PONTO G – SAIBA ONDE ELE FICA E COMO ESTIMULÁ-LO.

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“Amor é prosa, sexo é poesia”. Arnaldo Jabor

Hoje é Dia dos Namorados, nada melhor do que tirar algumas dúvidas comuns… bom para todos nós, né? Gostei muito do que Bianca F. Herbe (Fisioterapeuta Pélvica e Sexóloga) nos explica sobre o Ponto G.

Afinal??? Existe ou não o existe o Ponto G da mulher? Onde está localizado? E se existe, como estimula-la? Acredito que este post vai ajudar muito principalmente as mulheres… Interessante, vale a pena ler o que ela diz:

Anatomicamente, ou seja, como um órgão, o Ponto G não existe. Não é um órgão, que está lá esperando para ser estimulado. Não é como um dedo, uma mão, uma orelha, ou um nariz. Nenhum estudo no mundo conseguiu encontrar o Ponto G na mulher sem ela estar previamente excitada.  O Ponto G fica oculto e só aparece após a mulher receber estímulos no corpo inteiro e estar previamente excitada.

Isto quer dizer que quando a mulher recebe estímulos no seu corpo, e identifica estes estímulos como agradáveis, o seu organismo começa a mudar e alterações no seu corpo podem ser notadas. Pois é…

O que isto significa? Que o ponto G aparece quando a mulher fica excitada e pode ser encontrado?

Confie em mim, ela diz… toda mulher possui o ponto G. Ele está lá, só que as vezes são difíceis de perceber! Algumas mulheres têm grandes pontos G que estão bem perto da abertura vaginal e outras têm o seu ponto G um pouco mais escondido. A falta de nos tocarmos e de conhecimento do nosso próprio corpo… frutos da nossa geração reprimida e dos preconceitos nele envolvidos… levam muitas mulheres a não se descobrirem sexualmente. Nunca é tarde para isso, acreditem…

Ao longo destes anos já encontrei várias mulheres que estão convencidas de que simplesmente não possuem o seu ponto do prazer. Mas eu garanto, ele está lá. Grande, suculento e difícil de perder, uma vez que você saiba o que está procurando. Tenha certeza de que você pode tentar encontra-lo… Muitas mulheres da terceira idade por tabus e ou preconceitos, sequer conhecem seu corpo, seus desejos e sensações… esta descoberta começa por ela mesma. Sim a maioria das mulheres da minha geração, teve a sexualidade reprimida durante toda a vida… até que por curiosidade ou de mudanças em seu pensamento começam a mudar isso. E estão mudando. Quem se conhece desfruta de uma vida sexual plena.

Pesquisando encontrei muitas coisas interessante (conheça as dicas de Cátia Damasceno, especialista em sexualidade feminina, uroginecologia e idealizadora do Programa Mulheres Bem Resolvidas) que você precisa saber:

1 – Como encontrar o ponto G.

A melhor maneira de encontrar seu ponto G é através do toque, da excitação, e saber o que sentir. A melhor maneira de localizá-lo é quando a mulher está excitada. Porque há um tecido erétil no ponto e é mais visível e mais fácil de achar quando ele está excitado e cheio.

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O homem pode realmente ver o ponto G quando a mulher empurra para fora, porque está muito perto da abertura vaginal. Ele verá um montículo emergir do topo da abertura vaginal. Se seu ponto G for mais profundo, ele pode não ser capaz de vê-lo, mas cerca de 70% das mulheres têm seus pontos bem próximos da entrada vaginal e, portanto, podem ser empurrados para fora e tornar ele visível.

2 – O ponto G é o coração da vagina.

Essa vai para os homens: Prepare-se para a possibilidade de uma resposta emocional dela quando você começa a estimular o ponto G dela. Esse é um lugar que mantém grande emoção. Como o ponto G é rodeado por músculos e embalado com terminações nervosas, pode ser um vórtice de emoções profundas.

Se ela sentir uma onda de energia emocional quando você está estimulando o seu ponto ou durante um orgasmo, incentive ela a não segurar, reprimir ou se fechar por causa do medo. Essas emoções precisam surgir e serem externadas. Diga que você está dando a missão para ela se expressar plenamente.

Permita que ela sinta o que tiver que sentir e simplesmente esteja presente e aproveite com ela. Você nem precisa falar muito.

3 – Diferentes maneiras de estimular o ponto G.

Algumas advertências ao revelar estas informações é que você deve encontrar o que funciona de forma exclusiva para cada mulher que você esteja se relacionando. Quando se trata do ponto G, conhecer todas as suas partes mais sensíveis são fundamentais.

Existem muitas maneiras diferentes de estimular o ponto G. Aqui estão algumas delas:

  • Manualmente com seus dedos lentamente;
  • Brinquedos sexuais são ótimos para autoconhecimento;
  • Dildos, existem grande variedades;
  • Anéis no pênis do homem, entre outros.

Toda mulher terá suas preferências. É seu trabalho criar um refúgio onde ela se sentirá confortável explorando com você o que ela mais gosta. Vá lentamente e crie uma parceria para o prazer onde você pode encontrar técnicas excitantes que lhe permitem liberar seus belos sentimentos. Experimente!

4 – Como melhorar o sexo em geral?

Na maioria das vezes, as mulheres não estão recebendo o que querem na cama com seu parceiro porque simplesmente não se dão permissão para se expressar e outras, simplesmente, não sabem como. A linguagem da vagina pode ser complicada, mas é provável que se o seu parceiro não seja um leitor mental ou não tenha uma bola de cristal, ele pode não conseguir se comunicar sozinho com ela.

A linguagem sexual da mulher pode ser exigente, particular, temperamental, tímida ou espontânea. Por isso, para melhorar o sexo em geral o casal precisa se comunicar, perguntando repetidamente o que o outro precisa, isso abrirá os caminhos para seu prazer e você vai se sincronizar com suas necessidades muito mais prontamente e com facilidade. Isso não tem que ser adivinhação.

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5 – Como aumentar a excitação.

Conheça o Orgasm Turbo Pack é a melhor combinação no mercado para aumentar o desejo sexual feminino (vai trazer uma grande melhora na sua performance sexual). Ele combina o que há de melhor no Virectil Turbo Mulher com o Orgasm Gel. Juntos vão promover o aumento na libido, orgasmos mais intensos e satisfatórios. Esse efeito é visto claramente em poucos minutos, pois ele tem ação rápido.

O Virectil Turbo Mulher é um afrodisíaco extremamente potente e eficaz, sendo 100% natural. Ele tem sido um sucesso entre as mulheres de vários lugares do mundo. Esse suplemento tem ação rápida, permitindo que o desejo sexual feminino aumente rapidamente. Virectil Turbo Mulher também melhora o humor e a vontade de fazer sexo. Além de aumentar o fluxo do sangue na região genital, pois isso faz com que a sensibilidade do clitóris aumente.

Feliz Dia dos Namorados para todos vocês.

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Fonte: Bianca F. Herbe – Fisioterapeuta Pélvica e Sexóloga e  Marlon Mattedi – Psicólogo Terapeuta Sexual e Especialista em Sexualidade Humana

QUAL É O SENTIDO DE SER AVÓ? MONJA COEN.

“Avós são mágicos, em qualquer tempo eles trazem de volta os sabores da infância. Amo ser avó”. Raquel Piffer

Como uma “vovó coruja e assumida” que sou… agora quase chegando mais dois netinhos… muito queridos (serão três) e com a proximidade do dia dos avós, encontrei este post que adorei. Repasso agora para vocês esta entrevista exclusiva do portal avŏsidade (realizada por Elisabete Junqueira e Jorge Luiz de Souza) onde Monja Coen compartilha conosco partes especialmente selecionadas da enorme sabedoria que acumulou depois que deixou o Brasil e junto a sua profissão de jornalista para viver em um mosteiro budista no Japão. É… “Avós nos tempos modernos continuam deseducando um pouco, mas com um brincar que inclui ensinamento”. Assim define a Monja Coen, cujo nome civil é Cláudia Dias Baptista de Souza, mãe da Fábia, avó da Rafaela e bisavó do Mahao.

