“A dúvida é o princípio da sabedoria”. Aristoteles.
Se tem uma coisa que aprendi (já a algum tempo) na minha vida, com a chegada da maturidade, foi que preciso de tempo e paciência para refletir sobre “minha vida”: – O quero pra mim? – Quais são meus sonhos e desejos? – Como quero envelhecer? … e principalmente sobre as minhas “atitudes”: – Como vou fazer? – O que preciso mudar? Preciso de “sabedoria” nestas minhas decisões o que fará diferença em tudo… e isso é aprendido.!
Confesso que já mudei varias vezes meus caminhos durante a vida e nem sempre foram fáceis tomar certas decisões. Mas foram estas “mudanças” meus maiores aprendizados, disso tenho certeza! Sempre tive positividade e esperança que as coisas iriam ser melhores (por piores que parecessem inicialmente)… e foi assim que me aconteceu. Sempre, sempre mesmo melhoraram, acreditem. Durante a minha vida tornei-me uma pessoa mais forte, mais segura, mais completa, mais serena, mais sábia… e mais feliz!
Às vezes a vida nos obriga a sair da zona de conforto… isso dá medo, mas sempre quis olhar pra frente, ver as possibilidades do que me surgiria á frente… e assim me faziam seguir… sem nunca olhar pra trás. Nunca me arrependi das minhas escolhas! Com minhas experiências e vivências… minhas maneiras de ser e agir fui construindo a minha sabedoria… as minhas verdades! Adorei este texto de Maria Aparecida Costa, dá no que pensar sobre tudo isso, leiam…

Há momentos que ficam arquivados em nossa memória e a imagem permanece nítida – não importa o tempo transcorrido. Momentos simples, que deixam um registro mais fiel que qualquer fotografia amarelada pelo tempo.
Lembro-me com clareza do semblante do Prof. Gilberto, na quinta série, quando tentava nos ensinar valores para além da aula de matemática. Mantinha a voz doce e o olhar terno quando dizia:
“Ignorantes são as pessoa que insistem no próprio erro;
Inteligentes são os que os reconhecem e procuram mudar a partir das próprias experiências;
Sábios são os que aprendem observando e refletindo as experiências dos outros.

Essa reflexão me acompanhou durante a vida, tornando-se um objetivo buscar sabedoria nas minhas decisões, tentando não cometer os mesmos erros que outras pessoas e optando pelo certo e não pelo mais fácil, pessoal e profissionalmente.
Compreendi que sabedoria não é um dom nato. É mito pensar que a sabedoria se adquire com a idade ou com o conhecimento. Nem todo velho é sábio e nem toda cultura e conhecimento trazem sensibilidade e abertura para o aprendizado e evolução pessoal.
A experiência de viver mais de 50 anos ensina que “desenvolver sabedoria” não é tarefa fácil. É necessário libertar-se do jeito automático de dirigir a vida e não estacionar em “reclamômetros“. Significa despir-se da roupa confortável de “ter sempre razão” e encontrar coragem para superar limites e dificuldades pessoais.

É buscar equilíbrio, serenidade para acolher a si próprio e a partir daí poder estender esse acolhimento à outros humanos.
É saber o que busca, o que precisa. É cuidar de si, do corpo e da mente. É aprender a impermeabilizar a alma e saber que a responsabilidade pelo nosso bem estar é só nossa. É não misturar nossos sentimentos com os de outras pessoas. É tornar-se gigante na compreensão e na possibilidade de colocar-se no lugar do outro, tentando ver o mundo com seu olhar e suas escolhas.
É ler, estudar, refletir e compreender. Buscar evolução mental e espiritual e ter consciência de sua completude. Ninguém e nada pode desequilibrar sua harmonia a menos que você permita.
É buscar maturidade e compreender que há momentos difíceis, há momentos de dor e perda e que a medida que vivemos ser sábio é ser resiliente, é e aprender a lidar com as perdas, os lutos e as profundas mudanças que o envelhecimento exige.
E é sobretudo unir-se a outras pessoas com a mesma idade e mesma expectativa na busca de bem estar pessoal e social, como por exemplo, a luta pela preservação de direitos aos idosos.
Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/sabedoria-nao-e-dom-nato-exige-esforco-e-disponibilidade/.
“Precisamos discutir que as mulheres de 50 anos (e mais) estão ocupando mais espaços, estão empoderadas. Mas, paradoxalmente, elas não têm comando sobre a sua vida sexual. Além disso, precisamos discutir as vulnerabilidades acrescidas de alguns grupos, como o das mulheres negras pobres.” Georgiana Braga-Orillard
Não têm a cultura de usar a camisinha! Sem o risco de engravidarem, muitas optam hoje ainda por não usar preservativo durante a relação sexual e acabam infectadas por HIV. Ou acabam cedendo aos parceiros por acreditar que estão menos expostas ao risco simplesmente porque reduziram sua atividade sexual. Engano!
“A mãe compreende até o que os filhos não dizem”. Textos Judaicos


E por ter que resistir à tais sentimentos busco informações, orientações. Dentre estas, encontrei vários textos bem interessantes nesse blog (
“Aprender sempre e evoluir eternamente”. Wagner Alonson
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

“E qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d’água”. Chico Buarque.



“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito…” Don Herold. 







“Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos”. Marie Eschenbach



Fonte: Texto de José Bernardo Magalhães – executivo aposentado atualmente trabalha como psicanalista e realiza alguns trabalhos voluntários.