O FRACASSO DO ADDYI, O “VIAGRA FEMININO”, E A MANIPULAÇÕA DO FEMINISMO.

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“Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos”.     Autor desconhecido 

Atualizando (27/02/2018) sobre o ADDYI, tido como o Viagra feminino… entre o que ele promete e o que acontece na realidade, é bom saber. Ana Helena Rodrigues, com Marcos Coronato,  jornalistas da Revista Época (07/03/2016) diz que: Uma empresa farmacêutica americana usou a causa da igualdade de gênero pra vender remédio. Um novo estudo mostra que a pílula rosa tem efeito ainda mais duvidoso do que se pensava.

É possível despertar o desejo feminino com uma pílula? Homens e mulheres ansiosos por essa solução fácil torceram para ela ser verdadeira. Não é. A pílula rosa, Addyi , não tem se mostrado capaz de repetir com as mulheres a revolução que seu “gêmeo” azul, o Viagra, causou na vida sexual dos homens.

Um estudo publicado na segunda-feira (29/2/2016) pelo Jornal da Associação Médica Americana atesta que o “Viagra” feminino tem um efeito muito  baixo em mulheres com ausência de desejo sexual. O medicamento foi aprovado pela FDA, agência americana que regula medicamentos, em agosto de 2015.

No mercado, constatou-se que, entre as usuárias do medicamento, houve um aumento de somente 0,5 relação sexual satisfatória por mês (ou seja, uma relação satisfatória adicional a cada dois meses). O valor é ainda mais baixo que o considerado para aprovação do medicamento, já bem modesto, que atestava 0,8 relação satisfatória mensal a mais em relação ao placebo (ou seja, uma relação satisfatória adicional a cada 38 dias).

O caminho traçado desde 2013, quando o medicamento foi submetido para aprovação pela terceira vez, até o ano passado, quando ele foi aprovado, teve menos ciência do que devia e muito mais política do que seria aceitável. A Sprout criou e financiou a campanha “Even the score” (em português, “Empate o jogo”), dirigida às mulheres. A companhia se aproveitou de um momento de intensa militância por direitos iguais e afirmou que as duas reprovações anteriores ao medicamento resultavam de discriminação contra as mulheres.

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Addyi, medicamento à base de flibanserina. Ele foi aprovado com o objetivo de despertar o desejo feminino

Embora o Addyi tenha sido aclamado como o “Viagra” feminino, o mecanismo de ação dos dois medicamentos difere muito. Enquanto o Viagra (surgiu em 1998) é indicado para disfunção erétil, agindo diretamente na circulação e no órgão sexual masculino, o Addyi (surgiu 17 anos depois) age no sistema nervoso da mulher. Em tese, ele deveria desmontar, ao menos em parte, os complexos mecanismos da inibição sexual feminina, geralmente relacionados a repressão sexual, insegurança com o próprio corpo e falta de intimidade com o parceiro.

Desenvolvido inicialmente pela farmacêutica Boehringer Ingelheim como um medicamento antidepressivo, a flibanserina – substância ativa do Addyi — causou como efeito inesperado o aumento da libido em mulheres durante os testes clínicos.

A conclusão foi que os benefícios incertos não se sobrepunham aos perigos. Foi reprovado pela FDA e vendido à Sprout Pharmaceuticals, que submeteu o produto à avaliação da agência novamente em 2013, quando recebeu a segunda reprovação — e decidiu, a partir daí fazer lobby de outra forma, manipulando a questão de gênero. Infelizmente, deu certo.

Quando surgiu

Em 2009, quando surgiu este medicamento (aguardado com ansiedade nos EUA) não provou causar mais benefícios do que riscos em testes específicos para tratar a falta de desejo sexual. Era o primeiro remédio do mercado para aumentar a libido das mulheres que acabava de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana. A indicação é para mulheres com transtorno de desejo sexual hipoativo e promete aumentar prazer sexual das mulheres. Deve chegar em breve ao Brasil.

