“Sinto saudade de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudade. Sinto saudades de tantas coisas”. De Clarice Lispector
Sinto saudades de tudo quando vejo nas fotos antigas… e me lembro das histórias que vivi… revivo e saboreio cada detalhe… o gosto no tempo delas… revivo com detalhes… com tanta doçura e intensidade que me emociono. Estão bem guardadas dentro do meu coração. Posso sentir sempre que quiser. Sinto saudades das doces lembranças do que vivi.
Hoje vivo mais devagar e com alegria porque eu já tive pressa. Quero aproveitar tudoooo ao seu tempo.
Agora neste tempo de #quarentena, #isolamento social mundial como maneira de evitar um maior contágio do covid-19, e medida de proteção aos mais velhos que são os mais vulneráveis a doença que está para do o mundo… é preciso ter calma, paciência e equilíbrio emocional. As lembranças são algo precioso pra aliviar as saudades e nos deixar mais felizes e com otimismo. Vai passar, hora de nos cuidarmos melhor agora. Fiquem bem 🏠🙋🏼♀️😘🙏🏻
Ser avó pela primeira vez é um acontecimento único em nossas vidas, que você deve aproveitar ao máximo. Eu aproveito muitooooo… cada minuto… cada momento nosso é inesquecível! Agora imagine triplicar está dose de alegria… É muita alegria pra uma vovó coruja como eu aguentar. Hoje está é a minha realidade.
Você vai ser avó pela primeira vez?
Então prepare-se para entender sentimentos completamente novos. Descobrir que vai ser avó te enche de sentimentos contraditórios, como alegria e preocupação. Uma mistura de alegria, amor, medo, mistérios e vai sofrer uma renovação da vida.
A alegria é pela chegada de um bebê que vai roubar o seu coração. Já a preocupação é porque você provavelmente acha que tem que se preparar para esta nova etapa… assim como seu filho (a). Vai nascer aí uma nova família. Seu legado vai crescer.
Ainda assim, o amor que sentimos por nossos netos é tão grande que todos esses sentimentos acabam desaparecendo…. assim que ouvir seu netinho chorar ou dizer vovó pela primeira, você vai esquecer imediatamente todos esses pensamentos. A partir de então, compartilhará sua história com todas as outras futuras e novas avós.
Ser avó pela primeira vez é sim maravilhoso… uma experiência única, que nos marcará assim como o nascimento de nossos filhos.
Prepare-se para descobrir um novo universo dentro de você, cheio de lágrimas e sorrisos… algo que parecia adormecido… irá despertar. Os netos nos ensinam uma nova forma de amar. É um amor extraordinário, único e completamente diferente do que sentimos por nossos filhos. Parece duplicar a intensidade e forma, é mágico. Por isso, ser avó pela primeira vez é inexplicável e maravilhoso.
É abrir seu coração ❤️ pra um amor sem finitude. É perceber que a sua sementinha plantada… está dando frutos… e florescendo. Os netos são um espelho 👶🏻❤️ daquilo que começamos um dia. Trará mil recordações.
A medida que o seu netinho for crescendo, você vai começar a notar alguns traços seus e de seus filhos refletidos nele a todo momento, trazendo memórias da sua infância. Quando ele sorrir, por exemplo, fará você se lembrar dos belos sorrisos dos seus filhos quando eram pequenos.
Da mesma forma, quando ele começar a comer e a ter preferência por algumas frutas específicas, isso trará recordações de quando você era pequena e também gostava mais de determinadas frutas, e das que gosta até hoje. Doces lembranças que vem e vão.
Quando e como participar dos planos dos pais?
Esperando um convite, na sua hora e no seu momento. Como assim?
Não saia espalhando por aí a chegada do novo membro da família. Espere que os pais se manifestem. Eles vão querer ser os portadores das boas novas. Afinal a grande notícia é deles? Não seja inconveniente.
