SOU FEITA DE RETALHOS… DE PEDACINHOS…

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“…prefiro ser a colcha de retalhos! Colorida, remendada, uma parte velha, outra parte nova… uma grande mistura.” Isabella Marques 

Assim como a autora desta cronica Cris Pizziment, penso que eu também sou uma “colcha de retalho”. Representa sim todas as minhas facetas, minhas múltiplas personalidades e minha resistência. Porque já rasguei muitas vezes os pedacinhos… mas voltei a juntar tudo outra vez, com uma linha bem forte.

Assim como na vida, em meu trabalho ela representava algo maior ainda… era a união de tudo… de uma equipe inteira, como um fechamento.  Em cada lugar onde trabalhei nos últimos 15 anos, construía sempre uma “colcha de retalhos” ao final do nosso Projeto quando era concluído. Era realizado junto com todos da minha equipe… e sempre estávamos prontos a acrescentar algo. Alguns eram mais empenhados outros nem tanto, mas sempre participavam e acabavam se envolvendo a medida que viam a colcha sendo construída. Lentamente… Dia a dia transformava-se em algo maior e tão colorido como a vida! Sempre me deixava realizada.

Que sejamos cada vez mais uma junção de retalhos e que saibamos escolher quais deles farão parte de nós. Leia:

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“Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.

Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior… Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… Haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.

Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.

E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós’”.

Gostaram?

A MULHER QUE EXISTE EM MIM… O DOM DE ARDER!

“A mulher é uma incógnita… Um monumento à dúvida.” Mario Nhardes

Fogueira

Mais uma crônica de Déa Januzzi que eu adoro. Esta é a mulher que existe em mim… que arde, incendeia, para clarear o próprio caminho… assim, assim… Espero que apreciem. Leia:

A mulher que existe em mim está dormindo. Um sono tão profundo que nem príncipe encantado pode acordar. Nem Maria nem Madalena nem Verônica nem Amélia. A mulher que existe em mim não consegue lavar, passar, cozinhar, arrumar, sofrer em silêncio diante do calvário de um filho. Nem enxugar o suor que escorre da via-crúcis de todo dia. Nem quer ser a mulher de verdade. Nem a que se arrepende do que fez. A que expia os seus pecados.

A mulher que existe em mim viajou – e de algum lugar do passado escreve cartas de alforria para as escravas da paixão. Desse lugar bem distante, a mulher que existe em mim manda recados urgentes, pede socorro. Grita, esperneia, mesmo em silêncio, emudecida.

A mulher que existe em mim evaporou, e as gotas ficaram condensadas no ar dessa opressão. Você ainda sente o perfume dessa mulher que, em noites de Lua cheia, exala na esquina da sua casa?

A mulher que existe em mim não tem nada a ver com Cleópatra, a rainha do Egito, que se banha em leite de cabra com pétalas de rosas e almíscar, que desenha os olhos com lápis crayon para chegar perto de sua nobreza. Nem com as gueixas, que se preparam, se enfeitam, se vestem, para agradar o outro.

A mulher que existe em mim está engessada. Ela não sabe mais dançar. Não tem mais ritmo próprio, se esqueceu dos passos, da ginga, das curvas, da festa que existia em seu corpo. A mulher que existe em mim está presa a uma tala de gesso. Não pode virar para um lado nem para o outro. Esqueceu os acordes da alma.

A mulher que existe em mim virou fantasma de uma outra que gostava de rir e de brincar, de celebrar a vida. Vive em sobressalto, em pesadelo constante. A mulher que existe em mim não sabe bordar nem costurar nem tricotar, muito menos fiar, pois sempre fere o dedo na roca. Não tem tranças para jogar lá de cima do castelo onde está presa. Essa mulher cansada está enroscada nos fios que ela mesma produziu.

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A mulher que existe em mim foi passear e não voltou para mostrar que ainda é tempo de semear a sensibilidade, de conversar em calma, de confessar coisas boas, de compreender e de germinar. Mas a mulher que existe em mim vive em transe, por amar demais, sem medidas, sem pouso, sem sossego. De vez em quando, ela precisa ficar internada no hospício da própria loucura, pois a mulher que existe em mim não é lúcida, muito menos comportada. Nem pode ser colocada numa camisa de força. Nem em redoma de vidro.

