QUAL É O SENTIDO DE SER AVÓ? MONJA COEN.

“Avós são mágicos, em qualquer tempo eles trazem de volta os sabores da infância. Amo ser avó”. Raquel Piffer

Como uma “vovó coruja e assumida” que sou… agora quase chegando mais dois netinhos… muito queridos (serão três) e com a proximidade do dia dos avós, encontrei este post que adorei. Repasso agora para vocês esta entrevista exclusiva do portal avŏsidade (realizada por Elisabete Junqueira e Jorge Luiz de Souza) onde Monja Coen compartilha conosco partes especialmente selecionadas da enorme sabedoria que acumulou depois que deixou o Brasil e junto a sua profissão de jornalista para viver em um mosteiro budista no Japão. É… “Avós nos tempos modernos continuam deseducando um pouco, mas com um brincar que inclui ensinamento”. Assim define a Monja Coen, cujo nome civil é Cláudia Dias Baptista de Souza, mãe da Fábia, avó da Rafaela e bisavó do Mahao.

 “Existe um papel de avô e avó, que é o de contradizer um pouco os filhos com relação aos netos”, diz ela. E explica que a função dos avós em relação aos pais é isto, de questioná-los: “vocês têm certeza de que esta é a melhor maneira de educar seu filho?”

Ainda definindo o sentido de ser avó, cita um monge vietnamita que diz: “a maior dádiva para alguém é a sua presença, é estar presente pro outro”. E a presença é mesmo para influir na educação das novas gerações. “As crianças vão receber influências de toda parte. E os pais quererem negar a influência dos avós é um absurdo. Que bom que seja influenciado pelos avós.”

Mudar a rotina.

Com sua experiência, Monja Coen traz para a entrevista alguns ensinamentos bem precisos para aprimorar o relacionamento entre as gerações dentro de uma família. Um deles é permitir o convívio em lugares neutros, que não pertençam a um ou outro membro do grupo.

Outra dica: evitar as discussões familiares nas refeições. “A gente, pra conversar, não precisa convencer o outro do nosso ponto de vista, mas ouvir, ouvir pra entender.”

Os mais velhos podem apontar caminhos, mas os mais jovens têm de viver suas próprias experiências – é outra sabedoria que ela compartilha. Mas às vezes é bem incisiva: “Ser boazinha é um crime, ninguém tem de ser bonzinho nesse mundo, tem que ser correto”.

Ela também conta histórias de sua vida familiar, como o parto do bisneto, que foi feito em casa. E ela, mesmo apreensiva com os riscos, foi a pessoa da família que mais participou.

A entrevista… 

Eis os principais trechos da entrevista:

Ser avó em tempos modernos.

Avós continuam deseducando um pouco, mas com um brincar que inclui ensinamento.

“Eu acho que hoje as avós são mais jovens e muitas delas estão ainda em áreas de trabalho, não estão aposentadas. Antigamente, avó era geralmente uma pessoa que já tinha se aposentado. Então, ela tinha muita disponibilidade de estar com os netos, de cuidar, de dar suporte. Houve uma época em que as famílias moravam juntas, que é uma coisa que ainda se faz no Japão, a vovó e o vovô moram com o filho mais velho ou com a filha mais velha. Então, podem dar esse apoio familiar. E hoje é um pouco raro. Então, houve realmente uma mudança no papel do avô e da avó, que brincam um pouco mais, continuam brincando, continuam deseducando um pouco mais também, permitindo…

…aquilo que os pais tão jovens não permitem. E a gente vai lembrando que quando a gente era jovem, era mais rígida, não é? Exigia mais, ‘não pode ser assim…’, ‘eu tenho certeza, né? E por isso tenho de fazer tudo certinho’. Eu acredito que a idade, a experiência, nos faz ver que as pessoas crescem e se desenvolvem melhor com brincadeira, com carinho, do que com rigidez. Mas tem que ter uma certa rigidez. Então, avô ou avó não são apenas aqueles que brincam, porque esse brincar inclui um ensinamento”

Competição entre pais e avós?

Um papel de avô e avó é contradizer um pouco os filhos, sim.

Tem o medo da competição, de que a criança vai gostar mais do vovô e da vovó do que da mamãe e do papai, que vai pedir colo do vovô e vovó, que vai ser contrariado pelo vovô e vovó e não vai fazer o que o papai ou a mamãe quer. Então, nisso a gente precisa de muito diálogo, de fazê-los entender que ninguém está tirando o papel do pai e da mãe. Pelo contrário, existe um papel de avô e avó e o papel de avô e avó é este. É de contradizer um pouco os filhos, sim. De pensar nesses netos que já se vê com um olhar…

…diferente, e que eles têm que saber que isso faz parte do crescimento de uma criança. Que ela precisa de ter pontos de vista diferentes e olhares diferentes. Que não é só quem concorda conosco que é bom. Quem discorda de nós é muito bom porque nos provoca a encontrar meios e expedientes de defender o nosso ponto de vista. Então, a função dos avós em relação aos pais é isto, de questioná-los: ‘vocês têm certeza de que esta é a melhor maneira de educar seu filho?’”

Uma nova relação com a criança.

Pelo menos uma hora por dia deixar o celular no mudo e brincar.

Uma coisa importante é partilhar com a criança. Chegar em casa e perguntar ‘o que você tem pra me ensinar hoje?’ Não é ‘o que você aprendeu?’, é ‘o que você tem pra me ensinar, me ensina uma coisa’. Mudar um pouco o papel e ser mais lúdico. Ter encontros. Uma coisa que afasta… tem até as brincadeiras que se faz com as pessoas que ficam tanto tempo nos celulares. E que não olham mais para a cara dos filhos, da criança, da esposa ou do marido, cada um envolvido no seu mundo individual. E a gente poder ter pelo menos uma vez por dia uma reunião familiar, que pode ser um café da manhã, um almoço, jantar ou lanchinho à noite, mas que possam estar juntos por alguns momentos, partilhando o que fizemos hoje, o que foi bom…

…em outros projetos, sociais, voluntários, seja o que for, e também envolvidos no celular. Então, não participa com a criança, né? Fica com a criança, mas está no celular como o pai e a mãe estão. Então, o personagem do avô e da avó que seria aquele que pode brincar junto, fazer bobagem junto, errar junto, de repente não está mais lá, porque está no celular. Então, a gente tem que pelo menos uma hora por dia deixar o celular no ladinho, põe ele no mudo e vai brincar com a criança, vai estar presente. Há um monge vietnamita que diz isso: ‘a maior dádiva para alguém é a sua presença, é estar presente pro outro’. Imagine se nós estamos presentes se eu falo com você e pensando ali… Não existe isso, mas fazemos isso com as crianças, fazemos com adolescentes, permitimos que os adolescentes façam isso…”

Leia também: https://oterceiroato.com/2016/06/01/avos-e-netos-beneficios-desta-relacao/

Mude a rotina.

