SOBRE ENVELHECER…

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“Viver é envelhecer, nada mais!” Simone de Beauvoir

Aprecio este texto do professor José Inácio Pachecão que fala do envelhecer, das mazelas e benesses dessa última etapa da existência. E dá muito o que pensar! É uma exortação para que envelheçamos com tranquilidade. Para que aceitemos que o envelhecer é um outro ciclo da vida e só assim deve ser encarado. Leiam:

Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.

Com o tempo, os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista.

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Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero.

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar?! Guarda os bisturis e toca a vida.

Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.

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Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer.

A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa. Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.

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Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não, o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”. Esse é o segredo de uma boa vida.

 

HOJE É O MEU ANIVERSÁRIO!

BIA SO

“Qual seria sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” (Confúcio)

 Eu não tenho idade, tenho vida!”

Hoje é o meu aniversário (e do blog também) e estou realizando meu sonho de comemorar em Paris. Uma comemoração em tanto… há muito tempo planejada !

O que aprendi neste tempo… muitas coisas rsrsr… Li em algum lugar uma frase que me tocou muito: 

“Eu não tenho idade, tenho vida!”

Cada ano vivido, aprendo a lidar melhor com a vida e a vivê-la com mais intensidade, mais paixão…

Aprendi e estou aprendendo a lidar com meu lado sombra e a fazer brilhar meu lado luz.

Aprendi a lidar com os outros… a retribuir gentilezas, a defender-me dos ataques, a não dar tanta importância para o que não merece minha atenção.

Aprendi  que a opinião dos outros é apenas a opinião dos outros e que isso não interfere em nada na minha vida, se eu não permitir.

Aprendi que algumas pessoas se aproximarão por querer me conhecer de verdade e outros nem tanto.

Aprendei a ser mais gente, a estender a mão quando me pedem ajuda, a calar quando devo calar e a me afastar quando as energias simplesmente não combinam mais.

Aprendi que tolerância é a chave mestra dessa existência… e que ter um coração agradecido diferencia os felizes e os infelizes.

Aprendi a ser a minha melhor amiga e a ficar do meu lado sempre… a dizer e ouvir um “não” com sabedoria…

Aprendi a evitar comparações, pois isso sempre vai me colocar pra baixo.

Aprendi que não devo esperar muito dos outros… bem pelo contrário, devo esperar pouco, bem pouquinho para ter agradáveis surpresas ao invés de decepções…

Aprendi a manter a calma,  a me dar colo… e a pedir ajuda quando esse colo não for o suficiente.

Aprendi a ouvir e a confiar na minha intuição… ela é a voz de Deus em mim!

Aprendi a contar e valorizar o tempo.

Só envelhecemos de fato, quando nos fechamos para a vida e para o novo. Quando ficamos radicais, impacientes e  inflexíveis… quando nos conformamos com nossa infelicidade.

Os desafios que enfrento no dia a dia… são minhas novas aprendizagens… novas etapas conquistadas…  por isso sempre procuro enxergar o lado bom de todas as coisas.

Olhar positivamente para a vida e para o mundo traz leveza á alma… e paz no coração.

Por isso que eu não tenho idade, tenho vida!

Cada ano que passa aprendo a lidar melhor com ela… e quando mais aprendo mais ela me preenche…

Então hoje, ao completar mais um ano de vida, devo agradecimentos a todos que fizeram parte do meu caminhar, do meu crescimento, das minhas descobertas, das conquistas e  vitórias. Por todo apoio, todo carinho e toda compreensão recebida OBRIGADA.

Tenho muito… muito mesmo á brindar! Feliz Aniversário pra mim…

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By Sheila Costa

Fonte: http://passarinhosnotelhado.blogspot.com/2013/01/hoje-e-meu-aniversario.html#ixzz4FyE0AOV3

É PRECISO PERDER O MEDO DA VELHICE!

BIA SO

“Ao envelhecer, parei de escutar o que as pessoas dizem. Agora só presto atenção ao que elas fazem”. Andrew Carnegie

Com a proximidade de mais um aniversário meu só tem uma coisa que eu implico um pouco… as fotos! Elas não mostram a minha alma e o que vejo tem sido cruel ultimamente…rsrsrs. Adoro as crônicas de Déa Januzzi… sempre me fazem refletir com humor sobre a vida e me deixam maravilhada… Leiam:

Com licença: preciso urgentemente tirar novas fotos, atuais, e que não escondam os meus 62 anos. A minha última foto que está ilustrando a coluna “Coração da Terra”, da Revista Ecológico, tem mais de seis anos – e nesse tempo muita coisa mudou. Perdi pai, mãe, irmão e amigos fundamentais na minha vida. Saí do emprego de mais de 40 anos, mudei de casa, pelo menos, três vezes, mas a foto no alto da coluna continua a mesma. Olha que escrevi a crônica “Coração de Mãe” num jornal mineiro durante 10 anos – e não é que a foto lá no alto também permaneceu a mesma esses anos todos. Medo de que?