 “Existe um papel de avô e avó, que é o de contradizer um pouco os filhos com relação aos netos”, diz ela. E explica que a função dos avós em relação aos pais é isto, de questioná-los: “vocês têm certeza de que esta é a melhor maneira de educar seu filho?”

Ainda definindo o sentido de ser avó, cita um monge vietnamita que diz: “a maior dádiva para alguém é a sua presença, é estar presente pro outro”. E a presença é mesmo para influir na educação das novas gerações. “As crianças vão receber influências de toda parte. E os pais quererem negar a influência dos avós é um absurdo. Que bom que seja influenciado pelos avós.”

Mudar a rotina.

Com sua experiência, Monja Coen traz para a entrevista alguns ensinamentos bem precisos para aprimorar o relacionamento entre as gerações dentro de uma família. Um deles é permitir o convívio em lugares neutros, que não pertençam a um ou outro membro do grupo.

Outra dica: evitar as discussões familiares nas refeições. “A gente, pra conversar, não precisa convencer o outro do nosso ponto de vista, mas ouvir, ouvir pra entender.”

Os mais velhos podem apontar caminhos, mas os mais jovens têm de viver suas próprias experiências – é outra sabedoria que ela compartilha. Mas às vezes é bem incisiva: “Ser boazinha é um crime, ninguém tem de ser bonzinho nesse mundo, tem que ser correto”.

Ela também conta histórias de sua vida familiar, como o parto do bisneto, que foi feito em casa. E ela, mesmo apreensiva com os riscos, foi a pessoa da família que mais participou.

A entrevista… 

Eis os principais trechos da entrevista:

Ser avó em tempos modernos.

Avós continuam deseducando um pouco, mas com um brincar que inclui ensinamento.

“Eu acho que hoje as avós são mais jovens e muitas delas estão ainda em áreas de trabalho, não estão aposentadas. Antigamente, avó era geralmente uma pessoa que já tinha se aposentado. Então, ela tinha muita disponibilidade de estar com os netos, de cuidar, de dar suporte. Houve uma época em que as famílias moravam juntas, que é uma coisa que ainda se faz no Japão, a vovó e o vovô moram com o filho mais velho ou com a filha mais velha. Então, podem dar esse apoio familiar. E hoje é um pouco raro. Então, houve realmente uma mudança no papel do avô e da avó, que brincam um pouco mais, continuam brincando, continuam deseducando um pouco mais também, permitindo…

…aquilo que os pais tão jovens não permitem. E a gente vai lembrando que quando a gente era jovem, era mais rígida, não é? Exigia mais, ‘não pode ser assim…’, ‘eu tenho certeza, né? E por isso tenho de fazer tudo certinho’. Eu acredito que a idade, a experiência, nos faz ver que as pessoas crescem e se desenvolvem melhor com brincadeira, com carinho, do que com rigidez. Mas tem que ter uma certa rigidez. Então, avô ou avó não são apenas aqueles que brincam, porque esse brincar inclui um ensinamento”

Competição entre pais e avós?

Um papel de avô e avó é contradizer um pouco os filhos, sim.

Tem o medo da competição, de que a criança vai gostar mais do vovô e da vovó do que da mamãe e do papai, que vai pedir colo do vovô e vovó, que vai ser contrariado pelo vovô e vovó e não vai fazer o que o papai ou a mamãe quer. Então, nisso a gente precisa de muito diálogo, de fazê-los entender que ninguém está tirando o papel do pai e da mãe. Pelo contrário, existe um papel de avô e avó e o papel de avô e avó é este. É de contradizer um pouco os filhos, sim. De pensar nesses netos que já se vê com um olhar…

…diferente, e que eles têm que saber que isso faz parte do crescimento de uma criança. Que ela precisa de ter pontos de vista diferentes e olhares diferentes. Que não é só quem concorda conosco que é bom. Quem discorda de nós é muito bom porque nos provoca a encontrar meios e expedientes de defender o nosso ponto de vista. Então, a função dos avós em relação aos pais é isto, de questioná-los: ‘vocês têm certeza de que esta é a melhor maneira de educar seu filho?’”

Uma nova relação com a criança.

Pelo menos uma hora por dia deixar o celular no mudo e brincar.

Uma coisa importante é partilhar com a criança. Chegar em casa e perguntar ‘o que você tem pra me ensinar hoje?’ Não é ‘o que você aprendeu?’, é ‘o que você tem pra me ensinar, me ensina uma coisa’. Mudar um pouco o papel e ser mais lúdico. Ter encontros. Uma coisa que afasta… tem até as brincadeiras que se faz com as pessoas que ficam tanto tempo nos celulares. E que não olham mais para a cara dos filhos, da criança, da esposa ou do marido, cada um envolvido no seu mundo individual. E a gente poder ter pelo menos uma vez por dia uma reunião familiar, que pode ser um café da manhã, um almoço, jantar ou lanchinho à noite, mas que possam estar juntos por alguns momentos, partilhando o que fizemos hoje, o que foi bom…

…em outros projetos, sociais, voluntários, seja o que for, e também envolvidos no celular. Então, não participa com a criança, né? Fica com a criança, mas está no celular como o pai e a mãe estão. Então, o personagem do avô e da avó que seria aquele que pode brincar junto, fazer bobagem junto, errar junto, de repente não está mais lá, porque está no celular. Então, a gente tem que pelo menos uma hora por dia deixar o celular no ladinho, põe ele no mudo e vai brincar com a criança, vai estar presente. Há um monge vietnamita que diz isso: ‘a maior dádiva para alguém é a sua presença, é estar presente pro outro’. Imagine se nós estamos presentes se eu falo com você e pensando ali… Não existe isso, mas fazemos isso com as crianças, fazemos com adolescentes, permitimos que os adolescentes façam isso…”

Leia também: https://oterceiroato.com/2016/06/01/avos-e-netos-beneficios-desta-relacao/

Mude a rotina.

Sugestão: encontrar lugares neutros, de as famílias irem viajar com todos juntos.

Eu acho que a gente podia encontrar lugares neutros, de as famílias irem viajar com todos juntos. O sogro da minha neta faz isso uma vez por ano. Ele tem dois filhos, os dois casados e com filhos. Uma vez por ano ele junta a família toda para fazer um passeio, umas férias juntas. Então, ele vai com os dois filhos, com as duas noras, com as crianças, e ele e a esposa. Então, ele consegue, porque você não está na casa. É uma coisa muito hábil, muito inteligente. Foram fazer um passeio de barco, foram a Disneyworld. Pode ir pra São José, não precisa ser lugares no exterior que sejam caro, pode ir para um hotel fazenda, vai para um sitiozinho…

…de um amigo, mas não na sua casa. Porque a sua casa é um pouco o seu reino. E aí a outra pessoa acha que está entrando no reino do outro. Então, o homem não é o rei lá, o sogro é que é o rei. A menina não é rainha da casa, porque a rainha é a sogra. Então, imagine que é um lugar neutro. E aí sim eu acho que vai funcionar bonito. Porque vamos estar todos juntos num lugar que é desconhecido para nós. Vamos descobrir juntos. E vamos deixar as crianças correrem para cá e para lá, pro lado dos vovôs, das vovós, e não ficarem só com os pais.”

Quem não dança, segura a criança.

Avô e avó formaram seus filhos e são, de certa forma, pessoas de confiança.