Sugestão: encontrar lugares neutros, de as famílias irem viajar com todos juntos.

Eu acho que a gente podia encontrar lugares neutros, de as famílias irem viajar com todos juntos. O sogro da minha neta faz isso uma vez por ano. Ele tem dois filhos, os dois casados e com filhos. Uma vez por ano ele junta a família toda para fazer um passeio, umas férias juntas. Então, ele vai com os dois filhos, com as duas noras, com as crianças, e ele e a esposa. Então, ele consegue, porque você não está na casa. É uma coisa muito hábil, muito inteligente. Foram fazer um passeio de barco, foram a Disneyworld. Pode ir pra São José, não precisa ser lugares no exterior que sejam caro, pode ir para um hotel fazenda, vai para um sitiozinho…

…de um amigo, mas não na sua casa. Porque a sua casa é um pouco o seu reino. E aí a outra pessoa acha que está entrando no reino do outro. Então, o homem não é o rei lá, o sogro é que é o rei. A menina não é rainha da casa, porque a rainha é a sogra. Então, imagine que é um lugar neutro. E aí sim eu acho que vai funcionar bonito. Porque vamos estar todos juntos num lugar que é desconhecido para nós. Vamos descobrir juntos. E vamos deixar as crianças correrem para cá e para lá, pro lado dos vovôs, das vovós, e não ficarem só com os pais.”

Quem não dança, segura a criança.

Avô e avó formaram seus filhos e são, de certa forma, pessoas de confiança.

Pai e mãe gostam muito de avô e avó quando querem ficar sozinhos. Quando eles têm um evento, uma coisa pra sair. Então, vovô e vovó são a solução. Ainda bem, ainda bem, porque é mais importante deixar com os avós do que com pessoas desconhecidas, que podem ensinar coisas muito erradas. Eu sempre digo, quando eu faço palestras, que a gente tinha que pagar muito bem as pessoas que ficam com as crianças, porque elas têm que ser muito capacitadas. Nós estamos deixando seres humanos frágeis, que estão captando tudo que está no ar, com pessoas que não estão preparadas. Então, tanto professores do ensino básico, infantil, pré-escola…

…como início de escolaridade, como quem vai à nossa casa ficaria, por exemplo, eu tenho que trabalhar, meu marido vai trabalhar, com quem vai ficar a criança? Ah, vou chamar aquela moça ali, aquela mocinha, porque é barato e eu posso pagar. Ela está capacitada? O que ela vai ensinar para essas crianças, que atitude ela tem em relação ao mundo? Como ela se comporta em frente ao mundo? Porque, se a pessoa não tem capacidade, ela vai influenciar de forma negativa. Por isso avô e avó são importantes nessa hora. Porque eles formaram esses pais. Então, eles são, de certa forma, pessoas de confiança.”

Até onde vai o limite do controle?

Saber que, como avós, até onde eu posso interferir e onde eu paro.

“As crianças vão receber influências de toda parte. E os pais quererem negar a influência dos avós é um absurdo. Que bom que seja influenciado pelos avós. Eu conheço uma senhora, por exemplo, que ela é avó, o filho dela se casou, e ele é ateu e a nora é ateia, e ela cisma que as criancinhas precisam ir à igreja. Então, eu não sei o quanto isso afeta a nora e o filho, ou não. Ela diz: pelo menos uma vez por mês eu vou levar as crianças à igreja. Até hoje ela não levou. Mas ela ensina para as crianças cantigas católicas e fica muito alegrinha, achando que ela está fazendo uma coisa boa. Mas se os pais não estão de acordo, isso pode virar um atrito, não é verdade? Isso pode ser uma fonte de desafeto, depois dizer: eu não quero que você venha influenciar as…

…bom na sua infância. E ela é contrária. Então, a gente tem agora essas discórdias de gerações e de maneira de pensar, tem jovens muito radicais, de ser vegano, e nada disso pode. E nós, pessoas de uma geração anterior, ficamos olhando e falando: ‘Nós queremos saúde, nós não queremos um modismo, mas o que é saudável para um ser humano num processo de crescimento’. E que depois faça sua escolha. A escolha vai ser da própria pessoa em fase adulta. Mas numa fase de crescimento, se a gente puder oferecer aquilo que vai permitir um estado saudável… E aí que vem a questão: o que é saudável? Tive uma prima que se tornou vegetariana e então as filhas eram vegetarianas. Mas quando chegavam na casa a avó, a primeira coisa era pedir: vovó, faz um bifinho?”

Tolerância e respeito.

No mosteiro, durante a refeição quem fala, e é mais saudável.

Reuniões de família eram uma coisa muito gostosa. Não era como esses almoços e jantares que agora existem, em alguns domingos, que sentam na mesa e brigam. Era outra coisa. Era reunir pra cantar, pra dançar, pra declamar, pra mostrar uma coisa nova. Não se ficava pegando nas coisas pequenas. Mas no dia a dia, e nos jantares e almoços mais íntimos nossos, a coisa pegava. Eu brigava com minha irmã e meu avô dizia assim: ‘na minha infância, ninguém falava na mesa, a mesa é pra comer, não é pra conversar”. Vou para o mosteiro, e no mosteiro é assim. Durante a refeição quem fala. E eu percebo que é mais saudável. Eu não consigo fazer isso aqui na casa. Faço durante retiros, mas no dia a dia, não. Mas é muito mais saudável se a gente pudesse, quando sentar na mesa, fazer uma prece, um agradecimento, …

…por que estamos tão radicalizados, extremistas? ‘Eu penso isso e se você não pensa como eu você é louca, você não presta e eu não falo mais com você!’ O que é isso, gente? Isto teve, eu acho, uma influência muito grande da mídia. Nós tivemos uma mídia e estamos tendo, e é internacional, não é só nacional, mas também a internacional, que é bem assim: ‘ou você é a meu favor ou você é contra, eu quero destruir você, você tem que pensar como eu penso’. Não é assim. Nem todos pensamos do mesmo jeito. Os nossos olhares são diferentes, por ângulos diferentes e experiências diferentes. E a gente, pra conversar, não precisa convencer o outro do nosso ponto de vista, mas ouvir. Ouvir pra entender.”

Um parto diferente.

Como foi a história da chegada de um bebê em casa.