A mulher que existe em mim não se quebra, nem se dissolve.
A mulher que existe em mim arde como flor de papoula que abriga o ópio dentro de sua beleza rubra e estarrecedora. Ela não mostra o afeto que possui para não gastar. Ela não ama em dobro para não desgastar, porque amor demais esgota.

A mulher que existe em mim desapareceu, se exilou em outras paisagens, no cair da tarde, entre nesgas douradas do crepúsculo. Às vezes, ela é a poeta que se descobriu já no entardecer da vida. Outras vezes precisa de colo, como uma menina.

A mulher que existe em mim briga o tempo inteiro consigo mesma, como se estivesse enjaulada num papel que não é o seu. Ela dorme um sono letárgico, entorpecedor, analgésico, ansiolítico – e acorda tonta, desmesurada.
A mulher que existe em mim, um dia, amanhece sem susto, renovada. Desperta sem cansaço, refeita, em paz, sem modelos para copiar, sem culpa, sem medo, sem gesso, sem molde, sem fôrma de bolo.

A mulher que existe em mim agora arde, incendeia, para clarear o próprio caminho. A mulher que existe em mim acordou, espreguiçou, sem beijo de príncipe encantado. Sem varinha de condão, sem nenhuma mágica, a mulher que existe em mim derrubou as paredes do tédio, arrebentou as grades da mesmice. Revirou-se pelo avesso, se contorceu, até encontrar o seu cerne.

A mulher que sou, não quer mais ser forte nem sofredora nem amarga nem estar em dívida consigo mesma. Muito menos carrasca de si própria. A mulher que existe em mim não é algoz, mas tem olhos profundos para decifrar o mundo.

Esta crônica da jornalista e escritora Déa Januzzi, foi publicada originalmente no Estado de Minas.

COMO SE PREPARAR BEM PARA PERCORRER O CAMINHO DE SANTIAGO.

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena” (milagre do Caminho de Santiago).

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Esta aí um sonho que vou me preparar muito para realizar. Tenho três irmãos que estão me convencendo a fazermos isso juntos. Confesso que adoro a ideia, mas tenho receio pois estou despreparada fisicamente. Se você como eu, quer percorrer algum dia o Caminho de Santiago de Compostela, (pelo norte da Espanha), surge então a oportunidade de você planejar a sua jornada, nos mínimos detalhes, com toda segurança.

Daniel Agrela, autor do principal guia do Caminho de Santiago em português sempre dá oficinas em São Paulo (entre no site para mais informações). Vale a pena conhecer. Sim já me animei. Leia os detalhes abaixo:

Inscrições abertas!

Em primeira mão, saiba todos os detalhes da Oficina para Formação de Peregrinos. Tem curso presencial de três dias, informe-se abaixo, sobre as datas disponíveis em São Paulo. São apenas 15 vagas por turma.
Buen camino! Clique no site para mais informações!www.oficinaparaperegrinos.com/

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Bom então vou começar este curso em 2018 para me preparar para o Caminho de Santiago de Compostela e me tornar uma Peregrina. Minha intenção é fazer via Portugal.

O Caminho Português de Santiago, faz uso de trajetos antigos que cruzam bosques, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades históricas assim como, cursos de água através de pontes, algumas deixadas pela ocupação romana. O Caminho é ainda marcado por capelas, igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, nos quais não falta a imagem do Apóstolo Santiago. Me encanta e inspira só de imaginar, deve ser pura emoção.

Penso que por ali deve passar multidões de gente anônima, caminheiros, viajantes, mercadores, feirantes e romeiros, mas também, reis, nobres e clero… e aposentados aventureiros, assim como eu. Contudo, o Caminho deve ser também uma oportunidade de descobrir a hospitalidade das gentes do Norte de Portugal e da Galiza…além de ter contato com o seu vasto patrimônio arquitetônico, das suas seculares tradições culturais e da sua riquíssima gastronomia… tudo de grande valor histórico. Adoro Portugal!

