AVÓS DE HOJE EM DIA…

Sempre me senti uma vovó diferente… Uma avó com corpo e alma de criança… sim ela nunca deixou de existir dentro de mim… vira e mexe ela desperta e sai pra fora. Não acho isso nada ruim, muito pelo contrário me sinto mais próxima dos meus netos que vivem em outro tempo. A vida muda e eu mudo junto… ficamos mais modernas e antenadas… e vamos construindo nossas histórias de vida juntos. Quero deixar muita coisa boa pro meu legado. Eu adoro estar perto dos meus netinhos sempre. Todos (3) moram fora do Brasil. Morrooooo de saudades 👀 do meu 🇬🇧 João Pedro, 🇺🇸 do Noah e 🇫🇷 da Eva 😍. Virtualmente ou presencialmente estou sempre presente em suas vidas, acompanhando seu desenvolvimento… graciosidades… e suas descobertas do mundo. Sempre que podem eles vem pra cá 🇧🇷na casa dos vovós ou eu viajo ✈️ pra lá e passamos então muito tempo juntos… grudados mesmo, eu diria rsrsrs. Construímos muitas histórias sensacionais e nos divertimos muito juntos. São tempos preciosos na nossa vida. Quero que sintam e saibam que os amo ❤️❤️❤️ muito e que os nossos momentos únicos sejam marcados pelo com afetos e ternuras; risadas e brincadeiras; castelos de areia e algodão doce; princesas, príncipes e lobo mau; histórias, danças e muita músicas, ou seja pintando e bordando muitoooo. Avós modernas são assim não param de inventar e aprontar. Na verdade são outros tempos agora… somos avósuma nova vovó velha!

“Quer dizer que o lobo mau conseguiu engolir nossa vovozinha? As que usavam touquinha e tinham voz rouca foram papadas, sim, meus pêsames. Mas olhe agora, o que vemos? Avós de jeans, dirigindo jipes, cabelo pintado, óculos escuros. Avós que trabalham, que viajam, que dão festas, que namoram. Avós que fazem lipo, aeróbica, jogam paddle (…) Será que elas sabem pregar um botão? Não custa tentar, mas se a empreitada der errado, não complique. Ela terá o maior prazer em levar a netinha para comprar uma roupa nova no shopping. E o almoço de domingo? Também mudou. As avós de hoje não andam dispostas a engordar nem um grama com macarronadas familiares e muito menos a quebrar suas garras vermelhas lavando panelas. Que tal um buffet frio, muita água mineral e salada de frutas?
Netos e netas, não sintam-se desamparados. As avós de hoje são muito mais participantes. Podem não lembrar direito das histórias de Gulliver, Pele de Asno ou Gato de Botas, mas têm histórias pessoais tão encantadoras quanto. São mais divertidas e menos preconceituosas. Têm mais saúde e disposição para enfrentar parques, teatrinhos, zoológicos. E o fato de buscarem a eterna juventude não lhes tirou um pingo do afeto que sentem pela terceira geração. Ao contrário: nunca vi tantas avós apaixonadas por seus netos. É um amor enorme, desinteressado, sem o ônus do compromisso, só do prazer.


(…) Se por um lado estamos perdendo a imagem romântica da avó que cozinha, faz tricô e tem roseiras no quintal, por outro estamos ganhando uma avó bonitona, que tem o maior orgulho ao falar de nós para as amigas e que sempre estará disposta a nos dar um colo. Muito colo! Desde que esteja com uma roupa de microfibra, bem entendido.
O amor, que é o que interessa, não mudou. Mas mudaram as avós (…) que falam gíria, bebem cerveja e estão sempre prontas para uma novidade; são avós tanto quanto as nossas saudosas velhinhas de casaquinho nos ombros. Passarão, como toda mulher, pela menopausa, pela osteosporose e por outros distúrbios da idade, mas, certamente, não aceitarão o papel de uma avó caseira, bordadeira e sem outra ambição que não seja cuidar dos netos. Inovaram… ousaram… mudaram… super criativas e amorosas.