Ela resolveu que ia ter o bebê em casa e começou a me passar filmes pra que eu me educasse, pra que eu pudesse aceitar que o bebê nascesse aqui. Porque ela mora em um apartamento pequenininho e não caberia. Ela queria nascer numa banheira… o bebê. E aqui no banheiro antigo da casa cabia a tal da banheira pro bebê nascer. E a coisa foi comigo. Não foi com a avó, não. As avós não estavam querendo, não estavam muito a favor. E a minha irmã, que é médica, estava furiosa. Se a medicina cresceu tanto, temos a capacidade de não ter mortalidade infantil, de as mulheres terem partos saudáveis. Se tiver algum problema, num hospital, num minuto salva. Em casa, num minuto morre. Ou pode ter uma coisa gravíssima. É a visão médica. E ela me explicando que não, não é assim, veja…

…comecei a rezar tudo que eu sabia. E eu sempre digo que foi a reza mais forte que eu já fiz até hoje. Na hora em que eu vi a linguinha da minha neta ficar roxinha, porque tinha que fazer esforço, quando aquela língua ficou roxa eu falei: ‘agora não pode mais, agora tem que sair.’ Eu pequei todas as rezas que eu tenho, todos os livros de reza que eu tenho, bem forte, e o bebê nasceu. Ai, que bom! Que susto! Porque fica uma responsabilidade de uma coisa que é nova, de uma coisa que não tem assistência médica, embora essa enfermeira tenha uma experiência de 30 anos como obstetra, ela acabar até ensinando as próprias médicas como fazer alguns partos, mas sempre uma responsabilidade. Fui eu que assumi, né? O resto da família não estava aí. Estava só eu.”

Ser boazinha é um crime.

Avós têm que ter meios hábeis porque têm mais idade, mais experiência.

Ser boazinha é um crime. Ninguém tem de ser bonzinho nesse mundo, tem que ser correto e adequado. Para isso tem que ter sensibilidade pra perceber. Se eu falar agora, vai ser bom? Se eu interferir neste momento, vai ser adequado? Se não é, eu não interfiro agora. Mas eu percebo o momento certo de falar. E as vezes, falar com um… Pra mim, funciona mais falar com o marido da minha neta do que com ela. Quando a coisa está mais assim eu chamo ele do lado sem ela ouvir. E aí funciona. Porque ele não tem essa intimidade…

…que ela tem comigo. Dizer que ‘não vou ouvir, vovô, você é de outra geração”. Ele me ouve. Então, a gente tem que ter meios hábeis. Pra isso temos mais idade, pra isso temos mais experiência. Não pra competir com nossos filhos. Não pra competir com uma nova maneira de ser no mundo, que já não é mais a nossa. Embora a gente esteja, a gente já viveu num outro momento, então não por que interferir tanto, mas estar presente. Dar a eles essa sensação de, se precisar, estou aqui.”

A vida é para ser vivida.

Avós não têm pressa, a avosidade lhes permite perceber como tudo passa.

Na maior parte da vida a gente não usa a experiência do outro. A gente tem que passar. A gente gostaria que nossos filhos e netos pulassem etapas. Usa minha experiência, eu estou te dizendo… Mas não adianta. Algumas coisas, sim; mas a maioria, não. Eles têm que passar. E a gente apenas observa e lembra: eu também fui assim, olha o que eu fazia, também fiz arte, também não ouvi, não ouvi minha vovó, meu papai. Então a gente…

…se lembra de que passamos por essas etapas. Por isso é mais bonito. A gente não tem pressa, não tem angústia, não tem ansiedade… ‘Ai, precisa fazer!’ Não! A vida por si mesma vai fazendo com que aconteça. Eu posso apenas apontar. Apontar caminhos é isso. Dizer: ‘se você subir essa ladeira, você vai dar numa avenida tal; se você descer a ladeira, vai dar em outra avenida. Você quer ir pra que lado? Eu acho que a avosidade nos permite perceber como tudo passa.”

Espero que traga reflexões sobre o assunto na família. O dialogo e o respeito são muito importante para uma boa convivência entre as diferentes gerações da família.

Leia também:

https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

https://oterceiroato.com/2016/08/31/eu-vou-ser-vovo-pela-primeira-vez-a-distancia/

ENTÃO, VOCÊ VAI SER MÃE…

IMG_0860“A mãe compreende até o que os filhos não dizem”. Textos Judaicos

Quando li esta crônica, lembrei de tudo que já tinha vivido como mãe. Perfeito os sentimentos aqui descritos, cheios de muita sensibilidade. Hoje no “Dia das Mãe“… e com a gravidez de minhas duas filhas… e com minha nora já mamãe, e tantas outras de nós… sinto que como num bate papo, posso aqui compartilhar todos os sentimentos envolvidos neste momento maravilhoso da mulher… Hora de angústias, hora de uma explosão imensa de amor… ansiedades gerais que nos inundam neste período… ser mãe é a melhor coisa do mundo, não tenham dúvidas Tudo se transforma!

Acontece uma grande transformação “no momento em que uma criança nasce… a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo” (Osho).  Penso que “Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra” (Barbosa Filho).

Saibam que o tempo passa e muito rápido. E não nos damos conta (em muito momentos)… portanto aproveitem bastante cada momento com seus filhos, desde pequenos… Construam uma relação com muito afeto e compreensão, cheia de cumplicidade, confiança e amor… será a base de ambos, pelo resto da vida… Laços profundo de amor e cumplicidade! Depois só relembramos com muita saudade, principalmente de quando nossos filhos eram pequenos… e de como esta sensação nunca termina. Correria e tantas coisas pra fazer… fazem este tempo voar.

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Hoje aproveito também os meus netos: o que já chegou (meu amado João Pedro) e os que chegam de mansinho (Noah e a Aninha nomes não definidos ainda rsrsr)… e me fazem reviver tantas coisas maravilhosas. Estou aproveitando bem ,com bastante leveza e alegria na alma este tempo… com bastante intensidade, muito amor e carinho profundo, (tudo que a distância permitir). Cada minuto é precioso quando estamos todos juntos.

Acredito que “a maior emoção de uma mulher é ser mãe, é a maior emoção da vida ser mãe… nunca nos esquecemos deste momento quando ele acontece. Mais tarde há de se tornar avó… vidas que se somam, felicidades que se multiplicam!!! (Maria Isabel da Silva Thomáz). Vamos (vou) assim me realizando como mãe (e avó agora). Leiam esta crônica de Fabíola Simões que descreve tão bem o que é ser mãe, desde a sua descoberta:

Então você fez o teste de farmácia, o exame de sangue, o ultrassom, e descobriu que está grávida. Então seu corpo mudou, você passou a se alimentar melhor, está bebendo mais de três litros de água por dia e evita ultrapassar os carros pela direita. Passou a seguir blogs de maternidade, buscar aplicativos no celular, reformou o antigo escritório para ser o quarto do bebê e fez a mala da maternidade. Se programou para amamentar de três em três horas, comprou um sling para carregar o bebê para qualquer canto e tem certeza que, com o exemplo do pessoal de casa, seu filho irá gostar de ler e não dará trabalho para comer beterraba.

