ÁLBUM MEMÓRIAS DE UMA AVÓ… VOVÓ BIA!

23o da minha #quarentena💪🏠🙋🏼‍♀️16o dia de #quarentenasaopaulo

Faz parte da quarentena, com o nosso isolamento social sofrermos altos e baixos. Somos humanos, vulneráveis e, por enquanto, o virus nos é superior.

“Não podemos agir como se estivesse tudo bem”, disse a Monja Coen e eu concordo…

Depois do meu café da manhã caprichado e com tranquilidade começa a minha rotina variada e bem distribuída pela semana.Tem tempo para os afazeres do dia a dia da casa… e sempre tem algo que tenho prazer em realizar… cada dia escolho uma coisa diferente… e me envolvo tanto que nem vejo o tempo passar… ele voa. Eu, viajo no tempo e no espaço e me envolvo em algo bem legal.

Hoje continuo a fazer o meu “Álbum Memórias de uma Avó”… da vovó Bia , claro. Me realizo fazendo este álbum. Faço com muito amor e carinho.

Já escrevi sobre a início da minha vida, desde o “antes”; um pouco da minha família paterna e materna; como foi quando eu nasci e depois… como fui durante a minha infância e a minha adolescência; e uma parte da vida adulta… quais foram os fatos marcantes pro mundo e pra mim; as grandes escolhas que fiz; as mudanças e formação da minha família… as coisas que surgiram e foram acrescentadas na minha vida… as dificuldades, superações, reconstruções e grandes transformações… que me fazem feliz e realizadas como pessoa, mãe, filha, esposa, irmã e mulher…

Eu faço pesquisas da época, ligo meu click de memórias e lembranças junto tudo, revejo com tanto detalhe e depois começo a escrever… verdadeiramente viajo no tempo. Sempre que me sento pra escrever aqui… faço uma total imersão de corpo e alma… me doou por completo aqui.

E maravilhoso nesta época da minha vida eu fazer estar fazendo uma retrospectiva da minha vida. Uma benção. Sou muita agradecida.

Muita coisa aconteceu em todo este tempo da minha vida… e percebo claramente que sou fruto das minhas escolhas na vida. E o que é melhor… eu faria exatamente as mesmas escolhas… trilharia os mesmos caminhos.

Acertos e erros aconteceram, mas o mais importante é que o meu olhar resiliente, otimista e de querer aprender com eles… Passado o choque no tempo das perdas que eu tive, eu sempre reagi… me reergui, superei e com esperança em dias melhores e bom humor, continuei meu caminho rumo a ter mais qualidade de vida e em ser mais feliz. Está sempre foi a minha meta. Aproveitar o lado bom das coisas.

Sempre me preocupei em ser uma pessoa forte e em querer ensinar aos meus filhos que tudo passa e que fica melhor. Tenha paciência é o meu lema, temos tempo para tudo! Tudo vai se encaixar na hora certa. A maneira como olhamos e enfrentamos os problemas é decisivo para encontrar uma saída, construir pontes ou virar a página. A escolha é nossa… trato de fazer a minha parte… quero dar força pra todos e que saibam que aconteça o que acontecer… sempre há uma saída, uma solução… Dando certo ou não, podemos recomeçar e reconstruir nossos caminhos. É o que eu faço até hoje.

Pensei em fazer este álbum quando a medida que eu fui envelhecendo eu tive necessidade de conversar profundamente com minha mãe, mas me era impossível por causa da sua grave doença. Eu tinha tanta vontade de conversar com ela sobre tantas coisas, e na sua falta muitas vezes converso com as pessoas mais velhas, com mais experiência sobre as suas impressões sobre alguns fatos ou problemas que eu passo ou quero saber mais. Minhas reflexões com a vida! Fico entusiasmado com suas de encarar a vida… sua sabedoria que a idade e a experiência traz.

Eu quis então deixar um registro sobre as minhas impressões para que meus filhos e netos pudessem saber como me senti sobre tantas mudanças que vi no mundo e tive na minha vida pessoal, minhas conquistas e meus desafios, meus sonhos e propósitos de vida.

Um dia não estarei entre eles, mas vou deixar pra eles o que eu penso sobre a vida, como vivi e fui feliz, como brindei e que sonhei muito, como amei e me orgulhei de cada um deles… assim como superei meus maiores desafios… Tem que saber o quanto eles foram amados e importantes na minha vida. Sem eles talvez não tivesse o mesmo incentivo e motivação. Quero que se orgulhem de mim e que eu tenha marcado a vida deles de forma positiva e incentivadora… Isto me bastará. Sempre vou estar presente nos seus coração e nas suas lembranças.

