
“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo”. Márcia Neder.
Soa meio estranho inicialmente eu sei, mas só quando os nossos filhos vão crescendo é que vamos percebendo o quanto é importante percebermos que é hora de dar asas e ficar pertinho assistindo suas alçadas…. assim como minha mãe fez comigo… eu fiz também… Leia este texto:
“Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara e tento relaxar. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, sufoque-os como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Dar asas é deixa-los pronto para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres e preparados para enfrentar o mundo.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar”. By: Márcia Neder.
Desnecessária no sentido de deixá-los voar com suas próprias asas, fazer suas próprias escolhas… Já não são meus, são da vida… Meus filhos serão sim o que quiserem na vida… construirão seu próprio mundo! Estarei sempre do seu lado amando-os incondicionalmente…
“Dê a quem você ama…
asas para voar…
raízes para voltar…
e motivos para ficar.”
Dalai Lama.





