Quanto aos presentes que quiser dar ao seu neto, tente conversar com os futuros pais antes para mostrar o que deseja comprar e pedir a opinião deles, compre o que eles precisarem… Escolheram juntos vai ser bom e ajudar na medida que forem úteis e necessários. Além disso, use a sua experiência para sugerir que comprem o for necessário para o bebê. Vai descobrir quantas novidades que fazem a vida bem mais práticas surgiram até agora, vai ser surpreendente.
Dessa forma, você poderá se integrar pouco a pouco nos planos dos pais… com a delicadeza que requer o momento. Tudo isto evita futuros conflitos.
Alguns conselhos para quem vai ser avó pela primeira vez…
Converse com seus filhos sobre o quanto é maravilhoso ser avó pela primeira vez. Da sua alegria e expectativas. Ouça com o coração, fale o necessário e paciência.
É muito importante que seus filhos saibam do amor que está crescendo dentro de você diante dessa belíssima notícia, que saibam o quão lindo é ser avó pela primeira vez e participar junto dos momentos antes de ele chegar, sem exageros e invasões. Mas na medida certa.
Lembre-se que os pais também estão em êxtase vivendo momentos únicos de ansiedade, preocupação e amor. Saiba esperar e compreender este momento pacientemente.
Lembre-se de que o novo bebê é seu neto, e não seu filho. Cada um no seu lugar.
Meus netos com o tempo vão crescer e dar trabalho… precisar de limites e amor na dose certa… como toda criança. Faz parte. Aprendemos dia a dia.
É importante que você se lembre que, de agora em diante que a responsabilidade pela educação e a criação dos filhos é dos pais, e não da avó. Mas não tenha medo de intervir quando sua ajuda for solicitada… participe dentro do seu limite, como uma boa avó coruja.
CONCLUINDO ao ser avó pela primeira vez, é importante ter em mente que a relação que você vai ter com os seus netos é diferente da que tem com os seus filhos. Os netinhos são para ser adorados, abraçados, mimados e amados. Vamos construir mil histórias juntos.
Na verdade, você deve se tornar cúmplice deles, mas sem perder o equilíbrio existente entre o respeito e a autoridade dos pais e a participação da avó.
Espero que vocês aproveitem bastante este período.
E assim, um dia, o mundo se encheu da desastrosa promessa de um apocalipse viral e, de repente, as fronteiras que foram tão defendidas com guerras se quebraram com gotículas de saliva, houve equidade no contágio, que foi distribuído igualmente aos ricos e pobres, as potências que se sentiam infalíveis viram como se pode cair ante um beijo, ante um abraço.
E nos demos conta do que era importante, e então uma enfermeira se tornou mais indispensável que um jogador de futebol, e um hospital se tornou mais urgente que um míssil. As luzes foram apagadas nos estádios, os filmes pararam de ser filmados, acabaram as missas e os encontros das multidões.
E então, no mundo, houve tempo para refletir sozinho, e esperar em casa que todos chegassem para se reunirem em frente às lareiras, mesas, cadeiras de balanço, redes e contar histórias quase esquecidas.
Três gotículas de ranho no ar nos levaram a cuidar dos nossos anciões, a valorizar a ciência acima da economia, a ouvir agora que não apenas os indigentes trazem pragas, que nossa pirâmide de valores estava invertida, que a vida sempre veio primeiro e que as outras coisas eram acessórios.
Não há lugar seguro, na mente de todos nós cabem todos, e começamos a desejar o bem ao próximo, precisamos que ele se mantenha seguro, que não fique doente, que viva muito, que seja feliz, e, junto com uma paranóia fervida em desinfetante, nos damos conta que se eu tenho água e ele, que vive mais distante não, minha vida está em risco.
Voltamos a ser uma aldeia, a solidariedade se tinge de medo e com o risco de nos perdermos isoladamente, percebemos que há apenas uma alternativa: sermos melhores juntos.
Algo invisível chegou e colocou tudo no lugar. De repente os combustíveis baixaram, a poluição baixou, as pessoas passaram a ter tempo, tanto tempo que nem sabem o que fazer com ele, os pais estão com os filhos em família, o trabalho deixou de ser prioritário, as viagens e o laser também.
De repente silenciosamente voltamo-nos para dentro de nós próprios entendemos o valor da palavra solidariedade.
