conhecimento e da certeza.
  3. É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal.
  4. O impossível não é um fato: é uma opinião.
  5. Elogie em público e corrija em particular. Um sábio orienta sem ofender, e ensina sem humilhar.
  6. Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda.
  7. Esse mundo que aí está foi feito por nós, portanto, pode ser por nós reinventado.
  8. “Quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho.
  9. O conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las.
  10. “Quem estudou latim se lembra que a palavra “feliz” é feliz que significa também “fértil”. Felicidade é sinônimo de fertilidade. Fertilidade não é apenas gerar outras pessoas. Fertilidade é impedir que a vida cesse na sua múltipla condição. Fertilidade é dificultar a desertificação dos nossos sonhos. Fertilidade é fazer com que não haja a esterilização do nosso futuro. Ser feliz é sentir-se fértil.

Gostaram?

Fonte: https://www.resilienciamag.com/10-sabias-licoes-do-filosofo-mario-sergio-cortella-para-edificar-sua-vida/

RESILIÊNCIA: SER FORTE APESAR DAS TEMPESTADES…

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Há pessoas que são caracterizadas pela sua grande capacidade de resiliência. São precisamente aquelas que têm como arma sua capacidade de se manter à tona diante das dificuldades, e encaram a dificuldade como aprendizado.

Elas sabem que a imunidade ao sofrimento é impossível e compreendem que as tempestades que tornam nossos dias mais obscuros também são oportunidades para se superar. Elas se enchem de valor e continuam, tendo como mantra prosseguir para crescer, apesar das adversidade.

Resiliência no dia a dia.

A resiliência é um conceito que adquiriu grande relevância nos últimos anos. Sobretudo a partir de perspectivas como a psicologia positiva que estão mais interessadas em investigar quais são as características que permitem que as pessoas superem uma adversidade, deixando em segundo plano a compreensão daqueles fatores que aumentam a probabilidade de um transtorno mental.

Ser resiliente do ponto de vista da psicologia é ser capaz de enfrentar a adversidade e sair fortalecido.

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Quando falamos de resiliência, costumamos pensar em eventos traumáticos como a perda de um ente querido, sobreviver a um acidente ou a situações de abuso… Mas no nosso dia a dia também ocorrem situações complexas que temos que enfrentar. Não é preciso ser uma catástrofe; superar qualquer dificuldade cotidiana como enfrentar as críticas, conseguir se superar ou começar o dia com um sorriso depois de um período de tristeza também é ser resiliente.

Todos temos as nossas próprias batalhas com as quais lidar e os nossos próprios recursos para enfrentá-las de uma forma ou de outra, temos apenas que descobri-los.

Características das pessoas resilientes.

Há pessoas que são resilientes porque tiveram um exemplo de resiliência a seguir, como seus pais ou um irmão, mas outras aprenderam a lidar e a superar as pedras do caminho sozinhas: aprenderam a partir da tentativa e erro, tornaram-se fortes a partir das suas próprias cicatrizes.

Isto nos indica que a resiliência é uma habilidade que todos podemos desenvolver e, portanto, praticar. Para isso, é necessário gerir adequadamente os nossos pensamentos e emoções. Canalizá-los através do canal que nos dê mais controle sobre eles é fundamental.

A seguir iremos contar algumas das principais características das pessoas resilientes para que você possa começar a praticá-las.

Sabem se adaptar às mudanças.

As pessoas resilientes têm a capacidade de serem flexíveis quando o vento sopra com força. Elas sabem que ir contra as circunstâncias as fará perder energia e optam por ter uma mente aberta diante de opiniões e circunstâncias diferentes.

Elas se desprendem de suas crenças antigas, preconceitos e inseguranças para se vestirem com novos trajes que as acompanham nos tempos de mudança. Elas não se adaptam por resignação, mas sim porque sabem que existem outros mundos diferentes que não são errados só por serem distintos.

“A água supera tudo porque se adapta a tudo.” Lao Tse.

Apoiam-se em suas forças.