Medo de ser vista como realmente sou? De que os leitores me vejam como realmente estou hoje? Ou faz parte dessa necessidade de ser eternamente jovem? O tempo correu, escorreu e a minha foto no alto da página continuou como a de uma jovem com 20 anos a menos. Os cabelos mudaram, a testa ficou perplexa com tantas perdas importantes que me deram lições de superação. Quer melhor cronômetro do tempo do que ver amigos e familiares indo embora? Quer maior bagagem de rugas do que ser uma órfã adulta? Quer maior dimensão do tempo do que ter um filho de 30 anos? Na verdade, jovem é o filho… é neto…

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Na foto no alto da coluna, você pode ver no meu rosto quantas vezes chorei de dor? Pode enxergar no fundo dos meus olhos quanta luz se apagou? Por que não há mais estrelas no infinito do meu ser? Você pode ver na foto do alto da coluna quantas vezes eu percorri a via-crúcis do viver? Pode ver as ondas que se arrebentaram nas margens do meu ser?

Na foto do alto da coluna, você consegue enxergar uma mulher livre que foi obrigada a partir e a chegar de vários portos da existência, que sobreviveu a naufrágios e tempestades, que fez a revolução das mulheres, que mergulhou nas furiosas ondas dos afetos e desafetos, dos encontros e desencontros? Você pode adivinhar quantos amigos ficaram no caminho? Pode ver uma mulher que amou, namorou, casou, teve filhos, separou? Você pode ver na linda e perfeita foto do alto da página quem é essa pessoa que escreve das profundezas da alma, que tira o limo do coração com palavras?

Ligo a televisão, abro os jornais e revistas deste país e uma inquietação me invade: senhoras apresentadoras e senhores colunistas que exibem imagens e fotos sempre muito mais jovens do que na realidade são. No alto das páginas dos jornais e revistas, os cronistas não têm rugas nem marcas do tempo, apesar de há muito terem passado dos 60. E de o cenário da velhice ter mudado completamente.

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Preciso abrir parênteses: O Brasil está envelhecendo. Até 2025, será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas velhas. Hoje mais de 22 milhões de brasileiros estão na faixa dos 60 anos. E a cada ano mais 650 mil pessoas alcançam essa idade. Mas o fato é que ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento no atual contexto social. A medicina evoluiu, assim como a qualidade de vida, pois hoje é possível chegar aos 60 com saúde, desejos e projetos de vida. Ganhamos 34 anos a mais do que nossos bisavós. Pensem sobre isso: é um período completo que foi adicionado à expectativa de vida. Você já imaginou o que vai fazer nesses outros 34 anos de vida? Nem os governos nem a cultura nem os próprios protagonistas ainda sabem o que fazer ou o que isso significa. Fecho parênteses.

Volto às fotos de jornais e revistas, de colunistas sempre com cara de 20 anos. Em tempos de fotoshop, há sempre um jeito de dar um toque aqui, de levantar uma ruga ali, de espantar uma olheira lá, de refazer e pintar a sobrancelha, de avolumar a boca que já não segura mais o batom. É possível até fazer botox na fotografia. Afinal, o fotoshop pode fazer implantes, cirurgias complicadas, preenchimentos para que os leitores tenham uma imagem do colunista sempre jovem. É proibido envelhecer neste país, mesmo que as curvas demográficas provem o contrário. É um pecado envelhecer e a culpa é sempre de quem chegou aos 60, porque esse assunto não interessa a mais ninguém. É até repulsivo.

É preciso perder o medo da velhice, porque o tempo não pára. É preciso repetir que só não envelhece quem morre antes e que ninguém pode deter o Senhor Relógio. O tempo chega com suas marcas e cicatrizes que se transformam em rugas e se refletem na imagem exterior. Conheço uma mãe que perdeu o filho em acidente de carro. Depois dos rituais, ela se deitou e acordou no dia seguinte com todos os cabelos brancos. A dor tingiu os seus cabelos da noite para o dia. Como esconder o sofrimento, as perdas, as tristezas e decepções atrás de uma foto? Como mascarar a trajetória de vida numa foto que boicota a realidade e o tempo presente?

Com licença: preciso urgentemente encomendar novas fotos, mesmo que hoje, já sem as lentes de contato, eu tenha escolhido óculos bem fashion, lá da Zótika, na Savassi; mesmo que eu ainda apele para alguns implantes para manter a minha qualidade de vida, mesmo que eu continue tomando vinho e celebrando vida. Pois só as fotos não envelhecem.

*Déa Januzzi é jornalista e escritora. Esta crônica foi publicada pela primeira vez no 50emais em março de 2015.

http://www.50emais.com.br/39766-2/

EU VOU SER VOVÓ… PELA PRIMEIRA VEZ… Á DISTÂNCIA…

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“… E eu, avó de primeira viagem… inicio a caminhada por essa nova e longa etapa de minha vida. Novos sentimentos vou descobrindo… Ser avó pela primeira vez é um marco único… importante e  definitivo na nossa vida. Ser vovó á distância…  é outro desafio a se vencer”. Bia Perez.

