EMPREENDER DEPOIS DOS 50: uma questão de atitude…

Pensando na longevidade fase que me encontro agora, tenho descoberto muitas coisas novas e muito interessante. Este texto foi escrito por Mara Sampaio e nos traz uma ótima reflexão muito bacana sobre o que está acontecendo na longevidade atualmente, no quesito trabalho. Leiam: Um fenômeno que já havia se manifestado nos países desenvolvidos parece ter chegado para ficar no Brasil. Os Baby Boomers, pessoas que nasceram nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, um dos momentos de maior taxa de natalidade da história, cresceram, amadureceram e hoje têm entre 56 anos e 74 anos. Esse grupo expressivo, dinâmico e guarda uma diferença importante em relação a seus pais e seus avós.

Ao contrário das gerações anteriores, que pareciam ter o objetivo de aumentar a população da Terra, eles não tiveram muitos filhos. Houve nas últimas décadas uma redução expressiva na taxa de natalidade e essa tendência, combinada com o aumento da expectativa de vida, teve como consequência uma elevação consistente na média etária da população. Para um país que sempre foi visto como jovem, chega a ser surpreendente constatar que, daqui há dez anos, mais da metade da população economicamente ativa do Brasil será composta por pessoas entre 50 e 59 anos. Caminhamos rápido para ser um país maduro.

Esse fenômeno demográfico é acompanhado por uma outra mudança, às transformações no mundo do trabalho. As portas das empresas parecem ter se fechado para as pessoas que chegaram aos 50 anos. A evolução tecnológica, o uso cada vez mais intensivo da Inteligência Artificial para a execução de tarefas e a difícil convivência com a nova geração acabaram contribuindo para que os ambientes corporativos acabassem se tornando inóspitos para a geração Baby Boomer.

TENDÊNCIA DO MOMENTO — Essa realidade tem colocado a sociedade em geral e os Baby Boormers em particular, diante de uma circunstância que não valia para as gerações anteriores. No passado recente, as pessoas que ultrapassavam a barreira dos 50 anos começavam a se preparar para a aposentadoria — um momento de inatividade que lhes daria tempo para as atividades de lazer que não tiveram tempo de realizar enquanto investiam nas carreiras. Hoje não é assim.

Além de mais joviais e com mais tempo de vida pela frente do que seus antepassados, as pessoas que alcançam a maturidade neste momento são ativas. Por necessidade de sobrevivência, por temperamento ou por estilo de vida, elas preferem se manter em ação. E como já não se adaptam mais ao mercado tradicional de trabalho, a escolha é empreender.

O número de pessoas maduras que seguem esse caminho é cada vez maior. Uma pesquisa recente realizada pelo Sebrae aponta que 23% das pessoas que se aposentam, continuam trabalhando. Outros 12% tornaram-se empresários e outros 8% têm intenção de ter seu próprio negócio. Além desses dados, há outros que comprovam o aumento do interesse dos sêniores por atividades empreendedoras. Quem frequenta os eventos voltados para as áreas de empreendedorismo, inovação e startups percebeu nos últimos meses um aumento expressivo de pessoas maduras interessadas em se lançar a uma atividade empreendedora. O empreendedorismo sênior é a tendência do momento.

QUESTÃO DE ATITUDE — Um detalhe que muitos não levam em conta é que a opção empreendedora não é, por si só, uma garantia de sucesso. pessoas com mais de 50 anos que hoje faz a escolha empreendedora foi preparada para trabalhar em grandes empresas e sempre teve como uma medida de sucesso profissional uma carreira especialidade com a permanência longa numa mesma empresa.

A transição da carreira corporativa para a vida empreendedora nem sempre é suave e não depende apenas da bagagem profissional acumulada ao longo da vida. Ela é importante, sem dúvida, mas está longe de ser o principal requisito para o empreendedor sênior. Para ter sucesso nessa nova jornada, mais do que as habilidades técnicas, a pessoa precisa desenvolver uma atitude empreendedora – habilidades comportamentais.