#quarentena #fiqueemcasacovid19 #fiqueemcasa #pandemia

#pandemiacoronavirus

VOVÓ É UMA UVA… VOVÓ MODERNA…

Martha Medeiros sempre me encanta e surpreende com suas crônicas. Está da avó me remeteu a doces lembranças. Hoje sou uma avó bem moderna e muito diferente de como era a minha avó pra mim. Tempos modernos… quer ver só? Leia:

A palavra avó nos remete à infância, quando passávamos o domingo numa casa cheirando à comida, com toalhinhas de crochê decorando todos os ambientes e um quarto sempre na penumbra, com móveis de madeira maciça e uma enorme cadeira de balanço, onde cochilava a matriarca. Parece com a casa da sua avó também? Pois guarde esta imagem na lembrança, pois ela não se reproduzirá tão cedo. Já não se fazem mais avós como antigamente.

Os esteriótipos não são criados do nada: as avós eram assim mesmo, de cabelo branco e óculos pendurados no nariz. Toda família que se preze teve sua Dona Benta, e a imagem é tão forte que até hoje os comerciais de tevê insistem em caracterizar as vovós como senhoras idosas, rechonchudas, com aventais amarrados na cintura, cabelos presos num coque e aquele ar de quem não faz outra coisa na vida a não ser torta de amoras. E os avôs? Seja na televisão ou no rádio, todos têm voz de Papai Noel, enquanto que, na realidade, os avôs da nova era estão mais para Mick Jagger, que aliás, já tem um neto. Acorde: os avós de hoje não lembram mais das canções de ninar, mas sabem de cor a letra de Satisfaction.

Quer dizer que o lobo mau conseguiu engolir nossa vovozinha? As que usavam toquinha e tinham voz rouca foram papadas, sim, meus pêsames. Mas olhe agora, o que vemos? Avós de jeans, dirigindo jipes, cabelo pintado, óculos escuros. Avós que trabalham, que viajam, qu dão festas, que namoram. Avós que fazem lipo, aeróbica, jogam paddle e suspiram não pelo Lima Duarte, mas pelo Victor Fasano. Será que elas sabem pregar um botão? Não custa tentar, mas se a empreitada der errado, não complique. Ela terá o maior prazer em levar a netinha para comprar uma roupa nova no shopping. E o almoço de domingo? Também mudou. As avós de hoje não andam dispostas a engordar nem um grama com macarronadas familiares e muito menos a quebrar suas garras vermelhas lavando panelas. Que tal um buffet frio, muita água mineral e salada de frutas? Combinado, ela entra com a água.

Netos e netas, não se sintam desamparados. As avós de hoje são muito mais participantes. Podem não lembrar direito das histórias de Gulliver, Pele de Asno ou O Gato de Botas, mas têm históriazs pessoais tão encantadoras quanto. São mais divertidas e menos preconceituosas. Têm mais saúde e disposição para enfrentar parques, teatrinhos, zoológicos. E o fato de buscarem a eterna juventude não lhes tirou um pingo do afeto que sentem pela terceira geração. Ao contrário: nunca vi tantas avós apaixonadas por seus netos. É um amor enorme, desinteressado, sem ônus do compromisso, só do prazer. Sempre foi assim, mas agora há um fator novo: hoje as mulheres têm menos filhos, e em conseqüência, menos netos. Antigamente a família era gigantesca, e não havia memória que chegasse para lembrar o nome de toda a criançada. Hoje são só dois ou três, dá até para providenciar um mini-hotelzinho em casa para hospedá-los no final-de-semana. Tem mais: o limite de idade para engravidar foi muito ampliado, e hoje uma mulher poder ser mãe e avó quase ao mesmo tempo, encurtando as diferenças entre uma e outra. Se por um lado estamos perdendo a imagem romântica da avó que cozinha, faz tricô e tem roseiras no quintal, por outro estamos ganhando uma avó bonitona, que tem o maior orgulho ao falar de nós para as amigas e que sempre estará disposta a nos dar um colo. Desde que esteja com uma roupa de microfibra, bem entendido.

O amor, que é o que interessa, não mudou. Mas mudaram as avós. Danuza Leão, Baby Consuelo, Constanza Pascolato e tantas outras mulheres que falam gírias, bebem cerveja e estão sempre prontas para uma novidade são avós tanto quanto as nossas saudosas velhinhas de casaquinho nos ombros. Vera Fischer, Betty Lago e tantas outras gatas desta geração também já têm filhos adolescentes que não tardaram a procriar. Passarão, como toda mulher, pela menopausa, pela osteoporose e por outros distúrbios da idade, mas certamente não aceitarão o papel de uma avó caseira, bordadeira e sem outra ambição que não seja cuidar dos netos. Sempre se disse que a avó era uma segunda mãe. Pois ela nunca esteve tão parecida com a primeira.

E você que tipo de avó é?

Leia também: https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

https://oterceiroato.com/2016/08/31/eu-vou-ser-vovo-pela-primeira-vez-a-distancia/

SER AVÓ PELA PRIMEIRA VEZ… É MARAVILHOSO!

Ser avó pela primeira vez é um acontecimento único em nossas vidas, que você deve aproveitar ao máximo. Eu aproveito muitooooo… cada minuto… cada momento nosso é inesquecível! Agora imagine triplicar está dose de alegria… É muita alegria pra uma vovó coruja como eu aguentar. Hoje está é a minha realidade.