Sempre se disse que a avó era uma “segunda mãe”, pois ela nunca esteve tão parecida com a primeira”.
Esta crônica que eu adoro de Martha Medeiros, nunca enxergou e colocou tão bem como somos agora, bem isto é muito mais 👀. Sou sim uma Vovó muito coruja! Agora nos tempos modernos sinto que fomos mudando… nos reconstruindo e deu nisso. Uma nova vovó velha, se é que me entendem 😉. Quero desejar a todos os avós que me acompanham e os que ainda virão… um Feliz Dia das Vovós cheio de afetos, amor e muitaaaa felicidade. Curtam muito este seu dia, “virtualmente” ou “presencialmente” como puderem😷💻📱☎️🏡✈️🎼🎬🍭🍿🌈💐🙅🏻‍♀️… sei que devido a pandemia 🦠 este dia será diferente para todos nós… mas com criatividade podemos transformar💞💓 este dia em algo muito especial e marcante ❤️ ❤️ ❤️.

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QUERO FAZER COM QUE MULHERES DE 60 ANOS DEIXEM DE SER INVISÍVEIS – CLAUDIA GRANDE.

Conheci já a algum tempo a Cláudia Grande pelo Facebook, ela tem 62 anos e é a criadora de um site dos mais interessantes para pessoas maduras: Projeto 60 anos. Tem muitas seguidoras que aumentam dia a dia.

Uma mulher elegante, que conta num vídeo como, depois dos filhos criados, da separação do marido e com tempo para ela, resolveu revolucionar a própria existência já na sexta década de vida. É super interessante sua página que lida com diversas questões.

O próprio jeito de Cláudia Grande se apresentar no site é muito instigante. Leia e, mais abaixo, veja o vídeo, no qual ela explica por que está simplificando sua vida:

“Meu nome é Claudia Grande e tenho 61 anos. Por que comecei contando minha idade? Porque me reinventei aos 60, depois de ter sobrevivido a um câncer, acabado um casamento de 33 anos e deixado minha empresa ambiental para realizar um sonho, o de inspirar mulheres desta idade a ter uma maturidade saudável, ser elegante, alegre e principalmente, fazer com que deixássemos de ser invisíveis.

Aos 58 anos, me vi planejando meu aniversário de 60 e ao mesmo tempo que escolhia um smoking para usar na festa me sentia fora de forma e cheia de dores. Resolvi sair do sofá e começar a correr na rua (hoje meu esporte preferido). E, para que meus 100 amigos do Facebook me incentivassem, criei uma página chamada Projeto 60 anos, onde compartilhei meus sonhos, minhas roupas preferidas, as comidas que gosto de fazer, músicas da minha vida, filmes inesquecíveis, meus progressos com meu novo esporte e, para minha surpresa, em uma semana eu tinha 1000 seguidores me incentivando.

Espera aí, o que está acontecendo? Não conhecia essas pessoas mas elas estavam me tratando como velhas amigas, me mandando mensagens dizendo que finalmente alguém havia lembrado delas e que queiram mais e mais sugestões minhas. Começava aí uma nova vida…Blogueira da Terceira Idade? Justo eu que sempre fui empresária?

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Até parece que antes minha vida era pacata para dar tanto valor aos dias cheios de hoje. Eu sempre tive uma vida super agitada, sou mãe de 4 filhos, 5 netos, tenho 4 cachorros, duas gatas, sou presidente de uma Assistência Social há 10 anos, onde cuido de idosos carentes, minha casa é grande e repleta de amigos, meus jantares diários sempre tem mesa cheia, adoro festas, recebo muito. Sou descendente de Italianos e Libaneses, a mais velha de 5 irmãos e nossa família adora se reunir para comer, dançar, festejar, brigar, se divertir, viajamos juntos e nos amamos de montão.

Ex-empresária da área de meio-ambiente, Cláudia superou um câncer e se reinventou.