As pessoas resilientes conhecem a si mesmas. Elas sabem o que é aquilo que as machuca e incomoda, e compreendem que o suporte fundamental do seu bem-estar depende de cuidarem de si mesmas.

As pessoas resilientes sabem identificar os seus pontos fracos, mas também os seus pontos fortes para colocá-los em prática quando for necessário.

Elas usaram sua vontade de lutar, sua motivação, seu esforço e suas habilidades como o alicerce para seguir em frente. Mas, sobretudo, elas respeitam a si mesmas e as levam em conta, porque sabem que conhecer a si mesmo é o passo fundamental para crescer e estabelecer relações saudáveis com os demais.

“Cada pessoa é uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e só pode construir pontes em direção a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo e estiver disposto a se permitir.” Carl Rogers.

Sabem que aceitar é necessário para avançar.

As pessoas resilientes sabem que a adaptação é a companheira aliada do progresso e da mudança. Porque só quando aceitamos o que está acontecendo conosco é que poderemos começar a trabalhar para melhorar isso. Caso contrário, se continuarmos negando, a única coisa que estaremos fazendo é dar mais força à situação.

As pessoas resilientes sabem que aceitar é compreender e enfrentar, não se dar por vencidos.

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Consideram que ninguém é imune ao sofrimento.

Ser resiliente não quer dizer que uma pessoa não tenha feridas, mas sim que apesar delas, a situação adversa foi construtiva de algum modo. Ela foi capaz de aceitar a dor e, ao invés de mergulhar nela, optou por aprender.

As pessoas resilientes sabem que se proteger da dor e se esconder por trás de um escudo nem sempre vai funcionar, já que fugir as afastaria da possibilidade de compreender o que acontece com elas e de continuar crescendo.

Como você pode ver, é possível aprender a ser resiliente. Na verdade, este teria que ser um ensinamento fundamental nas escolas. Sempre vale a pena aprender estratégias para melhorar e continuar crescendo, e a resiliência é essa capacidade que nos permite ser fortes apesar do vento soprar com força, nos adaptando da melhor forma possível aos solavancos que compõem as perdas, as decepções, os traumas e os fracassos.

Você também é resiliente, não esqueça. Ou você nunca teve que superar nenhuma dificuldade ou situação na sua vida? Pense e lembre-se daquela vez em que você foi corajoso apesar do medo, em que se jogou de cabeça dentro da piscina…

Fonte: https://www.resilienciamag.com/resiliencia-ser-forte-apesar-das-tempestades-2/

EU ESCOLHO… SER FELIZ!

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Fabíola Simões me traz mais esta reflexão, leia:

Eu gostaria de acreditar que é possível aprender muita coisa nessa vida sem sofrer. Gostaria de crer que, mesmo sem conhecer as perdas, saberíamos valorizar os ganhos. Porém, infelizmente não é assim. Infelizmente, muita coisa a gente só vai realmente aprender quando a vida nos der uma rasteira. Quando formos frustrados, quando tivermos nossos tapetes puxados, quando nossos sonhos forem confiscados, quando sentirmos dor, quando experimentarmos o sofrimento.

Porém, não precisaria ser assim. Bastaria olhar para o lado e enxergar o que são problemas reais. Bastaria sair de nosso mundinho e perceber o que algumas pessoas enfrentam, as cruzes que carregam, os padecimentos que atravessam. Bastaria haver empatia. Bastaria poupar – a nós mesmos e aqueles que convivem conosco- de nossos pequenos draminhas cotidianos, de nossos ressentimentos e frustrações, de nossas vingancinhas desnecessárias.

Não espere que o tempo lhe dê problemas reais para que você perceba que sofreu tanto por problemas imaginários. Não espere alguém te magoar de verdade para perceber que esteve colecionando pequenos ressentimentos desnecessários. Não espere a infelicidade bater na sua porta para perceber que era feliz e não sabia.