Você vai ser avó pela primeira vez?

Então prepare-se para entender sentimentos completamente novos. Descobrir que vai ser avó te enche de sentimentos contraditórios, como alegria e preocupação. Uma mistura de alegria, amor, medo, mistérios e vai sofrer uma renovação da vida.

A alegria é pela chegada de um bebê que vai roubar o seu coração. Já a preocupação é porque você provavelmente acha que tem que se preparar para esta nova etapa… assim como seu filho (a). Vai nascer aí uma nova família. Seu legado vai crescer.

Ainda assim, o amor que sentimos por nossos netos é tão grande que todos esses sentimentos acabam desaparecendo…. assim que ouvir seu netinho chorar ou dizer vovó pela primeira, você vai esquecer imediatamente todos esses pensamentos. A partir de então, compartilhará sua história com todas as outras futuras e novas avós.

Ser avó pela primeira vez é sim maravilhoso… uma experiência única, que nos marcará assim como o nascimento de nossos filhos.

Prepare-se para descobrir um novo universo dentro de você, cheio de lágrimas e sorrisos… algo que parecia adormecido… irá despertar. Os netos nos ensinam uma nova forma de amar. É um amor extraordinário, único e completamente diferente do que sentimos por nossos filhos. Parece duplicar a intensidade e forma, é mágico. Por isso, ser avó pela primeira vez é inexplicável e maravilhoso.

É abrir seu coração ❤️ pra um amor sem finitude. É perceber que a sua sementinha plantada… está dando frutos… e florescendo. Os netos são um espelho 👶🏻❤️ daquilo que começamos um dia. Trará mil recordações.

A medida que o seu netinho for crescendo, você vai começar a notar alguns traços seus e de seus filhos refletidos nele a todo momento, trazendo memórias da sua infância. Quando ele sorrir, por exemplo, fará você se lembrar dos belos sorrisos dos seus filhos quando eram pequenos.

Da mesma forma, quando ele começar a comer e a ter preferência por algumas frutas específicas, isso trará recordações de quando você era pequena e também gostava mais de determinadas frutas, e das que gosta até hoje. Doces lembranças que vem e vão.

Quando e como participar dos planos dos pais?

Esperando um convite, na sua hora e no seu momento. Como assim?

Não saia espalhando por aí a chegada do novo membro da família. Espere que os pais se manifestem. Eles vão querer ser os portadores das boas novas. Afinal a grande notícia é deles? Não seja inconveniente.

Quanto aos presentes que quiser dar ao seu neto, tente conversar com os futuros pais antes para mostrar o que deseja comprar e pedir a opinião deles, compre o que eles precisarem… Escolheram juntos vai ser bom e ajudar na medida que forem úteis e necessários. Além disso, use a sua experiência para sugerir que comprem o for necessário para o bebê. Vai descobrir quantas novidades que fazem a vida bem mais práticas surgiram até agora, vai ser surpreendente.

Dessa forma, você poderá se integrar pouco a pouco nos planos dos pais… com a delicadeza que requer o momento. Tudo isto evita futuros conflitos.

Alguns conselhos para quem vai ser avó pela primeira vez…

Converse com seus filhos sobre o quanto é maravilhoso ser avó pela primeira vez. Da sua alegria e expectativas. Ouça com o coração, fale o necessário e paciência.

É muito importante que seus filhos saibam do amor que está crescendo dentro de você diante dessa belíssima notícia, que saibam o quão lindo é ser avó pela primeira vez e participar junto dos momentos antes de ele chegar, sem exageros e invasões. Mas na medida certa.

Lembre-se que os pais também estão em êxtase vivendo momentos únicos de ansiedade, preocupação e amor. Saiba esperar e compreender este momento pacientemente.

Lembre-se de que o novo bebê é seu neto, e não seu filho. Cada um no seu lugar.

Meus netos com o tempo vão crescer e dar trabalho… precisar de limites e amor na dose certa… como toda criança. Faz parte. Aprendemos dia a dia.

É importante que você se lembre que, de agora em diante que a responsabilidade pela educação e a criação dos filhos é dos pais, e não da avó. Mas não tenha medo de intervir quando sua ajuda for solicitada… participe dentro do seu limite, como uma boa avó coruja.

CONCLUINDO ao ser avó pela primeira vez, é importante ter em mente que a relação que você vai ter com os seus netos é diferente da que tem com os seus filhos. Os netinhos são para ser adorados, abraçados, mimados e amados. Vamos construir mil histórias juntos.

Na verdade, você deve se tornar cúmplice deles, mas sem perder o equilíbrio existente entre o respeito e a autoridade dos pais e a participação da avó.

Espero que vocês aproveitem bastante este período.

PARTIDAS E CHEGADAS…

Quando viu a mala vermelha, aquela que havia tanto brincado naqueles dias… chegando á porta de saída e a porta se abrindo, com o táxi me esperando, ouviu:

⁃ Vamos nos despedir da vovó, agora.