Iniciar uma carreira empreendedora, muitas vezes requer a descoberta das motivações pessoais para o trabalho — e essas motivações, ainda que incluam a necessidade de sobrevivência, estão relacionadas com a busca da transformação pessoal e plenitude. Se para esta geração, a atividade profissional era relacionada ao esforço e à dedicação, hoje está ligada a valores pessoais e propósito de vida. A chance de sucesso ao empreender será maior se a escolha levar em conta a qualidade de vida e a realização de antigas paixões, e para um número cada vez mais de pessoas, que contribua para melhorar o planeta para as futuras gerações.

 AS QUATRO HABILIDADES — a atividade empreendedora a partir dos 50 anos exige, além da bagagem profissional e da sabedoria adquirida com a maturidade, o desenvolvimento de pelo menos quatro habilidades que nem sempre estiveram presentes no repertório dessa geração. São elas:

A autoconfiança, ou seja, a capacidade de ousar e de assumir riscos para criar um negócio inovador.

A autonomia, que se refere à capacidade de tomar decisões em situações de incertezas para se adaptar ao mercado atual que vive em constante mudança.

A auto atribuição, que é a capacidade de se responsabilizar pelo processo e pelo resultado para que seja o empreendimento se torne sustentável.

A alteridade, que é a capacidade de entender os problemas do mundo pela perspectiva do cliente e agir para servi-lo com empatia.

Essas habilidades são fundamentais, mas ainda não são suficientes para assegurar o sucesso na vida empreendedora. Há uma série de fatores de mercado que interferem no resultado final e devem ser levados em conta. Sem elas, no entanto, o fracasso se torna uma possibilidade bem palpável — e esse não é o objetivo de ninguém com mais de 50 anos ao abraçar uma atividade empreendedora.

https://www.linkedin.com/pulse/empreender-depois-dos-50-uma-questão-de-atitude-mara-sampaio

MULHER AO CENTRO DA VIDA.

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.
Não mais.
Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.

A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais. Adoro esta crônica de Diego Engenho Novo, espero que você aprecie também.

A VIDA NÃO PODE SER SÓ PAGAR CONTA… É MUITO MAIS QUE ISSO…

Tem coisas que o padre Fábio de Mello diz que eu adoro, traz grandes reflexões… neste tempo de pandemia então, nem se fale… Nós estamos cada vez mais refletindo sobre a vida… O que realmente nos importa, como fazer pra resolver nossos problemas que estão surgindo agora e muitos deles vão aumentar ainda. Paciência, procurar manter a saúde física e emocional além do “fique em casa” são a palavra da vez. Não podemos mudar nada agora. Temos que ser criativos e inovadores em procurar encontrar soluções dentro das nossas possibilidades… sempre tem algo que podemos fazer… pense. Temos que procurar manter a calma. Saber esperar, que tudo passa. O que é mais importante pra nós agora? Já parou pra pensar nisso? Gratidão pela vida e pela saúde minha e dos meus, está pra mim agora em primeiro lugar. Eu sou grata! Sim, eu estou cuidando pra me manter saudável e me protegendo pra não pegar o tal do coronavírus já que me encontro no grupo de risco. E você como está se saindo? Concordo plenamente com Padre Fábio, e você o que acha? Leia:

Aprenda a nunca mais ser idiota…

A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta. Seu casamento não pode ser somente cobranças e sexo. Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola. Sua preocupação não pode ser somente suas finanças, sua academia e seu próximo apartamento.

Os dias estão passando muito rápido, os celulares estão consumindo nossos preciosos minutos de conversas, de carinho e de risadas.

Esse ano (2019) já vimos um jornalista dizer: chego em 10 minutos para almoçar e não chegou. Esse ano vimos um modelo tão entusiasmado para desfilar que o coração não aguentou. Alguém que foi descansar no mar… e não volta mais pra casa outro que foi só ajustar o ar condicionado da casa nova caiu e se foi.

Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia.

Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito… beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda…

Não gaste energia com quem não quer o seu bem, politicos mentirosos, parentes e amigos falsos.. não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não edifica, a vida é muito curta para viver aborrecido.