Mas, de repente, 570.000 pessoas, fazem parte do meu dia a dia (hoje é este o número de seguidores da página,) levando o segundo turno da minha vida para outro patamar, transformando a tal temida maturidade em algo delicioso de viver, fazendo a velhice ser interessantíssima e repleta de coisas boas e, o mais importante, podendo ser útil a tanta gente que antes se sentia desmotivada e esquecida simplesmente por ter entrado na tal da terceira idade.

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E com esta página, a moda, que eu sempre amei, entrou em primeiro plano na minha vida, e eu que já dava muito valor ao que vestia, hoje dou dicas, sugestões para mulheres como eu, que querem ficar bem vestidas mas sem usar roupas de velhas, que podem ter os cabelos sem pintar com muito orgulho sem parecer desleixada.

A indústria da moda só agora está despertando para este publico, que veste um número maior, pesa um pouco mais, tem formas mais arredondadas mas quer estar fashion e bonita. Sempre digo que menos é mais, mas nem sempre fui assim. A maturidade me ensinou a ser clean e prática, visto roupas básicas e dou muito valor para acessórios bons, que na minha opinião são fáceis de achar e transformam um look, indo do clássico ao contemporâneo sem grandes problemas e gastos. Em tempos de dinheiro mais curto, sugiro roupas de boa qualidade, deixando para poucas peças as roupas de modinha.

Bom senso sempre, é o que friso para minhas seguidoras. Vestidos e saias curtas e justas, decotes enormes, calças de malha apertadas e chamativas estão fora do meu guarda-roupa. Adoro pantalonas, vestidos leves e sem muitos detalhes, casacos e blazers bem cortados, camisa branca com jeans, alpargatas e oxfords, saltos não tão altos mas modernos e mais confortáveis, lingerie muito bonita, camisolas de seda, óculos de sol com pegada moderna, bolsas vintages ou de tiragem especial. Não saio sem maquiagem e filtro solar, uso tênis esportivo apenas para esporte, roupa de ginástica quando me exercito, adoro jóias e bijoux diferentes e únicas.

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Meu perfume é um creme e os meus cabelos são grisalhos e com um corte moderno. Mas nada disso adianta se não tivermos um sorriso no rosto que eu considero nosso cartão de visita. Ser feliz pode ser uma opção e a roupa que se veste é o retrato da nossa alma. A elegância está nos gestos e nas atitudes. O dinheiro pode nos fazer ricos mas não nos deixa mais nobres. Eu já criei filhos, já plantei arvores e agora escrevo páginas…Como dizia meu pai, você se tornou imortal. Adoro saber disso, porque tenho pavor de morrer! Por falar em morte, brinco muito com meus filhos sempre que vou a um velório. Tenho listas de desejos, como não ter flores me cobrindo entre outras coisas, mas fiquem tranquilos, não farei uma página sobre isso….se bem que acabo de ter uma ótima idéia…(risos, muitos risos).”

Neste depoimento de Cláudia Grande conta como vai simplificando cada vez mais a sua vida e de sua busca incessante de leveza”. Assista:

https://youtu.be/iturETfT-G4

Fonte.:

https://www.50emais.com.br/quero-fazer-com-que-mulheres-de-60-anos-deixem-de-ser-invisiveis/

CORONAMOR🦠

E assim, um dia, o mundo se encheu da desastrosa promessa de um apocalipse viral e, de repente, as fronteiras que foram tão defendidas com guerras se quebraram com gotículas de saliva, houve equidade no contágio, que foi distribuído igualmente aos ricos e pobres, as potências que se sentiam infalíveis viram como se pode cair ante um beijo, ante um abraço.

E nos demos conta do que era importante, e então uma enfermeira se tornou mais indispensável que um jogador de futebol, e um hospital se tornou mais urgente que um míssil. As luzes foram apagadas nos estádios, os filmes pararam de ser filmados, acabaram as missas e os encontros das multidões.

E então, no mundo, houve tempo para refletir sozinho, e esperar em casa que todos chegassem para se reunirem em frente às lareiras, mesas, cadeiras de balanço, redes e contar histórias quase esquecidas.