Pare de carregar os pequenos probleminhas do dia a dia numa mala, como se eles fossem importantes. Não são. Pare de criar caso com quem não pensa igual a você, como se você pudesse controlar tudo. Você não pode. Pare de deduzir, de tirar conclusões precipitadas, de tentar decifrar o que vai no coração do outro. O que o outro sente, pensa e deseja, só ele sabe. Batalhe pela felicidade em vez de ficar tentando achar bodes expiatórios para a infelicidade. Não perca o sono por quem te faz mal e desista de reagir à altura de quem te magoa por nada e faz tempestades em copo d’água por problemas imaginários.

Eu escolho tornar a minha vida algo bom. Eu escolho as batalhas que quero travar e me demito dos pequenos desgastes que não levam a nenhum lugar. Eu escolho quem estará nas trincheiras ao meu lado, e me permito selecionar meus afetos. Eu escolho a ousadia de querer ser feliz todos os dias e insisto em deixar o sofrimento para os momentos realmente dolorosos. Eu escolho me comprometer com a coerência, com o discernimento entre o mimimi e o preocupante, com o bom senso de separar dores reais de dores imaginárias. Eu escolho me habitar com serenidade e gentileza, descobrindo que os embates desnecessários são totalmente irrelevantes e descartáveis. E, acima de tudo, eu escolho me afastar de quem se sente confortável em me magoar, pedindo a Deus a valentia de me amar em primeiro lugar.

TORNOU-SE PEDRA, A MENINA QUE UM DIA FOI FLOR…

menina flor “Aos poucos fui tecida concreto, cimento e rocha. Aos poucos tornou-se pedra a menina que um dia foi flor” Fabíola Simões.

Muitas vezes no decorrer de nossas vidas enfrentamos situações muito difíceis…este texto de Fabíola Simões nos traz uma boa reflexão, leia:

Os dias mais marcantes são aqueles em que a gente sai deles um pouco modificados. São os dias que nos lembraremos para sempre, não importa quanto tempo passe. São os dias em que, sem anestesia alguma, somos confrontados com as verdades que nos fazem crescer, e de alguma maneira, enrijecer.

É preciso cuidado para não se blindar demais. Cuidado para não tornar pedra o que um dia foi flor. Cuidado para não deixar de acreditar na poesia, na delicadeza, no amor.

Todos nós passamos por sustos. Por momentos em que a vida nos dá uma rasteira e não sabemos mais em que solo pisamos. A gente se fere, se fecha, se ressente. Mas é preciso força para ser novamente semente. Para transformar pequenas gotas de orvalho em banho de chuva corrente. Para chorar mágoa e renascer flor. Para enxugar o pranto e cicatrizar a dor.

Não é de uma hora para outra que a gente endurece. A dor é cumulativa, e de tanto sentir o chão ruir, vamos nos fechando também.

Aos poucos fui tecida concreto, cimento e rocha. Aos poucos tornou-se pedra a menina que um dia foi flor.

Porém… ninguém é feliz por inteiro quando perde a fé. Quando perde a esperança por dias risonhos e noites dançarinas. Quando não há transpiração nem emoção. Quando falta amor e sobra rancor.

Por isso e para isso existe o tempo. O tempo que sopra as feridas e afofa o solo árido de nossas crenças e emoções. O tempo que restaura a dor e seca o pranto. O tempo que possibilita que volte a ser flor o que um dia foi pedra.

Contrariando o que se esperava dela, a flor rasgou o chão. A flor rompeu a muralha de cimento e buscou a luz. A flor encontrou uma sutura malfeita na rocha e brotou inteira, forte e verdadeira, sob os raios de sol. A flor desafiou as intempéries da jornada e resistiu como alicerce de delicadeza e fortaleza.

Que haja mais motivos para ser flor do que pedra. Que minha alma não endureça a ponto de murchar diante do primeiro obstáculo, nem de perder o viço diante da aridez do terreno. Que não falte brisas de esperança, chuvas torrenciais de harmonia e luz abundante de calmaria.

Os dias mais marcantes são aqueles em que a vida contraria o óbvio. Em que os começos difíceis são massacrados pela força de um final feliz. Em que a brisa suave do pensamento leva embora um furacão de sentimentos. Dias em que a urgência de ser feliz aprende a ser calmaria do encantamento. E tempo em que toda a poesia grita em detrimento de todo barulho que há em mim… by Fabíola Simões.