Brinque com seus filhos, durma com eles, se lambuze ao cozinhar algo e divirta-se…

E busque ganhar dinheiro o suficiente somente para você ter segurança e um pouco de conforto, todo o resto é vaidade, é idiotice… um Dia a hora chega e quem viver, viveu.

O mundo precisa de amor, nos seus 4 cantos, é preciso darmos as mãos e fazermos essa corrente do bem…

Precisamos urgentemente liberar energias positivas e pensamentos amorosos”. Em casa agora todos estão tendo a oportunidade de conviver mais com os seus, se conhecendo e reconhecendo melhor: marido e esposas, pais e filhos… filhos e pais…

Temos que fazer deste tempo algo inesquecível no bom sentido, depende só das nossas escolhas. Bora pensar sobre isso.

HERANÇA DO AMOR. MÃES E FILHOS…

Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?

Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos;
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado;
Herdei medo de morrer;
Medo de trânsito;
Medo da noite;
E o único medo de perder verdadeiro;
Mas herdei coragem também
Muita;

De um, herdei a necessidade de desacelerar;
De outro, herdei atenção difusa;
E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado;
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;

Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias;
E as gargalhadas mais incríveis;
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;

Herdei força sobre-humana;
Herdei sentidos mais apurados;
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem;
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa;
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;

Este texto foi atribuído a Rita Almeida.

SOMOS QUEIJO GORGONZOLA!

Eu estou adorando #envelhecer… assumo minha idade numa boa, sem nenhum problema, mas muito pelo contrario…. eu tenho muito orgulho de ser velha…  sou uma pessoa comum, de bem com a vida…. sou uma pessoa que procura sempre enxergar o lado bom das coisas… e sei muito bem que tudo passa! Portanto é melhor aproveitar bem.                                                      Sim sou uma #sexagenária com olhar de menina e penso exatamente conforme a analogia que #MaitêProença fez… sobre o envelhecer:

Estamos #envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande.                                                                                     Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.                                           O queijo #Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre.                                        É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.                                                                                                   Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa.                                                      Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados.                                      Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

ÁLBUM MEMÓRIAS DE UMA AVÓ… VOVÓ BIA!

23o da minha #quarentena💪🏠🙋🏼‍♀️16o dia de #quarentenasaopaulo

Faz parte da quarentena, com o nosso isolamento social sofrermos altos e baixos. Somos humanos, vulneráveis e, por enquanto, o virus nos é superior.

“Não podemos agir como se estivesse tudo bem”, disse a Monja Coen e eu concordo…

Depois do meu café da manhã caprichado e com tranquilidade começa a minha rotina variada e bem distribuída pela semana.Tem tempo para os afazeres do dia a dia da casa… e sempre tem algo que tenho prazer em realizar… cada dia escolho uma coisa diferente… e me envolvo tanto que nem vejo o tempo passar… ele voa. Eu, viajo no tempo e no espaço e me envolvo em algo bem legal.

Hoje continuo a fazer o meu “Álbum Memórias de uma Avó”… da vovó Bia , claro. Me realizo fazendo este álbum. Faço com muito amor e carinho.

Já escrevi sobre a início da minha vida, desde o “antes”; um pouco da minha família paterna e materna; como foi quando eu nasci e depois… como fui durante a minha infância e a minha adolescência; e uma parte da vida adulta… quais foram os fatos marcantes pro mundo e pra mim; as grandes escolhas que fiz; as mudanças e formação da minha família… as coisas que surgiram e foram acrescentadas na minha vida… as dificuldades, superações, reconstruções e grandes transformações… que me fazem feliz e realizadas como pessoa, mãe, filha, esposa, irmã e mulher…

Eu faço pesquisas da época, ligo meu click de memórias e lembranças junto tudo, revejo com tanto detalhe e depois começo a escrever… verdadeiramente viajo no tempo. Sempre que me sento pra escrever aqui… faço uma total imersão de corpo e alma… me doou por completo aqui.

E maravilhoso nesta época da minha vida eu fazer estar fazendo uma retrospectiva da minha vida. Uma benção. Sou muita agradecida.