Ser avó, para nós mulheres, é a possibilidade de criar novos rumos no viver, re-contar histórias, escrever, registrar os eventos… Este é um deles…

Parto hoje daqui  (com o coração pequenininho)… depois de um tempo (77 dias) juntinho… curtindo meu neto, filho e nora que agora passam a morar aqui… tão distantes do Brasil. Lembranças lindas e  doces… é tudo que levo comigo hoje.

Sim vou pensar em vocês a cada passo que der. Espero que a vida os trate muito bem.  E espero que tenham tudo que sonharem! Na vida temos que ter a coragem de abraçar todas as oportunidades que nos aparacem… e acreditar em nossos sonhos. Isto vocês fizeram e só tenho a abençoar e pedir a Deus que os  proteja.

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Sou hoje a saudade do seus bracinhos abertos me aconchegando estendidos para te pegar do berço… do seu largo e inocente sorriso me olhando… dos seus olhinhos curiosos enxergando o mundo inteiro… (Bom dia mundo!!! Boa noite mundo!!!)… e experimentando de tudo um pouco! Sou a saudade dos seus dedinhos buscando os meus… entrelaçando-os até você adormecer juntinho da vovó, meu netinho querido…!

Sou hoje a saudade da sua risada leve… da sua emoção contando todo feliz e realizado como foi seu dia no trabalho… dos gostosos lanchinhos que fazia carinhosamente no jantar… do sorvetinho de sobremesa… e das longas noites assistindo aos seriados e filminhos… Sou a saudade dos longos passeios animados e divertidos me mostrando todas as histórias e as belezas do seu novo lugar, meu filho querido…!

Sou hoje a saudade de vê-la cuidando do seu lar e da sua família com tanto carinho e amor… Deste amor que transborda o seu ser, na entrega total ao seu filho e ao seu marido…  Sou a saudade dos nossos almoços e das pizzas que você mesma fazia… das nossas passeadas divertidas nos trens e pelo bairro com o carrinho de bebê apreciando o pôr do sol… com ou sem chuva… dos filminhos da nossa sessão da tarde… e das nossas gostosas conversas e risadas, minha norinha querida…!

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Ah, sim já sinto saudades!!! Fui me  despedindo cada dia um pouquinho! Vou ficar tentando lembrar de tudo que eu vivi aqui. Cada momento vivido… eternizarei dentro do meu coração.

Sou a soma de tudo isso, e infinitamente muito mais. Sou toda “coração”… amor e sentimentos! E além de tudo isso, sou eu mesma!!!

Vou carregada de todas estas lindas lembranças que me encorajam, me orgulham  e me confortam muito… me acrescentando novas experiências na minha vida… certa de que escolhem bem …

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“Ah, claro! Fotos e vídeos… muitassssss…

Para fazer longas paradas”. São paradas para me fazer relembrar nossas histórias vividas e que deixam saudades.

Revejo tudo na minha memória e pelo álbum de retratos.

Ah, tem ainda o skype uma distância que nos aproxima. Quem diria… isso ajudará bastante para amenizar minha saudade!

Sentirei saudades , saudades de tudo!! Saudades é coisa boa!

Agradeço tudo que fizeram por mim nestes dias… muito, muito obrigada mesmo…  e um até breve. Que Deus os abençoe!

Com amor… mil beijos.

Vovô Bia.

BIA SO

MORAR FORA DO BRASIL: 10 DICAS PARA SE ADAPTAR A UMA NOVA CULTURA.

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“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver”. Mahatma Gandhi.

Como tenho contado para vocês estou um período (3 meses) em Londres auxiliando meu filho e sua família que estão se mudando para cá. Não conhecia o País e estou encantada com o que estou vendo aqui. Sim, voltarei muitas vezes para cá.

Pra começar a “gentileza” das pessoas e o “respeito ás diferenças” são bem fortes aqui… fazia tempo que não me sentia tão bem acolhida num lugar. Londres é  uma cidade multicultural onde todos convivem bem. Por morar na cidade de  São Paulo onde todos parecem correr muito de um lado para o outro…  as pessoas com pressa pararam de se olharem… de se cumprimentarem, perderam assim um parte muito importante no seu dia a dia, raramente isto acontece conosco tirando nossos amigos e familiares. O “outro” parece não existir mesmo dentro do elevador.

Outra coisa que merece destaque é sem dúvida a “segurança”…  que não temos e estamos perdendo cada vez mais e o pior parece que estamos nos acostumamos com os cuidados que temos que tomar e simplesmente aceitando… se conformando ou então mudando de País.  Me pergunto constantemente: quando é que os governantes vão pensar em nos dar a liberdade de ir e vir com segurança em nosso País? E melhorar a nossa Educação, Saúde, Economia…? É tão bom poder andar livremente pela cidade, pelos bairros a qualquer hora do dia e da noite… com seu celular, acessórios, bolsa e carteira… sem correr o risco de voltar para casa sem elas.

Também gostaria de dizer que é possível utilizar os “meios de transportes públicos” aqui com muita facilidade. Vamos para todos os lugares, utilizando diversos tipos de transportes com conforto e rapidez. Muita informação e acessibilidade o que ajuda a todos.