Estou planejando com meus irmãos uma viagem de 8 á 10 noites… sem muita pressa. Gostaria de iniciar pela vila medieval Ponte de Lima… Distância Total do percurso será de 154 km. (Pretendo caminhar de 10 á 15 km por dia… mas vamos ver o que me espera rsrsrs.).

E você se animou? Só quero ver quando meus irmãos descobrirem que começo a planejar e me preparar para esta caminhada.

Boa viagem.

DEPOIS DOS 60 ANOS, NÃO SE FAZ SEXO PELO PRAZER DO MOMENTO… É MUITO MAIS!

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“Envelhecer é estar mais perto do sagrado, das coisas que realmente importam.” Déa Januzzi

Adoro as crônicas de Déa Januzzi… traz leveza á minha alma! E vocês gostam? Leiam:

Por um momento nossos olhos se cruzaram. Um único instante, depois de tantos anos de acusações, de farpas, de culpas engasgadas na garganta. Por um momento nossos olhos se cruzaram sem a presença de outras pessoas para vigiar, disciplinar, julgar. Nossos olhos se cruzaram por um rápido instante e quase se engoliram. Nossos olhos fizeram sexo como se ainda fôssemos jovens. Mas se desviaram a tempo, porque não há mais chance para os olhos do passado.

Depois dos 60 anos, não se faz sexo pelo prazer do momento nem pelo tesão descontrolado dos hormônios, porque há muito eles se foram. Depois dos 60, o sexo vira amor e os olhos querem mais do que fúria. Querem calmaria. Depois dos 60, os olhos querem delicadeza, ternura, compartilhamento. Os olhos não se enganam mais, sabem vasculhar a alma, enxergam os erros, veem as consequências dos atos tresloucados do sexo sem cumplicidade.

Depois dos 60 anos, os olhos querem, trocam, mas já compreendem que a sedução é mais do que o ato em si. Os olhos querem ser abraçados, tocados, compreendidos em sua vastidão, em toda a sua profundeza. Não há mais tempo do sexo fugaz que pode pesar a vida da mulher. Depois de tudo, ela vai carregar um filho no ventre e nas costas por toda uma vida. O filho é a parte saudável e não pesa tanto quanto o momento de prazer sem compromisso. Afinal, o filho é a prova de que por um instante os pais se amaram. Ou fizeram sexo com paixão.

Mas depois dos 60 anos, os olhos não se enganam mais, estão acostumados com a falta de compromisso e de compaixão do outro, com o amanhã da solidão, com o anteontem das separações, brigas e falta de amadurecimento para ser pai e mãe de verdade.

Tenho amigas que descobriram o beijo na boca depois dos 60 – e chegaram às nuvens. Nesta nova fase da vida, sexo tem que fazer cafuné na alma. E sabem onde fica o Ponto G dessas mulheres? Fica no coração, que tem de ser tocado com maestria, talento e competência, como se fosse uma música de Vivaldi, de preferência uma das Quatro Estações. As preliminares depois dos 60 podem durar a noite inteira, até acordar em gozo, gemendo de amor.

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Por um momento nossos olhos se cruzaram e se reconheceram. Os olhos se lembraram das tentativas, do projeto de formar uma família, de viver junto, de construir uma vida em comum. Por um momento, os olhos se lembraram da primeira vez, da emoção de ter um corpo dentro do outro. Das lágrimas derramadas pela primeira e ardente vez. Da paixão que fulminou a razão.

Mas os olhos não mentem e se desviam rapidamente, sem outra chance. Os olhos se lembram de que foram aqueles mesmos olhares que seduziram uma mulher de 20 anos, que foi abandonada, sem gentileza, sem escrúpulo, sem resposta para toda a vida. Que foi degredada e teve que aprender sozinha a criar filho, mas com o apoio de outras mães sozinhas, de uma rede de solidariedade feminina.

Depois dos 60 anos, os olhos compreendem que é melhor não cair em tentação. E que é hora do adeus. Os olhos se cruzaram, se desviaram e se despediram.