Muita coisa aconteceu em todo este tempo da minha vida… e percebo claramente que sou fruto das minhas escolhas na vida. E o que é melhor… eu faria exatamente as mesmas escolhas… trilharia os mesmos caminhos.

Acertos e erros aconteceram, mas o mais importante é que o meu olhar resiliente, otimista e de querer aprender com eles… Passado o choque no tempo das perdas que eu tive, eu sempre reagi… me reergui, superei e com esperança em dias melhores e bom humor, continuei meu caminho rumo a ter mais qualidade de vida e em ser mais feliz. Está sempre foi a minha meta. Aproveitar o lado bom das coisas.

Sempre me preocupei em ser uma pessoa forte e em querer ensinar aos meus filhos que tudo passa e que fica melhor. Tenha paciência é o meu lema, temos tempo para tudo! Tudo vai se encaixar na hora certa. A maneira como olhamos e enfrentamos os problemas é decisivo para encontrar uma saída, construir pontes ou virar a página. A escolha é nossa… trato de fazer a minha parte… quero dar força pra todos e que saibam que aconteça o que acontecer… sempre há uma saída, uma solução… Dando certo ou não, podemos recomeçar e reconstruir nossos caminhos. É o que eu faço até hoje.

Pensei em fazer este álbum quando a medida que eu fui envelhecendo eu tive necessidade de conversar profundamente com minha mãe, mas me era impossível por causa da sua grave doença. Eu tinha tanta vontade de conversar com ela sobre tantas coisas, e na sua falta muitas vezes converso com as pessoas mais velhas, com mais experiência sobre as suas impressões sobre alguns fatos ou problemas que eu passo ou quero saber mais. Minhas reflexões com a vida! Fico entusiasmado com suas de encarar a vida… sua sabedoria que a idade e a experiência traz.

Eu quis então deixar um registro sobre as minhas impressões para que meus filhos e netos pudessem saber como me senti sobre tantas mudanças que vi no mundo e tive na minha vida pessoal, minhas conquistas e meus desafios, meus sonhos e propósitos de vida.

Um dia não estarei entre eles, mas vou deixar pra eles o que eu penso sobre a vida, como vivi e fui feliz, como brindei e que sonhei muito, como amei e me orgulhei de cada um deles… assim como superei meus maiores desafios… Tem que saber o quanto eles foram amados e importantes na minha vida. Sem eles talvez não tivesse o mesmo incentivo e motivação. Quero que se orgulhem de mim e que eu tenha marcado a vida deles de forma positiva e incentivadora… Isto me bastará. Sempre vou estar presente nos seus coração e nas suas lembranças.

#quarentena #fiqueemcasacovid19 #fiqueemcasa #pandemia

#pandemiacoronavirus

VOVÓ É UMA UVA… VOVÓ MODERNA…

Martha Medeiros sempre me encanta e surpreende com suas crônicas. Está da avó me remeteu a doces lembranças. Hoje sou uma avó bem moderna e muito diferente de como era a minha avó pra mim. Tempos modernos… quer ver só? Leia:

A palavra avó nos remete à infância, quando passávamos o domingo numa casa cheirando à comida, com toalhinhas de crochê decorando todos os ambientes e um quarto sempre na penumbra, com móveis de madeira maciça e uma enorme cadeira de balanço, onde cochilava a matriarca. Parece com a casa da sua avó também? Pois guarde esta imagem na lembrança, pois ela não se reproduzirá tão cedo. Já não se fazem mais avós como antigamente.

Os esteriótipos não são criados do nada: as avós eram assim mesmo, de cabelo branco e óculos pendurados no nariz. Toda família que se preze teve sua Dona Benta, e a imagem é tão forte que até hoje os comerciais de tevê insistem em caracterizar as vovós como senhoras idosas, rechonchudas, com aventais amarrados na cintura, cabelos presos num coque e aquele ar de quem não faz outra coisa na vida a não ser torta de amoras. E os avôs? Seja na televisão ou no rádio, todos têm voz de Papai Noel, enquanto que, na realidade, os avôs da nova era estão mais para Mick Jagger, que aliás, já tem um neto. Acorde: os avós de hoje não lembram mais das canções de ninar, mas sabem de cor a letra de Satisfaction.