Três gotículas de ranho no ar nos levaram a cuidar dos nossos anciões, a valorizar a ciência acima da economia, a ouvir agora que não apenas os indigentes trazem pragas, que nossa pirâmide de valores estava invertida, que a vida sempre veio primeiro e que as outras coisas eram acessórios.

Não há lugar seguro, na mente de todos nós cabem todos, e começamos a desejar o bem ao próximo, precisamos que ele se mantenha seguro, que não fique doente, que viva muito, que seja feliz, e, junto com uma paranóia fervida em desinfetante, nos damos conta que se eu tenho água e ele, que vive mais distante não, minha vida está em risco.

Voltamos a ser uma aldeia, a solidariedade se tinge de medo e com o risco de nos perdermos isoladamente, percebemos que há apenas uma alternativa: sermos melhores juntos.

Algo invisível chegou e colocou tudo no lugar. De repente os combustíveis baixaram, a poluição baixou, as pessoas passaram a ter tempo, tanto tempo que nem sabem o que fazer com ele, os pais estão com os filhos em família, o trabalho deixou de ser prioritário, as viagens e o laser também.

De repente silenciosamente voltamo-nos para dentro de nós próprios entendemos o valor da palavra solidariedade.

Num instante damos conta que estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, que as prateleiras dos supermercados estão vazias e os hospitais cheios e que o dinheiro e os seguros de saúde que o dinheiro pagava não têm nenhuma importância porque os hospitais privados foram os primeiros a fechar. Nas garagens estão parados igualmente os carros de última geração ou ferro velhos antigos simplesmente porque ninguém pode sair.

Bastou meia dúzia de dias para que o Universo estabelecesse a igualdade social que se dizia ser impossível de repor. O MEDO invadiu todos Que ao menos isto sirva para nos darmos conta da vulnerabilidade do ser humano.

Não se esqueçam- BASTOU MEIA DÚZIA DE DIAS.

Este autor desconhecido disse tudo pra nossa reflexão.

PARIS – CATEDRAL DE NOTRE DAME.

Nove meses (15/4/2019) após o grande incêndio na Catedral de Notre-Dame em Paris, o trabalho de #restauração já começou… explicaram que demorou um pouco mais devido a um atraso nas obras estruturais.

Mácron prometeu até 5 anos para terminar a reforma da Catedral, mas eu acredito que levará bem mais tempo.

Eu queria muito ver como está indo a restauração dela por fora… eles interditaram toda a região á sua volta para o público devido aos riscos e para segurança das pessoas, mas podemos observar bem do outro lado do rio Sena. A destruição foi devassadora…

Já começando agora a despontar as áreas externas… fazendo os alicerces por todo a sua volta em madeira. Passei algumas vezes por ela… de táxi. Desculpe, as fotos não estão ruins pois fiz dentro do carro.

Muito trabalho eles tem ainda pela frente. Triste de ver isto, sempre foi um dos meus passeios preferidos quando vinha a Paris… sempre caminhamos muito pela região. Quem sabe daqui um tempo irei revê-la com toda a sua beleza.

“A catedral ainda está em estado de risco”, afirmou em 05/01 o general Jean-Louis Georgelin, encarregado pelo sua reforma. Por isso eles recuaram todo o entorno dela.

A Notre Dame é uma das mais importantes catedrais da Europa e faz parte da história de Paris desde seus primórdios. Todos sentiram muito quando viram ela sendo destruída pelo fogo. Doeu!

Depois da reforma vamos continuar a ver:

No seu exterior, são milhares de detalhes arquitetônicos para descobrir; no interior, esculturas, vitrais, sinos e relíquias para conhecer.

A catedral de Notre Dame de Paris possui uma das mais importantes relíquias da cristandade: os fragmentos da Coroa de espinhos com a qual Cristo foi coroado pelos soldados romanos.

Quando estiverem diante da Notre Dame, a vinte metros do solo, você verá 28 personagens representando os reis da Judéia. Cada estátua mede 3.50m de altura. Vale a pena subir, vai ter uma vista surpreendente de Paris.