Eu gostaria de acreditar que tudo aquilo que sonhamos correrá exatamente como planejamos. Gostaria de pensar que há uma porção de regras que garantirão que nada sairá dos trilhos. Porém, a vida não funciona assim. E na maioria das vezes o que ela quer de nós é evolução, é mudança. E não há algo maior nesse mundo, algo que nos transforme tanto, do que ter um filho.

Ter um filho nos arremessa para bem longe da zona de conforto, da comodidade e do conformismo. Nos faz buscar respostas, decifrar mapas e pegadas na areia, ter soluções para o mistério das nuvens de algodão e do arco íris refletido nas bolhas de sabão. Nos torna heróis da noite para o dia, nos faz ter olhos de simplicidade e poesia.

Ter um filho é andar de mãos dadas com uma pessoinha que te vê maior que o mundo, é sentir os dedos melados de açúcar e saliva, é aprender a ser paciente com o suco esparramado no vestido na hora de sair e com as pausas para catar gravetos no caminho para o dentista.

Então você vai ser mãe e eu gostaria que você soubesse que mesmo planejando, organizando, arquitetando e estudando tudo nos mínimos detalhes, ainda assim você irá se surpreender. Ainda assim você ficará perdida em alguns momentos e não encontrará as respostas em nenhum livro, site, palpite ou bula.

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Seu filho irá exigir que você encontre as respostas dentro de você. Irá lhe fazer entender que é um caso único entre infinitos, e que, de um jeito novo, surpreendente e improvável, contrariando todas as previsões e estatísticas, você dará conta.

Você perceberá que deu conta quando a casa silenciar e você for cobri-lo na penumbra do quarto, e sentada na beira da cama desejar que o tempo congele. Você perceberá que deu conta quando ele tiver onze anos, e no intervalo das lições de ciências ouvir ele dizer um “eu te amo” gratuito, sincero e espontâneo. Você perceberá que deu conta quando notar o olhar aflito de seu pequeno te procurando na plateia da apresentação da escola, e então ser notada e presenteada com olhinhos brilhantes de alívio e amor. Você perceberá que deu conta quando, tarde da noite, o telefone tocar e ele te pedir conselhos para cuidar do próprio filho, pois você foi “a melhor mãe do mundo”.

Então você vai ser mãe e eu desejo que você possa viver essa experiência intensamente.

Que sua casa seja invadida por aviões de papel, alguns rabiscos nas paredes e manchas de Nescau no sofá. Que você passe mais tempo construindo cabanas de cobertor e barcos de sucata do que aspirando o carpete, e não desperdice o tempo que vocês têm juntos com excesso de trabalho e preocupações com o futuro.

Lembre-se que a infância é um sopro, e num instante você terá todo tempo do mundo só para você e muita saudade da cama compartilhada depois de um pesadelo, do abraço envergonhado perto da escola, das marcas na parede evidenciando o aumento de estatura, dos verbos conjugados arduamente, da primeira visita da fada do dente.

Eu pensei que tinha planejado tudo. Pensei que poderia ser apenas o tipo de mãe amorosa que conta histórias, cuida, brinca e reza para dormir. Mas meu filho veio me tirar da zona de conforto. Eu tinha me habituado a ser o tipo de pessoa carinhosa que conquista tudo com seu afeto. Mas ele não queria só isso. Ele queria se sentir seguro. E só se sentiria seguro se eu fosse uma mãe posicionada, firme, enérgica e confiante.  Ele queria limites. Queria que eu demonstrasse meu amor por meio dos limites.

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E me transformou. Me tornou uma pessoa mais determinada e cheia de fé em si mesma, muito diferente do que eu era. Hoje sei que nada te prepara para ter um filho. Nada te prepara para ser confrontada por um serzinho que irá lhe tornar mais forte, firme, imbatível. Para te tornar, com sorte, uma pessoa melhor.

Então você vai ser mãe e eu torço para que saiba aproveitar esse momento com alegria. Para que respire vapores do momento presente e não lamente o “trabalho” que as crianças dão. As noites em claro, viroses e birras não irão durar para sempre, e se você tiver doado seu tempo com alegria, interesse e presença verdadeira, terá conseguido desempenhar sua missão com louvor.

E talvez um dia, depois de cumprir o ritual dos pijamas e escovas de dentes, você irá respirar fundo e pensar, com antecipada nostalgia, que aquele é um momento mágico; um momento que justifica e valida a vida, um momento que será revisitado e lembrado para sempre…

Complementando com esta poesia de Braúlio Bessa:

Obs: Programa Encontro – Poesia do Rapadura sobre o Dia das Mães – (12/05/2017)

Feliz Dia das Mães! Um brinde á nós!

By Fabíola Simões. O título desse texto foi inspirado no título “Então, você vai ser pai” de Marcos Piangers.

Musica: Ana Vilela – Trem Bala.

PRÊMIO VERSATILE BLOGGER AWARD PARA BLOGS E BLOGUEIROS!i

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“Vencer a si próprio é a maior das vitórias”. Platão.

“O Versatile Blogger Award é uma iniciativa para que blogueiros (incríveis com postagens engenhosas, cativantes e inspiradoras), que mereçam todo reconhecimento, destaquem o trabalho de outros blogueiros, se ajudando mutuamente, afinal é disso que a blogosfera se alimenta: “compartilhamento”.

É com muita alegria e gratidão que recebi a notícia de nomeação do meu blog “o terceiro ato” para o prêmio Versatile Blogger Award – o awardremete-me de imediato ao The Oscars Academy Awards, como disse um amigo rsrsrs... através destes blogs que eu adoro e sigo, são eles: Discretamente de Dulce Delgado – Panografias de Sandro Ernesto  e Estevam Web de J. G. Estevam. Muito Obrigada!

LISTAR DAS REGRAS: (junho de 2017)

  • Adicionar as regras para que os outros as possam seguir.
  • Incluir a imagem do Logo/Imagem do Prêmio no seu post;
  • Agradecer a quem (Blog) me concedeu o prêmio VBA, e incluir o link deles. Notifique seus candidatos comentando no seu blog – ok. Uma missão fácil, pois recebi esses prêmios de três pessoas muito especiais:

– O Blog Panografias é realizado por Sandro Ernesto, um blog onde ele faz lindas poesias e músicas baseados nas vivências próprias dele, compartilhando tantas belezas conosco. Obrigado Sandro, link do Blog: https://panografias.com.br/

– O Blog Discretamente é realizado por Dulce Delgado, um blog poético, sensível e muito interessante. Ela consegue através de suas poesias, imagens e textos maravilhosos ir captando as coisas mais simples do cotidiano e da nossa vida, transformando em algo belo, leve e mágico. Obrigado querida Dulce, link do Blog: https://discretamente.wordpress.com/

O Blog Estevam Web é realizado por J. G. Estevam, um Blog que traz ensaios poéticos sobre o amor e a arte de amar a vida e suas mara-vilhas. Muitas vezes contextualizando com grandes poetas, simplesmente maravilhoso. Obrigado Sandro, link do Blog: https://estevamweb.wordpress.com

