A VIDA… E SUAS PEDRAS!

Neste momento que o mundo inteiro se encontra em isolamento social por causa da pandemia… angústias e ansiedades despontam mais do que nunca, esta crônica de Mário Quintana traz uma boa reflexão… cutuca bem lá no fundo, mexe e remexe e traz uma luz sobre o que de mais importante temos na vida… a vida… agora.

Ter clareza na percepção sobre tudo o que nos cerca, saber parar… esperar… ouvir e enxergar pra onde queremos ir… com paciência, resignação e esperança faz toda a diferença. Sempre fez, mas muitas vezes não soubemos… a maturidade nos da isso.

“Depois de muitas quedas, eu descobri que, às vezes, quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.

Eu percebi que quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa.

Então pude relaxar… pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei muito menos vezes.

Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Descobri que na vida a gente tem mais é que se jogar, porque os tombos são inevitáveis.

Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Também percebi que sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia e se torna amarga.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

UM BRINDE…

Acredito que neste tempo de pandemia do coronavírus, o codiv-19… temos que fazer um brinde a vida. Um brinde…
A todas as vozes que desaprenderam preces, ou mesmo que jamais aprenderam.
A todas as solidões individuais ou partilhadas, gritadas, colhidas ou caladas, nos corações e nas almas.
A todas as buscas que levaram a encontros, perdas ou abandonos.
A todos os silêncios de gestos e palavras que encobriram impossibilidade, refúgios, medos ou
ausências.
E, principalmente, aqueles que disseram mais do que palavras.
A todos os braços e abraços que acolheram, aqueceram e ampararam, nos momentos em que a perda já parecia certa e o abandono das forças de luta era aparentemente a única possibilidade de resposta.

Aos sorrisos esboçados ou assumidos que coloriram os rostos e enfeitaram o mundo.
A todas as crianças crescidas e pequenas que viveram momentos de descoberta e
não morreram para o aprender.
A todo o Amor que nasceu e morreu, mas que teve seu espaço de cor, força e brilho nas faces, corações e corpos.
A todas as músicas e versos que os artistas, ou não, exprimiram com suas emoções e nos ajudaram a compreender e comunicar melhor as nossas.
A toda voz ou carícia que não se negou, que ouviu o apelo e respondeu com sua existência, sua expressão sua proximidade.
A todas as orações desesperadas, suplicantes ou agradecidas.
A todos os “becos sem saídas” que deram em novos caminhos e em outras possibilidades.
A todos os desesperos que tiveram a grandeza de pedir ajuda e dar a enorme descoberta de serem conhecidos na partilha e no calor de um olhar, talvez perplexo, mas acolhedor.

A toda a vida que se omitiu ou ousou, que se transformou ou paralisou no tempo do medo.
A todo o medo que a coragem permitiu viver, e que a força não deixou que imobilizasse o gesto, e levou aos passos mais adiante e aos caminhos mais além de antes do ontem.
A todos aqueles que, disponíveis para o novo, o invasivo, o ensaio, percorreram com seus olhos linhas como estas somando as nossas, as suas vivências, indagações e descobertas e fazendo com isto que amontoados de palavras se vestissem de significados, dedico esta mensagem como uma liberdade de aproximação e um enorme desejo de que a busca de cada um não cesse nunca, seja ela qual for, por mais que mudem as respostas ou que por vezes, nos desanime a ausência delas.

Um brinde aos encontros, que neste espaço de vida, puderam acontecer…
Um brinde a vocês … (Autor Desconhecido).

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA… ENTÃO VOCÊ!

Gosto deste texto de autor desconhecido, quando nos trás uma boa reflexão para este nosso momento atual da quarentena. Medos e ansiedades se atropelam… encontrar um culpado virou uma discussão política ou não. Todos querem encontrar um culpado! Então atire a primeira pedra…

Aquele que tiver a real solução para esse problema que atire a 1ª pedra !!!
Atire no Prefeito que fechou a cidade e mandou todos pra casa.
Atire no Presidente que pede pra abrir a cidade e a volta ao trabalho.
Atire nos médicos que pedem o isolamento social para evitar o colapso no sistema de saúde.
Atire nos economistas que pedem para voltar a rotina prevendo um colapso financeiro ….

O NEGÓCIO É ATIRAR PEDRAS !
Se voltar tudo a funcionar vai morrer quantas pessoas ?
Se ficar em isolamento social vai morrer quantas empresas?
Vou responder:
Ninguém sabe!!
Quando um problema não tem solução, elegemos um culpado, um inimigo, um vilão…
Não! A culpa não é do Prefeito!
Não! A culpa não é do Governador!
Não! A culpa não é do Presidente!
Nem dos médicos, nem dos economistas e nem do Ministro da Saúde.
Eles estão tão perdidos quanto todos nós.