Tudo se confirmou. João parou, imóvel na porta se encolheu todo por dentro… paralisado, me olhou com os olhos mareados… brotaram lágrimas num choro silencioso, foi como um grito surdo… uma dor sem fim.

Viu e entendeu pela primeira vez que as pessoas vão embora, como assim?Sentiu-se fragilizado… impotente, assim como todos nós, chorou: pai, mãe e avó.

João não podia fazer nada, era uma mistura de sentimentos de partida… de saudades. Chorou inconsolavelmente por 40’… A saudades já mora em mim, faz tempo.

Não há palavras para certas coisas João, você tem razão.

Me fez pensar durante o caminho para o aeroporto, como a distância e a saudades podem ser mais cruéis para as crianças, pois ainda não tem a real dimensão da partida e da chegada… nem da distância ou da saudades.

Não era eu que gostaria de te ensinar ou te fazer perceber isto… não eu, meu João. Isto me quebra toda por dentro.

Quero que saiba que assim como cheguei, fiquei… brincamos e rimos muito… fui embora, sim… por um tempo mas, eu voltarei.

Nos falaremos agora pela internet muitas vezes. E ele sempre me repete: – Vem ó ó… com o sinalzinho do avião em suas mãozinhas. Sim, eu voltarei, em breve!

Todos os dias, quando o seu pai vai buscá-lo na escola… João quer fazer o mesmo caminho em que me encontrou no meio da calçada, com a mala vermelha. E repete… repete… repete… todas as semanas, na esperança de me reencontrar no meio do caminho de volta para casa, assim como eu cheguei um dia.

Nos encontraremos sim. Não hoje, nem agora… mas vamos em breve estar juntos novamente… na mesma calçada. Pode me esperar. Eu voltarei!

Da mesma maneira que te fiz perceber a “partida”… e a “saudades”… também quero te ensinar que “voltamos”… chegamos de volta ao “ponto de partida”. Vais ver!

Mais tarde, quem sabe um dia… quando você crescer mais… eu possa lhe mostrar também que quando não enxergarmos mais o caminho de volta para o ponto de partida… é porque tudo mudou. E muda… as coisas mudam com o tempo, algumas vezes… e nós mudamos também com a vida. Não tenha medo. Construímos pontes, damos outra volta, viramos a página… e vamos chegar no lugar que queremos… num novo lugar… no nosso lugar… e construímos novas histórias…

Tudo ficará bem, pois tudo passa… acredite eu sei do que estou falando. Acredite sempre em você, na sua família e no amor. Isto é o mais importante que temos na vida. Nossas raizes… nosso alicerce.

MUITO OBRIGADA: JÁ SOMOS + DE 1200 SEGUIDORES…💗💖 500 POSTS… 500.000 VISUALIZAÇÕES 🏆🥇

“Escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore”… coisas que esperamos fazer durante a vida. Este dito popular precisa de adaptações para o século XXI e repensar. Já plantei árvores, tive 2 filhos maravilhosos e em vez de livro, resolvi escrever um #blog. Missão cumprida? Será? Quem sabe experimentar um novo hobby… viajar para países exóticos, 👀tudo isso junto… mas, eu prefiro uma atividade que que me inquiete mais do que me acalme… quero continuar a escrever… escrever… postar… aprender muito sobre as redes sociais e ver o que vira á frente.

É com muita alegria que anuncio que o meu Blog o terceiro ato na WordPress atingiu mais um marco histórico. #oterceiroato

Atingimos hoje 500.000 #visualizações; com uma média 125.000 visualizações anuais. Com 13.500 visualizações só este ano, até agora.

Queria agradecer muito a todos os meus 1.200 #seguidores 🙏🏻🥂.

Este é o 500º #post do meu blog (que começou em 2015 na WordPress) até o presente momento, geralmente edito 2 posts novos em média por semana… e outros de repente conforme os acontecimentos vão surgindo. Com assuntos variados sobre atualidades na #longevidade, avosidade, experiências de vida, morar em Portugal, #viagens, #crônicas, #aprendizagens, #positivismo com um olhar de bem com a #vida,…

Meus posts mais visualizados são estes… caso você queira dar uma olhada 👀🤩🙏🏻:

1. Eu vou ser #avó… pela primeira vez… que #felicidade!!! (29/10/2015)

https://oterceiroato.com/2015/10/29/eu-vou-ser-avo-pela-primeira-vez-que-felicidade/

2. Meu #neto nasceu!!! Seja bem vindo João Pedro… Feliz demais!!! (01/11/2015)

https://oterceiroato.com/2015/11/01/meu-neto-nasceu-feliz-demais/

3. #Aposentei e agora? Bora para Portugal?

https://oterceiroato.com/2018/08/31/aposentei-e-agora-bora-portugal/

4. Conheça a teoria dos #setenios: de 7 em 7 anos a vida muda completamente.

https://oterceiroato.com/2019/04/27/conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

Quero agradecer à todo mundo que perde um minutinho do seu dia por aqui. AMO receber os seus #comentários de carinho, confesso que isto me incentiva muitoooo. Assim como saber um pouco das vossas histórias… e contar um pouco das minhas.