Leah Millheiser, da Universidade de Stanford fala que “A aprovação desse medicamento abre a porta para o desenvolvimento de outros produtos, para outras opções de tratamento. Isso abre a discussão entre a mulher e o clínico sobre o desejo sexual dela e dá um sinal às farmacêuticas de que elas devem continuar desenvolvendo mais drogas como essa no futuro”.

Ainda desconhecido

Há divergências sobre as razões da perda ou diminuição da libido – Desejo Sexual Hipoativo – nas mulheres na pré-menopausa. Muitos sexólogos acreditam que oscilações no desejo sexual são normais, principalmente entre mulheres a partir da meia idade. Já outros especialistas defendem que a falta de desejo é um distúrbio que resulta do desequilíbrio de algumas substâncias químicas do cérebro e que, assim, pode ser tratado com medicamentos específicos.

A Sidelnafila, princípio ativo do Viagra, atua aumentando e estimulando a circulação sanguínea no pênis, proporcionando uma ereção suficiente e que se mantém necessária a uma relação sexual plena. Ele deve ser tomado cerca de uma hora antes do início de uma relação sexual. A Disfunção Erétil é um problema mecânico peniano, razão do uso pontual do medicamento.

Quanto à Flibanserin, princípio ativo não-hormonal do Addyi (nome comercial do medicamento o chamado “Viagra feminino”), promete atuar nos neurotransmissores (serotonina) do cérebro para tratar a perda do interesse sexual, mas o mecanismo pelo qual melhora o desejo sexual feminino não é atualmente conhecido.

Efeitos colaterais

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Como todo e qualquer medicamento, o Addyi apresenta efeitos colaterais. Os principais são hipotensão (baixa da pressão arterial) e síncope (desmaios), cuja gravidade pode ser muito aumentada pelo uso de álcool. Assim, por causa dessa potencialmente séria interação com álcool, o uso de Addyi é contra- indicado com a ingestão de álcool. O seu uso é também contra- indicado para as mulheres que usam anticoncepcionais. .

Sabe-se hoje que além do baixo efeito, o Addyi, causou de 2 a 4 vezes mais efeitos adversos como tontura sonolência, náusea e cansaço quando comparado com placebo. A tendência a causar efeitos adversos foi considerada pela FDA na aprovação, que incluiu um box preto – o tipo mais sério de alerta de segurança – na bula do medicamento alertando para os perigos do produto. Entre eles o mais importante é a interação com álcool e drogas comuns que pode causar queda brusca na pressão arterial e síncope. Durante os testes clínicos, pacientes ficaram inconscientes, e precisaram de atendimento de emergência. Apresentação obrigatória de uma receita médica para compra do medicamento. Consulte seu medico sobre os prós e contra

O fracasso do Addyi é também comercial. De acordo com o jornal americano The New York Times, o medicamento tem tido entre 240 e 290 prescrições por semana.

Fonte: https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/03/o-fracasso-do-addyi-o-viagra-feminino-e-manipulacao-do-feminismo.html

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva.

 

FILTRO SOLAR! (SUNSCREEN) .

“A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias” .  Bertrand Russell.

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Tem um vídeo que me toca muito… “todas” as vezes em que eu assisto… Descubro um mundo melhor!

Continua a me inspirar sempre… trazendo novas reflexões mais profundas… com recordações de momentos vividos… muito deles inesquecíveis…. Então, vai dando uma saudades… Também vai renovando as minhas esperanças no futuro… Mexe muito com todas as minhas emoções… Sempre é bom reviver!

Além de tudo, traz um otimismo em relação ao que vivemos e ainda vamos viver… me deixando com a sensação de que vivi intensamente cada período da minha vida…. e que estou de bem com a vida!  

Sugiro que você assista  ao vídeo …    “Filtro Solar (Sunscreen) – Legendado”

É importante saber que a origem desse texto remete ao jornal americano Chicago Tribune, em uma crônica de autoria da colunista Mary Schmich, publicada em 1º de junho de 1997 e originalmente entitulada “Advice, like youth, probably just wasted on the young” [Conselhos, assim como juventude, provavelmente desperdiçados pelos jovens].