Tão perdidos quanto Donald Trump e todos os líderes mundiais.

Fomos pegos de surpresa sem manual de procedimentos. Cada um ACHA uma coisa, mas NINGUÉM tem certeza.
Então quem sabe não é a hora de parar de perder tempo atirando pedras e dando palpites, e começar a orar mais, amar mais, chorar mais, valorizar mais os AMIGOS e a FAMÍLIA …
Chega de ódio!!!
Talvez seja essa a solução!!!”

HERANÇA DO AMOR. MÃES E FILHOS…

Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?

Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos;
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado;
Herdei medo de morrer;
Medo de trânsito;
Medo da noite;
E o único medo de perder verdadeiro;
Mas herdei coragem também
Muita;

De um, herdei a necessidade de desacelerar;
De outro, herdei atenção difusa;
E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado;
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;

Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias;
E as gargalhadas mais incríveis;
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;

Herdei força sobre-humana;
Herdei sentidos mais apurados;
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem;
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa;
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;

Este texto foi atribuído a Rita Almeida.

ÁLBUM MEMÓRIAS DE UMA AVÓ… VOVÓ BIA!

23o da minha #quarentena💪🏠🙋🏼‍♀️16o dia de #quarentenasaopaulo

Faz parte da quarentena, com o nosso isolamento social sofrermos altos e baixos. Somos humanos, vulneráveis e, por enquanto, o virus nos é superior.

“Não podemos agir como se estivesse tudo bem”, disse a Monja Coen e eu concordo…

Depois do meu café da manhã caprichado e com tranquilidade começa a minha rotina variada e bem distribuída pela semana.Tem tempo para os afazeres do dia a dia da casa… e sempre tem algo que tenho prazer em realizar… cada dia escolho uma coisa diferente… e me envolvo tanto que nem vejo o tempo passar… ele voa. Eu, viajo no tempo e no espaço e me envolvo em algo bem legal.

Hoje continuo a fazer o meu “Álbum Memórias de uma Avó”… da vovó Bia , claro. Me realizo fazendo este álbum. Faço com muito amor e carinho.

Já escrevi sobre a início da minha vida, desde o “antes”; um pouco da minha família paterna e materna; como foi quando eu nasci e depois… como fui durante a minha infância e a minha adolescência; e uma parte da vida adulta… quais foram os fatos marcantes pro mundo e pra mim; as grandes escolhas que fiz; as mudanças e formação da minha família… as coisas que surgiram e foram acrescentadas na minha vida… as dificuldades, superações, reconstruções e grandes transformações… que me fazem feliz e realizadas como pessoa, mãe, filha, esposa, irmã e mulher…

Eu faço pesquisas da época, ligo meu click de memórias e lembranças junto tudo, revejo com tanto detalhe e depois começo a escrever… verdadeiramente viajo no tempo. Sempre que me sento pra escrever aqui… faço uma total imersão de corpo e alma… me doou por completo aqui.

E maravilhoso nesta época da minha vida eu fazer estar fazendo uma retrospectiva da minha vida. Uma benção. Sou muita agradecida.

Muita coisa aconteceu em todo este tempo da minha vida… e percebo claramente que sou fruto das minhas escolhas na vida. E o que é melhor… eu faria exatamente as mesmas escolhas… trilharia os mesmos caminhos.

Acertos e erros aconteceram, mas o mais importante é que o meu olhar resiliente, otimista e de querer aprender com eles… Passado o choque no tempo das perdas que eu tive, eu sempre reagi… me reergui, superei e com esperança em dias melhores e bom humor, continuei meu caminho rumo a ter mais qualidade de vida e em ser mais feliz. Está sempre foi a minha meta. Aproveitar o lado bom das coisas.

Sempre me preocupei em ser uma pessoa forte e em querer ensinar aos meus filhos que tudo passa e que fica melhor. Tenha paciência é o meu lema, temos tempo para tudo! Tudo vai se encaixar na hora certa. A maneira como olhamos e enfrentamos os problemas é decisivo para encontrar uma saída, construir pontes ou virar a página. A escolha é nossa… trato de fazer a minha parte… quero dar força pra todos e que saibam que aconteça o que acontecer… sempre há uma saída, uma solução… Dando certo ou não, podemos recomeçar e reconstruir nossos caminhos. É o que eu faço até hoje.