Isto tudo é importantíssimo e valioso demais pra mim. A aceitação de vocês é o maior de todos os combustíveis que tenho, para a cada dia tentar fazer um trabalho ainda melhor!

Ter minhas #postagens #compartilhadas, para inspirar cada vez mais pessoas, é um grande e não tem preço.

Muito… muitooooo 🙏🏻😍Obrigada🙏🏻🥂

#oterceiroato #500post #1200seguidores #500.000visualizacoes #agradecer #escreverumblog #posts #envelhecerbem #moraremportugal #viagens #cronicas #setenios #debemcomavida

TEM MUITA SAUDADES MORANDO EM MIM…

Parto agora como sempre com o coração feliz, com nó na garganta e já cheia de #saudades… A #emoção é mútua!

Levo comigo tantas #histórias nossas e muitas registros de fotos e vídeos que serão capazes de preencher a ambos os lados, com doces #lembranças, até nosso próximo #reencontro aqui ou aí… onde for, então será…

Enquanto isso vamos nos falando pela internet, sabendo como estamos indo e seguimos em frente, sim da pra ir matando as saudades assim. A espera se tornará mais fácil.

Sei que criamos nossos #filhos para o #mundo, o que eu não sabia era que ele era tão grande. Nem imaginei o quão longe ele é. Imenso. Do tamanho do infinito!

Ensinei vocês a #sonharem, correrem atrás, criarem asas e #voarem… e assim é!!!!

Cada #desafio encontrado, uma #aprendizagem onde precisamos #repensar muitas vezes… em busca de novos caminhos, #acredite sempre haverá uma sai. Tudo passa! E passa rápido.

Cada #conquista uma #realização, com direito a #gratidão e um brinde. Me realizo assistindo e participando das #realizações de cada sonho por vocês #conquistado. Cada vitória de vocês é minha também… tudo tão nosso.

Nosso João está #desabrochando e descobrindo um novo mundo cheio de sons e cores. Um mundo que ele tem ansiedade e pressa pra experimentar e descobrir tudooo, por dentro e por fora. Parece correr atrás do tempo perdido… não quer esperar… não quer perder tempo. Paciência!!!

Lindo poder presenciar isto tudo de perto, junto com vocês… são para poucos. Temos muito o que brindar nesta etapa da sua jornada. É longa, mas já deu a largada… e está muito veloz. Seus olhinhos espertos e vivos tem um brilho especial. Brilho cheio de #emoção.

Rápido ele aprende e observa tudo. Independente e decidido, resolve tudo que consegue ou pensa que pode. Determinado, persistente e inteligente como seus pais. Atrapalhado como muitos da nossa família, que o torna marca registrada dos nossos. Vou sentir saudades dos seus abracinhos e de ouvir ele chamando — Vem ó ó.

João tem muita sorte de ter vocês como #pais, dizem que escolhemos antes de vir, a #família vamos querer ter… ele não poderia ter escolhido melhor.

É muito bom ele poder estar com vocês num País de primeiro mundo, onde a saúde é levada a sério, e ele poderá ter todos os tratamentos mais modernos, os melhores do mundo. Tudo se encaixando!Ter vocês como pais… atenciosos, #amorosos, #dedicados, preocupados, atentos, trabalhadores, persistentes, pacientes, informados, corajosos e #resilientes… ele não poderia ter escolhido melhor. Parabéns pelo empenho de vocês, continuem assim dialogando, #companheiros de viagem… parceiros em tudo, se #amando, se #protegendo, #cuidando e se #respeitando sempre. João só terá do que se orgulhar.

Família é o bem mais preciso que temos na #vida!

Foi um previlégio poder participar de tantas coisas boas com vocês… Este foi um grande ano.

Obrigada por tudo, desculpa alguma coisa… sabe como é tanto tempo junto, as vezes dá umas estressadinhas rsrsrs.

Saiba que o tempo que estivemos juntos, foram pra mim únicos e #maravilhosos. Inesquecíveis! Nossos bons #momentos ficam para sempre na #memória do coração.

Poucas #mães tem o previlégio de poder conviver por tanto tempo com a família dos filhos depois que se casam… certamente não assim, dia e noite e por tanto tempo juntos.

Deus nos deu a #distância e a saudades, sim não podermos estar juntos sempre que quisermos ao vivo e a cores durante os meses. Mas… nos reservou algo bem melhor. Corações e mente sempre unidos pelo #pensamento e pela alma… Ele nos deu de presente, algo muito maior… de tempos em tempos temos muito mais que a maioria das pessoas tem. Nos deu momentos juntos que são vividos com tanta intensidade, cheios de ternura, cuidados e amor como nunca pensamos ter.

Tudo isso é capaz de preencher nossos corações e guardar eternas #lembranças. Descobri que há momentos em nossa vida que bem o tempo é capaz de apagar. Muitas histórias construídas.

Sinto-me #abençoado por isto é tantas outras coisas que recebemos. Gratidão!