Num instante damos conta que estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, que as prateleiras dos supermercados estão vazias e os hospitais cheios e que o dinheiro e os seguros de saúde que o dinheiro pagava não têm nenhuma importância porque os hospitais privados foram os primeiros a fechar. Nas garagens estão parados igualmente os carros de última geração ou ferro velhos antigos simplesmente porque ninguém pode sair.
Bastou meia dúzia de dias para que o Universo estabelecesse a igualdade social que se dizia ser impossível de repor. O MEDO invadiu todos Que ao menos isto sirva para nos darmos conta da vulnerabilidade do ser humano.
Não se esqueçam- BASTOU MEIA DÚZIA DE DIAS.
Este autor desconhecido disse tudo pra nossa reflexão.
Quando viu a mala vermelha, aquela que havia tanto brincado naqueles dias… chegando á porta de saída e a porta se abrindo, com o táxi me esperando, ouviu:
⁃ Vamos nos despedir da vovó, agora.
Tudo se confirmou. João parou, imóvel na porta se encolheu todo por dentro… paralisado, me olhou com os olhos mareados… brotaram lágrimas num choro silencioso, foi como um grito surdo… uma dor sem fim.
Viu e entendeu pela primeira vez que as pessoas vão embora, como assim?Sentiu-se fragilizado… impotente, assim como todos nós, chorou: pai, mãe e avó.
João não podia fazer nada, era uma mistura de sentimentos de partida… de saudades. Chorou inconsolavelmente por 40’… A saudades já mora em mim, faz tempo.
Não há palavras para certas coisas João, você tem razão.
Me fez pensar durante o caminho para o aeroporto, como a distância e a saudades podem ser mais cruéis para as crianças, pois ainda não tem a real dimensão da partida e da chegada… nem da distância ou da saudades.
Não era eu que gostaria de te ensinar ou te fazer perceber isto… não eu, meu João. Isto me quebra toda por dentro.
Quero que saiba que assim como cheguei, fiquei… brincamos e rimos muito… fui embora, sim… por um tempo mas, eu voltarei.
Nos falaremos agora pela internet muitas vezes. E ele sempre me repete: – Vem ó ó… com o sinalzinho do avião em suas mãozinhas. Sim, eu voltarei, em breve!
Todos os dias, quando o seu pai vai buscá-lo na escola… João quer fazer o mesmo caminho em que me encontrou no meio da calçada, com a mala vermelha. E repete… repete… repete… todas as semanas, na esperança de me reencontrar no meio do caminho de volta para casa, assim como eu cheguei um dia.
Nos encontraremos sim. Não hoje, nem agora… mas vamos em breve estar juntos novamente… na mesma calçada. Pode me esperar. Eu voltarei!
Da mesma maneira que te fiz perceber a “partida”… e a “saudades”… também quero te ensinar que “voltamos”… chegamos de volta ao “ponto de partida”. Vais ver!
Mais tarde, quem sabe um dia… quando você crescer mais… eu possa lhe mostrar também que quando não enxergarmos mais o caminho de volta para o ponto de partida… é porque tudo mudou. E muda… as coisas mudam com o tempo, algumas vezes… e nós mudamos também com a vida. Não tenha medo. Construímos pontes, damos outra volta, viramos a página… e vamos chegar no lugar que queremos… num novo lugar… no nosso lugar… e construímos novas histórias…
Tudo ficará bem, pois tudo passa… acredite eu sei do que estou falando. Acredite sempre em você, na sua família e no amor. Isto é o mais importante que temos na vida. Nossas raizes… nosso alicerce.
Tem pessoas que entram em nossas vida, de repente… quase sem pedir licença e de mansinho (ou não) vão ficando… puxam a cadeira, puxam conversa… sentam pertinho e escutam… viajam conosco… as vezes só um pouquinho, outras vezes pela vida inteira… Estão lá, quando a vida decide nos fazer encontrar ou no reencontrar… Benditos sejam todos eles… Gostei muito deste texto, de Edna Frigato…
“Benditos sejam os que chegam em nossa vida em silêncio, com passos leves para não acordar nossas dores, não despertar nossos fantasmas, não ressuscitar nossos medos.