Pai e mãe gostam muito de avô e avó quando querem ficar sozinhos. Quando eles têm um evento, uma coisa pra sair. Então, vovô e vovó são a solução. Ainda bem, ainda bem, porque é mais importante deixar com os avós do que com pessoas desconhecidas, que podem ensinar coisas muito erradas. Eu sempre digo, quando eu faço palestras, que a gente tinha que pagar muito bem as pessoas que ficam com as crianças, porque elas têm que ser muito capacitadas. Nós estamos deixando seres humanos frágeis, que estão captando tudo que está no ar, com pessoas que não estão preparadas. Então, tanto professores do ensino básico, infantil, pré-escola…

…como início de escolaridade, como quem vai à nossa casa ficaria, por exemplo, eu tenho que trabalhar, meu marido vai trabalhar, com quem vai ficar a criança? Ah, vou chamar aquela moça ali, aquela mocinha, porque é barato e eu posso pagar. Ela está capacitada? O que ela vai ensinar para essas crianças, que atitude ela tem em relação ao mundo? Como ela se comporta em frente ao mundo? Porque, se a pessoa não tem capacidade, ela vai influenciar de forma negativa. Por isso avô e avó são importantes nessa hora. Porque eles formaram esses pais. Então, eles são, de certa forma, pessoas de confiança.”

Até onde vai o limite do controle?

Saber que, como avós, até onde eu posso interferir e onde eu paro.

“As crianças vão receber influências de toda parte. E os pais quererem negar a influência dos avós é um absurdo. Que bom que seja influenciado pelos avós. Eu conheço uma senhora, por exemplo, que ela é avó, o filho dela se casou, e ele é ateu e a nora é ateia, e ela cisma que as criancinhas precisam ir à igreja. Então, eu não sei o quanto isso afeta a nora e o filho, ou não. Ela diz: pelo menos uma vez por mês eu vou levar as crianças à igreja. Até hoje ela não levou. Mas ela ensina para as crianças cantigas católicas e fica muito alegrinha, achando que ela está fazendo uma coisa boa. Mas se os pais não estão de acordo, isso pode virar um atrito, não é verdade? Isso pode ser uma fonte de desafeto, depois dizer: eu não quero que você venha influenciar as…

…bom na sua infância. E ela é contrária. Então, a gente tem agora essas discórdias de gerações e de maneira de pensar, tem jovens muito radicais, de ser vegano, e nada disso pode. E nós, pessoas de uma geração anterior, ficamos olhando e falando: ‘Nós queremos saúde, nós não queremos um modismo, mas o que é saudável para um ser humano num processo de crescimento’. E que depois faça sua escolha. A escolha vai ser da própria pessoa em fase adulta. Mas numa fase de crescimento, se a gente puder oferecer aquilo que vai permitir um estado saudável… E aí que vem a questão: o que é saudável? Tive uma prima que se tornou vegetariana e então as filhas eram vegetarianas. Mas quando chegavam na casa a avó, a primeira coisa era pedir: vovó, faz um bifinho?”

Tolerância e respeito.

No mosteiro, durante a refeição quem fala, e é mais saudável.

Reuniões de família eram uma coisa muito gostosa. Não era como esses almoços e jantares que agora existem, em alguns domingos, que sentam na mesa e brigam. Era outra coisa. Era reunir pra cantar, pra dançar, pra declamar, pra mostrar uma coisa nova. Não se ficava pegando nas coisas pequenas. Mas no dia a dia, e nos jantares e almoços mais íntimos nossos, a coisa pegava. Eu brigava com minha irmã e meu avô dizia assim: ‘na minha infância, ninguém falava na mesa, a mesa é pra comer, não é pra conversar”. Vou para o mosteiro, e no mosteiro é assim. Durante a refeição quem fala. E eu percebo que é mais saudável. Eu não consigo fazer isso aqui na casa. Faço durante retiros, mas no dia a dia, não. Mas é muito mais saudável se a gente pudesse, quando sentar na mesa, fazer uma prece, um agradecimento, …

…por que estamos tão radicalizados, extremistas? ‘Eu penso isso e se você não pensa como eu você é louca, você não presta e eu não falo mais com você!’ O que é isso, gente? Isto teve, eu acho, uma influência muito grande da mídia. Nós tivemos uma mídia e estamos tendo, e é internacional, não é só nacional, mas também a internacional, que é bem assim: ‘ou você é a meu favor ou você é contra, eu quero destruir você, você tem que pensar como eu penso’. Não é assim. Nem todos pensamos do mesmo jeito. Os nossos olhares são diferentes, por ângulos diferentes e experiências diferentes. E a gente, pra conversar, não precisa convencer o outro do nosso ponto de vista, mas ouvir. Ouvir pra entender.”

Um parto diferente.

Como foi a história da chegada de um bebê em casa.

Ela resolveu que ia ter o bebê em casa e começou a me passar filmes pra que eu me educasse, pra que eu pudesse aceitar que o bebê nascesse aqui. Porque ela mora em um apartamento pequenininho e não caberia. Ela queria nascer numa banheira… o bebê. E aqui no banheiro antigo da casa cabia a tal da banheira pro bebê nascer. E a coisa foi comigo. Não foi com a avó, não. As avós não estavam querendo, não estavam muito a favor. E a minha irmã, que é médica, estava furiosa. Se a medicina cresceu tanto, temos a capacidade de não ter mortalidade infantil, de as mulheres terem partos saudáveis. Se tiver algum problema, num hospital, num minuto salva. Em casa, num minuto morre. Ou pode ter uma coisa gravíssima. É a visão médica. E ela me explicando que não, não é assim, veja…

…comecei a rezar tudo que eu sabia. E eu sempre digo que foi a reza mais forte que eu já fiz até hoje. Na hora em que eu vi a linguinha da minha neta ficar roxinha, porque tinha que fazer esforço, quando aquela língua ficou roxa eu falei: ‘agora não pode mais, agora tem que sair.’ Eu pequei todas as rezas que eu tenho, todos os livros de reza que eu tenho, bem forte, e o bebê nasceu. Ai, que bom! Que susto! Porque fica uma responsabilidade de uma coisa que é nova, de uma coisa que não tem assistência médica, embora essa enfermeira tenha uma experiência de 30 anos como obstetra, ela acabar até ensinando as próprias médicas como fazer alguns partos, mas sempre uma responsabilidade. Fui eu que assumi, né? O resto da família não estava aí. Estava só eu.”

Ser boazinha é um crime.

Avós têm que ter meios hábeis porque têm mais idade, mais experiência.

Ser boazinha é um crime. Ninguém tem de ser bonzinho nesse mundo, tem que ser correto e adequado. Para isso tem que ter sensibilidade pra perceber. Se eu falar agora, vai ser bom? Se eu interferir neste momento, vai ser adequado? Se não é, eu não interfiro agora. Mas eu percebo o momento certo de falar. E as vezes, falar com um… Pra mim, funciona mais falar com o marido da minha neta do que com ela. Quando a coisa está mais assim eu chamo ele do lado sem ela ouvir. E aí funciona. Porque ele não tem essa intimidade…

…que ela tem comigo. Dizer que ‘não vou ouvir, vovô, você é de outra geração”. Ele me ouve. Então, a gente tem que ter meios hábeis. Pra isso temos mais idade, pra isso temos mais experiência. Não pra competir com nossos filhos. Não pra competir com uma nova maneira de ser no mundo, que já não é mais a nossa. Embora a gente esteja, a gente já viveu num outro momento, então não por que interferir tanto, mas estar presente. Dar a eles essa sensação de, se precisar, estou aqui.”

A vida é para ser vivida.

Avós não têm pressa, a avosidade lhes permite perceber como tudo passa.

Na maior parte da vida a gente não usa a experiência do outro. A gente tem que passar. A gente gostaria que nossos filhos e netos pulassem etapas. Usa minha experiência, eu estou te dizendo… Mas não adianta. Algumas coisas, sim; mas a maioria, não. Eles têm que passar. E a gente apenas observa e lembra: eu também fui assim, olha o que eu fazia, também fiz arte, também não ouvi, não ouvi minha vovó, meu papai. Então a gente…

…se lembra de que passamos por essas etapas. Por isso é mais bonito. A gente não tem pressa, não tem angústia, não tem ansiedade… ‘Ai, precisa fazer!’ Não! A vida por si mesma vai fazendo com que aconteça. Eu posso apenas apontar. Apontar caminhos é isso. Dizer: ‘se você subir essa ladeira, você vai dar numa avenida tal; se você descer a ladeira, vai dar em outra avenida. Você quer ir pra que lado? Eu acho que a avosidade nos permite perceber como tudo passa.”