CASA ARRUMADA – Carlos Drummond de Andrade.

” Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata”. Carlos Drummond de Andrade.

Assim como Carlos Drummond de Andrade, penso que uma “casa” só existe quando tem vida! Casa é lar! Leiam esta crônica:

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

 

 

OCTOGENÁRIOS IMITAM CANTORA TAYLOR SWIFT EM VÍDEO IMPERDÍVEL.

“Pois viver deveria ser – até o último pensamento e derradeiro olhar – transformar-se.” Lya Luft

Este é um vídeo que tem tudo pra você gostar de ver. É uma mostra que, como dizia Fernando Pessoa, “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.” Um total de 50 pessoas, entre moradores, funcionários e netos deles do asilo Julia Wallace Retirement Village, na Austrália, levaram uma semana para produzir esse vídeo pra lá de engraçado, apresentando uma “versão terceira idade” da música Shake It Off, da cantora americana Taylor Swift. A média de idade dos velhos que participaram é de 82 anos. Somando a idade de todos que tomaram parte na brincadeira chega a quatro mil anos. Deu vontade de sair dançando… Como diz a apresentação do vídeo, nunca é tarde demais para dar a volta por cima e se divertir muito:

Este é o vídeo original de Taylo Swift que serviu de inspiração para a nova versão:

 

SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo na “melhor idade” é um assunto de grande interesse, não é? Assunto cheio de tabus e preconceitos, mas que atualmente tem mudado muito. Afinal somos da geração Baby Boom (da Explosão de Bebês) e a Geração X (ou “baby bust“) lembra? Revolucionários? Acompanhamos de perto muitas mudanças culturais e sociais das décadas de 60 e 70. Mais do que uma explosão demográfica (Baby Boom), essas foram as gerações (e X) de grandes transformações culturais e sociais . Mudanças transformadoras eu diria, para um novo mundo que viria á frente. Dessas gerações surgiram os ideais de liberdade, o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. Gosto muito do que Maya Santana (do 50e mais) comenta sobre o sexo na terceira idade. Leiam.
Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos.

Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

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Depois dos 50, o maior problema para ela é a perda da libido; para ele, falhas na ereção.

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte:http://www.50emais.com.br/44968-2/

 

 

9 ARTIFÍCIOS QUE TORNAM O SEXO POSSÍVEL E MAIS GOSTOSO NA 3ª IDADE…

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“Amor é prosa, sexo é poesia.” Arnaldo Jabor

Volta e meia eu falo aqui da importância… e do quão saudável é a atividade sexual na terceira idade. E como estamos vivendo mais, as pessoas estão se relacionando sexualmente até mais velhas e buscando os melhores caminhos. Para estas pessoas, estou postando este artigo de Heloísa Noronha, do Uol, com dicas para tornar tudo mais fácil e mais relaxado, quando se pensa no encontro entre duas pessoas mais velhas na cama. São bem pertinentes. Leiam:

Embora seja cercado de mitos e preconceitos, o sexo na terceira idade é possível, sim! E mais: pode trazer vários benefícios à saúde dos envolvidos, como maior resistência ao estresse e à dor, estímulos circulatórios e ainda manter a autoestima em alta. Na maioria das vezes envolve mudança e limitações, mas nem por isso deixa de ser prazeroso. Para aproveitar a experiência ao máximo, veja alguma táticas sugeridas por especialistas no assunto:

Aceitação das limitações
Não se trata apenas de disposição e vigor físico. Por mais que as pessoas tenham desenvolvido hábitos saudáveis ao longo da vida, o envelhecimento provoca mudanças no organismo que impedem praticar os mesmos malabarismos e ter o mesmo fôlego da juventude. Alguns medicamentos, inclusive, acabam afetando a ereção, a lubrificação feminina e a libido. Com os cuidados adequados, porém, nenhum idoso é privado de ter uma vida sexual prazerosa – e aqui cabe lembrar que sexo não é só penetração e orgasmo, certo?