A catedral indica o centro geográfico da cidade. Uma pequena placa no solo marca o ponto zero para o cálculo de todas as distâncias. Uma foto com o pezinho no point zero é uma das clássicas do circuito turístico internacional.

#catedraldenotredame #paris #catedraldenotredame #reformadacatedral #restauração #envelhecer #envelhecerbem #viagens #viagem

PARIS – VISITANDO O MUSÉE DE l’ORANGERIE – MONET.

Hoje fui visitar o museu Musée de l’Orangerie que está localizado dentro do Jardin des Tuileries. É um dos museus em Paris com jardins mais belos… são repletos de fontes e esculturas de diferentes períodos. Caminhamos um pouco no Jardin des Tuileries… que está entre o Museu do Louvre e a badalada Champs-Élysées… antes de entrar nele até a Place le lá Concórde, onde pudemos ver o imenso Obelisco de Luxor (23 metros de altura)… ao fundo dá pra ver o Arco do Triunfo (da qual está alinhado) e também ao lado a Torre Eiffel que estava bem coberta pela neblina da metade para cima. É muito interessante.

O museu possui obras renomadas do pintor Claude Monet e outros artistas como: Renoir, Gauguin, Matisse, Cézanne, Modigliani entre outros.

Eu amei visitar as salas com os murais dos nenúfares de #monet… as Les Nymphéas que vistas ao vivo são simplesmente extraordinários. A maior composição mede 17 metros, e para sua execução utilizou 4 painéis. A menor tem 6 metros de comprimento. Todas tem 2 metros de altura. Imaginem essas oito imensas composições murais conformadas por 22 painéis… Fiquei encantada com estas pinturas monumentais das flores sobre as águas, reflexos e nuvens.

Monet não chegou a ver sua obra exposta, faleceu em dezembro de 1926 e o museu foi inaugurado em maio de 1927.

Adorei um quadro de Luigi Russolo, o La Revolte, bem colorido. O museu estava com pouco movimento devido a greve em Paris. Vale a pena conhecer.

Horários: Aberto todos os dias, menos às terças,das 9h às 18h. Fechado no dia 1° de maio, na parte da manhã de 14 de julho e em 25 de dezembro. Preço: 7 € por pessoa. Grátis no primeiro domingo do mês e para europeus ou residentes na Europa com menos de 26 anos. Mais informações no site do museu.

Endereço: Jardin de Tuileries (ao lado do Rio Sena)

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GOSTO DO QUE É SIMPLES…

Chega uma hora na vida da gente que queremos descomplicar tudoooo… eu quero só simplicidade… eu gosto da simplicidade. Viver assim é bem melhor. Assim como #ClaraBaccarin descreveu:

“Da #vida quero o que é simples, mas de boa qualidade.

Troco um jantar requintado por um arroz-feijão feito em casa refogado com muita cebola, alho e papo furado.

Gosto dos sentimentos simples, mas bem temperados. Do sorriso caseiro com uma pitada de pimenta. Das receitas simples de felicidade, fáceis de decorar, de seguir e de ensinar.

Gosto de um canteiro de afeto cultivado no aparador da janela. Do cheiro acolhedor invadindo a casa e os corações. Das falas fáceis, da risada solta, dos medos guardados do lado de fora da porta de entrada.

Gosto de comer me reconhecendo nos sabores. De lembrar a riqueza que é apreciar sentimentos #familiares.

Gosto de me sentir em casa dentro de mim quando estou perto do outro.

Gosto da #simplicidade #afetiva.

DEFICIÊNCIAS – POR MARIO QUINTANA…

mario quintana

“A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar”. Thaís Moraes

Neste texto, Mario Quintana discorre de como podemos ser deficientes perigosos para nós mesmos e para aqueles que nos cercam. E alerta que deficiências éticas e comportamentais são mais destruidoras dos que as deficiências físicas, já que essas são, na maioria das vezes, imperceptíveis a olho nu. Leiam:

deficiencia

“DEFICIENTE” é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade e que vive, sem ter consciência de que é dono de seu destino.

“LOUCO” é quem não procura ser feliz com o que possui.