Espero que traga reflexões sobre o assunto na família. O dialogo e o respeito são muito importante para uma boa convivência entre as diferentes gerações da família.

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COMO LIDAR COM A DOR NA RELAÇÃO SEXUAL, DEPOIS DA MENOPAUSA.

“Todos os seres humanos ocultam a verdade nos assuntos sexuais”. Sigmund Freud

O Dia dos namorados está chegando é bom saber que… A sexualidade é um dos aspectos mais importantes da vida, enquanto vida tivermos – essa é uma grande verdade!!

Porém, no envelhecimento, homens e mulheres precisam encarar as transformações físicas e emocionais que podem afetar a vida sexual, a afetividade e autoestima. É preciso adaptar-se à essa nova fase de vida, reinventando-se continuamente. Para tudo tem alguma solução!

 

Para a mulher, a redução do hormônio feminino (estrogênio) na menopausa pode provocar disfunções sexuais como redução da lubrificação vaginal (vagina seca), diminuição do desejo sexual (libido)), dor ou ardor na relação sexual (dispareunia), e contração involuntária da vagina (vaginismo).

Mas o que é dispareunia?

A dispareunia – dor, ardor ou desconforto na penetração durante a relação sexual é considerada primária quando acontece desde a primeiro ato sexual, persistindo durante a vida. É considerada secundária quando aparece anos depois de relações sexuais satisfatórias e sem dor.

São várias as causas do desconforto tais como: inflamações ginecológicas, infecção urinária, lesões de pele ao redor da vulva, mioma uterino e outros. A dor também pode ocorrer em função de questões emocionais como tristeza, depressão, ansiedade, estresse.

Depois da menopausa com o ressecamento da vagina pela carência do hormônio feminino aumentam os casos de dispareunia. 

E o vaginismo?

O vaginismo é a contração involuntária dos músculos da vagina, dificultando a penetração e causando dor na relação sexual.  Também é considerado primário quando acontece desde a primeira relação sexual e secundário quando ocorre depois de anos de relações satisfatórias.

Importante saber que o vaginismo pode ocorrer em função da dispareunia. A mulher passa a contrair os músculos da vagina com medo da dor da penetração.

É frustrante para a mulher não ter uma relação sexual com o mesmo prazer de antes, mas muitas (especialmente as que tiveram uma educação mais repressora) preferem calar-se, suportar a dor durante a penetração porque consideram que isso faz parte da sua vida conjugal. Conformam-se com a condição e não expõe seus problemas nem para o parceiro de longa data.

Mas como lidar com a dispareunia e o vaginismo?

O tratamento vai depender das causas da dor e desconforto na relação sexual, mas se for secura vaginal provocada pela carência do estrógeno há muitas possibilidades de cuidados, vamos falar sobre algumas delas?

 

Converse com o parceiro sexual

Muitas mulheres tem dificuldade em expor a condição para o parceiro sexual, o que leva a sentimentos de frustração, raiva, culpa e distanciamento. É importante que o homem compreenda junto com a mulher que a dor e a contração vaginal é uma condição real que precisa ser avaliada e tratada com seriedade. A mulher não está criando caso!!

Precisamos superar a dificuldade e propor o diálogo, acreditando que o sexo é natural e que podemos viver boas experiências depois da menopausa.

Capriche nas preliminares

As rapidinhas do passado quando o corpo feminino respondia mais rapidamente ao apelo sexual podem ser substituídas pela caprichadinhas que podem ser muito prazerosas. Você tem mais tempo? Filhos crescidos? Capriche nas preliminares. Namore bastante, faça pausas no namoro. Para que a pressa? As preliminares aumentam o tempo de prazer e podem ser agradáveis para homens e mulheres.

O carinho e o toque antes da penetração ajuda (e muito) na excitação e na lubrificação vagina na mulher em menopausa.

Use Gel lubrificante Íntimo.

Existem no mercado várias marcas de gel lubrificantes à base de água que devem ser colocados minutos antes da penetração sexual e que substituem de uma forma bem satisfatória a lubrificação natural. Converse com o parceiro sobre isso, inclua-o na colocação. Lembre: o gel pode fazer parte do jogo sexual.

Experimente, oriente suas amigas a fazê-lo também!! Há muitas mulheres que desconhecem isso.

Invista na sua Autoestima

Há vários fatores fisiológicos e culturais que nos desafiam e contribuem para a baixa autoestima no envelhecimento: rugas, cabelos brancos, pele seca, diminuição da lubrificação vaginal…

Mas esse é um bom momento para vivermos. Podemos usar o aprendizado da maturidade e olhar para nós mesmos com um olhar mais amoroso e compreensivo, investindo no respeito próprio e no autoconhecimento e autoestima.

Faça exercícios que fortaleçam o Músculo do Assoalho Pélvico 

Recentemente publicamos no blog infor Já ouviu falar em exercícios de Kegel? Veja https://www.google.com.br/amp/s/pt.m.wikihow.com/Fazer-Exerc%C3%ADcios-Kegel%3famp=1… Eles fortalecem o músculo do Assoalho Pélvico, prevenindo incontinência urinária e fecalflacidez pós parto e outros problemas do assoalho pélvico como “bexiga caída”, por exemplo. Podem ajudar também a melhorar o prazer sexual e a possibilidade de atingir o orgasmo. 

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Procure ajuda médica 

É muito importante conversar com seu médico sobre o assunto, que vai investigar e propor um tratamento de acordo com a origem da dor e desconforto.

Para algumas mulheres o médico poderá indicar a reposição hormonal e uso de pomadas ginecológicas hormonais (que ajudam muito). As consultas com o médico para tratar de assuntos da mulher, devem ser no mínimo anuais.

Se necessário busque ajuda psicológica

É importante sair da suposta zona de conforto de não tocar no assunto e não encarar a realidade. As chances de termos uma vida sexual prazerosa depois da menopausa são grandes quando existe a vontade de encarar o problema e buscar as possibilidades de tratamento e mudanças. Se necessário procure ajuda psicológica.

Preocupe-se mais com a falta de cuidado do que com as possibilidades de desenvolvimento dessa área tão importante para o ser humano.

Lembrando que o desenvolvimento da sexualidade é individual e cada pessoa tem sua forma de vivê-la, não podíamos deixar de falar das mulheres que fazem sexo com mulheres. O corpo feminino exige cuidados e atenção iguais e as mudanças da menopausa também. 

Todas as informações aqui são válidas para toda a forma de prática sexual com penetração, incluindo instrumentos ou brinquedos sexuais, ok? Conversar com seu médico de confiança e ler sobre o assunto pode ajudar muito.

Gostaram?

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https://oterceiroato.com/2018/03/21/sexualidade-depois-dos-60-anos/

Matéria de Mª Aparecida Costa, do Blog Viver depois dos 50.

MAIS VELHOS VIVEM MAIS SATISFEITOS DO QUE JOVENS, ESTUDO O MOSTRA.

“Tem pessoas velhas com almas jovens e jovens que já são velhos”! Daniel Godri Junior.

Gosto destes assuntos…rsrsrs. Estudos mostram que as pessoas mais velhas vivem mais satisfeitos do que jovens. Adorei isso que Maya Santana, do Blog 50emais, publicou sobre este tema.Trata-se de um artigo do jornal El País, assinado por Daniel Mediaville, onde divulga o resultado de uma pesquisa, tem o maior sentido pra mim… “Os cientistas continuam acumulando provas que indicam que os anos, apesar de nos tornarem mais feios (será?) e menos ágeis, nos deixarão mais felizes, mas ainda não se depararam com uma explicação completamente satisfatória que explique a tendência” – diz Daniel.