Espero que vocês gostem.

COMO TUDO COMEÇOU…

“Nunca é cedo ou tarde demais…”.  Titãs.

Uma maneira que encontrei para tentar superar o medo do envelhecimento foi enfrenta-lo, fazendo inicialmente uma “reavaliação do meu passado”. Parei e comecei a refletir melhor sobre como tinha sido a minha vida: Quais foram as minhas escolhas de um modo geral? Como andava minha autoestima?

Então tive necessidade de imaginar como seria o meu futuro, visualizando um “ensaio para o futuro”, como sugere Fonda e Mario Sergio Cortella, refleti sobre questões como: Quem eu desejava ser? “Qual é a minha obra? Qual é meu “Projeto de Vida”? “Que arrependimentos precisaria encarar? Que expectativas seriam realistas em relação a minha condição física e que parte do envelhecimento seria negociável? O que eu teria que fazer para intervir em meu próprio interesse?”

Enfim me autoconhecendo, saberia realmente quem eu fui, e me questionando pra onde eu queria ir…  Agora, eu poderia descobrir pra que viver… e poderia agir aproveitando bem melhor este “terceiro ato” da minha vida. Aproveitando toda a minha sabedoria, os meus conhecimentos acumulados ao longo desses anos através das experiências vividas, é que me fazem ir à busca de novas atitudes que me façam viver plenamente… isso tornou-se então minha meta de vida!

Quero sim continuar crescendo, buscando novas alternativas e principalmente repensar sobre algumas questões… Assim posso intervir realizando as mudanças necessárias para que eu possa viver plenamente em todos os aspectos… com muito mais qualidade e por muitos anos ainda.

Conforme escreve Jane Fonda com a nova expectativa de vida ganhamos um acréscimo de “tempo” e que isso… representa, portanto uma “segunda vida adulta madura totalmente nova e a decisão de enfrenta-la ou não muda tudo, inclusive o significado do ser humano”. Decidi enfrentar!

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Comecei pesquisando e me aprofundando melhor sobre o assunto “envelhecer bem” e logo quis saber como pensam e vivem as pessoas que estão bem com mais de 90 anos, qual eram os seus segredos? Sei que neste período nossa saúde fica mais debilitada, somos mais frágeis… e que muitas vezes vai além do nosso compreender e do nosso querer, mas podemos  e devemos nos empenhar para conserva-la e melhorar cada vez mais.

O otimismo, o bom humor e também a maneira de encarar a vida principalmente nos momentos mais difíceis da vida é que são os grande diferenciais deles. Isso me fez recordar da vovó Mariquinha com quase 90 anos que não gostava mais de se olhar no espelho, pois não se reconhecia… ela não era aquela velha que estava refletida ali. “Sentia-se cheia de vigor e aquela imagem há assustava”.

Acredito que com conhecimento e intencionalidade, podemos manter ou mudar muitas das nossas atitudes. Podemos sim e devemos fazer mudanças em tudo o que for necessário e estiver ao nosso alcance para melhorar cada vez a mais nossa qualidade de vida.

“Escolher assumir o comando e buscar o conhecimento de que precisava para tomar decisões conscientes a respeito das diversas áreas da minha vida que passariam por mudanças” foi à escolha de Jane Fonda e me inspiram muito nesta etapa da vida. Temos que deixar de pensar que envelhecer é ruim, mas pensar que estamos “compondo uma nova vida: a idade da sabedoria ativa”, como escreve a antropóloga Mary Catherine Bateson.