  • Selecionar 15 blogs/ blogueiros para também receberem o prêmio. Escolhi com bastante cuidado… Cabe destacar aqui que sigo muitos outros sites com alta qualidade e muito interessantes, mas que infelizmente não pude incluir aqui devido à limitação do prêmio.... Com certeza foi muito difícil escolher, pois teria muito mais blogs pra indicar.Optei pela ordem alfabética, a forma que me pareceu mais justa para os apresentar. São eles:
  1. A bookaholic girlhttps://abookaholicgirl.wordpress.com/, por Camila Melo;
  2. A estranhamente –https://aestranhamentee.wordpress.com/, por Maria Vitória;
  3. A novamentehttps://anovamente.wordpress.com/, por Na Wa;
  4. Catarina voltou a escrever –https://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/, por Lunna Guedes;
  5. Cinestalgiahttps://cinestalgiadotblog.wordpress.com/, por Igor Pereira 15;
  6. Cosmopolitan grirlhttps://nancycosmopolitangirl.wordpress.com/, por Clarissa Corrêa;
  7. De frente para o marhttp://www.defrenteparaomar.com/, por Claudia;
  8. Entre pontos e virgulas, poesia!https://albertocuddel.wordpress.com/, por Alberto Cuddel;
  9. Fashion Chique- https://fashionchique.pt/, por Blogueira Portuguesa;
  10. Ludo e Vico –https://ludoevico.wordpress.com/, por Mãe de Ludo e Vico;
  11. Mundo da Helen –https://mundodahelen.com/, por Helen Bezerra;
  12. Mulher do Leme – https://mulherdoleme.com/, por Maria José Santana;
  13. Rezenhandohttps://rezenhando.wordpress.com/, por Felipe Calabrez;
  14. Vivemetaliumhttps://vivimetaliun.wordpress.com/, por ele mesmo;
  15. O poder da Leitura – https://opoderdaleituracom.wordpress.com/, por Ana Fog.

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  • Contar à pessoa que me indicou 7 coisas sobre mim, autora do o terceiro ato, aqui vai:
  1. Sou Bia Perez, brasileira, virginiana, deslumbrada com a vida… eterna otimista, paciente, intranquila, surpreendente e sonhadora fazendo a minha parte para um mundo melhor e mais justo para todos nós.
  2. Esposa feliz, Mãe dedicada de 2+ 2 filhos (as), Avó coruja de 3 netinhos lindos, Filha e irmã amorosa e pacífica… sempre ao redor da família… será? Assim que eu me vejo rsrsrs;
  3. Amo viajar, conhecer lugares diferentes de todo tipo. Tudo que é cultural, histórico e da natureza me encantam. Com filhos e netos morando na Europa e EUA, vivo indo e vindo… apreciando e guardando na memória lindas histórias de família.
  4. Ando treinando mais meu Inglês enferrujado e desbotado, sem medo de errar… me divertindo muito. Em breve ele estará perfeito e me comunicarei bem com os netinhos ingleses e americanos;
  5. Meu maior desafio… Falta melhorar e me disciplinar melhor em relação a “Reeducação Alimentar” e “Exercícios” que visem melhorar a minha saúde… me cuidar melhor pois, eu quero chegar aos 100 anos ainda, rsrsrs… eu tento fazer. Não disse que era sonhadora e positivista?
  6. Fiz de todos os meus desafios, grandes aprendizagens de vida. Sou resiliente, batalhadora e persistente… mudo de lugar construo e reconstruo até ficar feliz, tantas vezes que forem necessárias… Sou um poço de lindas histórias… muito feliz, resolvida, independente e realizada. Espero que gostem um pouquinho de mim rsrsrs. Obrigada pela atenção;
  7. Envelhecendo, tenho refletido sobre algumas questões de como melhorar: a qualidade de vida; os relacionamentos de uma maneira geral; selecionar leituras e crônicas de autores que gosto e que contribuam com minha alma e pensamento… enfim tendo um olhar positivo pra viver melhor e com saúde. Surgiu daí o meu Blog… como um sopro de vida! Numa brincadeira a 3 anos atrás; Estou compartilhando e aprendendo até hoje, grande desafio meu;

▪ Compartilhe um link com minhas melhores postagens;  Minhas publicações mais acessadas são:

https://oterceiroato.com/2016/06/20/como-viver-em-portugal-depois-de-aposentar/

https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

https://oterceiroato.com/2016/02/08/algarve-em-portugal-e-o-melhor-lugar-para-se-viver-aposentado/

https://oterceiroato.com/2015/10/23/sindrome-do-entardecer-em-pacientes-com-alzheimer-quero-voltar-para-casa-o-que-fazer/

Por aqui vou sentindo um frescor de um pôr de sol.

Bia Perez

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

Conheça-a-Teoria-dos-Setênios

“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

Abraçar  eu feliz  amor 1

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

TUDO AO MESMO TEMPO…

“A palavra mãe não é um substantivo. É um verbo. Mãe é cuidar, brigar, chorar, brincar, sorrir, ajudar, mudar, se preocupar, se irritar… Mãe é saber amar! 
Rosely Sayao

Gosto muito de refletir sobre o nosso papel como protagonistas na “nossa vida” em muitas fases, lugares e tempos… Sim as coisas vão mudando conforme vamos amadurecendo e envelhecendo… Algumas coisas são mais tranquilamente percebidas com o tempo e não nos abalamos tanto… andamos mais devagar… mudamos conforme nossas necessidades e vontades… Apreciamos melhor… saboreamos mais… devagar e prazerosamente todas as coisas ao nosso redor… quase um contentamento da vida… Me encontro nesta fase agora… o que é muito bom….

Nestas reflexões revi um texto que gosto muito de Rosely Sayão (Publifolha) onde ela diz sobre a mãe que encontramos bastante hoje… Será que mudou? Melhorou? Piorou? Quais as mudanças e as consequências destas modernidades no futuro dos seus filhos? Limites tem? Como era antes? Ela traz boas reflexões importantes sobre a importância e a responsabilidade do papel de ser mãe, hoje e sempre!…
Pra mim… Ser mãe traz certas responsabilidades sim, que não podem ser esquecidas nunca… Criança tem que ser respeitada em qualquer idade… tem que ter coisas próprias para sua idade em cada etapa da sua vida. Ser Mãe é opção… é desejo… Ser Mãe é ter um amor incondicional! Renúncias são temporárias e trazem benefícios e alegrias as crianças e nós mães sabemos no fundo o que é melhor para nosso filho.

indisciplina

Limites são demonstrações grandiosas de amor e temos muitas dificuldades em fazer isso, entrar em conflito com eles, mas fazemos isso porque sabemos o que é melhor pra eles. Cada idade dos filhos tem seus prazeres, desejos e suas necessidades… vivenciamos todos os momentos com eles, com maturidade e amor… orientando, cuidando, acompanhando, estando alertas e atentas a tudo… e a todos…  Tudo tem que ser muito bem pensados, pra minimizarmos os problemas futuros… Internet então nem se fala! Mãe é pra sempre! Filho é pra sempre! Quero compartilhar isso agora com vocês, espero que gostem… Leiam:

Durante as férias escolares e ao final do período recebi mensagens comentando a respeito de um mesmo tema: a presença de pais com crianças pequenas em locais e horários destinados especificamente a adultos.