Com base na minha experiência pessoal, eu acho que essa maior sensação de bem estar tem a ver o grau de liberdade que se adquire com a idade. Não se dá tanta importância mais ao que os outros falam. Ficamos mais autênticos, nos sentindo mais livres para levar a vida que queremos levar. Tudo isso conta para que tenhamos um maior grau de satisfação com o viver. Leia o artigo:

Nós, seres humanos, sentimos uma intensa atração pelo que nos faz mal. Adoramos as bebidas açucaradas, as comidas gordurosas e passar as férias em casal. Também desejamos ser jovens eternamente, apesar de que, como uma grande quantidade de estudos mostrou, somos mais felizes quando nos aproximamos da velhice. Pesquisas em dezenas de países indicam um padrão bastante generalizado. A maior parte das pessoas dá uma pontuação elevada quando se pergunta a elas sobre sua satisfação com a vida durante os primeiros anos da casa dos 20. Depois, essa satisfação cai, com a menor pontuação ao redor dos 50. A partir daí, a felicidade cresce progressivamente, até mesmo

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na faixa dos 90. Na semana passada foram publicados os resultados de um trabalho norte-americano sobre idade e bem-estar psicológico que confirma, com algumas nuances, essa ideia. O estudo, baseado na resposta de 1.546 pessoas dos Estados Unidos e publicado na revista Journal of Clinical Psychiatry por pesquisadores da Universidade da Califórnia, de San Diego, mostra uma tendência a se sentir melhor consigo mesmo e com a vida “ano após ano e década após década”. Além disso, constatou-se o paradoxo de que, apesar da deterioração física e cognitiva, a saúde mental das pessoas idosas era melhor que a das mais jovens. Em contrapartida, os autores viram que os jovens na casa dos vinte e dos trinta anos tinham elevados níveis de estresse e mais sintomas de depressão e ansiedade. A diferença incorporada nesse artigo em relação a anteriores que exploraram as relações entre a idade e o bem-estar psicológico é que, em lugar da habitual forma de U, a progressão do bem-estar é linear dos 20 aos 90 anos.

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Os cientistas continuam acumulando provas que indicam que os anos, apesar de nos tornarem mais feios e menos ágeis, nos deixarão mais felizes, mas ainda não se depararam com uma explicação completamente satisfatória que explique a tendência. Uma das possibilidades, apontam os autores, é que exista uma reserva emocional que ajude a contrabalançar a deterioração física, do mesmo modo que alguns sistemas cognitivos passivos equilibram a perda de algumas capacidades. Recentemente foi publicado um estudo que mostrava como o cérebro se reorganiza para compensar a perda de capacidade auditiva.

Outro mecanismo apontado pelos responsáveis do estudo é que com os anos se ganha habilidade na gestão das emoções e na gestão de decisões sociais complexas. Alguns estudos descobriram que com a passagem do tempo as pessoas experimentam menos emoções negativas e mostram um viés cada vez maior para memórias positivas.

Todos esses recursos, além da aprendizagem vital, podem estar relacionados com mudanças físicas produzidas pelo envelhecimento. Segundo explica o pesquisador Dilip Jeste, autor principal do trabalho, foi observado que “a amídala, a parte do cérebro associada com a percepção emocional, se torna menos sensível às situações estressantes ou negativas”. Além disso, “os níveis de dopamina no circuito de recompensa do cérebro decaem com a idade”, acrescenta. Ambas as mudanças facilitam o controle das emoções e geram uma maior sensação de bem-estar.

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Estas mudanças biológicas, que mostram que muitas vezes os impulsos inscritos em nossos genes pela evolução não têm por que serem o melhor para nossos interesses pessoais, foram observadas em nossos parentes animais mais próximos. Um estudo com 500 chimpanzés e orangotangos também revelava indícios de uma crise da meia idade por volta dos 30 anos. Neste caso, porém, à subjetividade dos participantes que completam as pesquisas nas quais se avalia a própria felicidade se acrescentava que não foram os próprios primatas que julgaram seu nível de bem-estar, mas seus cuidadores.

Os autores do artigo reconhecem que será necessário muito trabalho para explicar esse fenômeno aparentemente contraditório. Esse conhecimento, além de pintar um futuro promissor para todos, ajudará a orientar melhor os tratamentos de saúde mental e adaptá-los às necessidades reais de cada idade.

Bom saber disso né?

Fiquei mais tranquila rsrsr

PARA (FUTURAS) MAMÃES, É BOM QUE SAIBAM… QUANDO BATER AQUELE CANSAÇO…

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“Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida”. Sofócles.

Hoje neste momento que minha filha de coração Carina está aniversariando e prestes a se tornar mãe. Quis lhe contar que ser mãe é uma das maiores bençãos que podemos ter na vida. Com toda loucura e cansaço que muitos momentos nos trazem, com certeza teremos muito mais alegrias pra saborear.

Pensando neste momento inicial da vida dela e de todas as mamães e pura vai… há uma crônica circulando pela internet, cuja autoria eu desconheço, mas é tão sincera e descreve tão bem estes momentos que só as mães são capazes de entender, pensei que vale a pena ser compartilhada aqui agora neste momento do niver da Cá. Como um incentivo, num olhar sensível e com muita compreensão sobre o papel mais importante de nossas vidas… o de ser mãe! Espero que goste… Leia:

As vezes, parece que ninguém nota os esforços diários de uma batalha materna. Ninguém nota as madrugadas insones, os choros contidos, os banhos não tomados, o almoço quente e saboroso que se transformou em um pão com manteiga e um café gelado.

Ninguém nota quando a mãe está trabalhando no limite da exaustão. Seja limpando, educando ou emprestando um imenso pedaço de si para manter aquele pequeno em perfeitas condições.

Por trás de um filho feliz, existe uma mãe com um coque no cabelo, roupa amassada e… cansada. Por trás de um filho feliz, existe um trabalho pesado que ninguém (ou quase ninguém) ousa se importar. Sentimos transbordar de amor e nos esquecemos de nós próprias, na maioria das vezes. Ser mãe é o mais importante (agora e sempre).

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A maternidade é uma profunda, dolorosa e imensa doação de si mesmo. Pausamos muitas coisas nestes momentos.

A maternidade é uma jornada para valentes, lugar de gente corajosa que se aventura na batalha de criar um ser humano independente: dando limites, emprestando as suas noites de sono, multiplicando as forças e amando-os para sempre, mesmo quando eles nos levam a loucura.

A maternidade é essa insana e profunda doação do nosso próprio coração. E mesmo quando ninguém nota, lá está ela – a mãe, doando o seu corpo, multiplicando o seu amor, dividindo os seus sorrisos e vivendo na mais completa e feliz exaustão. Porque toda mãe sabe que a melhor recompensa, para tanto cansaço, já está em suas mãos!

Podemos até estar cansada… Mas acredite, jamais cansada de ser mãe. ❤

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Agradeço todos os dias pelos filhos que tenho… e pelos filhos que adotei de coração. Você Carina, mora do lado esquerdo no meu peito, tenho muito carinho e amor por você, viu? Nunca se esqueça disso. Além de uma profunda admiração por todas as lutas, sonhos e vitórias que tens conquistado e das muitas outras que ainda virão (pego carona na janelinha e vou apreciando muito feliz tudo). Coragem, determinação, persistência e resiliência são suas maiores qualidades (entre outras tantas) as que eu mais admiro, quero que saiba disso.

Aprendizagens de convivência em família, nosso eterno desafio, temos muitas ainda pela frente, que com certeza valem sempre muito a pena. Parabéns Cá, futura mamãe… que você seja muito feliz nesta nova história que está construindo com sua família linda começando.

Te ofereço esta linda poesia de Bráulio Bessa (03/04/2017 – sobre “o lado esquerdo do peito”, oferecida pra Milton Nascimento, que eu adoro) e acredito que consegue explicar tão bem as sensações e os sentimentos que guardamos dentro de nós mesmo…O que  trazemos na alma, a verdadeira essência do ser humano…. ouça com carinho.