Durante toda minha vida assisti perplexa o que estamos perdendo a cada dia e mais… mais… temos acumulado perdas grandes nas ultimas décadas. Por isso entendo perfeitamente que mais pessoas pensem em morar fora do Brasil.

Leiam o que Érico Maia, do blog eLondres (o portal já existe há 13 anos, então tem bastante coisa legal, visite), que me encanta e sempre tem excelentes dicas (como estas) pra ajudar tanto quem vai para Londres a passeio como para morar, vale a pena conhecer o que ele diz. Estas 10 dicas estão originalmente no link, leiam: https://www.elondres.com/morar-fora-do-brasil-10-dicas-para-se-adaptar-a-uma-nova-cultura/.

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“A decisão de morar fora do Brasil é sempre cercada de muitas expectativas sobre o novo país de destino: a cultura, as pessoas e até o ritmo de vida diferentes causam dúvidas e uma certa ansiedade. O período de adaptação nem sempre é fácil — afinal, você estará longe da sua família e amigos, em um lugar novo e desconhecido, provavelmente sem conhecer ninguém.

Para que você consiga vivenciar esse momento com a cabeça mais tranquila, hoje compartilho estas 10 dicas (de Érico), que vão te ajudar a driblar a solidão e se adaptar a uma nova cultura! Vamos lá?

PREPARE-SE PARA O CHOQUE CULTURAL

Ao se mudar de país, tudo parece diferente e pouco familiar. É preciso conhecer novos hábitos alimentares, adaptar-se a um clima diferente, familiarizar-se com uma segunda língua e assimilar os valores e costumes desse novo país. Cada um passa por esse choque de uma forma e isso está relacionado com as expectativas e com o conhecimento de cada um sobre o país de destino.

Para lidar com essa etapa, é importante pesquisar bastante sobre o lugar para onde você quer se mudar para identificar as diferenças e similaridades em relação ao seu país, além de se familiarizar com as práticas dessa nova cultura. Estar aberto à diversidade e ao aprendizado é essencial para minimizar os possíveis efeitos negativos do choque cultural — que, para algumas pessoas, incluem a depressão e o stress.

CONHEÇA A LÍNGUA

Ter conhecimento de uma língua estrangeira no Brasil não é garantia de que você não terá dificuldades em se adaptar a uma nova cultura. Elementos como o sotaque, as gírias e até mesmo o nome de alguns objetos comuns podem ser difíceis de assimilar em um primeiro momento.

Quando você não se lembrar de alguma coisa, tente explicar com outras palavras e não se frustre: se até na sua língua nativa você pode se esquecer de uma ou outra palavra, é natural que isso ocorra morando fora.

ABRA A SUA CABEÇA

Não é fácil estar inserido em um país no qual os valores, os costumes e a cultura são completamente diferentes dos seus. Por isso, uma das estratégias para se adaptar com mais facilidade é estar com a cabeça aberta para experimentar novas coisas e tentar assimilar esses novos costumes.

Antes de rejeitar um novo alimento ou determinado hábito, faça uma tentativa bem-intencionada de se adaptar. Quem sabe você não vai acabar se surpreendendo?

EVITE COMPARAÇÕES

O grande desafio para se adaptar a uma nova cultura é aprender a conviver com as diferenças. A melhor forma de fazer isso é manter uma atitude positiva e aberta em relação às novidades.

Evite comparar hábitos, costumes e alimentos diferentes do que você está acostumado. Ser diferente não significa ser pior. Fuja das comparações entre o Brasil e o seu país de destino e encare as novidades com entusiasmo e boa vontade.

SEJA SOCIÁVEL

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Um dos fatores que mais ajudam a acelerar a adaptação de quem vai morar fora do país é conhecer novas pessoas. Procure fazer novas amizades e ser sociável com as pessoas com quem você trabalha ou estuda e não tenha vergonha de convidar para um café ou um happy hour. Uma vida social ativa é uma boa maneira de amenizar a saudade dos amigos e familiares que ficaram no Brasil.

BUSQUE AFINIDADES

Uma ótima maneira de fazer amizades no início é encontrar pessoas que estejam em uma situação semelhante à sua — ou seja, outros imigrantes ou intercambistas. Independentemente do fato de que essas pessoas também vêm de outros países e culturas, vocês terão algo em comum: estão tentando se adaptar à vida em um novo país, longe da família e dos amigos.

Em geral, outros imigrantes serão mais abertos e dispostos a criar laços sociais, uma vez que estão passando pela mesma situação e também estão buscando companhia.

MANTENHA CONTATO COM O BRASIL

Os primeiros meses fora de casa são muito difíceis para qualquer um. Afinal, ainda não deu tempo de fazer novas amizades e é muito normal sentir saudades de casa. Para minimizar esse trauma, planeje-se para manter contato regular com sua família e amigos no Brasil.

Eles te darão suporte emocional para passar por este momento de solidão e te ajudarão a se lembrar do por quê de você ter decidido viajar. Pode parecer uma dica boba, mas contar com o suporte dos seus amigos e familiares é um fator extremamente importante para a sua adaptação em outro país. A internet (wiFi) ajudará muito e tem sempre gratís em alguns cafés ou lugares próximos de você… descubra.