Em quase todas essas mensagens, os leitores relataram cenas que testemunharam e os deixaram incomodados. Vale ressaltar que a maioria dos leitores que me escreveu também tem filhos e não concordou com a escolha feita pelos pais de se fazerem acompanhar pelas crianças em programas e horários impróprios para elas.

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Crianças acordadas na madrugada, presentes em festas realizadas em hotéis de férias, em jantares ocorridos altas horas da noite, em bares e até em sessões de cinema com projeção de filmes que exigiam muita concentração foram situações relatadas por vários leitores.

Algumas pessoas se incomodaram com a simples presença das crianças, porque consideram que as situações eram impróprias para elas e, possivelmente, as afetariam de alguma maneira.

Outras se incomodaram porque as crianças têm reações típicas e naturais na infância –choram, reclamam, querem mexer no que está ao seu alcance– e elas estavam em locais onde isso não deveria acontecer. Na última sessão de um filme, no cinema, por exemplo.

Recebi também a mensagem de uma avó que notou que a sua filha, com um bebê de menos de um ano, estava se comportando da mesma maneira, ou seja, levando o bebê a todos os lugares que costumava ir sozinha, como shopping, supermercado, restaurante etc. E, como ela, a avó, está sempre disponível para ficar com a neta, conversou com a filha e disse que não considerava certo levar o bebê a lugares tão barulhentos e movimentados.

mãe e o mundo

A resposta da filha deixou essa avó pensativa, o que a levou a me escrever. A filha respondeu que o tempo de se anular por causa dos filhos havia acabado.

“É isso mesmo?”, perguntou-me a avó.

A questão também me fez pensar bastante. Gostaria de compartilhar minhas reflexões com você, caro leitor. Talvez estejamos vivendo em uma época que nos leva a cometer alguns equívocos e a fazer confusões. Ter filhos e comprometer-se com esse fato pode estar numa dessas zonas de confusão.

Sim, muitas pessoas, mulheres principalmente, já anularam suas vidas por causa dos seus filhos.

Quer dizer: a partir do momento em que se tornaram mães, essas mulheres transformaram esse papel no quase único de sua vida. E, é bom lembrar, isso não prejudicou apenas a mulher, mas os filhos também. Sabe o que significa carregar nas costas todos os anseios de realização da sua mãe?

Bem, mas ter filhos acarreta algumas renúncias. A maioria delas é de natureza temporária, mas, ainda assim, é renúncia.

O problema é que vivemos em uma época de apologia do prazer, da satisfação imediata e da felicidade. E renúncias não combinam com isso, não é verdade?

Renunciar a algumas coisas se transformou em sinônimo de se anular, portanto. E esses são dois conceitos bem diferentes.

Casar significa renunciar à vida de solteiro; ter filhos significa renunciar à vida sem filhos. Será que aceitamos essas premissas, entre outras, nestes tempos em que é imperioso buscar a felicidade completa, nos moldes em que entendemos hoje essa palavra? Pelo jeito, não. Queremos tudo ao mesmo tempo e agora. Como os adolescentes.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho?” (Publifolha)

Veja também:

PAIS QUE NÃO DISCIPLINAM OS FILHOS TERÃO QUE SUSTENTA-LOS A VIDA TODA.

MEUS “FILHOS”… “NOSSOS FILHOS”… confirmando o que diz Khalil Gibran em “O Profeta”.

https://oterceiroato.com/2016/07/08/quando-os-filhos-voam-por-rubem-alves/

https://oterceiroato.com/2016/06/29/como-superar-a-sindrome-do-ninho-vazio/

CASA ARRUMADA – Carlos Drummond de Andrade.

” Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata”. Carlos Drummond de Andrade.

Assim como Carlos Drummond de Andrade, penso que uma “casa” só existe quando tem vida! Casa é lar! Leiam esta crônica:

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

 

 

PAIS QUE NÃO DISCIPLINAM OS FILHOS TERÃO QUE SUSTENTA-LOS A VIDA TODA.

“Criar uma criança é fácil, basta satisfazer-lhe as vontades. Educar é trabalhoso.” Içama Tiba

Içama Tiba é um médico psiquiatra, colunista,  escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a “Teoria da Integração Relacional”, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Sempre gostei muito de suas ideias e acredito que “Educar um filho” é o nosso maior desafio enquanto pais. Educar é um processo longo, árduo e inacabado.

Educar é o nosso maior ato de amor! Não basta só amar os filhos! Filhos precisam de “amor”, de “disciplina” e de “orientações” sempre. É também muito trabalhoso, mas compensador. Uma recompensa que só teremos lá na frente, quando percebemos que construímos alguém digno e de valor (mas vou logo avisando que vai demorar pra enxergarmos isso). Educar é a maior demonstração de um amor incondicional que os pais podem dar a um filho. Sempre estaremos presentes e atentos pra exercer o papel de educar nossos filhos… e olha que não tem idade para terminar viu?

Confesso que vejo muitos pais que acabam desistindo, se cansando no meio do caminho… achando que não “está adiantando porque tem que repetir” a mesma coisa infinitas vezes… parecendo que não está adiantando nada. Puro engano! Meu conselho é “não desistam nunca de seus filhos”… não desanimem… Educar é um trabalho de formiguinha mesmo. Pode até parecer que eles não estão aprendendo… (estão só nos testando e tentando ver se cedemos aos seus desejos, são super espertos nessa parte rsrsrs)… mas, não se enganem!

Acredite haverá recompensas no futuro quando nossos filhos começarem a exercer sua autonomia e independência demonstrando ter aprendido o que passamos a eles. Gratificante e realizador, digo isso por experiência própria. Leiam estes trechos do livro Pais e Educadores de Alta Performance de Içami Tiba que fala de como pais que não impõem regras e disciplinas aos filhos, geram adultos que serão sustentados pelo resto da vida.