Estaremos sempre por perto, seu pai e eu. Conte sempre conosco, viu te amo muito! Muito sucesso! Beijos.

VACINAS QUE VOCÊ PRECISA TOMAR, SE JÁ CHEGOU AOS 60 ANOS.

idoso-tomando-vacina-1526417204565_v2_900x506“Ainda não se descobriu vacina contra os males de alma produzidas pelo amor” Carlos Drumound de Andrade.

Tem muitas pessoas depois dos 60, que acredita que a única vacina que temos que tomar anualmente, é a contra gripe. Engano comum… é bom saber que temos outras vacinas importantes, que não devem ser esquecidas.

Se queremos ter um envelhecimento mais saudável e protegidas de outras doenças a vacina é uma das melhores maneiras que temos de nos cuidar. Entre elas está vacinas, contra herpes zóster, pneumonia e hepatite B. Interessante este artigo de Choé Pinheiro (Uol) que estou compartilhando com vocês agora, serve como um alerta.  Leia o artigo:

A campanha nacional de vacinação contra a influenza, agente causador da gripe, vai (aproximadamente) até 1º de junho. E os idosos estão entre os grupos indicados, já que, nesse período da vida, o risco de complicações provocadas pelo vírus, como pneumonia e até infartos, é maior. Isso ocorre não só com a gripe, aliás, mas com outras infecções evitáveis com as vacinas específicas para a terceira idade, que são consideradas aliadas do envelhecimento saudável.

Elas protegem o organismo em uma fase em que a saúde costuma estar mais abalada. “Na terceira idade, doenças crônicas, como o diabetes e hipertensão, são mais comuns, e as infecções podem descompensar esses quadros”, comenta Dra. Maísa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, de São Paulo.

Veja, abaixo, quais são as vacinas indicadas para quem tem mais de 60 anos e como elas devem ser tomadas:

1) GRIPE – A vacina deve ser repetida anualmente porque o vírus sofre mutações constantes. “Ela é feita para proteger contra os tipos de influenza que estão circulando mais naquele ano”, explica Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, infectologista membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia.

Quem bate o martelo é a Organização Mundial de Saúde, que obtém as informações de serviços de saúde espalhados pelo mundo, recolhidas de indivíduos, infectados nos meses anteriores à estação da gripe: o outono/inverno. A partir daí, são produzidos dois tipos: uma para o hemisfério sul e outra para o hemisfério norte. E, apesar do que se diz por aí, tomar essa injeção não dá gripe. “Ela é feita com fragmentos do vírus morto, então não há essa possibilidade”, esclarece Junior. O que pode ocorrer é o idoso ficar gripado apesar de ter sido vacinado, já que ela demora alguns dias para fazer efeito, ou ter pego algum outro tipo de influenza que não está incluso na campanha do ano.

Ela estará disponível no Sistema Público de Saúde a partir da segunda quinzena de abril , em data ainda a ser confirmada (mas atrasou um pouquinho). Há ainda uma versão que protege contra quatro tipos, ao invés da trivalente da rede pública, disponível nas clínicas particulares.

2)PNEUMONIA – Apesar de não garantir que a pessoa não pegará pneumonia, a vacina evita a infecção por parte da família do pneumococo, grupo de bactérias que são as principais causadoras da doença que inflama os pulmões.

A campanha nacional de vacinação contra a influenza, agente causador da gripe, vai aproximadamente até 1º de junho. Nos idosos, o quadro pode significar risco elevado de morte. “É neles o maior risco de ser internado e desenvolver doenças mais graves por conta da pneumonia, como problemas cardíacos, insuficiência respiratória e até derrames”, comenta Roberto Dischinger Miranda, cardiologista chefe do Serviço de Cardiologia da Geriatria da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e diretor do Instituto Longevità.

A relação aqui é semelhante à da gripe. O corpo todo sofre com a doença: mais substâncias inflamatórias circulam, a desidratação aparece por conta da febre, organismo debilitado… Assim, se forma um ambiente perfeito para encrencas mais graves.

A vacina está disponível em duas versões: a do SUS, que barra contra 23 cepas comuns do pneumococos, e há ainda a da rede particular, que evita 13 tipos. “A diferença está na composição, a vacina 13 induz uma proteção um pouco mais duradoura, tanto que não precisa da dose de reforço cinco anos depois, que deve ser feita na 23”, explica Junior.

3) HERPES ZÓSTER – É o mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster, mas aqui ele volta para causar a doença também conhecida como “cobreiro”. Mais comum acima dos 50 anos, ela provoca não só manchas em formato de faixa do corpo mas dores lancinantes, que frequentemente persistem por anos depois que a infecção regrediu. Complicações menos frequentes incluem a encefalite, uma inflamação no cérebro, e comprometimento da visão, quando o vírus atinge a face.

A vacina da catapora tomada na infância protege pela vida toda. É possível que essa vacina também previna episódios de herpes-zóster. No entanto, tal hipótese demanda tempo para ser comprovada, uma vez que a vacina é relativamente recente. Nesse caso, os idosos podem tomar uma específica para o zóster. O produto, que chegou ao Brasil no ano passado, custa cerca de 500 reais a dose e não está disponível na rede pública.

Mesmo quem já teve contato com o vírus — estima-se que 95% da população se encaixe aqui — se beneficia do imunizante. “Ele fica latente por décadas, esperando quedas na imunidade para se manifestar como hérpes-zoster”, explica Maísa.  A vacina diminui o risco de complicações como a dor crônica, que compromete a qualidade de vida das pessoas e exige o uso medicações fortes por um tempo prolongado.

Indivíduos imunodeprimidos, como os que tomam medicamentos que interferem na imunidade ou que estão fazendo quimioterapia, devem conversar com seus médicos antes de procurar a vacina.

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4) FEBRE AMARELA – Alvo de muita discussão, pois o idoso tem mais chance de desenvolver uma espécie de febre amarela adquirida pela vacina, que é feita com o vírus atenuado, embora mesmo nesse público ela seja rara. A recomendação dos especialistas ouvidos nesta reportagem é calcular o possível benefício da vacinação versus o perigo real da complicação, que atinge uma entre 400 mil pessoas que receberam a dose.

“Ele tem mais risco, mas esse risco não é proibitivo, principalmente se o idoso não tem um grande comprometimento do sistema imune e vive ou vai para áreas de risco”, aponta Miranda, que diz recomendar a imunização à maioria de seus pacientes. Agora, se a pessoa acima de 60 anos mora em um bairro distante ou em uma cidade que ainda não teve casos da doença e tem doenças crônicas associadas, vale avaliar com o médico.

Um boato que circula e é totalmente infundado é o de que as doses fracionadas, distribuídas na campanha do governo para alcançar mais gente, provocariam mais reações. “Isso não faz sentido nenhum, uma vez que a carga viral é menor nessa versão”, elucida Junior.

5) DUPLA BACTERIANA DO TIPO ADULTO – Disponível na rede pública para os idosos, age contra difteria e tétano. Há ainda a tríplice bacteriana do adulto, encontrada na rede privada, que inclui ainda a coqueluche. Elas já são tomadas na infância, mas com os anos a proteção diminui, então o risco da infecção surge novamente, ainda mais na terceira idade, quando a imunidade sofre uma queda natural.

Apesar da coqueluche não ser tão comum no no idoso, recomendamos que ele tome a tríplice na rede privada caso tenha condições, especialmente se tem contato com as populações de alto risco, como as crianças menores de seis anos”, orienta Junior.

6) HEPATITE B – A doença é transmitida via relações sexuais ou sangue contaminado, que pode estar, por exemplo, em um material não esterilizado na manicure ou no reaproveitamento de agulhas utilizadas por outras pessoas. Apesar causar sintomas agudos em menos de 30% dos infectados, o risco da doença se cronificar no idoso é alto.