“CEGO” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

“SURDO” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e querer garantir seus tostões no fim do mês.

“MUDO” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

“PARALÍTICO” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

“DIABÉTICO” é quem não consegue ser doce.

“ANÃO” é quem não sabe deixar o amor crescer.

E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

“MISERÁVEIS” são todos que não conseguem falar com Deus.

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O ASILO DOS MEUS SONHOS!

Déa Januzzi, nos presenteando com mais uma bela crônica, leia:

Um dia, ainda vou construir um asilo para velhos. Mas a primeira medida que vou tomar será achar um outro nome para asilo, que não lembre morredouro, como proclamou Simone Beauvoir, no livro Envelhecer, para definir um lugar onde os velhos são depositados para morrer. Não vou mudar só o nome, mas também a filosofia. Vou pintar as paredes do asilo com as cores do arco-íris, abusar dos amarelos, laranjas e vermelhos. Vou abolir os azulejos brancos, insípidos, frios como lápides. Colocar girassóis nas janelas. Vou plantar grama por toda a parte interna da casa, para que os velhos andem descalços e sintam a relva roçar os pés como cócegas.

No asilo que vou construir haverá quintal, jardins e árvores por todos os lados. As janelas estarão sempre abertas para o vento que vai entrar pelos cômodos, passear pelos cabelos dos idosos, levantar as saias e os chapéus, arejar os corações com o aroma das manhãs. Colocarei uma fonte luminosa em cada corredor. Nada de bingo e orações em excesso. Os idosos da minha comunidade vão pintar sóis ao despertar de cada dia, com os próprios pés, que serão mergulhados em baldes de tinta. O ritual será como um escalda-pés de cores. Vou ungir os velhos com a minha fé num mundo novo. No meu asilo, que definitivamente não terá esse nome, não permitirei capelas por todos os lados, como se os idosos já estivessem à beira da morte. Nada de missa demais, cânticos de qualquer igreja, com honrosa exceção para o canto gregoriano dos monges beneditinos, pois os idosos precisam de bancos ao ar livre e não de sepulcros.

Vou pintar o teto de azul e colocar estrelas fosforescentes, para que eles durmam com os olhos nas constelações. Não haverá escuridão nem gritos depois que as luzes se apagarem, mas o brilho das estrelas do teto, sob o ruído suave e persistente das fontes. Todos os idosos poderão ter um animal de estimação, um pássaro, uma tartaruga, um cão, um gato. Mesmo que de pelúcia. Todos poderão verter lágrimas. O choro será livre, em nome dos filhos que os abandonaram sem deixar endereço. Haverá o dia de chorar pelos filhos que enterraram os pais vivos nos asilos. Neste dia, todos os idosos poderão xingar, gritar, deixar toda a raiva sair para fora, como um mar de ondas revoltas.

Os almoços serão sempre festivos e a comida terá um sabor especial, com temperos suaves. Não dispensarei alho, cebola, manjericão, alecrim, sálvia, salsinha, cebolinha. Com gosto de viver, para que o paladar se torne cada vez mais apurado. Nada de pratos de alumínio ou de plásticos. Os idosos vão comer em pratos que escolherão. Haverá o dia da sobremesa que tem gosto de infância, como ambrosia, arroz doce, bala delícia, brigadeiro, amor em pedaços.

O café da manhã será uma celebração. Amanhecer na velhice é mais do que um privilégio, é festejar mais um dia de vida, mais uma dádiva, que será posta na mesa junto com o café com leite, pães feitos por Magui, no Sítio Sertãozinho, com ervas e boas intenções, além de iogurte, cereais, mel e frutas. O café da manhã vai durar uma eternidade. Será uma espécie de ritual, com músicas da nova era para despertar os sentidos. Depois, haverá aulas de alongamento e todos irão para o jardim, tomar sol e brincar. Haverá até um quarto de brinquedos, pois os velhos se tornam crianças. É a idade do desconhecimento, de falar e de fazer o que tiver vontade. Que o diga dona Conceição, de 75 anos, que vive num asilo da capital. Ela não se desgruda de uma enorme boneca de borracha. Ela só encontrou a paz da velhice, depois que teve uma boneca entre os braços, para cuidar, proteger, ser útil. A boca entreaberta da boneca revela que Conceição não a deixa com fome. Pedacinhos de pão escorregam pela boca da bonequinha.