Içami Tiba elaborou 31 frases que todos Pais devem questionar se estão agindo de tal forma:

1. Fazer pelo filho o que ele próprio pode fazer sozinho;

2. Deixar de cobrar obrigações que ele tem de cumprir;

3. Engolir contrariedades, respostas mal-educadas, desrespeito aos outros;

4. Permitir que o filho imponha suas vontades inadequadas a todos;

5. Concordar com tudo o que o filho faz e diz só para não contrariá-lo;

6. Acreditar que “o filho não mente” ou “ele nem sabe o que faz”;

7. Permitir que o filho gaste o dinheiro do lanche em outras coisas;

8. Assumir para si as responsabilidades sobre o que o filho faz;

9. Silenciar quando percebe que o filho falsificou a assinatura dos pais;

10. Repetir muitas vezes a mesma ordem;

11. Dar tapas ou “surras pedagógicas”;

12. Ser conivente com suas delinquências;

13. Aceitar notas baixas, tarefas feitas de qualquer jeito;

14. Terceirizar a educação dos filhos;

15. Ignorar o lixo que o filho jogou no chão;

 

16. Permitir que os filhos dentro de casa façam o que não devem fazer no ambiente social;

17. Incentivar a tirar proveitos pessoais de qualquer vantagem que tiver;

18. Justificar as falhas dos filhos como erros dos outros;

19. Tolerar mentiras, traições, pequenos furtos etc;

20. Minimizar o cumprimento de regras, ordens e combinações estabelecidas;

21. Inventar desculpas por falhas próprias;

22. Mudar as regras existentes para favorecer os filhos;

23. Permitir que experimentem drogas;

24. Fingir que não percebeu a ingratidão e o abuso que os filhos cometeram;

25. Instigar superioridade religiosa, financeira, familiar, sexual etc;

26. Dividir o mundo em pessoas espertas e burras;

Espero que gostem… e ajude.

60 CONSELHOS DAS MULHERES DE 60 PARA AS JOVENS DE 30.

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“Não se preocupe com o envelhecimento. Preocupe-se com o tédio.” Margaret Manning

Um dia Margaret Manning decidiu deixar o emprego e criar Sixty e me, uma comunidade para mulheres com mais de 60 anos.

Sua proposta abriu as mentes de muitas mulheres, fazendo-as questionar o propósito e o significado de suas vidas. Em particular, ela percebeu que as dúvidas se apresentavam de forma habitual nas mulheres que estavam em torno de 30 anos.

Então, Margaret convidou cada um dos membros de sua crescente comunidade para compartilhar uma dica com as mulheres que tinham metade de sua idade. Com conselhos honestos e profundos, que pudessem refletir o que elas passaram três décadas atrás, quando elas começaram a levantar voo.

Percebi que tenho muito á aprender com este lista rsrsrs… Nunca é tarde!

Aqui divulgamos suas sessenta sábias dicas:

Conselhos das mulheres de 60

1- Lembre-se de que você tem apenas uma vida; e esta não é um ensaio geral.

2- Tente ser positiva e olhar para o lado bom de cada experiência de vida.

3- Pense sobre o aqui e agora.

4- Viva cada dia de sua vida ao máximo, porque você nunca sabe o que te espera ao virar a esquina.

5- Lembre-se de que a sua vida pode mudar em um instante.

6- Ame todas as fases da sua vida e não tema passar por nenhuma delas, porque todas são mágicas.

7- Aprenda a viver o momento. Se você puder fazer isto enquanto você é jovem, vai ajudar muito quando você tiver 60.

8- A vida é muito curta para se preocupar com algo que vai acontecer no futuro. Viva o hoje.

9- Saia e desfrute da natureza!

10- Encontre um hobby ou um trabalho que faça você experimentar as diferentes sensações de cada fase de sua vida.

11- Seja você mesma. Envelheça com dignidade.

12- Foque no envelhecimento de uma forma positiva; não tente evitá-lo.

13- Aceite as mudanças em seu corpo e na sua mente enquanto você amadurece.

14- Seja sempre honesta com você mesma. A vida é um processo lento de aprendizagem, mas que vale a pena.

15- Preserve suas memórias, mas não seja demasiadamente dura consigo mesma.

16- Virginia Woolf estava certa; uma mulher precisa de espaço para si mesma e US$ 500.

17- Esqueça os estereótipos que a sociedade tem sobre o envelhecimento.

18- Não se preocupe com o envelhecimento. Preocupe-se com o tédio.

19- A idade é apenas um número, ela não define quem você é.

20- O tempo vai passar, goste você disso ou não, portanto comece a viver!

21- Não deixe de inspirar-se.

22- Viva de uma maneira simples e segura. Exercite-se, cultive, leia e viaje.

23- Um visual clássico sempre está na moda.

24- Não desperdice dinheiro em sapatos; os homens não olham para os seus pés.

25- Não encha a sua vida com coisas e pessoas inúteis!

26- Seja você mesma; brilhe. Mostre-se real, esteja consciente e viva em todos os momentos.

27- Não se torne obsessivas com as rugas. Quando elas começarem a 29. Esteja no presente; não se preocupe com o envelhecimento. O melhor ainda está por vir.

28- Viva com paixão e amor, com os olhos e o coração abertos. Basta ser feliz.

29- Esteja no presente; não se preocupe com o envelhecimento. O melhor ainda está por vir.

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30- Aprecie os pequenos prazeres da vida; não a complique ainda mais.

31- Respeite o seu parceiro e seus filhos da mesma forma que você quer que eles te amem e te respeitem.

32- Distribua o seu amor de forma livre e incondicional.

33- Tenha filhos quando quiser tê-los: não há um momento específico para isto.

34- Mostre empatia com você mesma e com aqueles que estão ao seu redor.

35- Tire um monte de fotos, você vai ficar feliz em tê-las quando seus entes queridos não estiverem mais presentes.

36- Aprenda a perdoar desde a juventude.aparecer em seu rosto, pense que elas são um mapa de sua vida.

37- Esqueça a sua raiva, e deixe a gratidão e a alegria serem a sua lei na vida.

38- Tenha um círculo íntimo de amigos. Isso é fundamental!

39- Valorize sua família. Eles vão estar com você quando os outros se afastarem. Irão apoiá-la durante todo o percurso de sua vida.

40- Nunca vá para a cama com raiva de si mesma ou de outra pessoa.

41- Diga ao seu parceiro, aos seus amigos e a sua família que você os ama todos os dias.

42- Aos 30 anos você se torna mulher. Aprecie sua beleza.

43- Não perca tempo se preocupando com coisas que não pode mudar; mude as que puder.

44- Termine um relacionamento ruim o mais cedo possível, você não pode mudar a outra pessoa.

45- Cuide de sua pele! E sorria com frequência.

46- Confie em seus instintos e nunca fale mal de si mesma.

47- Seja gentil com você mesma. Você não deve considerar o que não está sob seu controle. Se alguma coisa faz você se sentir mal, tire-a de sua vida.

48- Aprenda a rir de si mesma. Não seja tão séria!

49- Dedique algum tempo a si mesma todos os dias; ria e sorria o tempo todo.

50- Basta ser você mesma. Não pretenda ser perfeita.