A longo prazo, a presença da doença no organismo pode provocar cirrose e está associada até a tumores no fígado”, diz Junior. Devem tomar a a vacina, disponível no SUS, pessoas acima dos 60 anos que não tenham sido imunizadas anteriormente.

vacinas-para-idosos-1016-_1400x544.pngColaborou neste artigo: Renata Scilla, médica especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia….

https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/17/saiba-quais-sao-as-vacinas-que-devem-ser-tomadas-na-terceira-idade.htm

O QUE É ENVELHECER PARA VOCÊ?

“Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.” Alberto Camus. 

Este texto me chamou a atenção, ele ficou em quinto lugar em um concurso organizado por um site com o tema “O que é envelhecer para você?”. No caso desse que você vai ler agora, o que chama a atenção é que a autora deste texto, Ada Pedreira Silva, de Salvador – Bahia, tem apenas 34 anos de vida. Sensacional isso!

Para ela, “começamos a envelhecer quando percebemos que o tempo não espera, que os anos passam depressa e os dias passam como passavam as horas quando éramos crianças!”… Ah! se eu tivesse esta visão dimensionada sobre envelhecer na idade dela, na idade dela, teria aproveitado melhor algumas poucas coisas… rsrsrs. Não que não tenha feito muitas coisas, pelo contrário, sou da turma dos que não querem chegar no momento final e dizer “se eu tivesse mais tempo…”.

O meu tempo é hoje aqui e agora. Desperdiçar isso seria luxo ou idiotice minha! Temos que viver plenamente, mas com responsabilidade… estar sempre em paz, de espírito leve… e de bem conosco mesmo … com a vida mesmo. Mas, teria visto mais amanheceres (já que sou dorminhoca) e apreciado mais entardeceres… com lindo pôr de sol em montanhas, nas alturas… Leiam:

Sou fisioterapeuta e uma vez estava no trabalho atendendo um adolescente e fiz uma pergunta rotineira acerca de traumas anteriores, indagando se ele já havia fraturado alguma parte do corpo ou feito algum tipo de cirurgia. O adolescente me respondeu que sim, mas tinha “muuuuuuuito tempo! Uns oito meses, doutora…”

A partir daquela resposta, percebi que aos 25 anos já estava envelhecendo! Isto, pois o tempo não passava para mim como passava para aquela criança-adolescente, para mim oito meses era um tempo recente, assim como um ou dois anos passados. E, a partir daí, modifiquei a pergunta na consulta para: “Tem muito ou pouco tempo que já realizou cirurgias ou teve alguma fratura?”

Com as respostas que obtive, percebi que a forma de sentir o tempo é um marco referencial, pois quanto mais idade a pessoa tem mais longo é o tempo chamado presente e vice-versa! Assim, envelhecer é um estado natural de qualquer ser, mas para nós seres humanos, seres racionais e emocionais, o processo fisiológico de envelhecimento só é percebido quando nos damos conta do tempo!

Começamos a envelhecer quando percebemos que o tempo não espera, que os anos passam depressa e os dias passam como passavam as horas quando éramos crianças!

Começamos a envelhecer quando, pelos dias passarem tão depressa, não conseguimos fazer tudo o que queremos no mês, no ano, muitas vezes numa década ou por toda a vida…

Começamos a envelhecer quando percebemos que existe um tempo para trás, e que nele ficam coisas, e pessoas, importantes e que não vêm com a gente para o tempo presente e futuro.

Começamos a envelhecer quando percebemos que o tempo passou tão depressa que não sentimos as estações mudarem, as crianças crescerem, os amigos amadurecerem e até irem embora…

Começamos a envelhecer na primeira perda de um ente querido e ao sentirmos saudades do que nunca vivemos. Crianças e jovens não têm sentimento de perda, de saudosismo, de frustração. São plenas. E a certeza do envelhecimento acontece quando o tempo do pensamento se torna diferente do tempo dos comandos do corpo. Queremos caminhar mais pelas ruas ou numa viagem, dançar mais rápido ou por mais tempo, mas o corpo não permite… Envelhecemos então.

Hoje, quase dez anos depois de minha constatação, luto para prolongar o começar a envelhecer: me movimento mais, me alimento melhor, respiro melhor e, principalmente, não perco o meu valioso TEMPO com o que não vale a pena.

O tempo é o meu bem mais precioso que nenhum dinheiro pode comprar. Valorizo o tempo com minha família, meus amigos, meu trabalho, meu lazer, meu descanso. Busco distribuí-los de maneira sábia, pois temos que ser tudo ao mesmo tempo. Como já disse um grande poeta: “O tempo não pára!”. E o tempo não vai esperar eu ser este mês esposa, mês que vem profissional e ano que vem mãe, ou daqui a dois anos amiga. Somos tudo ao mesmo t-e-m-p-o!

Como já disse, o envelhecer é um estado natural do ser humano, mas como administramos o nosso tempo na nossa trajetória de vida nos torna mais cedo ou um pouco mais tarde velhos.

Já existem velhos de 30 anos como existem jovens de 70 anos! Ser velho com 30 ou jovem com 70 é escolha de vida. E, tudo bem se alguém questionar que o de 70 também é velho, principalmente fisicamente, mas a vital diferença é que este é um velho pleno. Aprendeu, assim como uma criança, a não brigar com o tempo, e sim a vivê-lo! Bom sobre os quatro primeiros lugares ficaram com homens e mulheres que já passaram dos 55 anos. Ou seja, escreveram com base em sua experiência pessoal. O que também são bem interessantes.

Gostaram? E vocês o que pensam sobre isso?

Me diga… O que é envelhecer pra você?

ENVELHECER!!! É ÚNICO…

“Envelhecer é o único meio de viver muito tempo”. Alberto Camus. 

Enquanto vamos envelhecendo… andamos mais devagar e continuamos construindo novas histórias. Histórias estas cheias de vida e emoções, prefiro assim. Quem me conhece diz que eu teria que escrever um livro… tenho tantas “histórias com momentos” tão engraçados (já que sou a pessoa mais atrapalhada e alegre da família)… que às vezes acho que eles têm razão, mas preferi fazer um Blog rsrsrs. Um dia destes começo a contar algumas pra vocês, algumas experiências de vida já contei ok.

E vocês, me contem o que pensam sobre o envelhecer? Gostei muito desta crônica de Albert Campos que nos diz nesta crônica, sobre envelhecer, leiam:

A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.

O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude, não é havê-las cometido…é sim não poder voltar a cometê-las. Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.

Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.

Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.

O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio…

Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.

Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.

A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.

Mais-velha

Nada passa mais depressa que os anos. Quando era jovem dizia:…”verás quando tiver cinqüenta anos”. Tenho cinqüenta anos e não estou vendo nada.

Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz. A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos. Sempre há um menino em todos os homens.

A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.

Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós. Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.

Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.

Não entendo isso dos anos: …”que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.”

Muito bom esta crônica, não acham?

 

SABEDORIA NÃO É DOM NATO – EXIGE ESFORÇO E DISPONIBILIDADE.

“A dúvida é o princípio da sabedoria”. Aristoteles.

Se tem uma coisa que aprendi (já a algum tempo) na minha vida, com a chegada da maturidade, foi que preciso de tempo e paciência para refletir sobre “minha vida”:  – O quero pra mim? – Quais são meus sonhos e desejos? – Como quero envelhecer? … e principalmente sobre as minhas “atitudes”: – Como vou fazer? – O que preciso mudar? Preciso de “sabedoria” nestas minhas decisões o que fará diferença em tudo… e isso é aprendido.!

Confesso que já mudei varias vezes meus caminhos durante a vida e nem sempre foram fáceis tomar certas decisões. Mas foram estas “mudanças” meus maiores aprendizados, disso tenho certeza! Sempre tive positividade e esperança que as coisas iriam ser melhores (por piores que parecessem inicialmente)… e foi assim que me aconteceu. Sempre, sempre mesmo melhoraram, acreditem. Durante a minha vida tornei-me uma pessoa mais forte, mais segura, mais completa, mais serena, mais sábia… e mais feliz!