No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, não será pecado envelhecer, ter rugas e cabelos brancos. Para isso, vou pedir ajuda aos contadores de história, aos Doutores da Alegria, aos Anjos da Dança, aos terapeutas de Alexandria e holísticos, aos tanatologistas, aos psicólogos das oficinas da memória, aos mágicos, palhaços, aos artistas, para que se revezem no ofício de transmutar a vida. No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, os velhos vão poder namorar, casar, separar, porque o sexo não é coisa de jovem. O desejo não envelhece nunca.nem morre. Haverá bangalôs para os casais enamorados, a praça do footing, da pipoca e do algodão-doce e até um parque de diversões, com lago e patos. Haverá saraus de poesia, com declamação de poemas longos, infindáveis.

Os jovens farão de seus braços bengalas para os velhos. Juntos, eles caminharão pelas alamedas, serão companheiros nessa viagem pelo tempo de viver. O passado e o futuro, sem confronto, porque o respeito será traduzido em abraços, rodas de conversas, música, malabarismo e até fogueiras nas noites de inverno, com canjica, quentão e quadrilha. E, quem sabe, um copo de vinho tinto. Haverá óleos essenciais para massagens curativas. Os corpos dos velhos exalarão o doce perfume de sândalo.

Eles poderão rabiscar as paredes. Cada morador dessa comunidade poderá levar para o seu quarto, lembranças de antigas casas: panelas, porta-retratos, quadros, cadeiras de balanços, xícaras de porcelana, cristais, álbuns de fotos, linhas, baús, xales, tudo o que levar ao aconchego, todas as recordações afetivas. Ninguém poderá destituir os mais velhos de seus pertences e recordações. Nessa comunidade, com certeza, eu levaria até a minha mãe, para morar no andar debaixo do meu sótão, bem junto de mim. Quando eu estiver lá em cima, escutarei o barulho da cadeira de balanço a ranger ternura, exalar história e sabedoria por todas as frestas desse asukim que não terá esse nome nem cheiro de solidão.

Esta crônica foi publicada originalmente no jornal Estado de Minas.

NUNCA TE ESQUEÇAS DE QUE SÓ HÁ DOIS TIPOS DE DOR: A QUE TE DÓI… E AQUELA QUE TE FAZ MUDAR! ESCOLHA…

erramos

“Existem transformações pelas quais vais ter de passar na vida mesmo que não as queiras”. José Micard Teixeira

Esta crônica de José Micard Teixeira, fala das escolhas que podemos fazer na vida. Entre a dor e aquela que te impulsiona a mudar e reconstruir novos caminhos… fico com a segunda opção. Leia:

Há muito que sabes que não há nada que consigas fazer para evitá-las, mas ainda assim acreditas que vai ser possível mudar o rumo dos acontecimentos.

Muitas vezes, quem gostarias de ser não tem nada a ver com quem realmente és, porque resulta tão-somente do teu desejo de agradar a alguém ou sentires-te amado.

Por outro lado, essa pessoa que você criou vem da tua vontade de sobreviver num mundo que te é hostil e falso e se apresenta a ti sem qualquer salvação possível.

No entanto, não vais conseguir viver bem contigo mesmo se não te aceitares como és e ao mundo a tua volta.

Sabes perfeitamente que só podes mudar aquilo que aceitas.

Você reclama da dor que te provoca a indiferença e a crueldade de algumas pessoas para contigo, do desrespeito e falsidade com que te tratam, mas por favor para de te queixar e nunca te esqueças que só existem dois tipos de dor, a que te dói e aquela que te faz mudar.

Escolha, mudar. Mude! Um começo já… Construa novas histórias de vida. A energia se renova.

Transforme sua vida!

Three generations

Fonte:  Residência Mag