51- Se você tem filhos, ame-os, mas não tente ser uma mãe perfeita.

52- Deixe o seu filho ser o seu próprio mestre.

53- Seja um guerreiro; aprenda a gerar os seus próprios recursos e a ser autossuficiente.

54- Não se guie pelo medo.

55- Não pare de aprender e a exercitar a sua mente, o seu físico e o seu espírito.

56- Mostre-se grato todos os dias, mesmo quando estiver tendo um dia ruim. Há sempre uma lição a aprender.

57- Aceite os aspectos positivos do envelhecimento, como ter menos responsabilidades e mais liberdade.

58- Muitas batalhas são simplificadas com a idade.

59- Não deixe que ninguém lhe diga que você está velho demais para fazer alguma coisa! Ou muito jovem.

60- Não tenha medo. Quando você ficar velha, você vai se sentir bem. A vida e a natureza preparam você para cada fase de sua vida.

Espero que gostem!

http://www.asomadetodosafetos.com/2017/02/60-conselhos-das-mulheres-de-60-para-as-jovens-de-30.html

DEIXEM-ME ENVELHECER…

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“Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!” Conchita Werber

Adorei ler este poema de Conchita Weber, brasileira do Maranhão, autora de vários livros, que vive há mais de duas décadas na Alemanha, que encontrei no Blog 50emais.

Aprecio sua maneira de viver e especialmente ao final do poema, no qual a autora menciona a expressão “ser feliz.” Feliz, felicidade – estado da alma extremo e raro. No lugar de ser feliz, tão utópico, por que não: satisfeita, contente, alegre, animada, jubilosa, exultante, risonha, radiante, sorridente?… Leiam:

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Veja o poema declamado por Sérvulo Augusto:

Espero que gostem.

SETE DICAS DE SAÚDE QUE NUNCA ENVELHECEM…

Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

“ Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida”. Henri Amiel

A jornalista Cristiane Segatto escreveu este artigo para a revista Época lembrando dicas para se envelhecer bem dadas por um médico americano e publicadas na revista Time em 1959. Embora tenha se passado tanto tempo, a autora chama a atenção, o incrível é que permaneçam tão atuais: “Ouça e respeite as mudanças de seu corpo”, é uma delas”. Leia:

A revista Time andou bem preocupada com o envelhecimento da população americana e mundial – e não foi no ano passado. O aumento da longevidade e o desejo de viver mais e melhor têm sido tema das capas de revista há pelo menos cinco décadas.

Para uma edição especial publicada em 1959, a Time perguntou o que era preciso fazer para viver e envelhecer bem. É curioso ler, mais de meio século depois, os conselhos de Michael M. Dasco, diretor do departamento de medicina e reabilitação do Goldwater Memorial Hospital, de Nova York.

As dicas de Dasco são o melhor remédio contra a insanidade coletiva que hoje leva tanta gente a cometer loucuras estéticas e a consumir produtos pseudo-saudáveis (dietas, pílulas, suplementos) na tentativa de frear a passagem do tempo.

Começamos a envelhecer no exato momento em que chegamos ao mundo. Tentar parecer jovem para sempre é negar um fato da vida tão inevitável quanto o primeiro choro ou o último suspiro. Os 50 anos não são os novos 30. Os 60 não são os novos 20. E, felizmente, os 70 não são os novos 10.

A boa velhice depende das escolhas feitas ao longo da vida, da forma de encarar os fatos e, em grande medida, da sorte. Ter mais ou menos hormônios do prazer e do bem-estar circulando no cérebro altera o comportamento, mas ele também é influenciado por muitos outros fatores, como estrutura familiar, laços sociais e condições de vida.

Se você não pretende se despedir da vida tão cedo, vale a pena ler os conselhos de Dasco.

1) Prepare-se
A coisa mais importante é não deixar a idade chegar de repente. Não permita que ela desabe sobre você, sem aviso prévio. Prepare-se para aceitar o fato de que não será jovem para sempre. Seus filhos, que hoje parecem crescer tão lentamente, um dia sairão de casa e terão suas próprias famílias.

2) Amplie seus interesses
Envelhecer envolve solidão. Isso é inevitável, a menos que você tenha feito planos com antecedência. Comece ampliando seus interesses hoje mesmo. O trabalhador manual deve fazer um esforço para aprender por que questões culturais são tão importantes para os intelectuais. Ao mesmo tempo, o intelectual deveria começar a aprender os prazeres de construir coisas com as próprias mãos.

3) Foque na independência
Para envelhecer bem, é preciso aprender a ser emocionalmente independente. Você pode aprender muito com as habilidades dos orientais. Eles são capazes de meditar e de se ocupar com eles mesmos – até mesmo nas pequenas coisas, como fazer dobraduras de papel. É sempre uma boa ideia aprender outro tipo de independência: ser capaz de cozinhar e de tomar conta de si mesmo. Além de se entreter e de se divertir sozinho.

4) Poupe saúde
A maioria das doenças crônicas começa a se desenvolver durante a juventude. A medicina atual, de 1959, indica a mesma dieta ao diabético de 70 anos e ao de 17 anos. Cuide de você hoje mesmo. Aprenda a comer, a beber e a fumar moderadamente e a sua velhice será muito mais feliz.

5) Ouça e respeite as mudanças do seu corpo
Acima de tudo, não se agarre estupidamente e ilogicamente à juventude. Não tente levar qualquer atividade física a sério demais. Não exagere. Se você tem 50 anos, pare de achar que tem 30 só porque continua tão bom no golfe quanto os rapazes do clube.

6) Desenvolva um senso saudável de autorespeito
Tenha em mente que a sua visão sobre você mesmo é, muitas vezes, dependente da opinião das pessoas ao seu redor. Se os outros agem como se você fosse velho ou inútil, é compreensível que se sinta assim. Pense que a medida da velhice deve ser a das suas capacidades. Isso é o que interessa. Seja capaz de se autoavaliar.

7) Coma o que quiser, com moderação
Muita gente acha que envelhecer significa ser condenado à dieta light. Esse tipo de alimentação enfraquece você. A regra é comero que quiser, com moderação. Se você percebe que não pode comer pratos gordurosos, não coma – mas não culpe a velhice por isso. Muitos idosos podem comer essas coisas sem sofrer dano algum.

E você, leitor de 2016, o que achou? O único conselho insustentável nos dias de hoje é o “fumar moderadamente”. Nos últimos 60 anos, inúmeros estudos demonstram que não existe limite seguro para exposição ao cigarro. Hoje, imagino que Dasco diria: “coma e beba moderadamente e não fume jamais”.

Dicas atualíssimas para o nosso tempo – tão esquisito e castigado pelo excesso de recursos e pela falta de bom de senso.

Fonte: http://www.50emais.com.br/sete-dicas-de-saude-que-nunca-envelhecem/