CONHEÇA AS PAIXÕES NACIONAIS

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Outra maneira de integrar-se a uma nova cultura é ter interesse pelas “paixões nacionais” e valorizar esse aspecto da cultura local. Se você foi morar em um lugar em que o basquete ou o rugby são esportes populares, vá a um jogo ou tente conhecer melhor as regras para poder participar das conversas sobre o tema.

O mesmo vale para qualquer outro esporte: nem todos os países valorizam o futebol como o Brasil e, para se adaptar, a dica é tentar se interessar por aquilo que as pessoas ao seu redor gostam. Assim, você terá mais assunto para conversar e mais facilidade para fazer amizades.

SEJA OBSERVADOR

Para não cometer gafes, observe como as pessoas se comportam ao seu redor, a maneira como elas cumprimentam umas às outras e as dinâmicas das relações sociais. O povo brasileiro é muito aberto e receptivo, mas nem todas as culturas são assim.

Cumprimentar com beijos ou abraços, que são formas perfeitamente normais de conhecer alguém no Brasil, pode ser mal interpretado em países em que as pessoas são mais reservadas. Observar como as pessoas se comportam é um bom atalho para entender melhor as dinâmicas sociais de cada lugar.

ACOMPANHE AS NOTÍCIAS

Saber o que está acontecendo e quais são os fatos importantes também é uma boa dica para se integrar à cultura e ao dia-a-dia de um novo país. Além de ser uma maneira de ter assuntos interessantes para conversar com as pessoas e criar laços sociais, acompanhar as notícias também é uma forma de despertar o seu interesse pelo que acontece no país.

Com essas dicas, a sua adaptação a uma nova cultura deve ser mais rápida e tranquila. Nos momentos difíceis, lembre-se dos motivos que o levaram a mudar-se do Brasil e siga em frente para atingir os seus objetivos. Pesquisar sobre o seu destino é sempre bom para começar a se inteirar sobre a cultura local.”

Curtiu estas dicas de Érico? A meu ver descreve de forma leve e objetiva o que podemos fazer e levar em consideração por lá.

Se o seu objetivo é morar (ou passear) em Londres, então confira no Blog elondres outras dicas essenciais para adaptar-se à cultura inglesa.

https://www.elondres.com/morar-fora-do-brasil-10-dicas-para-se-adaptar-a-uma-nova-cultura/

PROCURA-SE COMPANHIA… PARA SAIR DE VEZ EM QUANDO!

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“Viver é enfrentar desafios! Ousar é enfrentar: Esse é o caminho.”. Bia Perez.

Esta crônica de Déa Januzzi soa como um grito de liberdade de todas nós, mulheres modernas. Aprecio o seu espírito livre e revolucionário. Foi publicada originalmente pelo jornal Estado de Minas, com o título de “Correio Sentimental… Leiam:

Mulheres sem paciência para relacionamentos sérios e longos procuram uma companhia para sair de vez em quando, que goste de comida japonesa, incluindo os shashimis, que tome vinho e se embriague numa taça de cristal, dessas enormes, com profundidade suficiente para mergulhar os pensamentos. Ou que queira experimentar um suco verde da culinária viva de vez em quando, para desintoxicar os lugares mais secretos. Nem vegetariano radical nem carnívoro em excesso.

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Procura-se uma companhia que tome vinho e se embriague numa taça de cristal

Procura-se um homem que goste de acupuntura e de massagem. E não tenha preconceito contra a meditação com todos os nomes de Deus.

Um companheiro que continue a morar na própria casa e ela também na dela.

Procura-se um homem que goste de flores, mas também se esqueça de que elas existem por dias até que elas chamem a sua atenção porque precisam de seus cuidados para não murchar de vez.

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Não precisa ser bem-sucedido financeiramente nem profissionalmente, mas que saiba rir e não precise ficar mostrando que está em forma, que clareou os dentes, que frequenta uma academia e que vai à podóloga.

Um companheiro normal, com seus defeitos para compartilhar com os dela. E os vícios também, porque ela tem muitos. E ele sempre se lembre que provedor hoje é o da internet.

Procura-se um homem que saiba expressar emoção, que declare sentimentos, faça poesia, ou seja, até um poeta suicida, desses que dão murros na parede até sangrar e sair uma rima perfeita.

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Pode ser um artista sem palco, um músico sem instrumento, mas que saiba tocar a alma e não se esqueça nunca de que foi jovem um dia. Um companheiro que não fique o tempo todo vestido com a armadura enferrujada do herói ultrapassado.

Um companheiro que goste de música, de cinema e também de não fazer nada, de ficar em casa quando todo mundo vai para a rua. Alguém capaz de entender o significado da palavra simplicidade, que goste de andar descalço e de vento nos cabelos, mesmo que já embranquecidos, que não precise de plásticas no corpo nem no espírito, que saiba envelhecer e goste de cada nova etapa da vida.Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

No meu correio sentimental só cabem homens que saibam ser pais afetivos e não apenas biológicos, que adotem os filhos mesmo que sejam deles mesmos.