Nada de comparações com o passado
Livrar-se da pressão de ter a mesma performance da juventude pode ser libertador, porque trata-se de uma competição inútil e injusta. Há uma queda hormonal natural para homens e mulheres, o que influencia também no desempenho. É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Preliminares mais longas
Elas são necessárias porque o homem leva mais tempo para atingir uma ereção satisfatória, assim como a mulher precisa estar bem excitada para obter um grau de lubrificação adequado para a penetração, o que influencia também no desempenho. Lubrificantes são bem vindo aqui… É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Proteção, sempre 
Estudos recentes apontam que a incidência de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) como Aids, clamídia, gonorreia e sífilis vem aumentando nos últimos anos, principalmente em pessoas acima dos 50 anos de idade. Preservativos, nunca é demais destacar, não servem apenas para evitar uma gravidez indesejada. Embora muitos homens idosos não tenham sido acostumados a adotar a camisinha nas relações, é importante avaliar a importância e a necessidade de inserir esse hábito no cotidiano.

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A magia de ir construindo uma intimidade.

Lubrificação com Recursos

Para as mulheres, as alterações hormonais tornam a mucosa vaginal mais delicada e menos resistente, além de haver diminuição na lubrificação natural. Isso significa que o atrito provocado pela penetração causa incômodo, dor e até até ferimentos. Como nem sempre esse quadro é tratado, muitas idosas acabam abandonando a prática sexual por desconforto, o que é encarado pelos parceiros como desinteresse. Uma conversa franca com o médico pode levar a soluções  que tornam a transa mais agradável: reposição hormonal, uso de lubrificante em gel e até mesmo a aplicação intravaginal de hormônios podem combater a secura da região. É bom, ainda, checar se a queda dos níveis de estrogênio não vêm causando infecções urinárias, cujos sintomas nem sempre são percebidos.

Optar por uma posição confortável

É preciso encarar o sexo como uma atividade física e, portanto, o limite de cada um deve ser respeitado. Problemas ortopédicos podem limitar algumas posições, mas, via de regra, a tradição do “papai e mamãe” costuma ser a preferida nessa faixa etária pelo conforto e segurança que proporciona.

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Conversar

Em se tratando de pares juntos há muito tempo, um dos principais entraves relacionados à sexualidade é o receio de experimentar coisas novas e a resistência em abandonar velhos hábitos. Já casais recentes de idosos têm o desafio de construir a intimidade, mas fatores como crenças religiosas, pensamentos conservadores ou costumes obtidos em relacionamentos anteriores podem dificultar o processo. A saída, em ambos os casos, é conversar abertamente sobre o assunto. Nunca é tarde para abrir a mente, adotar novos costumes, aprender e, principalmente, usufruir as delícias do sexo.

Tentar outra vez

Entender o porquê de não ter dado certo e também o benefício para a saúde da relação sexual podem ser os maiores estímulos a novas tentativas.

O orgasmo muda

Como em qualquer idade, o orgasmo é fruto de um relacionamento prazeroso e, provavelmente, excitante. Nessa faixa etária é comum o homem ou a mulher demorarem mais para atingir o orgasmo e, no caso masculino, ele pode ocorrer sem ejaculação. Os benefícios são mais psicológicos do que físicos, o que em hipótese alguma significa que gozar na terceira idade vai ser ruim.

FONTES: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Cristina Carneiro,  ginecologista e obstetra de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP); Marilene Kehdi, psicóloga especializada em geriatria e gerontologia, de São Paulo (SP) e Paulo Camiz, docente da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio Libanês, ambos em São Paulo (SP)… – Clique aqui  .

NINGUÉM QUER MORRER… XÔ FEBRE AMARELA!