TROQUE AS EXPECTATIVAS POR GRATIDÃO E DESPERTE!

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Penso que a gratidão desperta o que temos de melhor internamente. Wandy Luz descreve muito bem este despertar. Leiam:

Experimente, de vez em quando, fazer uma boa retrospectiva da sua vida. Experimente agradecer por aquilo que você já tem, ao invés de focar nas coisas que ainda não tem ou de se frustrar com suas próprias expectativas.

Esse exercício só é eficaz, quando temos a humildade de reconhecer que temos, sim, motivos de sobra para agradecer. E é quando somos gratos pelas coisas mais simples, que percebemos como somos ricos, independentemente de como nossas vidas estejam financeiras ou materialmente.

Aqueles que cultivam a gratidão contabilizam suas bênçãos, valorizam suas derrotas, abraçam suas imperfeições, e aprendem com os erros.

Não existe uma fórmula secreta para a felicidade e plenitude. O que existe é o despertar de uma consciência realista, que não se perde no caos do mundo moderno, da tecnologia ou da inclusão digital.

Quando digo despertar, refiro-me a fechar os olhos, respirar fundo e escutar as suas próprias palavras, autoanalisar-se para saber se o seu comportamento, suas atitudes e o que você prega, estão alinhados. Despertar para uma nova perspectiva e visão de mundo, onde o dinheiro não é o rei absoluto, mas sim uma consequência. Precisamos despertar e compreender que não somos vítimas, não somos os injustiçados, mas, sim, cocriadores e os únicos responsáveis por nossa jornada.

Quando eu me refiro ao despertar, refiro-me à você se encontrar, para saber se aquilo que está fazendo e falando o leva para onde você quer chegar. Pessoas que se decepcionam com frequência, geralmente, são aquelas que mais esperam das pessoas, da vida, do mundo, mas, muitas vezes, essas pessoas se esquecem de que para colher, é preciso plantar.

Então, esperar de braços cruzados nunca fez nem fará nenhum milagre acontecer. Faça a sua parte e deixe o Universo cuidar do resto.

Confie no fluxo que você mesmo pode criar, escolha viver na energia do amor, do bem. Tenha fé na vibração positiva que impera na vida daqueles que não conspiram contra ninguém, não praticam a inveja, o negativismo e o rancor. E, acima de tudo, que a gratidão seja verdadeiramente cultivada no seu coração.

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CANÇÃO DAS MULHERES.

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Adoro esta crônica de Lya Luft, traduz perfeitamente minha alma de mulher, leiam:
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me doía ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ”Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.

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A ARTE DE OUVIR!

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Quase todos se preocupam em saber como falar. Mas quem sabe ouvir? Sim escutar é uma arte, porque nem todo mundo sabe como escutar de verdade. Mas podemos aprender….

Rubem Alves, nos deixou uma variedade de textos que refletem conhecimentos e compreensão das emoções humanas. Consegue dizer tudo aqui: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. E a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão. (…)”.

Ouvir talvez seja mais difícil que falar, mas nada é tão difícil que não possamos aprender. Ao conversar com alguém, esqueça o celular e as redes sociais. Esqueça as pessoas que estão longe e lembre-se da que está perto. Não interrompa, não diga “eu acho…”, “eu faria isso…”, “eu também…”, faça silêncio por um tempo, apenas ouça! Preste atenção, seja calmo, paciente, tranquilo. Parece difícil? Mas tente! Lembre-se de ouvir é um ato de amor. Quer ser ouvido? Primeiro ouça!

Fonte: Rubem Alves, em “Se Eu Fosse Você” – do livro “O Amor Que Ascende a Lua”. By Tirza Balmant.

EU, MODO DE USAR:

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“Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas. Por um triz não sou uma bruxa”. Martha Medeiros

Uma das coisas que mais gosto nos textos de Martha Medeiros é o despojamento, a inquietude e a espontaneidade. O que precisa ser dito, é dito sempre, sem meias palavras. Nada é calado. Temos muito em comum… Leiam:
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar… deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… EXPERIMENTE ME AMAR!