Homens que voem mesmo que não tenham asas e que não precisem mostrar a força, mas enxerguem o tênue fio que pode se partir a qualquer momento, mas que deixe uma luz pelo caminho.

Gostaram?

http://www.50emais.com.br/cultura/procura-se-companhia-para-sair-de-vez-em-quando/

TAG: SIX ON SIX .

SIX ON SIX

“Aquele que vive na esperança, irá morrer de jejum…” Benjamim Franklin

Oiiiii…. Estou agora aqui pra responder mais uma TAG.

A ideia dessa Tag é revermos as nossas primeiras metas para o ano e colocá-las em prática… ou (re) formular…  Sim, aquelas que ainda pretendemos concluir até dezembro.

Acredito que quando listamos as metas e damos um prazo (curto/ médio ou longo prazo), já nos empenhamos mais em realizar aquilo que propomos. Muitas delas foram  tão almejadas no início, mas esquecidas com a correria ao longo do ano… rsrsrs.
Enfim, vamos ás regras:

  1. Liste e descreva 6 metas que deseja concluir até dezembro deste ano;
  2. Indique 6 blogs para responder a tag;
  3. Avise os que foram marcados na tag mandando o link do post;
  4. Envie o link do seu post ao blog que lhe indicou como agradecimento.

Então se eu posso desejar 6 coisa para fazer até dezembro, vamos lá:

Metas á concluir até o fim deste ano:

TAG SIX Minhas-Metas-

  1. Comemorar meu niver (1/setembro) em Paris… Já estou aqui perto (Londres).
  2. Fazer a Festa de 1 ano do meu neto que mora em Londres (aqui em minha casa, no Brasil em novembro). Quero eu mesma preparar uma decoração especial de acordo com o tema escolhido pelos pais (“O pequeno príncipe”).
  3. Melhorar meu Inglês… Urgente!
  4. Melhorar minhas atitudes em relação á “exercícios físicos” e a “alimentação”. Com mais seriedade, disciplina…. sem boicotes rsrsr. Cuidando melhor de minha saúde!
  5. Começar um trabalho voluntário.
  6. Diminuir meus gastos (tá dificil aprender isso rsrs)… Economizar mais! Organizar minhas finanças.

Pronto! Agora vamos aos Blogs indicados para a TAG:

Adalberto do Blog https://betoqueiroz.com/

Jaqueline do Blog https://jaquelineborgesblog.wordpress.com/

Minha xara Beatriz do Blog http://www.blogsince85.com/

Gabriel do Blog https://litherarium.wordpress.com/

Oliveira do Blog https://grupomoneybr.wordpress.com/

Betânia do Blog https://umtempofora.com/

Fico muito grata e feliz pela indicação para a“TAG: SIX ON SIX”… pelos queridos Blogs:  Devaneadora de Ideias  e diversosinfinit8s/.

Muito boa esta TAG adorei (re) pensar… refletir os nosso desejos! Foi um momento de rever e ir em frente para concluí-las. Espero que consiga realizar todos estes meus desejos.

Adorei refletir sobre minha metas… algumas já estavam esquecidas… rsrs

Espero que gostem!

Beijoooooooos….

VOU VIVENDO MUITO BEM… OBRIGADA!

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“Não há nada que melhor defina uma pessoa do que aquilo que ela faz quando tem toda a liberdade de escolha.”   William M. Bulger.

Déa Januzzi, seu texto é um convite à reflexão sobre o que pode ser a vida, se vivida com intensidade, amor e sabedoria! Como dona de casa e cozinheira também deixo muito á desejar, mas nem me incomodo com isso, sobrevivo e vou bem obrigada, tenho outros interesses bem mais divertidos. Não fumo, ganho pontos aqui… mas gosto de um bom vinho aos finais de semana. Como Déa também sou rebelde, uma revolucionária para minha geração onde controvérsias acontecem… mas vivo de bem com a vida, em paz comigo mesma e com o mundo…sempre! Amo viajar e desafios novos!!! Sim… vou vivendo muito bem obrigada! E que Déa continue nos presenteando com textos como esse: ENTRE FLORES, CIGARROS E AGULHAS!  Leiam:

Não sirvo de exemplo para ninguém que chegou aos 60 como eu. Bebo vinho todos os dias, sob o olhar vigilante do meu filho, de 30 anos, que não esconde o desapontamento com a mãe que nem dona de casa é. Se tenho que arrumar a casa não consigo cozinhar nem lavar e passar. Se decidir ir para a cozinha, tem que ser um ou dois pratos no máximo. Não sei passar roupa nem gosto de lavar. Brigo até com a máquina de lavar. Serviço de casa me irrita, apesar de hoje, aos 61 anos e livre do trabalho formal de todo dia, tentar algumas incursões culinárias. Gosto também de encher a casa de flores. Às sextas-feiras, não deixo de vir com uma braçada delas da Feira das Flores.