Mostra que nossa vida que estava antes segregada em silos específicos a certas faixas etárias (primeiro, aprendizagem – segundo, produzimos e no ultimo e gasto com lazer) muda atualmente. Propõe que esses silos se integrem… e que pensemos no aprendizado e no trabalho como desafios que se estendem e se modificam ao longo de toda a vida. Assim não terminamos quando nos aposentamos… agora temos outros propósitos. Enxergaríamos que todos estes silos hoje seriam entrelaçados ao lazer e a educação… vivendo, produzindo e aprendendo sempre! Isso nos traz uma “sensação fortalecedora de sermos produtivo”… diz que “visto dessa forma, a longevidade se torna uma sinfonia com ecos de diferentes épocas que se repetem, com leves modificações, assim como na música, no decorrer do ciclo da vida”. Temos limitações sim, mas com muita sabedoria podemos atingir no terceiro ato o ápice da nossa existência.

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Assim com maturidade e naturalidade estou encarando a chegada do meu “terceiro ato”, ou seja, entrando na minha velhice… com positividade e alegria, querendo viver plenamente e feliz! Afinal não é para todos chegar nesta altura da vida com tanta disposição a em plena atividade, não é mesmo?

Conquistamos muitas coisas até agora e ainda temos muito que fazer, portanto mãos a obra. Sentir-se produtiva, ajudar aos outros num serviço voluntário… trazem uma sensação imensa de bem estar.

A importância do autoconhecimento vai fazer entender e trabalhar melhor com as nossas emoções e vão nos ajudar a resolver muitas coisas. É um bom ponto de partida também. Como sempre, temos que ir atrás de tudo que deixamos para traz, ou que ainda falta realizar… e resolver. Não dá pra esperar mais ou deixar algo pendente, o que exige de nós muita coragem, determinação e um começar! Esta na hora dos acertos com a vida!

Prestar mais atenção e em nós mesmos, repensar sobre nossos hábitos e atitudes que nos são prejudiciais e se esforçar para mudar, começam aqui! Melhorar sim nossos hábitos alimentares… e os cuidados com a saúde… se não começaram antes tem que ser feitas já.  Não quero nunca ser daquelas pessoas que chegam ao final da vida e sentem que perderam tanta coisa e que se tivessem mais tempo fariam muitas coisas diferentes… e que se… Não! Quero fazer tudo aqui e agora… de corpo e alma! Vamos à revolução.

Pra mim assim como para Fonda “meu futuro é agora mesmo, hoje, neste exato minuto… O terceiro Ato vem exatamente da sensação de ter um objetivo e do fato de se engajar ativamente na vida… realizar alguma coisa pela qual temos paixão”… Começo refletindo sobre o que posso fazer de diferente, vou fazer agora!

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Amar sim, mas “demostrar” este amor… ou seja, me expressar ainda é um pouco mais difícil pra mim. Somos mais generosos agora e podemos ser mais voluntários… Dividir, cooperar e agradecer proporciona uma longevidade mais feliz!

Também tenho que me preparar melhor financeiramente para esta etapa da vida…  estou sim planejando meu futuro e como eu quero que ele seja. Busco transformar este período do ápice da minha vida em algo especial… o melhor dos tempos da minha vida!

Hoje a meu ver temos vários aliados… a nossa vivência, a maturidade, a paciência e a determinação. Nesta fase da vida ganhamos força, valentia e confiança… Sabemos exatamente o que queremos e o que não para nós… sem tempo para coisas pequenas e que não me levam a nada! Quero sentir-me leve e realizada, viver intensamente esse meu “melhor momento”.

Temos uma maior percepção sobre as coisas… enxergamos além do que nossos olhos podem ver… entendemos mais do que ouvimos e vemos… sim somos capazes de compreender muitas coisas que quando mais jovens não tínhamos tempo nem condições de perceber…

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No Terceiro ato podemos aproveitar tudo o que aprendemos ao longo da vida e o que ainda vamos querer aprender… e intervir em nosso próprio interesse, para conquistar uma  melhor qualidade de vida e com produtividade… Tomar decisões conscientes e o que é melhor, podemos dividir pacientemente com as outras pessoas que como nós… também estão interessadas em melhorar a sua qualidade de vida.

Convido você a realizar esta jornada comigo! Venham…