Pensei em fazer este álbum quando a medida que eu fui envelhecendo eu tive necessidade de conversar profundamente com minha mãe, mas me era impossível por causa da sua grave doença. Eu tinha tanta vontade de conversar com ela sobre tantas coisas, e na sua falta muitas vezes converso com as pessoas mais velhas, com mais experiência sobre as suas impressões sobre alguns fatos ou problemas que eu passo ou quero saber mais. Minhas reflexões com a vida! Fico entusiasmado com suas de encarar a vida… sua sabedoria que a idade e a experiência traz.

Eu quis então deixar um registro sobre as minhas impressões para que meus filhos e netos pudessem saber como me senti sobre tantas mudanças que vi no mundo e tive na minha vida pessoal, minhas conquistas e meus desafios, meus sonhos e propósitos de vida.

Um dia não estarei entre eles, mas vou deixar pra eles o que eu penso sobre a vida, como vivi e fui feliz, como brindei e que sonhei muito, como amei e me orgulhei de cada um deles… assim como superei meus maiores desafios… Tem que saber o quanto eles foram amados e importantes na minha vida. Sem eles talvez não tivesse o mesmo incentivo e motivação. Quero que se orgulhem de mim e que eu tenha marcado a vida deles de forma positiva e incentivadora… Isto me bastará. Sempre vou estar presente nos seus coração e nas suas lembranças.

#quarentena #fiqueemcasacovid19 #fiqueemcasa #pandemia

#pandemiacoronavirus

CORONAVÍRUS… UM CONVERSA SÉRIA…

22o da minha #quarentena. 15o dia de quarentenasaopaulo (7/4)

Hoje assistindo a este vídeo, me sensibilizei com tanta simplicidade de uma luta 💪 árdua para tentar sobreviver. Quis compartilhar com vocês.

Estamos todos assim agora neste confinamento… lutando para nos preservar e sobreviver. Todos… o “mundo inteiro” com o mesmo objetivo… rumo ao mesmo lugar… sobreviver e encontrar uma vacina urgente contra o coronavírus.

A “solidariedade” ou o “egoísmo”, tipo “salve-se quem puder”, desponta em todas as regiões… mostrando a pequenez ou a grandiosidade do ser humano. Todos com medo, fé e esperança!!!Percebo que a coragem não é ausência do medo… é a persistência apesar do medo. A persistência pode realizar o impossível.

Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso.

Isto fará toda a diferença, como enxergamos e agimos na vida… é crucial.

O sucesso começa com um “sonho”, do sonho para a “meta”, da meta para a “disciplina”, da disciplina para a “persistência” e da persistência para a “conquista”.

“A fé move montanhas e a persistência vence obstáculos”… sempre!

Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis… impossíveis e maravilhosas. Plantamos e colhemos as flores e os frutos que cuidamos. Lutamos todos os dias em busca de um mundo melhor.

Confio em Deus, pois aprendi a esperar, e a ter esperança… acreditar que as coisas podem mudar… e principalmente a agradecer por cada dia novo que surge… por estar bem e com saúde… cooperando com o bem estar de todos no mundo.

Eu fico em casa. Eu faço a minha parte. Me cuido e cuido das pessoas que amo. Espero que todos estejam bem, fiquem em paz e se cuidem… Vai passar!

VOVÓ É UMA UVA… VOVÓ MODERNA…

Martha Medeiros sempre me encanta e surpreende com suas crônicas. Está da avó me remeteu a doces lembranças. Hoje sou uma avó bem moderna e muito diferente de como era a minha avó pra mim. Tempos modernos… quer ver só? Leia:

A palavra avó nos remete à infância, quando passávamos o domingo numa casa cheirando à comida, com toalhinhas de crochê decorando todos os ambientes e um quarto sempre na penumbra, com móveis de madeira maciça e uma enorme cadeira de balanço, onde cochilava a matriarca. Parece com a casa da sua avó também? Pois guarde esta imagem na lembrança, pois ela não se reproduzirá tão cedo. Já não se fazem mais avós como antigamente.

Os esteriótipos não são criados do nada: as avós eram assim mesmo, de cabelo branco e óculos pendurados no nariz. Toda família que se preze teve sua Dona Benta, e a imagem é tão forte que até hoje os comerciais de tevê insistem em caracterizar as vovós como senhoras idosas, rechonchudas, com aventais amarrados na cintura, cabelos presos num coque e aquele ar de quem não faz outra coisa na vida a não ser torta de amoras. E os avôs? Seja na televisão ou no rádio, todos têm voz de Papai Noel, enquanto que, na realidade, os avôs da nova era estão mais para Mick Jagger, que aliás, já tem um neto. Acorde: os avós de hoje não lembram mais das canções de ninar, mas sabem de cor a letra de Satisfaction.