Que Deus os abençoe e proteja. Até breve. Se cuidem. Amo vocês.

PS: Cortou meu coração ver nosso Joãozinho chorar com tanto sentimento e pureza. Espero que ele compreenda que em breve estaremos juntos novamente. ❤️😍

OS AVÓS NUNCA MORREM, APENAS FICAM INVISÍVEIS!

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“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração”. Fênix Faustine

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração.

Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos. Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. Convidamos você a refletir sobre esse tema conosco.

O adeus dos avós: a primeira experiência com a perda

Muitas pessoas têm o privilégio de ter ao seu lado algum dos seus avós até ter chegado à idade adulta. Outros, pelo contrário, tiveram que enfrentar a morte deles ainda na primeira infância, naquela idade em que ainda não se entende a perda de uma forma verdadeiramente real, e onde os adultos, em certas situações, a explicam mal na tentativa de suavizar a morte ou fazer de conta que é algo que não faz sofrer.

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A maioria dos psicopedagogos diz de forma bem clara: devemos dizer sempre a verdade a uma criança. É preciso adaptar a mensagem à sua idade, sobre isso não há dúvidas, mas um erro que muitos pais cometem é evitar, por exemplo, uma última despedida entre a criança e o avô enquanto este está no hospital ou quando fazem uso de metáforas como “o avô está em uma estrela ou a avó está dormindo no céu “. É bom saber:

  • É preciso explicar a morte às crianças de forma simples e sem metáforaspara que elas não criem ideias erradas. Se dissermos a elas que o avô foi embora, o mais provável é a criança perguntar quando é que ele vai voltar.
  • Se explicarmos a morte à criança a partir de uma visão religiosa, é necessárioincidir no fato de que ele “não vai regressar”. Uma criança pequena consegue absorver apenas quantidades limitadas de informação, dessa forma, as explicações devem ser breves e simples.
  • As crianças irão nos fazer muitas perguntas que precisam das melhores e mais pacientes respostas. A perda dos avós na infância ou na adolescência é sempre algo complexo, por isso é necessário atravessar essa luta em família sendo bastante intuitivos perante qualquer necessidade dos nossos filhos.

§  Embora já não estejam entre nós, eles continuam muito presentes

  • Os avós, embora já não estejam entre nós, continuam muito presentes nas nossas vidas, nesses cenários comuns que compartilhamos com a nossa famíliae também nesse legado verbal que oferecemos às novas gerações e aos novos netos e bisnetos que não tiveram a oportunidade de conhecer o avô ou a avó.
  • Os avós seguraram as nossas mãos durante um tempo, enquanto isso nos ensinaram a andar, mas depois, o que seguraram para sempre foram os nossos corações, onde eles descansam eternamente nos oferecendo a sua luz, a sua memória.

É também importante ter em conta que a morte não é um tabu e que as lágrimas dos adultos não têm que ficar ocultas perante o olhar das crianças. Todos sofremos com a perda de um ente querido e é necessário falar sobre isso e desabafar. As crianças vão fazer isso no seu tempo e no momento certo, por isso, temos que facilitar este processo.

A presença deles ainda mora nessas fotografias amareladas que são guardadas nos porta-retratos e não na memória de um celular. O avô está naquela árvore que plantou com as suas próprias mãos, e a avó no vestido que nos costurou e que ainda hoje temos.

Estão no cheiro daqueles doces que habitam a nossa memória emocional. A sua lembrança está também em cada um dos conselhos que nos deram, nas histórias que nos contaram, na forma como amarramos os sapatos e até na covinha do nosso queixo que herdamos deles.

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Os avós não morrem porque ficam gravados nas nossas emoções de um modo mais delicado e profundo do que a simples genética. Eles nos ensinaram a ir um pouco mais devagar e ao ritmo deles, a saborear uma tarde no campo, a descobrir que os bons livros têm um cheiro especial e que existe uma linguagem que vai muito mais além das palavras. É a linguagem de um abraço, de uma carícia, de um sorriso cúmplice e de um passeio no meio da tarde compartilhando silêncios enquanto vemos o pôr do sol. Tudo isso perdurará para sempre, e é aí onde acontece a verdadeira eternidade das pessoas.

No legado afetivo de quem nos ama de verdade e que nos honra ao recordar-nos a cada dia.

Fonte: Valéria Amado (o segredo)

O ASILO DOS MEUS SONHOS!

Déa Januzzi, nos presenteando com mais uma bela crônica, leia:

Um dia, ainda vou construir um asilo para velhos. Mas a primeira medida que vou tomar será achar um outro nome para asilo, que não lembre morredouro, como proclamou Simone Beauvoir, no livro Envelhecer, para definir um lugar onde os velhos são depositados para morrer. Não vou mudar só o nome, mas também a filosofia. Vou pintar as paredes do asilo com as cores do arco-íris, abusar dos amarelos, laranjas e vermelhos. Vou abolir os azulejos brancos, insípidos, frios como lápides. Colocar girassóis nas janelas. Vou plantar grama por toda a parte interna da casa, para que os velhos andem descalços e sintam a relva roçar os pés como cócegas.