Também gosto de casa cheirosa e fresca, com muita saúde e vento entrando pelas janelas e descortinando o mar de prédios à minha volta. Amo incenso e oráculos, principalmente as mensagens de Jeremias que me ajudam a amanhecer com menos angústia. Não frequento templos nem igrejas, mas tenho meus gurus e anjos aqui na Terra como no Céu. São muitos mestres e guias. Santo para mim é feito de carne e osso. Santo pra mim é aquele que, religiosamente, sobrevive aos furacões e vendavais de todos os dias.

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Tenho bons amigos que tentam ser meus médicos, mas às vezes desistem, porque não gosto de tomar remédios, não sigo receitas. Nem mesmo as médicas. Odeio hospitais, porque enterram vivos os idosos, entubam a velhice e deixam nossos pais morrerem sozinhos, longe dos filhos e netos em nome de protocolos médicos e cirúrgicos.

Desculpem-me os que creem na medicina tradicional, mas lugar de velho não é em CTI (Centro de Tristezas Indizíveis). Ainda bem que o Conselho Federal de Medicina finalmente aprovou o Testamento Vital, que dá a cada um de nós o direito de não ser submetido a procedimentos invasivos e inúteis.

Confesso que fumo cigarros até hoje, mas não me vanglorio dessas tragadas. Não sinto mais prazer em fumar um cigarro atrás do outro. Mas estou aprendendo – bem devagar – a promover um ritual na hora de fumar. E voltar a tragar apenas por prazer e não mais por vício ou dependência química. Ainda não consegui parar nem vou prometer publicamente. Conto apenas para mim mesmo, porque não vou assinar nenhum manifesto contra o cigarro. Não vou expulsar fumantes de perto de mim nem abanar as mãos quando um deles cortar o meu caminho.

Todos os dias, no entanto, peço para que eu não me transforme numa velha chata e rabugenta como aquelas dos contos de fada, ou melhor, uma bruxa, porque não tem nada pior do que uma pessoa mal-humorada, respingando veneno e mofo por todos os lados, aspergindo comentários maldosos e preconceituosos. Cheirando a formol.

Tenho amigos que muitos denominam de gays, mas só me aproximo das pessoas por afeto, sejam eles negros, homossexuais, com necessidades especiais, porque eu também tenho as minhas.

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Como tantos da minha geração, gosto de acupuntura. Saio todas as quintas-feiras do Bairro Cidade Nova para o Colégio Batista para encontrar Josefina, a minha acupunturista, que inclusive, consertou a minha artrose no joelho esquerdo e sempre me diz que ela está mais do que fincando agulhas no meu corpo, mas quer que eu silencie e consulte o meu coração para as questões difíceis da vida.

Gosto de arroz integral e de tudo o que vem do mar, inclusive peixes, mariscos e algas, afinal sou Câncer, signo da água e da emoção.

Como eu quero envelhecer? Aprendi com Amélia, minha mãe, que viveu lúcida, sem doenças até os 91 anos, que a gente não envelhece da noite para o dia, mas que quando alguém na rua disser que você “é uma gracinha” pode saber. Estás velha. Como sou de uma geração que revolucionou costumes, espero também continuar rebelde, mas com as bênçãos que a idade e o tempo nos presenteiam.

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http://www.50emais.com.br/artigos/com-as-bencaos-que-a-idade-e-o-tempo-nos-presenteiam/

ENVELHECER É CHATO, MAS A ALTERNATIVA É PIOR…

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“Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido”. Luis Fernando Veríssimo

Adoro crônicas… parece que foi escrita ontem esta crônica de Luís Fernando Veríssimo que foi publicada originalmente em O Globo, em 13 de junho de 2013, com o título de Alternativa. Leiam:

Envelhecer é chato, mas consolemo-nos: a alternativa é pior. Ninguém que eu conheça morreu e voltou para contar como é estar morto, mas o consenso geral é que existir é muito melhor do que não existir. Há dúvidas, claro. Muitos acreditam que com a morte se vai desta vida para outra melhor, inclusive mais barata, além de eterna. Só descobriremos quando chegarmos lá. Enquanto isto… vamos envelhecendo com a dignidade possível, sem nenhuma vontade de experimentar a alternativa.

Mas há casos em que a alternativa para as coisas como estão é conhecida. Já passamos pela alternativa e sabemos muito bem como ela é. Por exemplo: a alternativa de um país sem políticos, ou com políticos cerceados por um poder mais alto e armado. Tivemos vinte anos desta alternativa e quem tem saudade dela precisa ser constantemente lembrado de como foi. Não havia corrupção? Havia, sim, não havia era investigação para valer. Havia prepotência, havia censura à imprensa, havia a Presidência passando de general para general sem consulta popular, repressão criminosa à divergência, uma política econômica subserviente e um “milagre” econômico enganador. Quem viveu naquele tempo lembra que as ordens do dia nos quartéis eram lidas e divulgadas como éditos papais para orientar os fiéis sobre o “pensamento militar”, que decidia nossas vidas.

Ao contrario da morte, de uma ditadura se volta, preferencialmente com uma lição aprendida. E, se para garantir que a alternativa não se repita, é preciso cuidar para não desmoralizar demais a política e os políticos, que seja. Melhor uma democracia imperfeita do que uma ordem falsa, mas incontestável. Da próxima vez que desesperar dos nossos políticos, portanto, e que alguma notícia de Brasília lhe enojar, ou você concluir que o país estaria melhor sem esses dirigentes e representantes que só representam seus interesses, e seus bolsos, respire fundo e pense na alternativa.