“O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior”. François Lá Rochefoucauld

Se for pra escolher ninguém quer morrer. Isso é fato! Com a situação em São Paulo se agravando dia a dia e com o número de mortes de infectados pela febre amarela só aumentando… todos estão querendo se proteger. E a vacinação é nossa única proteção mais segura contra esta doença que pode ser mortal. Mesmo com as autoridades orientando que não precisamos correr pros postos (como se o povo confiasse nesta informação) vejo que quase ninguém ouve… pelo tamanho das filas que crescem todos os dias em todas as regiões o povo só está querendo proteção. Entendo que o descaso das políticas públicas com a população, onde deveriam ter começado uma campanha de vacinação contra a febre amarela pra toda a população desde o início de 2017… muito antes de chegar como está hoje… (só agravou tudo) com certeza não estaríamos nesta situação agora. Preocupa muito que as vacinas estão acabando antes do final do dia em muitos lugares. São enviadas diariamente doses grandes aos postos de saúde, mas não são suficientes pelo que percebo. Ninguém da fila tem garantia de que será vacinado, isso causa stress e alarde maior ao povo. Hoje vemos com tristeza o desespero de muitos da população pra serem vacinadas (só querem se proteger e não querem correr risco desnecessário). As filas são cada vez maiores e com o tempo longo de espera, onde tem gente que chega a dormir na fila muitas vezes… o nervoso se sobressai e muitos estão agredindo aos funcionários e as próprias pessoas da fila… surge um desespero total. Tem ocorrido até invasões aos postos. Além disso estas pessoas também estão se expondo ao contato com o mosquito. Os postos estão se organizando e trabalhando muito, numa ação conjunta e se esforçando para atender o máximo de pessoas possíveis. Mas necessita ainda de informações melhores, mais precisas e confiáveis pra quem esta na fila, isto com certeza aliviaria este stress. A proteção policial está acontecendo e “todos” têm que ter muita habilidade e paciência pra lidar com esta questão. Pois ninguém quer morrer. A campanha com doses fracionadas começam a ser distribuídas e aplicadas a partir de 24/1 em São Paulo. Terá validade de 8 anos conforme informações da imprensa. Enquanto isso estaremos nesta agonia.

Erro
Este vídeo não existe
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Eu fiquei nesta quarta feira (17/1) na UBS Jardim Edith por 6 horas (cheguei 6:30 sai as 12:30h) pra tomar a vacina, isto porque eu tinha prioridade e estava com meu cartão do SUS. O atendimento depois de recebida a senha dos prioritários foi rápido e eficiente. Percebi que tinha muita gente trabalhando no posto e ajudando a organizar tudo lá dentro. O jeito é ter muita paciência mesmo. Quem não tinha prioridade ia levar mais 3 horas depois disso pra receber a senha e pra ser vacinado. Ainda tenho o sonho e a esperança de que um dia a Saúde e Educação sejam prioridade no Brasil. E você já tomou a vacina?

COMO VALIDAR O SEU DIPLOMA EM PORTUGAL: UM GUIA COMPLETO!

Faculdade Porto

“Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.” Anatole France.

Uma dúvida muito comum quando se quer estudar ou trabalhar em Portugal é se há a necessidade de validar diploma em Portugal. Primeiro, é interessante saber que esse procedimento pode ser mais conhecido no país pelos termos Reconhecimento, Equivalência ou Registo, tendo cada um deles uma finalidade diferente. Presta atenção nas dicas que a Cibele Dias nos dá sobre como revalidar seu diploma em Portugal.

Estudar fora do Brasil parece ser meio complicado quando não sabemos muitas informações. Quando vamos estudar fora do país, precisamos ter em dia nossos documentos escolares. Desde autenticações e apostilamentos até a tão famosa Equivalência/Reconhecimento de diploma. Fizemos um guia completo para te ajudar nesse processo.

O que é o Reconhecimento/Equivalência de diploma e existe diferença entre eles?

É o processo de reconhecimento de graus estrangeiros de nível superior que faz uma análise curricular para atribuição do grau desejado. Este processo foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 283/83, de 21 de Junho.

A equivalência é um processo através do qual a qualificação acadêmica estrangeira é comparada a uma qualificação portuguesa, relativamente ao nível (Licenciado, Mestre ou Doutor), à duração e ao conteúdo programático, sendo também fixada a área científica da equivalência concedida, ou seja, é preciso avaliar o seu diploma, histórico escolar e ementa de cada disciplina cursada.

No caso do reconhecimento, a qualificação acadêmica estrangeira é comparada a uma qualificação portuguesa apenas ao nível.

Como faço o processo de Reconhecimento/Equivalência?