Quer dizer que o lobo mau conseguiu engolir nossa vovozinha? As que usavam toquinha e tinham voz rouca foram papadas, sim, meus pêsames. Mas olhe agora, o que vemos? Avós de jeans, dirigindo jipes, cabelo pintado, óculos escuros. Avós que trabalham, que viajam, qu dão festas, que namoram. Avós que fazem lipo, aeróbica, jogam paddle e suspiram não pelo Lima Duarte, mas pelo Victor Fasano. Será que elas sabem pregar um botão? Não custa tentar, mas se a empreitada der errado, não complique. Ela terá o maior prazer em levar a netinha para comprar uma roupa nova no shopping. E o almoço de domingo? Também mudou. As avós de hoje não andam dispostas a engordar nem um grama com macarronadas familiares e muito menos a quebrar suas garras vermelhas lavando panelas. Que tal um buffet frio, muita água mineral e salada de frutas? Combinado, ela entra com a água.

Netos e netas, não se sintam desamparados. As avós de hoje são muito mais participantes. Podem não lembrar direito das histórias de Gulliver, Pele de Asno ou O Gato de Botas, mas têm históriazs pessoais tão encantadoras quanto. São mais divertidas e menos preconceituosas. Têm mais saúde e disposição para enfrentar parques, teatrinhos, zoológicos. E o fato de buscarem a eterna juventude não lhes tirou um pingo do afeto que sentem pela terceira geração. Ao contrário: nunca vi tantas avós apaixonadas por seus netos. É um amor enorme, desinteressado, sem ônus do compromisso, só do prazer. Sempre foi assim, mas agora há um fator novo: hoje as mulheres têm menos filhos, e em conseqüência, menos netos. Antigamente a família era gigantesca, e não havia memória que chegasse para lembrar o nome de toda a criançada. Hoje são só dois ou três, dá até para providenciar um mini-hotelzinho em casa para hospedá-los no final-de-semana. Tem mais: o limite de idade para engravidar foi muito ampliado, e hoje uma mulher poder ser mãe e avó quase ao mesmo tempo, encurtando as diferenças entre uma e outra. Se por um lado estamos perdendo a imagem romântica da avó que cozinha, faz tricô e tem roseiras no quintal, por outro estamos ganhando uma avó bonitona, que tem o maior orgulho ao falar de nós para as amigas e que sempre estará disposta a nos dar um colo. Desde que esteja com uma roupa de microfibra, bem entendido.

O amor, que é o que interessa, não mudou. Mas mudaram as avós. Danuza Leão, Baby Consuelo, Constanza Pascolato e tantas outras mulheres que falam gírias, bebem cerveja e estão sempre prontas para uma novidade são avós tanto quanto as nossas saudosas velhinhas de casaquinho nos ombros. Vera Fischer, Betty Lago e tantas outras gatas desta geração também já têm filhos adolescentes que não tardaram a procriar. Passarão, como toda mulher, pela menopausa, pela osteoporose e por outros distúrbios da idade, mas certamente não aceitarão o papel de uma avó caseira, bordadeira e sem outra ambição que não seja cuidar dos netos. Sempre se disse que a avó era uma segunda mãe. Pois ela nunca esteve tão parecida com a primeira.

E você que tipo de avó é?

Leia também: https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

https://oterceiroato.com/2016/08/31/eu-vou-ser-vovo-pela-primeira-vez-a-distancia/

Xiiii!!!! ESTAMOS ENVELHECENDO… E AGORA?

Adorei estes Conselhos de um Geriatra, Dr. Joston Miguel, um olhar positivo e espirituoso sobre estarmos envelhecendo. Assim como eu vejo as coisas. Dá uma boa reflexão.

Estamos envelhecendo.

Não nos preocupemos! De que adianta? É assim mesmo! Isso é um processo natural. É uma Lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica, ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: A energia de um corpo tende a se degenerar e, com isso, a desordem do sistema aumenta. Portanto, tudo o que foi composto será decomposto, tudo o que foi construído será destruído… Tudo foi, enfim, feito para acabar! E como fazemos parte do universo, essa Lei também opera em nós. Com o tempo, os membros se enfraquecem e os sentidos se embotam.

Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: A morte é o alvo de tudo que vive. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, d’aqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva! Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: Me use; estou acabando!. Hilário, porém realista.

Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos! Vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. Em última análise, se isto for lhe fazer bem, tente se reconciliar com a pessoa que você rejeitou. Tente se reconciliar com a Família que você, sem pensar, resolveu destruir… Pense nessa hipótese!

O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto, como já dizia Cícero. Mas nada impede uma pessoa se reconciliar com o seu passado! Tente, então!

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, para não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso, você ganhará qualidade de vida.

Querer reconquistar esse passado (da beleza que já não mais existe em você) seria um retrocesso, e o preço a ser pago será muito elevado: serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarda os bisturis, e toca a sua vida.

Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas, quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma n’uma dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.

Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que lhe está disponível.

Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que você está. Coisas do passado, no que se refere à juventude, já não te pertencem mais.

Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos. Faça a festa. Celebre a vida! Agora, você tem mais tempo! Aproveite essa disponibilidade e desfrute-a. Aceitando ou não, o processo do envelhecimento vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de eu conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário. Parecia-me exatamente o oposto.

O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: Quem tem muito dentro, precisa ter pouco fora.

Esse é o segredo de uma boa vida. Pense! Repense e não faça besteira. Ao final, você verá que não valeu a pena… Que não valeu ter destruído a sua Família para ir atrás de um sonho que, rapidinho, se voltará contra você em eterno e enorme pesadelo.
Sensacional né?

CURAR…

Um poema escrito por Catherine M. O’Meara (março de 2020)… descreve o nosso isolamento, se encaixando tão bem com as rotinas do nosso dia a dia e em como estamos vivendo atualmente, nesta pandemia… leiam:

E as pessoas ficaram em casa.

E leram livros e ouviram.

E descansaram e se exercitaram.
E fizeram arte e brincaram.
E aprenderam novas maneiras de ser.
E pararam.
E ouviram fundo
Alguém meditou
Alguém orou
Alguém dançou
Alguém conheceu sua sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E pessoas se curaram
E na ausência de pessoas que viviam de maneiras ignorantes,
Perigosas, sem sentido e sem coração,
Até a Terra começou a se curar.
E quando o perigo terminou.
E as pessoas se encontraram.
Lamentaram pelas pessoas mortas.
E fizeram novas escolhas.
E sonharam com novas visões.
E criaram novos modos de vida.
E curaram a Terra completamente.

 Kathleen O’Meara, pen name Grace Ramsay 

Nascimento: 1839, Dublin, Irlanda

Falecimento: 10 de novembro de 1888, Paris, França

SAIR PARA MULHERAR…

As mulheres fazem tantas coisas… junto e misturado. Elas costumamos fazer muitaaaaaaas coisas juntas. Não é raro vê-las em pares ou em grupo no cinema, fazendo compras, viajando, olhando vitrines, andando no parque, indo a shows, a exposições, almoçando, e tudo isso sem parar de conversar (mulher fala, não?!). Eu me incluo perfeitamente neste meio. Sempre que posso estou nessa. De último hora damos um jeitinho de estar lá.

Romances, relacionamentos, rompimentos, perdas, filhos, profissão, roupas, menstruação, tpm, menopausa, exercícios, sexo etc., assunto é que não falta! Nem termina um e já engata outro. Somos uma caixinha de pensamento ambulante com infinitas possibilidades de abertura. Abre e fecha sem pedir licença.

Uma grande amiga minha chama de “sair para mulherar” essas tantas atividades que fazemos juntas enquanto, ao mesmo tempo, vamos falando da vida.

As mulheres trocam confidências, expõem aquilo que vivem e seus conflitos, bordam e tricotam (literal e metaforicamente), brigam, acompanham e cuidam umas das outras, numa troca recíproca e coletiva.

Nas muitas atividades em companhia das amigas, aparentemente tão triviais, fios da subjetividade de cada uma de nós se entretecem e nos ajudam a virar mulher, a ser mãe, a ser amiga, a casar, a ter filhos, a descasar, a trabalhar, a enfrentar a saída dos filhos de casa, a voltar a namorar, a passar pela menopausa, a envelhecer, a fazer os lutos e tantas outras coisas.

A vida seria muito mais dura se não fossem pelas irmãs-amigas, amigas- irmãs, com as quais podemos falar e elaborar tanto as dores como as delícias que vamos experimentando ao longo da estrada.

*”Mulherar” ajuda a fabricar tecido psíquico, um tecido que vai sendo bordado coletivamente, criando novos desenhos e novas formas de pensar e dar sentido às nossas vivências e à nossa história.”*. (Aqui também tem… Parte do Texto da psicanalista Helena Albuquerque, mestre da USP.)