Quer dizer que o lobo mau conseguiu engolir nossa vovozinha? As que usavam toquinha e tinham voz rouca foram papadas, sim, meus pêsames. Mas olhe agora, o que vemos? Avós de jeans, dirigindo jipes, cabelo pintado, óculos escuros. Avós que trabalham, que viajam, qu dão festas, que namoram. Avós que fazem lipo, aeróbica, jogam paddle e suspiram não pelo Lima Duarte, mas pelo Victor Fasano. Será que elas sabem pregar um botão? Não custa tentar, mas se a empreitada der errado, não complique. Ela terá o maior prazer em levar a netinha para comprar uma roupa nova no shopping. E o almoço de domingo? Também mudou. As avós de hoje não andam dispostas a engordar nem um grama com macarronadas familiares e muito menos a quebrar suas garras vermelhas lavando panelas. Que tal um buffet frio, muita água mineral e salada de frutas? Combinado, ela entra com a água.

Netos e netas, não se sintam desamparados. As avós de hoje são muito mais participantes. Podem não lembrar direito das histórias de Gulliver, Pele de Asno ou O Gato de Botas, mas têm históriazs pessoais tão encantadoras quanto. São mais divertidas e menos preconceituosas. Têm mais saúde e disposição para enfrentar parques, teatrinhos, zoológicos. E o fato de buscarem a eterna juventude não lhes tirou um pingo do afeto que sentem pela terceira geração. Ao contrário: nunca vi tantas avós apaixonadas por seus netos. É um amor enorme, desinteressado, sem ônus do compromisso, só do prazer. Sempre foi assim, mas agora há um fator novo: hoje as mulheres têm menos filhos, e em conseqüência, menos netos. Antigamente a família era gigantesca, e não havia memória que chegasse para lembrar o nome de toda a criançada. Hoje são só dois ou três, dá até para providenciar um mini-hotelzinho em casa para hospedá-los no final-de-semana. Tem mais: o limite de idade para engravidar foi muito ampliado, e hoje uma mulher poder ser mãe e avó quase ao mesmo tempo, encurtando as diferenças entre uma e outra. Se por um lado estamos perdendo a imagem romântica da avó que cozinha, faz tricô e tem roseiras no quintal, por outro estamos ganhando uma avó bonitona, que tem o maior orgulho ao falar de nós para as amigas e que sempre estará disposta a nos dar um colo. Desde que esteja com uma roupa de microfibra, bem entendido.

O amor, que é o que interessa, não mudou. Mas mudaram as avós. Danuza Leão, Baby Consuelo, Constanza Pascolato e tantas outras mulheres que falam gírias, bebem cerveja e estão sempre prontas para uma novidade são avós tanto quanto as nossas saudosas velhinhas de casaquinho nos ombros. Vera Fischer, Betty Lago e tantas outras gatas desta geração também já têm filhos adolescentes que não tardaram a procriar. Passarão, como toda mulher, pela menopausa, pela osteoporose e por outros distúrbios da idade, mas certamente não aceitarão o papel de uma avó caseira, bordadeira e sem outra ambição que não seja cuidar dos netos. Sempre se disse que a avó era uma segunda mãe. Pois ela nunca esteve tão parecida com a primeira.

E você que tipo de avó é?

Leia também: https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

https://oterceiroato.com/2016/08/31/eu-vou-ser-vovo-pela-primeira-vez-a-distancia/

Xiiii!!!! ESTAMOS ENVELHECENDO… E AGORA?

Adorei estes Conselhos de um Geriatra, Dr. Joston Miguel, um olhar positivo e espirituoso sobre estarmos envelhecendo. Assim como eu vejo as coisas. Dá uma boa reflexão.

Estamos envelhecendo.