No asilo que vou construir haverá quintal, jardins e árvores por todos os lados. As janelas estarão sempre abertas para o vento que vai entrar pelos cômodos, passear pelos cabelos dos idosos, levantar as saias e os chapéus, arejar os corações com o aroma das manhãs. Colocarei uma fonte luminosa em cada corredor. Nada de bingo e orações em excesso. Os idosos da minha comunidade vão pintar sóis ao despertar de cada dia, com os próprios pés, que serão mergulhados em baldes de tinta. O ritual será como um escalda-pés de cores. Vou ungir os velhos com a minha fé num mundo novo. No meu asilo, que definitivamente não terá esse nome, não permitirei capelas por todos os lados, como se os idosos já estivessem à beira da morte. Nada de missa demais, cânticos de qualquer igreja, com honrosa exceção para o canto gregoriano dos monges beneditinos, pois os idosos precisam de bancos ao ar livre e não de sepulcros.

Vou pintar o teto de azul e colocar estrelas fosforescentes, para que eles durmam com os olhos nas constelações. Não haverá escuridão nem gritos depois que as luzes se apagarem, mas o brilho das estrelas do teto, sob o ruído suave e persistente das fontes. Todos os idosos poderão ter um animal de estimação, um pássaro, uma tartaruga, um cão, um gato. Mesmo que de pelúcia. Todos poderão verter lágrimas. O choro será livre, em nome dos filhos que os abandonaram sem deixar endereço. Haverá o dia de chorar pelos filhos que enterraram os pais vivos nos asilos. Neste dia, todos os idosos poderão xingar, gritar, deixar toda a raiva sair para fora, como um mar de ondas revoltas.

Os almoços serão sempre festivos e a comida terá um sabor especial, com temperos suaves. Não dispensarei alho, cebola, manjericão, alecrim, sálvia, salsinha, cebolinha. Com gosto de viver, para que o paladar se torne cada vez mais apurado. Nada de pratos de alumínio ou de plásticos. Os idosos vão comer em pratos que escolherão. Haverá o dia da sobremesa que tem gosto de infância, como ambrosia, arroz doce, bala delícia, brigadeiro, amor em pedaços.

O café da manhã será uma celebração. Amanhecer na velhice é mais do que um privilégio, é festejar mais um dia de vida, mais uma dádiva, que será posta na mesa junto com o café com leite, pães feitos por Magui, no Sítio Sertãozinho, com ervas e boas intenções, além de iogurte, cereais, mel e frutas. O café da manhã vai durar uma eternidade. Será uma espécie de ritual, com músicas da nova era para despertar os sentidos. Depois, haverá aulas de alongamento e todos irão para o jardim, tomar sol e brincar. Haverá até um quarto de brinquedos, pois os velhos se tornam crianças. É a idade do desconhecimento, de falar e de fazer o que tiver vontade. Que o diga dona Conceição, de 75 anos, que vive num asilo da capital. Ela não se desgruda de uma enorme boneca de borracha. Ela só encontrou a paz da velhice, depois que teve uma boneca entre os braços, para cuidar, proteger, ser útil. A boca entreaberta da boneca revela que Conceição não a deixa com fome. Pedacinhos de pão escorregam pela boca da bonequinha.

No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, não será pecado envelhecer, ter rugas e cabelos brancos. Para isso, vou pedir ajuda aos contadores de história, aos Doutores da Alegria, aos Anjos da Dança, aos terapeutas de Alexandria e holísticos, aos tanatologistas, aos psicólogos das oficinas da memória, aos mágicos, palhaços, aos artistas, para que se revezem no ofício de transmutar a vida. No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, os velhos vão poder namorar, casar, separar, porque o sexo não é coisa de jovem. O desejo não envelhece nunca.nem morre. Haverá bangalôs para os casais enamorados, a praça do footing, da pipoca e do algodão-doce e até um parque de diversões, com lago e patos. Haverá saraus de poesia, com declamação de poemas longos, infindáveis.

Os jovens farão de seus braços bengalas para os velhos. Juntos, eles caminharão pelas alamedas, serão companheiros nessa viagem pelo tempo de viver. O passado e o futuro, sem confronto, porque o respeito será traduzido em abraços, rodas de conversas, música, malabarismo e até fogueiras nas noites de inverno, com canjica, quentão e quadrilha. E, quem sabe, um copo de vinho tinto. Haverá óleos essenciais para massagens curativas. Os corpos dos velhos exalarão o doce perfume de sândalo.

Eles poderão rabiscar as paredes. Cada morador dessa comunidade poderá levar para o seu quarto, lembranças de antigas casas: panelas, porta-retratos, quadros, cadeiras de balanços, xícaras de porcelana, cristais, álbuns de fotos, linhas, baús, xales, tudo o que levar ao aconchego, todas as recordações afetivas. Ninguém poderá destituir os mais velhos de seus pertences e recordações. Nessa comunidade, com certeza, eu levaria até a minha mãe, para morar no andar debaixo do meu sótão, bem junto de mim. Quando eu estiver lá em cima, escutarei o barulho da cadeira de balanço a ranger ternura, exalar história e sabedoria por todas as frestas desse asukim que não terá esse nome nem cheiro de solidão.

