“Aí eu me deparo que eu amadureci, que eu não percebi eu crescendo, eu não percebi como eu mudei, meu jeito de falar, meus pensamentos, minhas ideias para o futuro, eu mudei sem perceber!” Laura Pacheco
Penso que a maioria de nós tem um certo medo de envelhecer, principalmente quando “não cuidamos devidamente da saúde”. Sempre há tempo de melhorar isso e “mudar” muitos de nosso hábitos pouco saudáveis, correndo atrás dos prejuízos, eu diria. Envelhecer é a nossa melhor opção rsrsr… já dizem, concordo.
Eu acredito que temos que ter esta consciência, aceitação e respeito sobre a nossa condição o que fará toda a diferença em nossa vida daqui por diante. A idade esta na alma sim, mas no corpo também… temos que aproveitar bem tudo que ela nos permite, como ela permitir. Por mais que vamos envelhecendo temos que melhorar tudo na maneira de viver a vida. Vamos continuar a caminhar contrariando os velhos estereótipos.
Leiam esta entrevista, dada a Augusto Decker (O Globo), Tom Kamber, 49, fundador da OATS, ONG que ajuda a conectar idosos ao mundo digital, fala dos preconceitos que sofrem as pessoas com idade acima dos 60 anos. Estes preconceitos, segundo ele, estão diretamente relacionados ao nosso medo do envelhecimento e consequente fim. Leia:
Conte algo que não sei.
Como sociedade, temos medo de envelhecer. Temos estereótipos negativos sobre isso, e há tanto medo de envelhecer que transformamos isso numa espécie de muro, em que pessoas não querem confrontar os próprios medos, não querem conviver com quem está onde elas temem chegar. Há uma sensação de que nós ignoramos o envelhecimento, e que não ficamos próximos de idosos porque eles nos lembram do que queremos nos manter distantes.
Quais são os estereótipos sobre os idosos?
Pensam que eles são muito doentes, muito enfermos, muito dependentes, o que é um exagero. Não é que nenhum deles seja assim, mas, quando se pensa em idoso, se pensa em decrépito, gasto, incapaz — física e mentalmente. Nos EUA, apenas 3% dos idosos vivem em asilos. Então, mais de 90% deles têm algum grau de independência, e a grande maioria que entrevistamos em NY adora viver na cidade, porque pode sair, ir a shows, shoppings, falar com amigos. Há, também, uma percepção errada sobre a imagem corporal. Pensam que idoso significa feio — o que também é uma construção social.
Eles sofrem preconceito no mercado de trabalho?
Sim. Na minha ONG trabalhamos muito com pessoas que procuram empregos, e as histórias são extremamente comoventes. Eles mandavam currículos, depois recebiam ligações em que diziam “você não é o tipo de pessoa que estamos procurando”. Tiramos a idade do currículo, e eles começaram a receber mais retornos. Só que, na entrevista, a primeira coisa que lhes perguntavam era a idade. O fato é que as gerações têm características diferentes. Os mais velhos poderiam ajudar a neutralizar alguns traços ruins dos jovens. Os “mileniunss” são muito ativos e têm ótimas habilidades técnicas, mas são um pouco arrogantes e passam tempo demais no Facebook. Então, é útil ter alguém de 70 anos que chega às 8h30m para um trabalho que começa às 9h, que sabe ler e escrever bem, e que pode participar de um encontro sem olhar para o telefone.
Quais são os problemas na tecnologia que os idosos podem ajudar a corrigir?
Se um produto tiver o design ruim, um jovem vai tentar aprender, apertar todos os botões etc. Uma pessoa de 70 anos dirá: “Eu não faço ideia de como usar isso.” E deixará o produto de lado. Todos querem um design “elegante”. A mágica do iPod é que você pode entregá-lo para qualquer pessoa e rapidamente ela vai aprender a usá-lo. Idosos são um bom público para se testar um bom design.
A internet é um veículo bom para idosos conhecerem pessoas?
Com certeza. Idosos precisam de contato pessoal, e a internet não pode substituir isso, mas, quando envelhecemos, nossa rede de amigos naturalmente diminui. Os idosos vão ficando cada vez mais isolados. Então, para ter engajamento social, é preciso trabalhar isso. A tecnologia pode ser uma grande aliada. Segundo uma pesquisa, jovens que passam muito tempo na internet ficam mais em casa, mas os idosos conectados saem mais. Se você pensar no idoso isolado típico, parte do isolamento é por falta de conhecimento do que está acontecendo ao redor dele.
Você tem 49 anos. Já sofreu alguma discriminação?
Um pouco, mas não da forma que idosos de verdade sentem. Recebo mais reações estranhas por ser amigo de alguns idosos. Nada sério.
Interessante este visão de Tom Kamber, me trouxe boas reflexões.
Espero que gostem.
“Precisamos discutir que as mulheres de 50 anos (e mais) estão ocupando mais espaços, estão empoderadas. Mas, paradoxalmente, elas não têm comando sobre a sua vida sexual. Além disso, precisamos discutir as vulnerabilidades acrescidas de alguns grupos, como o das mulheres negras pobres.” Georgiana Braga-Orillard
Não têm a cultura de usar a camisinha! Sem o risco de engravidarem, muitas optam hoje ainda por não usar preservativo durante a relação sexual e acabam infectadas por HIV. Ou acabam cedendo aos parceiros por acreditar que estão menos expostas ao risco simplesmente porque reduziram sua atividade sexual. Engano!
“A mãe compreende até o que os filhos não dizem”. Textos Judaicos


E por ter que resistir à tais sentimentos busco informações, orientações. Dentre estas, encontrei vários textos bem interessantes nesse blog (
“Aprender sempre e evoluir eternamente”. Wagner Alonson
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

“E qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d’água”. Chico Buarque.










“Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos”. Marie Eschenbach


Fonte: Texto de José Bernardo Magalhães – executivo aposentado atualmente trabalha como psicanalista e realiza alguns trabalhos voluntários.