Não nos preocupemos! De que adianta? É assim mesmo! Isso é um processo natural. É uma Lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica, ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: A energia de um corpo tende a se degenerar e, com isso, a desordem do sistema aumenta. Portanto, tudo o que foi composto será decomposto, tudo o que foi construído será destruído… Tudo foi, enfim, feito para acabar! E como fazemos parte do universo, essa Lei também opera em nós. Com o tempo, os membros se enfraquecem e os sentidos se embotam.

Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: A morte é o alvo de tudo que vive. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, d’aqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva! Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: Me use; estou acabando!. Hilário, porém realista.

Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos! Vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. Em última análise, se isto for lhe fazer bem, tente se reconciliar com a pessoa que você rejeitou. Tente se reconciliar com a Família que você, sem pensar, resolveu destruir… Pense nessa hipótese!

O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto, como já dizia Cícero. Mas nada impede uma pessoa se reconciliar com o seu passado! Tente, então!

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, para não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso, você ganhará qualidade de vida.

Querer reconquistar esse passado (da beleza que já não mais existe em você) seria um retrocesso, e o preço a ser pago será muito elevado: serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarda os bisturis, e toca a sua vida.

Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas, quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma n’uma dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.

Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que lhe está disponível.

Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que você está. Coisas do passado, no que se refere à juventude, já não te pertencem mais.

Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos. Faça a festa. Celebre a vida! Agora, você tem mais tempo! Aproveite essa disponibilidade e desfrute-a. Aceitando ou não, o processo do envelhecimento vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de eu conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário. Parecia-me exatamente o oposto.

O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: Quem tem muito dentro, precisa ter pouco fora.

Esse é o segredo de uma boa vida. Pense! Repense e não faça besteira. Ao final, você verá que não valeu a pena… Que não valeu ter destruído a sua Família para ir atrás de um sonho que, rapidinho, se voltará contra você em eterno e enorme pesadelo.
Sensacional né?

CURAR…

Um poema escrito por Catherine M. O’Meara (março de 2020)… descreve o nosso isolamento, se encaixando tão bem com as rotinas do nosso dia a dia e em como estamos vivendo atualmente, nesta pandemia… leiam:

E as pessoas ficaram em casa.

E leram livros e ouviram.

E descansaram e se exercitaram.
E fizeram arte e brincaram.
E aprenderam novas maneiras de ser.
E pararam.
E ouviram fundo
Alguém meditou
Alguém orou
Alguém dançou
Alguém conheceu sua sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E pessoas se curaram
E na ausência de pessoas que viviam de maneiras ignorantes,
Perigosas, sem sentido e sem coração,
Até a Terra começou a se curar.
E quando o perigo terminou.
E as pessoas se encontraram.
Lamentaram pelas pessoas mortas.
E fizeram novas escolhas.
E sonharam com novas visões.
E criaram novos modos de vida.
E curaram a Terra completamente.

 Kathleen O’Meara, pen name Grace Ramsay 

Nascimento: 1839, Dublin, Irlanda

Falecimento: 10 de novembro de 1888, Paris, França

SER AVÓ PELA PRIMEIRA VEZ… É MARAVILHOSO!

Ser avó pela primeira vez é um acontecimento único em nossas vidas, que você deve aproveitar ao máximo. Eu aproveito muitooooo… cada minuto… cada momento nosso é inesquecível! Agora imagine triplicar está dose de alegria… É muita alegria pra uma vovó coruja como eu aguentar. Hoje está é a minha realidade.

Você vai ser avó pela primeira vez?

Então prepare-se para entender sentimentos completamente novos. Descobrir que vai ser avó te enche de sentimentos contraditórios, como alegria e preocupação. Uma mistura de alegria, amor, medo, mistérios e vai sofrer uma renovação da vida.

A alegria é pela chegada de um bebê que vai roubar o seu coração. Já a preocupação é porque você provavelmente acha que tem que se preparar para esta nova etapa… assim como seu filho (a). Vai nascer aí uma nova família. Seu legado vai crescer.