Às vezes a vida nos obriga a sair da zona de conforto… isso dá medo, mas sempre quis olhar pra frente, ver as possibilidades do que me surgiria á frente… e assim me faziam seguir… sem nunca olhar pra trás. Nunca me arrependi das minhas escolhas! Com minhas experiências e vivências… minhas maneiras de ser e agir fui construindo a minha sabedoria… as minhas verdades!  Adorei este texto de Maria Aparecida Costa, dá no que pensar sobre tudo isso, leiam…

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Há momentos que ficam arquivados em nossa memória e a imagem permanece nítida – não importa o tempo transcorrido.  Momentos simples, que deixam um registro mais fiel que qualquer fotografia amarelada pelo tempo.

Lembro-me com clareza do semblante do Prof. Gilberto, na quinta série, quando tentava nos ensinar valores para além da aula de matemática. Mantinha a voz doce e o olhar terno quando dizia:

Ignorantes são as pessoa que insistem no próprio erro;

Inteligentes são os que os reconhecem e procuram mudar a partir das próprias experiências;

Sábios são os que aprendem observando e refletindo as experiências dos outros.

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Essa reflexão me acompanhou durante a vida, tornando-se um objetivo buscar sabedoria nas minhas decisões, tentando não cometer os mesmos erros que outras pessoas e optando pelo certo e não pelo mais fácil, pessoal e profissionalmente.

Compreendi que sabedoria não é um dom nato. É mito pensar que a sabedoria se adquire com a idade ou com o conhecimento. Nem todo velho é sábio e nem toda cultura e conhecimento trazem sensibilidade e abertura para o aprendizado e evolução pessoal.

A experiência de viver mais de 50 anos ensina que “desenvolver sabedoria” não é tarefa fácil. É necessário libertar-se do jeito automático de dirigir a vida e não estacionar em “reclamômetros“. Significa despir-se da roupa confortável de “ter sempre razão” e encontrar coragem para superar limites e dificuldades pessoais.

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É buscar equilíbrio, serenidade para acolher a si próprio e a partir daí poder estender esse acolhimento à outros humanos.

É saber o que busca, o que precisa. É cuidar de si, do corpo e da mente. É aprender a impermeabilizar a alma  e saber que a responsabilidade pelo nosso bem estar é só nossa. É não misturar nossos sentimentos com os de outras pessoas. É tornar-se gigante na compreensão e na possibilidade de colocar-se no lugar do outro, tentando ver o mundo com seu olhar e suas escolhas.

É ler, estudar, refletir e compreender. Buscar evolução mental e espiritual e ter consciência de sua completude. Ninguém e nada pode desequilibrar sua harmonia a menos que você permita.

É buscar maturidade e compreender que há momentos difíceis, há momentos de dor e perda e que a medida que vivemos ser sábio é ser resiliente, é e aprender a lidar com as perdas, os lutos e as profundas mudanças que o envelhecimento exige.

E é sobretudo unir-se a outras pessoas com a mesma idade e mesma expectativa na busca de bem estar pessoal e social, como por exemplo, a luta pela preservação de direitos aos idosos.

Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/sabedoria-nao-e-dom-nato-exige-esforco-e-disponibilidade/.

HÁ UMA SENSAÇÃO DE QUE IGNORAMOS – O ENVELHECIMENTO.

Tom kAMBER“Aí eu me deparo que eu amadureci, que eu não percebi eu crescendo, eu não percebi como eu mudei, meu jeito de falar, meus pensamentos, minhas ideias para o futuro, eu mudei sem perceber!” Laura Pacheco

Penso que a maioria de nós tem um certo medo de envelhecer, principalmente quando “não cuidamos devidamente da saúde”. Sempre há tempo de melhorar isso e “mudar” muitos de nosso hábitos pouco saudáveis, correndo atrás dos prejuízos, eu diria.  Envelhecer é a nossa melhor opção rsrsr… já dizem, concordo.

Eu acredito que temos que ter esta consciência, aceitação e respeito sobre a nossa condição o que fará toda a diferença em nossa vida daqui por diante.  A idade esta na alma sim, mas no corpo também…  temos que aproveitar bem tudo que ela nos permite, como ela permitir. Por mais que vamos envelhecendo temos que melhorar tudo na maneira de viver a vida. Vamos continuar a caminhar contrariando os velhos estereótipos.

Leiam esta entrevista, dada a Augusto Decker (O Globo), Tom Kamber, 49, fundador da OATS, ONG que ajuda a conectar idosos ao mundo digital, fala dos preconceitos que sofrem as pessoas com idade acima dos 60 anos. Estes preconceitos, segundo ele, estão diretamente relacionados ao nosso medo do envelhecimento e consequente fim. Leia:

Conte algo que não sei.

Como sociedade, temos medo de envelhecer. Temos estereótipos negativos sobre isso, e há tanto medo de envelhecer que transformamos isso numa espécie de muro, em que pessoas não querem confrontar os próprios medos, não querem conviver com quem está onde elas temem chegar. Há uma sensação de que nós ignoramos o envelhecimento, e que não ficamos próximos de idosos porque eles nos lembram do que queremos nos manter distantes.

Tom-Kamber-OATS-portraitQuais são os estereótipos sobre os idosos?

Pensam que eles são muito doentes, muito enfermos, muito dependentes, o que é um exagero. Não é que nenhum deles seja assim, mas, quando se pensa em idoso, se pensa em decrépito, gasto, incapaz — física e mentalmente. Nos EUA, apenas 3% dos idosos vivem em asilos. Então, mais de 90% deles têm algum grau de independência, e a grande maioria que entrevistamos em NY adora viver na cidade, porque pode sair, ir a shows, shoppings, falar com amigos. Há, também, uma percepção errada sobre a imagem corporal. Pensam que idoso significa feio — o que também é uma construção social.

Eles sofrem preconceito no mercado de trabalho?

Sim. Na minha ONG trabalhamos muito com pessoas que procuram empregos, e as histórias são extremamente comoventes. Eles mandavam currículos, depois recebiam ligações em que diziam “você não é o tipo de pessoa que estamos procurando”. Tiramos a idade do currículo, e eles começaram a receber mais retornos. Só que, na entrevista, a primeira coisa que lhes perguntavam era a idade. O fato é que as gerações têm características diferentes. Os mais velhos poderiam ajudar a neutralizar alguns traços ruins dos jovens. Os “mileniunss” são muito ativos e têm ótimas habilidades técnicas, mas são um pouco arrogantes e passam tempo demais no Facebook. Então, é útil ter alguém de 70 anos que chega às 8h30m para um trabalho que começa às 9h, que sabe ler e escrever bem, e que pode participar de um encontro sem olhar para o telefone.

Quais são os problemas na tecnologia que os idosos podem ajudar a corrigir?

Se um produto tiver o design ruim, um jovem vai tentar aprender, apertar todos os botões etc. Uma pessoa de 70 anos dirá: “Eu não faço ideia de como usar isso.” E deixará o produto de lado. Todos querem um design “elegante”. A mágica do iPod é que você pode entregá-lo para qualquer pessoa e rapidamente ela vai aprender a usá-lo. Idosos são um bom público para se testar um bom design.

A internet é um veículo bom para idosos conhecerem pessoas?

Com certeza. Idosos precisam de contato pessoal, e a internet não pode substituir isso, mas, quando envelhecemos, nossa rede de amigos naturalmente diminui. Os idosos vão ficando cada vez mais isolados. Então, para ter engajamento social, é preciso trabalhar isso. A tecnologia pode ser uma grande aliada. Segundo uma pesquisa, jovens que passam muito tempo na internet ficam mais em casa, mas os idosos conectados saem mais. Se você pensar no idoso isolado típico, parte do isolamento é por falta de conhecimento do que está acontecendo ao redor dele.

Você tem 49 anos. Já sofreu alguma discriminação?

Um pouco, mas não da forma que idosos de verdade sentem. Recebo mais reações estranhas por ser amigo de alguns idosos. Nada sério.

Interessante este visão de Tom Kamber, me trouxe boas reflexões.

Espero que gostem.