Benditos sejam os que se dirigem a nós com leveza, com gentileza, falando o idioma da paz pra não assustar nossa alma.
Benditos sejam os que tocam nosso coração com carinho, nos olham com respeito e nos aceitam inteiros com todos os erros e imperfeições.
Benditos sejam os que podendo ser qualquer coisa em nossa vida, escolhem ser doação.
Benditos sejam esses seres iluminados que nos chegam como anjo, como flor ou passarinho, que dão asas aos nossos sonhos e tendo a liberdade de ir escolhem ficar e ser ninho.
Como diz Martha Medeiros faço parte de uma nova geração de mulheres, sempre fortes e guerreiras… Gosto desta crônica dela:
Sempre que chega próximo ao “Dia Internacional da Mulher”, procuro fugir do discurso de vitimização que a data invoca. Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégios nossos: injustiça e violência são para todos.
Prefiro aproveitar a data, esse ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e a família, mas umas para outras. Assistindo ao delicado filme “Caramelo”, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas amigas ficam.
Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelho nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.
Precisamos de mulheres à nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Competitivas?! Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predispoisção para o afeto, o nosso abraço na hora da dor.
Aprendemos a compartilha nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam.
Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso.
Em compensação, nascemos com o dom de detecção do sagrado nas pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperadapode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.
Este ano #priorizei o que venho enrolando a mais de 60 anos rsrsrs. Não dá pra adiar mais. Só #caminhadas, não serão suficiente pra me dar mais disposição… resolvi me #movimentar mais.
Depois de experimentar algumas aulas na academia, gostei muito do Tai Chi Chuan e do Pilates. Comecei em fevereiro. Estou empenhado, disciplinada e focada… e estou adorando. #pilates
Pilates é um conjunto de exercícios criados pelo alemão chamado Joseph Pilates, em meados de 1920, que são realizados nos Solo e/ou em Equipamentos exclusivos.
Visa o total e completo controle e conexão entre “corpo e mente”. Ele chamou seu método de “contrologia”, ou arte de movimentos controlados, enfatizando três aspectos importantes: força, flexibilidade e consciência.
O Método ainda garante um condicionamento físico e pode ser usado para a reabilitação física ou como alternativa fitness (que é o meu casa rsrsrs) e até mesmo o emagrecimento e a definição muscular. Promove um aumento da qualidade de vida!
Aqui as aulas são com horário marcado (1h) e com poucas pessoas na sala. Normalmente começo praticando o Pilates no chão (Mat Work) bem variados com foco na minha necessidade (melhorar minha força muscular e a dor nos joelhos) e em seguida realizo exercícios em Grandes e Pequenos Aparelhos.
O aparelho que mais gosto é o Reformer. Também faço uso dos outros aparelhos que tem lá na academia são o: Cadillac, Ladder Barrel e Pedi-Pole…
Tudo passa. Tenha calma. No lugar da ferida se renova a pele, no lugar da dor se refaz o amor, no lugar da perda se refaz a esperança. E é pelas esperas que se refaz um coração. Tudo passa quando a gente se aquieta. Tudo se refaz quando a gente acredita… Assim como Cecília Sfalsin eu tenho certeza que tudo passa!
“Eu quero menos! Menos distração e mais trabalho, menos ausências, mais persistência, menos complicação… mais descompressão. Menos receios e mais riscos, menos dito pelo não dito. Quero menos. Mais ação! Menos boas pessoas, mais comprometimento, menos ôba ôba, menos rompimentos! Mais seriedade, menos displicência, menos malevolência. Eu quero menos. Quero muito menos. Menos de mim e mais de nós, quero menos conversa, mais entrega – Porque gente que diz que faz há aos montes!” Assim como Marta Medeiros diz… EU QUERO MENOS! Pra ser feliz.
Este texto de Ricardo Gondim descreve muito bem sobre este maravilhoso tempo em que estamos vivendo na Longevidade. Traz uma boa reflexão. Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!