Ainda assim, o amor que sentimos por nossos netos é tão grande que todos esses sentimentos acabam desaparecendo…. assim que ouvir seu netinho chorar ou dizer vovó pela primeira, você vai esquecer imediatamente todos esses pensamentos. A partir de então, compartilhará sua história com todas as outras futuras e novas avós.

Ser avó pela primeira vez é sim maravilhoso… uma experiência única, que nos marcará assim como o nascimento de nossos filhos.

Prepare-se para descobrir um novo universo dentro de você, cheio de lágrimas e sorrisos… algo que parecia adormecido… irá despertar. Os netos nos ensinam uma nova forma de amar. É um amor extraordinário, único e completamente diferente do que sentimos por nossos filhos. Parece duplicar a intensidade e forma, é mágico. Por isso, ser avó pela primeira vez é inexplicável e maravilhoso.

É abrir seu coração ❤️ pra um amor sem finitude. É perceber que a sua sementinha plantada… está dando frutos… e florescendo. Os netos são um espelho 👶🏻❤️ daquilo que começamos um dia. Trará mil recordações.

A medida que o seu netinho for crescendo, você vai começar a notar alguns traços seus e de seus filhos refletidos nele a todo momento, trazendo memórias da sua infância. Quando ele sorrir, por exemplo, fará você se lembrar dos belos sorrisos dos seus filhos quando eram pequenos.

Da mesma forma, quando ele começar a comer e a ter preferência por algumas frutas específicas, isso trará recordações de quando você era pequena e também gostava mais de determinadas frutas, e das que gosta até hoje. Doces lembranças que vem e vão.

Quando e como participar dos planos dos pais?

Esperando um convite, na sua hora e no seu momento. Como assim?

Não saia espalhando por aí a chegada do novo membro da família. Espere que os pais se manifestem. Eles vão querer ser os portadores das boas novas. Afinal a grande notícia é deles? Não seja inconveniente.

Quanto aos presentes que quiser dar ao seu neto, tente conversar com os futuros pais antes para mostrar o que deseja comprar e pedir a opinião deles, compre o que eles precisarem… Escolheram juntos vai ser bom e ajudar na medida que forem úteis e necessários. Além disso, use a sua experiência para sugerir que comprem o for necessário para o bebê. Vai descobrir quantas novidades que fazem a vida bem mais práticas surgiram até agora, vai ser surpreendente.

Dessa forma, você poderá se integrar pouco a pouco nos planos dos pais… com a delicadeza que requer o momento. Tudo isto evita futuros conflitos.

Alguns conselhos para quem vai ser avó pela primeira vez…

Converse com seus filhos sobre o quanto é maravilhoso ser avó pela primeira vez. Da sua alegria e expectativas. Ouça com o coração, fale o necessário e paciência.

É muito importante que seus filhos saibam do amor que está crescendo dentro de você diante dessa belíssima notícia, que saibam o quão lindo é ser avó pela primeira vez e participar junto dos momentos antes de ele chegar, sem exageros e invasões. Mas na medida certa.

Lembre-se que os pais também estão em êxtase vivendo momentos únicos de ansiedade, preocupação e amor. Saiba esperar e compreender este momento pacientemente.

Lembre-se de que o novo bebê é seu neto, e não seu filho. Cada um no seu lugar.

Meus netos com o tempo vão crescer e dar trabalho… precisar de limites e amor na dose certa… como toda criança. Faz parte. Aprendemos dia a dia.

É importante que você se lembre que, de agora em diante que a responsabilidade pela educação e a criação dos filhos é dos pais, e não da avó. Mas não tenha medo de intervir quando sua ajuda for solicitada… participe dentro do seu limite, como uma boa avó coruja.

CONCLUINDO ao ser avó pela primeira vez, é importante ter em mente que a relação que você vai ter com os seus netos é diferente da que tem com os seus filhos. Os netinhos são para ser adorados, abraçados, mimados e amados. Vamos construir mil histórias juntos.

Na verdade, você deve se tornar cúmplice deles, mas sem perder o equilíbrio existente entre o respeito e a autoridade dos pais e a participação da avó.

Espero que vocês aproveitem bastante este período.