Para fazer o Reconhecimento/Equivalência você precisa entrar em contato com qualquer instituição de ensino superior e buscar informações sobre procedimentos, valores e outros. Dá uma olhada no post  conhecendo as universidades públicas portuguesas, nele você encontra algumas instituições que podem fazer este processo. É preciso encontrar um curso que tenha sua ementa o mais próximo possível da sua formação no Brasil. Vale lembrar que, aqui em Portugal, não existe a diferença entre Licenciatura e Bacharelado. Todos os cursos são Licenciaturas – e nem por isso te habilitam à sala de aula. Aqui no site do DGES você encontra as informações complementares para seguir o processo. Este processo também é o que deve ser feito caso você queira exercer sua profissão neste país.

Quanto custa e quanto tempo demora?

Como quem faz este processo são as universidades públicas, cada universidade atribui um custo e o tempo. Se tiver alguma dúvida sobre quais universidades são públicas, basta clicar aqui e pesquisar pela universidade. Não podemos definir um valor específico, pois ele varia de instituição para instituição. O que podemos dizer é que a média fica entre os 450€ e o tempo é de 4 a 5 meses de avaliação do processo. Podendo ou não ser aprovado. Na maioria das instituições, é cobrado 30% do valor na solicitação do processo e os outros 70% na retirada do documento.

Para nós, brasileiros o processo de Reconhecimento/Equivalência, só é permitido para os diplomas de graduação. No caso de necessidade de registro oficial em Portugal do diploma de mestrado ou doutorado, o processo que deve ser feito é o processo de Registro.

O que é o Registro de diploma?

Também é uma modalidade de reconhecimento de graus estrangeiros, porém como se trata de diplomas de especializações o processo é diferente e leva menos tempo que o processo de Reconhecimento/Equivalência. Nem todos os países podem fazer o registro em Portugal. O processo de registro esta instituído pelo Decreto-Lei n.º 341/2007, de 12 de Outubro e a lista de graus acadêmicos que podem passar pelo processo e seus respectivos países, está disponível aqui.

 Como faço o processo de Registro?

Para doutorado a solicitação deverá ser feita em uma universidade pública portuguesa ou na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). Para as licenciaturas e mestrados pode-se solicitar em universidades públicas portuguesas, no Instituto Politécnico público português e na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). Aqui no site do DGES você encontra os documentos necessários para realizar o pedido de registro.

Quanto custa e quanto tempo demora?

O valor para o registro fica entre 26€ e 28€ e o prazo é de no máximo 3 meses.

Ok, já sei como fazer o processo de Reconhecimento/Equivalência e o processo de registro.

Mas e a tal conversão de classificação de notas, o que é isso? Eu preciso fazer?

Passa por esta etapa quem fez o processo de Registro de diplomas ou Reconhecimento profissional. Essa conversão atribuirá o seu histórico a classificação portuguesa de notas que é de 0 a 20.

A atual legislação obriga a passar por este processo de conversão os diplomas que tem origem dos EUA, Espanha, Itália, Malta, Reino Unido, Países que tem uma classificação em uma escala de 0 a 10 e países que tem uma escala de 0 a 6. No Brasil, alguns programas atribuem a escala da A a F e nesses casos, cada programa define quais valores estão atribuídos a cada letra. Por exemplo, A pode ser de 10 a 9, neste caso você também precisa passar por este processo.

O site do DGES te indica qual o procedimento deve ser feito para a solicitação desta conversão para a escala portuguesa de valores.

Então, se você tem interesse em validar o seu diploma em Portugal porque precisa trabalhar, sua instituição de ensino solicitou ou mesmo precisa concorrer a uma bolsa de estudos portuguesa, este é o processo que deverá ser feito.

Se você ainda tem alguma dúvida ou quer buscar mais informações, entre em contato diretamente com o DGES (atendimento telefônico para a área de registros/reconhecimento somente às 2ª, 4ª e 6ª feiras das 9h30 – 12h30 no telefone +351 213 126 000).

Fonte: http://maracujaroxo.com/2017/01/29/como-reconhecer-o-seu-diploma-em-portugal-um-guia-completo/