Sequer pensar que a alternativa seria preferível — como tem gente pensando — equivale a um suicídio cívico. Para mudar isso aí, prefira a vida — e o voto.

http://contobrasileiro.com.br/alternativa-artigo-de-luis-fernando-verissimo/

REPÚBLICA PARA IDOSOS: VOCÊ JÁ OUVIU FALAR SOBRE ISSO?

Republica Santos

“Não há nada que melhor defina uma pessoa do que aquilo que ela faz quando tem toda a liberdade de escolha” William M. Bulger.

Certamente você já deve ter ouvido alguém falar que a terceira idade é uma fase da vida caracterizada por muita solidão. Mas, ao contrário do que alguns acreditam, nesse período os idosos nem sequer pensam em levar uma vida sozinho em suas casas.

A alternativa encontrada por alguns está em morar na casa dos filhos. Outros, porém, aproveitam a aposentadoria para realizar viagens e conhecer diferentes locais, assim como eu… seja em solo brasileiro ou ao redor do mundo. Mas para quem não gosta de ficar viajando e também não é adepto de ficar abrigado na casa do genro ou da nora, a opção mais viável tem se tornado as repúblicas para idosos.

As repúblicas ficaram muito conhecidas pelo fato de hospedarem jovens que iam estudar ou trabalhar em cidades distantes das que moravam. Entretanto, elas também têm atraído pessoas mais velhas, devido à facilidade de pagamento das mensalidades que são acessíveis ao bolso de quem já é aposentado. Em algumas moradias deste tipo, o valor não ultrapassa R$150 se somado com as despesas da água, luz e gastos de gás.

Ter a sua liberdade garantida, privacidade e ao mesmo tempo convívio social, e poder dividir os custos de sua moradia, são bons motivos para optar por viver assim.

As repúblicas para idosos são relativamente novas. Com o número de pessoas com mais de 60 anos aumentando, também cresceu o número de tipos de moradia. Conhecer esses espaços é fundamental para realizar boas escolhas no futuro. Assista este vídeo e conheça a primeira experiência em Republica (GLOBO REPÓRTER – SANTOS -SP – 9/11/2012) :

A primeira república específica de atendimento ao público da terceira idade surgiu em Santos, no litoral de São Paulo, em 1995. O sucesso do projeto foi tamanho que, ao longo desses 19 anos, se estendeu para diferentes cidades do Brasil como: Belo Horizonte, Divinópolis, São José do Rio Preto e Curitiba. Nessas moradias autônomas, os residentes ficam responsáveis pelos cuidados com a limpeza e dividem as tarefas igualmente para todos.

Divisão de tarefas

Por ser um modelo que não precisa necessariamente de uma instituição para realizar o gerenciamento, as próprias pessoas que decidirem morar em república podem se organizar para escolher o local, a quantidade de moradores, a divisão de tarefas etc.

Os próprios moradores das repúblicas cuidam da limpeza e organização/divisão de tarefas, que são feitas por todos. Cada um tem suas responsabilidades, que são revezadas para que todos façam um pouco de tudo. Tudo é decidido em grupo. As casas possuem regulamentos e estatutos decididos pelos idosos, e que muda de acordo com as necessidades da maioria.

Enfim, é um tipo de moradia com suas características próprias, estabelecidas internamente, que dependem muito da colaboração de todos os moradores para ter sucesso.

Alternativa de manter a vida social

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As vantagens de viver em comunidade quando se está em idade avançada, são muitas. Uma delas é evitar o aparecimento da depressão, um transtorno mental que afeta a autoestima de ambos os sexos e faz com que a pessoa se sinta triste e desmotivada. A oportunidade de conhecer novas pessoas é mais um benefício. Isto porque, como a casa está sempre cheia de pessoas, é possível fazer novas amizades na convivência do dia a dia, o que ajuda a espantar a solidão e melhorar o humor.

Assim, o ambiente das repúblicas possibilita que a terceira idade mantenha a vida social ativa, além de estimular a convivência social.

A diferença entre residir em uma republica e um asilo está neste convívio social. Nos asilos, como os idosos não podem sair, o convívio acaba ficando limitado a apenas dentro do ambiente. Ou seja, não participam da sociedade, não conhecem novas pessoas e não têm vida produtiva e ativa culturalmente. Nesse ambiente, eles ficam recolhidos e são mantidos pelo poder público ou por grupos religiosos.

Conheça outras em São Paulo, localizada no Tatuapé, a república de idosos abriga 10 pessoas. Todos eles são homens com mais de 60 anos e que recebem aposentadoria de ao menos um salário mínimo por mês. A Associação Reciclazário paga o aluguel da casa e os idosos dividem as despesas de água luz e telefone. (1/04/2015)

Fonte: https://www.aterceiraidade.com/casa-e-familia/republica-para-idosos-alternativa-de-manter-a-vida-social/