Tenho pensado muito ultimamente sobre as diferentes gerações que podem e devem aprender e crescer muito juntas no mundo corporativo e na vida. Nossa experiência é tão valiosa… juntando com o conhecimento tecnológico do jovem. Temos muito a ganhar. Neste artigo podemos enxergar bem isso: inteligência emocional x inteligência digital Leiam:
Segundo o consultor estratégico do Airbnb, Chip Conley, a inteligência digital dos millennials ganha quando em contato com a inteligência emocional dos mais velhos — e vice-versa.
“Pela primeira vez na história, cinco gerações convivem no lugar de trabalho. Isso é uma enorme oportunidade. E uma dificuldade,” diz Chip Conley, fundador da Modern Elder Academy, uma escola para preparar adultos para a “velhice moderna”. Palestrante no evento promovido hoje (11/09) por Época NEGÓCIOS, com apoio do Google Campus, em preparação para o Festival de Inovação e Cultura Empreendedora, Chip conhece bem o potencial e os desafios da parceria geracional.
Ele era um “idoso” de 52 anos em 2013, quando foi trabalhar em uma startup que começava a crescer: o Airbnb. “Eu tinha o dobro da idade de qualquer outro no escritório e me sentia um idiota, porque não tinha a menor ideia do que estavam falando. Pensei em ir embora”, diz. “Aos poucos, fui promovendo uma troca: os jovens têm inteligência digital e eu, mais velho, tenho inteligência emocional”. Conley se tornou guru do jovem fundador da empresa, Brian Chesky e, desde então, o valor da startup saltou de US$ 10 bilhões para mais de US$ 30 bilhões. “Brian me disse: eu o contratei pelo seu conhecimento, mas o que você nos traz é sabedoria”, diz.
A troca entre inteligência digital e emocional é benéfica para as gerações e para a inovação. “Empresas com diversidade de pensamento são mais produtivas. As companhias estão acostumadas a promover variedade de gênero, mas o maior impacto vem da diversidade etária”, diz. “O cérebro encolhe, com a idade, de tal maneira que os hemisférios esquerdo e direito se tornam mais próximos. A pessoa consegue transitar mais facilmente entre a fantasia e a análise”. Chip propõe algumas formas de cultivar a inclusão geracional:

Faça feiras de conhecimentos
Promova encontros informais, de fim de tarde, para os funcionários dizerem o que sabem e o que gostariam de saber. Mutuamente interessados, poderão promover uma troca. “Não chame de mentoria, porque o termo assusta, mas é essa a ideia”, diz Chip.
Mapeie e estimule os sábios
Funcionários experientes que não sobem na carreira executiva frequentemente se consideram (e são considerados) pouco úteis. “Eles são estratégicos. É possível identificá-los e montar um mapa de calor na empresa, para saber como e quando aproveitar seu potencial”, diz Chip. “75% dos millennials afirmam que gostariam de contar com um mentor, mas apenas 2% têm um”, diz Chip. “Essa minoria é justamente a que não fica pulando de uma startup para outra. Orientação é uma ótima forma de reter talentos”.
Estimule a identidade
É curioso pensar em homens brancos de 50 anos como minoria, mas, conforme isso se torna realidade no ambiente de trabalho, sua organização em grupo pode ser estimulada. “Funcionários mais velhos formam um grupo de interesses comuns, podem se organizar para trocar experiências e propor ideias”.
Saiba reconhecer a sabedoria
Para cultivar os sábios, é importante saber o que é sabedoria no ambiente corporativo. Para Chip, ela não é meramente o conhecimento acumulado. “Conhecimento acumulado é o que eu encontro numa busca no Google. Isso não é tão importante”, afirma Chip. “Sabedoria é a capacidade de destilar a vivência em poucos e bons aprendizados”.
Fonte: Marcelo Moura, Época





“Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.” Anatole France 










“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito…” Don Herold. 







“Cuidar da nossa travessia é internalizar uma compreensão esperançosa da morte”. Leonardo Boff.
Possui sete livros publicados pela Editora Gaia. Entre eles: “Morrer não se Improvisa”, “Livro das Emoções” e, em parceria com Lama Michel Rinpoche, “O Grande Amor – um objetivo de vida”. A palestra, realizada em São Paulo, partiu de uma reflexão sobre a visão da morte segundo o budismo tibetano e como podemos dar apoio as pessoas que enfrentam a morte assim como aquelas que estão enlutadas. Projeto este precioso onde auxilia os pacientes terminais a encontrar através de terapia de apoio espiritual (embasado no budismo tibetano) um apoio no momento de sua morte.
Para os budista tibetano “a morte é a maior oportunidade da vida!”... É nesse momento que podemos voltar para casa – para nossa verdadeira natureza interna – o nível mais fundamental da consciência humana, que sobrevive á morte. Portando, podemos encontrar na morte o estado da paz e plenitude que buscamos durante toda a vida. Por isso não precisamos temer a morte e sim vivenciar com coragem.
Confesso que nunca pensei muito sobre este assunto, mas com a doença grave, progressiva e degenerativa de minha mãe, que fará 90 anos em 27 de Abril deste ano, procurei saber mais sobre este assunto tão temeroso… como enfrentar esta passagem? É certo que a perspectiva da morte arranca a esperança do seio da vida, mas talvez seja o caso de tentarmos compreender as reais necessidades emocionais e espirituais daqueles que enfrentam a morte, dando apoio a essas pessoas nesse momento tão especial.
É isso que Bel Cesar propõe neste livro “Morrer não é improviso” e na palestra que assisti. Evidentemente não é fácil vivenciar a morte com coragem, mas se falarmos da morte sem preconceitos vamos aprender a lidar com ela de maneira mais serena e veremos que a morte é, na verdade, a maior oportunidade da vida, um momento em que se pode voltar para a verdadeira natureza interna compreendendo que o mais fundamental da consciência humana sobrevive à morte.
Comprei o livro e já comecei a ler, estou adorando e recomendo. Baseado em princípios budistas, este livro ensina como ajudar uma pessoa a atingir um estado mental positivo no momento da morte, encontrando paz e plenitude. Relatos de pacientes na fase final da vida, à espera da morte, comentados por profissionais de diversas áreas, fazem deste livro algo vivo “emocionante e encorajador”, pois ensina que sempre há alguma coisa a fazer, e faz-nos ver a morte com serenidade e esperança.
Em julho de 1999, em uma conversa informal com o seu mestre e amigo Lama Gangchen Rimpoche, Bel Cesar foi questionada sobre a possibilidade de escrever um livro que apresentasse sua experiência com pacientes que estão prestes a morrer. Pensou por alguns instantes e manteve-se reticente. Em seguida, Lama Gangchen foi mais incisivo; “Eu vou morrer e sei que meu trabalho vai continuar. E você, depois de morrer, quem vai dar continuidade ao seu trabalho?”
Segundo ela, isso só é possível porque o budismo está baseado num sistema de sabedoria universal, respondendo às necessidades inerentes de cada indivíduo, que é encontrar um sentido tanto para a vida como para a morte e cultivar uma visão de paz que transcenda o materialismo imediatista.