Esta crônica foi publicada originalmente no jornal Estado de Minas.

UM BRINDE Á NÓS!

Bia Barco Bus Paris 2015-06-09 19.42.13

“A vida é tão perfeita que nos dá a chance de recomeçar a todo instante”. Andreza Filizzola

 “Gostaria de te desejar muitas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que vocês tenham muitos desejos… Desejos grandes! E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo de sua felicidade!” (Drummond). 

Hoje é o aniversário do nosso casamento, 15 anos juntos…. com meu amor, amigo e companheiro… da pessoa mais importante que preenche minha vida, meu coração e minha alma! Parabéns maridinho. Parabéns família! Sabe preciso contar algumas coisas pra você (s)…

Valeu a pena conhecer você… Valeu a pena ter deixado o destino nos fazer encontrar, na hora certa… um momento único! Valeu a pena ter correspondido ao primeiro impulso… Valeu a pena ter ultrapassado barreiras… Valeu a pena acreditar que podia dar certo e ter seguido em frente… Valeu a pena ter tido paciência… e esperança! Valeu a pena ter tido compreensão… ter recebido e dado tanto amor… Valeu a pena ter feito amor… e ter me doado completamente a você e aos seus filhos… Valeu a pena ter cuidado dos meus filhos… dos seus filhos… dos nossos filhos!

Valeu a pena ter dado uma chance ao destino de nos conhecermos melhor… e nos entregarmos de corpo e alma… Valeu a pena juntos termos reconstruído nossas famílias… Valeu a pena ter escolhido você pra caminhar comigo… seguir a vida… construir uma nova história… a nossa história!

Valeu a pena superarmos os problemas juntos… tentar e tentar… Valeu a pena cada um dos desafios enfrentados… desafios que nos fortaleceram… e juntos tentamos supera-los… erramos e acertamos tantas vezes… E foram (que são) tantas!!!! Insistimos e superamos todos juntos… e os desafios nos levaram longe… ainda estamos adquirindo nossas aprendizagens! Refizemos e construímos uma nova família, a nossa família… linda, pulsante, viva, intensa…  com toda a imperfeiçoes que a vida nos proporciona … mas tudo baseada no amor e na compreensão. Continuamos aprendendo ainda todos… dia a dia!

Valeu a pena tudo! Tudo isso mesmo… valeu a pena!!!

Quero que saiba meu amor (e todos da nossa família) que valeu e vale muito a pena sim estar compartilhando minha vida com você (s)… Vale a pena tudo que somos, quando estamos juntos! Somos todos loucos… uns pelos outros!

Vale a pena amadurecer e envelhecer junto com você… é uma benção, só tenho o que agradecer. Vale muito a pena, tudo mesmo!

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Com vocês, nossos filhos adorados nos completando ainda mais: Bruno, Michelle, Ca e André.

Amo muito a nossa família, que agora vem crescendo… com os netinhos chegando João PedroEva e Noah… lindos e maravilhosos, nos completando ainda mais, alegrando mais ainda tudo o que já tínhamos… Tudo floresce da melhor maneira que poderíamos ter e ser… é a vida que se transforma e renova.

Vale muito a pena, tudo mesmo!

Com vocês sempre junto conosco, e vem completando e aumentando com suas famílias… Bruno e Vanessa; Michelle e Fabio; Cá e Renaud… só tenho a agradecer.

Vale a pena brindar a vida com você… Nossa vida esta perfeita do jeitinho que é! Confesso que faria tudo novamente, igualzinho!!!

Te amo muito viu Zé?

E vocês nossos meninos! As suas famílias… aos nossos queridos netinhos… Um brinde a todos nós!

 

 

A ARTE DE SER AVÓ!

“Ser avó é retornar a infância, em viagem de primeira classe”. Jane Leal

Não tem coisa melhor do que ser uma vovó coruja… Tenho dois netinhos muito lindos já: João Pedro e Eva… mas acaba de chegar mais um… o príncipe Noah… outro netinho muito amado, uma benção!

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem te passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de seu filho é mais filho que o filho mesmo… se é que isso é possível. Gosto do que a Rachel de Queiroz descreve sobre o que é ser avó:

Quarenta anos, quarenta e cinco, (cinquenta… sessenta, setenta, oitenta… não importa!) Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões mas de saber que a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda. Cresceram… amadureceram…

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as chatices e mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe… rsrsrs. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca” ou muito pouco. Deixa se lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer bolinhos e chocolate, tomar café! Ah! Pode mexer no armário de louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar o copo d’a água , acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone… enfim pode quase tudo! Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna. Clique aqui para ler mais.

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague… (O brasileiro perplexo, 1964. – Rachel de Queiroz)

Uma boa reflexão né?