Viagra feminino promete ser lançado a partir de outubro nos EUA. E no Brasil?

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“Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos”.     Autor desconhecido 

Aguardado com ansiedade chega aos EUA o Addyi que seria o “Viagra feminino”. É o primeiro remédio do mercado para aumentar a libido das mulheres que acaba de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana. A indicação é para mulheres com transtorno de desejo sexual hipoativo e promete aumentar prazer sexual das mulheres. Deve chegar em breve ao Brasil.

Concordo com Leah Millheiser, da Universidade de Stanford quando fala que “A aprovação desse medicamento abre a porta para o desenvolvimento de outros produtos, para outras opções de tratamento. Isso abre a discussão entre a mulher e o clínico sobre o desejo sexual dela e dá um sinal às farmacêuticas de que elas devem continuar desenvolvendo mais drogas como essa no futuro”. Que bom que esta chegando a nossa vez.  Recomendo ler este artigo:

Só agora, 17 anos depois do surgimento do Viagra, em 1998, remédio destinado a combater a disfunção da ereção masculina a partir dos 40 anos, começará a ser comercializado nos Estados Unidos o Addyi, primeiro medicamento contra o distúrbio de desejo sexual nas mulheres na pré-menopausa. O lançamento está previsto para o dia 17 desse mês.

A compra do medicamento, cujo preço ainda não foi divulgado, só poderá ser realizada com apresentação obrigatória de uma receita médica. O laboratório americano Sprout Pharmaceutics, que desenvolveu o medicamento, ainda não tem data prevista para o seu lançamento no Brasil. Acredito, porém, não demorará tanto, já que no caso da comercialização do Viagra, há quase duas décadas, o remédio chegou às farmácias americanas em abril de 1998; e aqui, em junho do mesmo ano.

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Ainda desconhecido

Há divergências sobre as razões da perda ou diminuição da libido – Desejo Sexual Hipoativo – nas mulheres na pré-menopausa. Muitos sexólogos acreditam que oscilações no desejo sexual são normais, principalmente entre mulheres a partir da meia idade. Já outros especialistas defendem que a falta de desejo é um distúrbio que resulta do desequilíbrio de algumas substâncias químicas do cérebro e que, assim, pode ser tratado com medicamentos específicos. O Addyi vai ao encontro dessa tese.

A Sidelnafila, princípio ativo do Viagra, atua aumentando e estimulando a circulação sanguínea no pênis, proporcionando uma ereção suficiente e que se mantém necessária a uma relação sexual plena. Ele deve ser tomado cerca de uma hora antes do início de uma relação sexual. A Disfunção Erétil é um problema mecânico peniano, razão do uso pontual do medicamento.

Quanto à Flibanserin, princípio ativo não-hormonal do Addyi – nome comercial do medicamento nos Estados Unidos – o chamado “Viagra feminino”, atua nos neurotransmissores (serotonina) do cérebro para tratar a perda do interesse sexual, mas o mecanismo pelo qual melhora o desejo sexual feminino não é atualmente conhecido.

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Tomar continuamente

Contrariamente ao Viagra – que tem uma ação local no pênis e que, assim, deve ser usado antes da relação sexual e cujo efeito dura algumas horas -, o Addyi, que age no Sistema Nervoso Central, deve ser tomado continuamente, um comprimido de 100mg, uma vez por dia, ao deitar (para ajudar a diminuir os efeitos colaterais). O efeito pleno do medicamento, ou seja, o retorno ou aumento da libido pode demorar algumas semanas para ser completamente alcançado.

O uso do medicamento deve ser interrompido após oito semanas, se não houver melhora do desejo sexual e da ansiedade associada a ele. O Desejo Sexual Hipoativo é um problema psíquico, razão da necessidade do uso constante do medicamento.

O Addyi obteve há menos de dois meses – 18 de agosto – o aval final da Food and Drug Administration (FDA), o respeitado órgão americano que regula e controla medicamentos e alimentos para iniciar a sua comercialização. O medicamento foi liberado após a análise dos resultados dos ensaios terapêuticos com cerca de 2400 mulheres na pré-menopausa com Desejo Sexual Hipoativo. Foi demonstrado um real benefício – aumento no desejo sexual – nas mulheres que tomaram o medicamento em comparação com as que tomaram o placebo (substância neutra, sem efeitos farmacológicos, administrada no lugar do medicamento que está sendo testado).

Efeitos colaterais

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Como todo e qualquer medicamento, o Addyi apresenta efeitos colaterais. Os principais são hipotensão (baixa da pressão arterial) e síncope (desmaios), cuja gravidade pode ser muito aumentada pelo uso de álcool. Assim, por causa dessa potencialmente séria interação com álcool, o uso de Addyi é contra- indicado com a ingestão de álcool. O seu uso é também contra- indicado para as mulheres que usam anticoncepcionais.

Apesar do preço inicial muito provavelmente alto, quando chegar ao Brasil, e dos efeitos colaterais, comuns, aliás, a todos os medicamentos, é motivo de comemoração, mesmo depois de 17 anos, que o “Viagra feminino” esteja chegando em breve ao país.”

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva. 

fonte: http://www.50emais.com.br/saude/viagra-feminino-sera-lancado-em-poucos-dias-nos-eua-e-no-brasil/

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